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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Ensino da Matemática e outras Ciências













GAVE disponibiliza séries de problemas de Matemática A para o 10. º ano

O Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) apresenta séries de problemas de Matemática A, destinados aos estudantes do 10. º ano de escolaridade, com uma periodicidade mensal.

Com estes problemas, o GAVE pretende proporcionar aos alunos instrumentos de trabalho que permitam promover uma auto-regulação das suas aprendizagens.

No sentido de contribuir para elevar o nível de desempenho dos estudantes, o GAVE procura incentivar uma resolução de itens com um grau de dificuldade médio / elevado.

Com esse intuito, o GAVE disponibiliza, a título experimental, um conjunto de itens na sua página electrónica, acessível ao público em geral, desde Outubro de 2009 até Abril de 2010.

Os itens de grau de dificuldade mais elevado, a incluir nos dois testes intermédios que irão se realizar em Janeiro e em Maio do corrente ano lectivo, poderão ser adaptações dos itens disponibilizados nos três meses anteriores à realização de cada um dos testes.

Para mais informações, consultar:


Série de Problemas 1 - Outubro de 2009     Problemas  --  Soluções

Série de Problemas 2 - Novembro 2009       Problemas  --  Soluções


           
                                                                         
A página do GAVE






                                         
Banco de Itens

Relembramos o Banco de itens, iniciado pela publicação de itens da disciplina de matemática dos vários anos de escolaridade, incluindo todos os itens do Projecto 1000 Itens da matemática do 9 º ano.
O banco conta agora com Português e Matemática do 1 º e 2 º ciclo Matemática do 3 º ciclo, Biologia, Geologia, Biologia e Geologia, Física, Química, Física e Química, Economia, Geografia e Matemática, claro.

Na área reservada aos professores é possível a criação, com base nos itens disