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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Professores fazem patrulha na escola

Sucessivos casos de violência levaram a Escola Básica dos 2º e 3º ciclos Ruy Belo, em Monte Abraão, Sintra, a adoptar medidas radicais. Numa reunião geral de professores, realizada dia 18, decidiu-se que os docentes passam a patrulhar a escola, em regime de voluntariado. "A ideia é aumentar a nossa presença, numa acção dissuasora", contouuma professora. Foi também proibida a utilização de telemóveis e MP3, uma vez que muitos dos casos estão relacionados com o roubo destes aparelhos. "Os alunos e os pais já foram informados. Haverá sanções disciplinares para quem não cumprir", disse a mesma fonte.Os professores decidiram ainda enviar uma carta à Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo (DRELVT) para voltar a expor os problemas. E ponderam fechar a escola, numa acção de protesto, caso as respostas tardem.
A 26 de Janeiro, o CM noticiou a agressão por parte de um aluno de 13 anos a uma auxiliar, bem como a sucessão de casos de violência, com 60 suspensões aplicadas só no primeiro período – o número subiu agora para 82 – e a criação de um Gabinete de Intervenção Disciplinar. Após a publicação da notícia, uma reunião juntou responsáveis da escola, elementos da Comissão de Protecção de Menores, da DRELVT, da PSP e do Tribunal de Família e Menores de Sintra.
fonte do Ministério da Educação garantiu ontem que 'há uma mobilização dos parceiros relevantes' para resolver os problemas. Mas as soluções tardam. 'A escola está inserida num meio com níveis socio-económicos baixos, muitos dos alunos são filhos de imigrantes, há gangs com tentáculos dentro da escola', afirma uma docente, explicando que aquela 'está preparada para 600 alunos, mas tem quase mil'. 'Precisamos de ajuda: de auxiliares, assistentes sociais, psicólogos, vigilantes, de mais meios humanos e materiais', diz a mesma fonte, garantindo contudo que 'não há drogas nem álcool na escola'.



Bernardo Esteves / André Pereira

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Castigo para agressores

Os quatro alunos que agrediram uma colega no Monte da Caparica (Almada) na sexta-feira vão ser “impedidos de fazer o que mais gostam”. Foi esta a garantia dada ontem aos pais de Ana Milene, a menina de 10 anos que foi agredida.




O Conselho Executivo da escola reuniu com os pais de Ana Milene e com a GNR, a quem foi apresentada queixa formal. No encontro, Rute Baptista, mãe da aluna, teve conhecimento de que os agressores “não vão a visitas de estudo”. Embora ainda não sejam conhecidas as medidas disciplinares aplicadas, o Estatuto do Aluno prevê medidas como a suspensão durante 5 ou 10 dias ou até mesmo a expulsão, de acordo com as circunstâncias. O Conselho Executivo não quis prestar esclarecimentos.

Apesar de este ser considerado “um caso isolado de violência”, a situação não tranquiliza pais e alunos. Para Rita Silva, mãe de uma aluna do 7º ano, “mais vigilância teria evitado muita coisa”. Sónia Domingos, mãe e representante dos pais do 1º ano, admite que se trata de uma zona com problemas de exclusão social, o que obriga “os professores a assumirem o papel de pais”.





Joana Nogueira

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Professor agredido por tio de aluno à porta da escola

A PSP vai comunicar ao Ministério Público a agressão sofrida, terça-feira, por um professor de Inglês da Escola Básica 2,3 Dr. Francisco Sanches de Braga, que ficou a sangrar abundantemente depois de esmurrado pelo tio de um aluno, disse fonte da corporação.

Segundo o JN apurou, o professor foi agredido a soco quando fumava um cigarro, à porta da escola, na companhia de outro docente, ao final da tarde.

Os Bombeiros Voluntários de Braga levaram o professor, com ferimentos ligeiros, ao Hospital de S. Marcos.

Na Urgência, os médicos verificaram que o agredido não tinha nenhum osso partido, pelo que lhe deram alta por volta das 21 horas.

Uma outra fonte da Escola garantiu à Lusa que o aluno em causa vai ser alvo de um processo disciplinar, devendo o caso ser também analisado pela DREN - Direcção Regional de Educação do Norte.

O caso foi presenciado por outros membros da comunidade escolar, que, além de poderem testemunhar sobre a identidade do familiar do aluno, tiraram, ainda, a matrícula ao carro onde este se deslocou.
JN

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Mordidela na professora dá suspensão

Vai ser suspenso, por período ainda a determinar, o aluno de dez anos que mordeu uma professora no braço, na escola Neves Júnior, em Faro. O número de dias será decidido por Francisco Soares, presidente do Conselho Executivo da escola, após ouvir o menino.


"Falei hoje com os encarregados de educação que me pediram desculpa pelo comportamento do filho", disse Francisco Soares. "Expliquei-lhes que iria ser aplicada uma acção sancionatória grave, provavelmente a suspensão", acrescentou o presidente do Concelho Executivo.

Recorde-se que o aluno mordeu a docente Ana Lares, na semana passada, como reacção a um castigo aplicado pela professora devido a mau comportamento.

J.M.G.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Aluno morde professora

Uma professora de uma escola de faro foi agredida à dentada por um aluno, de 10 anos. A docentevai apresentar queixa nos próximos dias.


A professora Ana Lares, docente de Inglês há 33 anos e a trabalhar no agrupamento de escolas do 1º, 2º e 3º ciclos da escola Neves Júnior, em Faro, disse ter sido mordida num braço quinta-feira, depois de um desacato provocado pelo aluno durante uma aula de estudo acompanhado, segundo avança a imprensa de hoje.

Depois da agressão, o estudante foi levado ao Conselho Executivo da escola, mas não estava presente nenhum responsável, e a professora pediu então a presença no local da PSP, tendo um elemento da Escola Segura estado nas instalações 15 minutos depois para registar a ocorrência.

A professora tem agora um prazo legal de seis meses para apresentar queixa e assegurou que vai fazê-lo nos próximos dias.
C.M.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Mãe ameaça professora com navalha

A mãe de uma aluna da Escola José Ruy, na Reboleira, concelho da Amadora, ameaçou com uma navalha uma professora do estabelecimento, tendo de ser afastada do recinto por elementos da Escola Segura da PSP.

O caso ocorreu na semana passada, quando a mãe da menina de seis anos foi falar com elementos docentes da escola e acabou por ameaçar uma professora com uma arma branca de pequenas dimensões. A ocorrência levou à chamada de elementos da Escola Segura que, quando chegaram ao local, encontraram a mulher mais calma.

A Polícia identificou a mãe da criança e elaborou um auto de notícias das ameaças e tentativa de agressão.

Segundo um funcionário da instituição, a aluna, que frequenta o 1.º ano do primeiro ciclo do ensino básico na referida escola - que está integrada no Agrupamento Dr. Azevedo Neves - estava já sinalizada pela Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco e manifestava um comportamento agressivo para com os colegas e funcionários.

O episódio deixou os professores e funcionários da escola perplexos e com medo. A PSP já reforçou a segurança no local.

A maioria dos alunos este estabelecimento de ensino vive com dificuldades económicas graves e em condições de vidas e estruturas familiares deficitárias, segundo um Projecto Educativo do agrupamento a que pertence.
C.M.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Jovem esfaqueado junto a escola de Viseu

Um jovem de 20 anos, aluno da Escola Secundária Emídio Navarro, em Viseu, foi esta sexta-feira esfaqueado nas imediações do estabelecimento de ensino. O seu agressor foi detido pouco depois pela PSP.


De acordo com o comandante interino da PSP de Viseu, Almeida Campos, o jovem foi esfaqueado nas costas por volta das 10h30, com “uma navalha tipo borboleta, cujo uso e porte é proibido por lei”.

Um agente da PSP, que se encontra próximo do local, foi alertado por um cidadão para o incidente, tendo detido pouco depois o agressor.

Almeida Campos adiantou que o detido, de 42 anos de idade, “tinha a arma branca escondido junto aos sapatos, dentro das meias, ainda com manchas de sangue”. O suspeito confirmou a agressão, alegando que o aluno e outros colegas “tinham danificado o seu carro pessoal”.

O jovem, esfaqueado nas costas, foi transportado para o Hospital de São Teotónio, em Viseu, onde se encontra “fora de perigo”. O agressor será ainda hoje presente ao Tribunal Judicial de Viseu para primeiro interrogatório e consequente aplicação da medida de coacção.

CM

Vândalos incendeiam parcialmente escola recém-inaugurada

Duas salas do pré-escolar da nova Escola Básica 1/Jardim de Infância de Cajados, concelho de Palmela, foram destruídas - uma delas incendiada. A PJ de Setúbal está a investigar o caso. O ataque ocorreu durante a madrugada e teve como alvo a Escola Básica 1/Jardim de Infância de Cajados, inaugurada a 15 de Setembro.

Cerca de meia centena de crianças da freguesia rural da Marateca, Palmela, ficam agora em casa por tempo indeterminado, anunciou a autarquia, que qualifica o crime de «vandalismo».

Os atacantes terão entrado por uma janela, incendiando um sofá, cujas chamas se propagaram ao restante mobiliário, e destruindo equipamento diverso e materiais de trabalho das crianças.


A destruição completa do edifício foi apenas evitada com a chegada de uma equipa da empresa de segurança privada que vigia a escola, que chamou de imediato os Bombeiros Voluntários de Águas de Moura.

O caso foi comunicado à GNR de Poceirão e à PJ de Setúbal, que investiga agora o crime.

A Câmara Municipal de Palmela, que recorda ter investido 800 mil euros na construção daquele equipamento escolar, afirma estar «a trabalhar no sentido de garantir o mais rapidamente possível a reparação dos estragos e o reinício das actividades».


O edifício escolar foi inaugurado há menos de seis meses.
© DRSOL

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Segurança escolar espera há dois anos

Quase dois anos depois de ter sido criada pelo Governo, a Equipa de Missão para a Segurança Escolar (EMSE) ainda não apresentou o sistema de segurança nas escolas que esteve na base da sua criação. A EMSE funciona na dependência da Ministra da Educação, no edifício da 5 de Outubro, e resultou do despacho conjunto 222/2007 dos Ministérios das Finanças, Administração Pública e Educação, publicado em Diário da República a 5 de Janeiro de 2007.


No despacho ficou estipulado que a EMSE "tem como finalidade principal a concepção, desenvolvimento e concretização de um sistema de segurança nas escolas". Mas quase dois anos volvidos não há notícias de que tal tenha sucedido. "Não existe nenhum sistema de segurança nas escolas elaborado pela EMSE e também não tem havido relatórios anuais das suas actividades, como era suposto", disse ao CM João Grancho, presidente da Associação Nacional de Professores e coordenador da Linha SOS Professor.

Confrontado pelo CM, o assessor do Ministério da Educação, Rui Nunes, não confirmou que o sistema de segurança esteja já elaborado, referindo apenas que "do trabalho da EMSE resultou um conjunto de medidas e sugestões de políticas que foram sendo consideradas mas não tem necessariamente de ser tudo tornado público". O assessor sublinhou, ainda, que a área da segurança obriga à contenção na disponibilização da informação.

Entre os objectivos da EMSE contava-se, ainda, a elaboração de um "plano de acção nacional para avaliar a problemática da segurança escolar" e de "medidas necessárias para combater a insegurança e violência escolar". Outro dos objectivos era "realizar um levantamento das escolas de maior risco para serem ligadas a uma central pública de alarmes".

Bernardo Esteves

sábado, 27 de dezembro de 2008

Escola abre inquérito após incidente da arma de plástico

A reunião do Conselho Executivo da Escola Secundária do Cerco do Porto com os alunos que apontaram uma pistola de plástico a uma professora, alegadamente numa brincadeira, terminou com a decisão de abrir um inquérito ao sucedido.A reunião culminou sem qualquer declaração dos presentes mas, de acordo com a presidente da Associação de Pais, Lina Maria, ficou decidido que todas as partes envolvidas serão ouvidas num inquérito a dirigir por alguém «imparcial» e a indicar pelo Conselho Executivo.

Falando à agência Lusa, Lina Maria defendeu que o inquérito «não deve ser desenvolvido a quente, tendo em atenção que pais e alunos estão ainda muito nervosos com tudo o que aconteceu».

«Se calhar, é melhor acalmar um bocadinho, para que as coisas possam ser feitas com discernimento», sublinhou Lina Maria.

Na origem deste caso ocorrido na Escola EB 2,3/S do Cerco do Porto, na zona oriental da cidade, está um vídeo, com cerca de 30 segundos, filmado com um telemóvel, que mostra um grupo de alunos a ameaçar a professora de Psicologia com uma arma de plástico, exigindo melhores notas.

O incidente ocorreu a 18 de Dezembro, último dia de aulas do primeiro período, com uma turma do 11º ano de escolaridade.

Na reunião de hoje, os alunos garantiram que não tiveram intenção de agredir ou violentar alguém, «muito menos a professora».

«Aquilo foi resolvido na altura. Eles próprios acharam que tinham passado os limites e pediram desculpa à professora. Ela aceitou e tudo ficou por aí, tanto que [a professora] não fez qualquer participação», revelou a presidente da Associação de Pais.

«Terão passado as imagens a alguém que não é tão amigo deles quanto pensam e que as colocou no Youtube», referiu Lina Maria. De qualquer forma, a associação de pais reconhece que o comportamento dos alunos foi incorrecto.

«E os alunos tiveram consciência disso, o que acho muito importante», frisou.

A directora Regional de Educação do Norte, Margarida Moreira, já desvalorizou o incidente na Escola do Cerco do Porto, considerando, em declarações à Lusa quinta-feira, que se tratou de «uma brincadeira de muito mau gosto, que excedeu os limites do bom senso».

Lusa / SOL

domingo, 21 de dezembro de 2008

Santarém: Ministério da Educação vai ouvir mãe de aluno que terá sido vítima de racismo

O Ministério da Educação ainda não ouviu a mãe do aluno da Escola Mem Ramires, em Santarém, que há nove meses acusou um professor de Música de racismo e xenofobia, por ter dito "entra lá, ó preto!", quando o filho se preparava para entrar na sala. Teresa Lemos, mãe do menor de 12 anos, só amanhã será ouvida por um inspector da Direcção-Geral de Educação de Lisboa e Vale do Tejo, na sequência da queixa.


O presidente do conselho executivo da escola, António Pedro, disse ontem ao CM que este processo nada tem a ver com a escola. Ao nível interno, o processo disciplinar levantado ao professor está concluído, faltando apenas a entrega do relatório final, o que está "para breve".

Após os acontecimentos, em Março, um inquérito interno da escola concluiu que o professor devia um pedido de desculpas ao aluno. Este recusou, alegando que nunca proferiu a expressão, o que deu origem ao processo disciplinar. No Ministério Público, decorre um inquérito, na sequência de duas queixas-crime, da mãe do aluno contra o professor, por xenofobia, e do docente contra a mãe do menor, por difamação.

João Nuno Pepino

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Aluna constituída arguida aos 9 anos

Uma aluna de nove anos da Escola Básica nº 1 da Pedrulha, em Coimbra, foi constituída ‘arguida’ no âmbito de um processo disciplinar e a mãe notificada com documentos recheados de frases típicas de uma acusação judicial. A criança – que se envolveu numa briga com uma colega que já a tinha ferido – foi acusada e obrigada a mudar de estabelecimento de ensino.

A mãe da menor, Alexandra Sampaio, mostrou-se ontem revoltada com a situação e vai apresentar uma queixa ao Ministério da Educação. O que mais a indigna é a filha ser a "arguida" quando "foi ela a vítima", mas os termos usados na notificação enviada pela escola também lhe desagradam. Embora o Estatuto do Aluno preveja a utilização da palavra "arguido" (no sentido de acusado), a linguagem do documento é a própria de uma acusação para um julgamento em tribunal.

Nos documentos constam frases e expressões como "a arguida agiu de forma livre e consciente, bem sabendo que a sua conduta era violadora dos seus deveres enquanto aluna" ou "notifica-se a aluna para depor como arguida".

A briga que motivou o processo ocorreu em Outubro, quando a menor foi insultada por uma colega mais velha e acabou por, segundo a "acusação", lhe dar "uma bofetada na cara", tendo as duas trocado agressões. Alexandra Sampaio garante que a filha "andava a ser vítima" desta colega desde Janeiro e que até já tinha participado a situação à professora e pedido apoio psicológico para as menores. "A miúda em causa é muito problemática e já tem agredido outros colegas, por isso pedi ajuda", conta. "A professora sempre me disse que não podia fazer nada e por isso desta vez decidi apresentar queixa no Agrupamento de Escolas da Pedrulha, esperando que protegessem a minha filha e não que a condenassem e tratassem como se fosse um monstro, como veio a acontecer", lamenta.

"A escola falhou em todo o processo: a minha filha foi acusada e à outra miúda não aconteceu nada", diz a mãe, explicando que a "única solução" foi transferir a menor para outra escola.

Segundo Alexandra Sampaio, os problemas começaram quando, no ano lectivo passado, uma aluna repetente entrou para a turma da filha e lhe começou a "roubar o lanche para o deitar no lixo, batendo-lhe quando ela não o entregava".

A menor, que frequentava a escola da Pedrulha desde a pré-primária, foi agredida na cara em Fevereiro e, diz a mãe, "as marcas foram tão profundas que ainda hoje se vê". Passado algum tempo, a criança "voltou a chegar a casa com o rosto marcado, dizendo que tinha sido a colega".

Alexandra garante que a filha, que sempre foi "uma excelente aluna", está "traumatizada" e chegou a ter "pesadelos com a colega". Segundo a mãe, a professora terá dito que reconhecia que a aluna em causa era "violenta" e que "lhe costumava cortar as unhas para não arranhar os outros meninos".

A presidente da Comissão Provisória do Agrupamento de Escolas da Pedrulha, Isilda Barros, disse ontem desconhecer o caso, referindo que "os processos disciplinares devem ser tratados na escola com os alunos e os encarregados de educação".

"Não sei do que está a falar. Temos muitos alunos e processos", afirmou, garantindo não ter registo de "nenhum aluno que tenha sido transferido por causa de um processo disciplinar". A mãe diz que omitiu o verdadeiro motivo para facilitar a mudança. Quanto ao facto de a aluna ser tratada como arguida, Isilda Barros garante que tudo decorre "dentro do que está previsto na lei".

A instrutora do processo, Carla Diogo, escusou-se a falar. O CM contactou o Ministério da Educação, que remeteu o assunto para a Direcção Regional de Educação do Centro, que não respondeu em tempo útil.


Cátia Vicente/C.Manhã

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

CONCURSO - A nossa escola pela não violência

O concurso A nossa escola pela não violência pretende premiar produtos e acções de sensibilização produzidos por alunos e alunas do 3º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário, que privilegiem a disseminação de informação contra todas as formas de violência exercida nos contextos das relações de intimidade, dando particular ênfase àquelas consubstanciadas em razão de género.

Conforme a Resolução do Conselho de Ministros nº 83/2007 de 22 de Junho – que aprova o III Plano Nacional Contra a Violência Doméstica (2007-2010) – o combate à problemática da Violência Doméstica tem vindo a merecer um novo enfoque na sociedade portuguesa, enquadrado numa política mais ampla de promoção da igualdade de género enquanto referencial de uma cultura democrática.

Como meio privilegiado de socialização, a Escola tem como missão proporcionar igualdade de oportunidades e educar para os valores do pluralismo e da igualdade entre homens e mulheres. A eliminação da discriminação em função do género e, consequentemente, de relações de intimidade marcadas pela desigualdade e pela violência, constitui parte essencial da educação para os direitos humanos, para o respeito pelos direitos e pelas liberdades individuais na perspectiva da construção de uma cidadania para todos e todas.

Este Concurso deverá servir de mote a práticas que promovam o combate às situações de violência nas relações de intimidade entre adolescentes e integra o Programa da Campanha Nacional Contra a Violência Doméstica: Prevenção da Violência nas relações de namoro, que decorrerá no período 2008/09.

Lisboa, 20 de Outubro de 2008
Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género

O lançamento do concurso terá lugar no dia no dia 12 de Dezembro, no Anfiteatro da Reitoria da Universidade de Coimbra.

Veja mais em http://sitio.dgidc.min-edu.pt/Paginas/default.aspx

Programa provisório
Regulamento
Ficha de Inscrição

sábado, 29 de novembro de 2008

Professora do Porto agredida a soco, estalada e pontapé por aluno

Uma professora da Escola EB 2,3 de Jovim, Gondomar, foi esta sexta-feira agredida a murro, estalada e pontapé por um aluno de 16 anos, tendo recebido tratamento hospitalar.


A agressão terá ocorrido em retaliação por a professora o ter levado à presença do Conselho Executivo, por alegado comportamento incorrecto.

Segundo a agência Lusa, a professor sofreu lesões numa perna e num olho e foi assistida no Hospital de São João, no Porto.

Em declarações à televisão regional Porto Canal, a docente, que exerce há 28 anos, contou que chamou a atenção do aluno quando este se encontrava no perímetro escolar a proferir palavrões."Chamei-o à atenção e ele insultou-me. A partir daí, disse que teria que ir comigo ao Conselho Executivo (CE). Ele resistiu e acabou por ir, enquanto eu fui dar a minha aula", afirmou.

"Finda a aula, e ao passar junto à porta de acesso à sala do CE, ele viu-me, começou a correr para mim desenfreado e agrediu-me com murros, estalos e pontapés, além de partir os óculos", acrescentou. JN

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Bullying - agressões acontecem do primeiro ciclo ao ensino superior

O bullying é praticado por jovens desde o primeiro ciclo, ao ensino superior, é um fenómeno que tem ganho protagonismo em Portugal e em que as vítimas raramente oferecem resistência.

O bullying existe em contexto escolar nos diferentes ciclos de ensino e é habitualmente cometido por rapazes, a maioria das agressões são verbais e as vítimas têm receio em falar do problema. As idades dos agressores vão do seis aos vinte anos.

Os agressores agridem os colegas da escola, humilham-nos em público e exercem chantagem psicológica e emocional. Os sintomas que as vítimas normalmente demonstram são psicológicos entre os quais a tristeza, a perda de apetite, a apatia e perturbações do sono, provocando alterações no rendimento escolar e na inclusão destes alunos na escola.

Na base desta violência, está um agressor que precisa de mostrar aos outros que é mais forte para e sentir seguro, para isso procuram as suas vítimas nos recreios da escola, são habitualmente, miúdos emocionalmente retraídos e com menos capacidades para encontrarem soluções ou fazerem queixa.

Segundo relatórios da UNESCO entre 25 a 50 por cento dos alunos são vítimas de bullying, nos Estados Unidos afecta entre 20 e 58 por cento dos estudantes e constitui já uma das principais causas de absentismo escolar, levando mais de 160 mil alunos a faltar diariamente às aulas, com medo.

Em Portugal existe a linha de apoio a famílias e alunos vítimas de bullying (808968888) e tem o apoio de uma equipa multidisciplinar ao dispor da família e das vítimas de bullying, composta por elementos da área de psicologia, psicopedagogia, mediação, educação e direito.

(c) PNN Portuguese News Network

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Aluno atirou estojo à professora e empurrou-a contra a parede

O Sindicato dos Professores da Zona Sul (SPZS) denunciou em comunicado, que uma professora da Escola Básica Integrada com Jardim-de-Infância da Malagueira foi «agredida, na manhã do dia 16 de Outubro, por um aluno do segundo ciclo do ensino básico, no decurso de uma aula», refere a Lusa.

Antónia Fialho, dirigente do SPZS, precisou que «um aluno, de 13 anos, atirou o estojo à professora e empurrou-a contra a parede». «Estes são os pormenores que sabemos sobre o caso. E, para conseguir pôr termo ao episódio, a professora gritou e três colegas é que a ajudaram a controlar a situação», disse Antónia Fialho.

Recusando identificar a docente alegadamente agredida - «ela não quer» -, a dirigente adiantou, contudo, que a sua colega «voltou hoje às aulas».

«Não somos alarmistas, mas são situações que têm que ser denunciadas porque acontecem nas escolas e são um drama para os professores», afirmou, reclamando que as «causas destes fenómenos têm que ser identificadas» e as escolas «devem ter possibilidades e estruturas para os prevenir».

«Os professores, sozinhos, não conseguem dar resposta a estas coisas. Seria importante que cada escola ou agrupamento dispusesse de equipas multidisciplinares, nomeadamente com psicólogos, que acompanhassem o percurso escolar dos alunos e trabalhassem na mediação e resolução de conflitos», defendeu.

A PSP de Évora revelou ter recebido um relatório da escola sobre a alegada agressão. «Chegou hoje, formalmente, o relatório que a escola tinha que fazer, sobre a ocorrência de quinta-feira», disse fonte policial.

Segundo a PSP, efectivos da Escola Segura foram «chamados ao interior do recinto» daquele estabelecimento de ensino. Os elementos policiais «não assistiram à situação, mas foram chamados e informados de que um aluno teria agredido a professora, que já não estava na escola».

«O aluno é que estava lá, acompanhado pelos pais», disse, acrescentando que os efectivos da Escola Segura informaram o jovem, assim como responsáveis da escola, que «as partes têm agora seis meses para apresentar queixa».

«O menor, caso entenda que ele é que foi agredido, pode apresentar queixa-crime através dos pais. Quanto à professora, pode apresentar queixa por actos ilícitos, por se tratar de um menor», esclareceu. Iol

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Empresa privada contratada para reforçar segurança em escola de Beja

A Direcção Regional de Educação do Alentejo (DREA) decidiu contratar os serviços de uma empresa privada para reforçar a segurança na escola EB 2,3 Santa Maria, em Beja, depois de o conselho executivo da escola ter apresentado demissão perante a sucessão de episódios de violência no estabelecimento.

Além do “reforço imediato do policiamento exterior”, através de agentes do programa Escola Segura da PSP, “vão ser contratualizados os serviços de uma empresa de segurança privada” para “vigiar o interior da escola”, adiantou à Lusa, José Lopes Verdasca, director regional de educação.

A contratualização dos serviços de segurança privada, que “deverá demorar duas a três semanas”, vai incluir a presença de vigilantes no interior da escola e a instalação de um sistema de videovigilância, acrescentou o responsável.

Segundo José Lopes Verdasca, o acesso à escola “já está a ser controlado” para “disciplinar a entrada de pessoas exteriores”, que “foram responsáveis por alguns dos casos de violência mais complicados”.

Questionado sobre o carácter de excepção das medidas adoptadas, o director explicou que as alterações agora decididas “vão permitir, a curto prazo, reforçar a segurança da escola e evitar casos de violência”

Conselho executivo demissionário

Estas medidas foram decididas após uma reunião com o conselho executivo demissionário, professores e funcionários da Escola Básica 2,3 de Santa Maria e uma outra com a associação de pais da escola.

Salientando que “cerca de 70 por cento” dos alunos da escola “são subsidiados” e oriundos de bairros sociais desfavorecidos, José Lopes Verdasca defendeu ainda que, a médio prazo, “é preciso reorganizar a rede escolar de Beja, para evitar a concentração de alunos problemáticos numa só escola e permitir a sua distribuição equilibrada por várias escolas” da cidade.

Por seu lado, Domingas Velez, presidente do conselho executivo da cidade, disse estar “satisfeita” com as medidas adoptadas, que considerou “absolutamente necessárias para evitar casos de violência e normalizar o dia-a-dia da escola”

Na sexta-feira, o conselho executivo demitiu-se em bloco, dizendo-se “saturado” com os “constantes” casos de violência no estabelecimento de ensino. “Apresentámos a demissão porque estamos cansados e saturados com vários casos de violência na escola, que deixaram de ser pontuais e passaram a ser frequentes”, explicou.

Além de agressões entre alunos, Domingas Velez queixou-se sobretudo de “casos de agressões, a maioria verbais, mas também físicas, a funcionários e professores por parte de elementos exteriores à escola”, como pais e encarregados de educação. A professora deu ainda conta de casos de agressões de pais a alunos e a outros encarregados de educação no interior da escola.
Público

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Beja: Conselho Executivo de escola demite-se "saturado" com casos de violência

O Conselho Executivo (CE) da Escola Básica 2, 3 de Santa Maria, em Beja, demitiu-se em bloco, "saturado" com vários casos de violência no estabelecimento de ensino, como agressões entre alunos e a funcionários, professores e pais.

"Apresentámos a demissão, porque estamos cansados e saturados com vários casos de violência na escola, que deixaram de ser pontuais e passaram a ser frequentes", explicou hoje a professora e presidente demissionária do CE da escola, Domingas Velez.

Segundo a responsável, o CE, que apresentou a demissão na passada sexta-feira à presidente da Assembleia de Escola do Agrupamento nº 1 de Beja, "não consegue desenvolver o trabalho normal de gestão da escola, porque constantemente há problemas relacionados com casos de violência para resolver".

Além de agressões entre alunos, que "são resolvidas internamente e através de mecanismos legais", Domingas Velez queixou-se, sobretudo, de "casos de agressões, a maioria verbais, mas também físicas, a funcionários e professores por parte de elementos exteriores à escola", como pais e encarregados de educação.

Domingas Velez referiu ainda casos de agressões de pais e encarregados de educação a alunos e a outros pais e encarregados de educação no interior da escola e devido a conflitos entre os filhos e educandos.

"Já são demasiados problemas para o que deveria ser a normalidade de uma escola", lamentou Domingas Velez, referindo que os casos de agressões "têm vindo a agravar-se nos últimos dois anos" e "desde o início deste ano lectivo têm sido constantes".

Para resolver os casos de agressões, cuja frequência atribui ao facto de a escola acolher "alunos problemáticos provenientes de bairros sociais desfavorecidos", Domingas Velez defendeu o "reforço da vigilância interior e exterior da escola" e "a distribuição de alunos problemáticos por outras escolas".

"Um dia entrei às 08h00 e já estava o pai de um aluno à porta da escola à espera para bater num professor que tinha repreendido o filho", contou Domingas Velez, lembrando outras situações "mais complicadas" que "têm sido comunicadas ao Ministério da Educação".

No início deste mês, a avó e encarregada de educação de uma aluna foi espancada por seis mulheres à porta do CE da escola, quando se preparava para denunciar agressões sofridas pela neta.

Há quase um ano, lembrou a professora, a escola foi "invadida" por 11 indivíduos, que provocaram desacatos e danos materiais no refeitório, onde partiram diversos materiais, criando o pânico entre os alunos.

"Um dos indivíduos, a mãe de um aluno, até agrediu, sem qualquer motivo, uma funcionária da cozinha", precisou a professora.

Contactada a Direcção Regional de Educação do Alentejo, os serviços informaram que o director regional, José Lopes Verdasca, estava ausente.
CM

sábado, 18 de outubro de 2008

Violência diminui nas escolas

Os casos de violência nas escolas diminuíram 54 por cento dentro dos estabelecimentos de ensino, mas aumentaram 8,4 por cento no exterior.



O relatório “A Segurança nas Escolas”, relativo ao último ano lectivo e que será discutido na Comissão de Educação e Ciência da Assembleia da República, revela que os funcionários foram as principais vítimas de violência nas escolas. No ano lectivo 2006/2007, 147 funcionários foram agredidos, num universo de 51.352.

Os professores surgem logo a seguir e os alunos em terceiro.

Entre os crimes registados, o furto foi o mais verificado com 25,8 por cento dos casos, seguido das ofensas à integridade física, com 24,2 pontos percentuais.

O documento destaca ainda que, no que respeita às ocorrências contra bens pessoais, são as acções que envolvem o uso do telemóvel que mais se destacam, com 367 casos, num total de 918.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Linha SOS Segurança adiada

A aprovação do relatório sobre segurança nas escolas, no qual é sugerida a criação de uma Linha SOS – Segurança nas Escolas, foi adiada até ao final do mês, para permitir uma análise mais profunda do documento e a apresentação de propostas por parte dos deputados da Comissão Parlamentar de Educação.


O relatório, elaborado pela deputada socialista Fernanda Asseiceira, enumera uma série de medidas de combate ao fenómeno, entre as quais a existência de uma linha telefónica para professores, alunos, auxiliares e pais que dará apoio pedagógico, psicológico e jurídico.

Apesar de elogiado o trabalho de campo realizado pela deputada do PS, a Oposição não poupou críticas às conclusões apresentadas, considerando-as demasiado macias e por pintarem um cenário muito cor-de-rosa. O PSD sublinha a importância da criação da Linha SOS, mas considera o relatório muito macio para se obterem resultados práticos no combate à insegurança.

Luísa Mesquita, ex-deputada comunista, sublinhou a colagem das conclusões à intervenção da ministra da Educação quando Maria de Lurdes Rodrigues foi ouvida pela Comissão: 'É preocupante. A ideia que fica é que as conclusões são a intervenção da ministra.'

Miguel Tiago, do PCP, adiantou que não aprovará um relatório que 'apresenta como um mar de rosas as medidas adoptadas pelo Governo em política educativa'.

NOTAS

CIDADANIA E SEGURANÇA

O relatório sugere a criação de um módulo curricular ‘Cidadania e Segurança’, com carácter obrigatório no 5.º ano.

MEDIAÇÃO DE CONFLITOS

É sugerido no documento que os professores tenham formação para gestão e mediação de conflitos, para a diversidade e multiculturalidade.

DIFICULDADES

Abandono escolar, comportamento desviante dos alunos, violência nas salas de aula, fraca participação dos pais e localização próxima a bairros problemáticos são factores que potenciam a insegurança.

ESCOLAS TEIP

Entre os problemas das escolas de Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP) estão a falta de recursos materiais e de auxiliares.

André Pereira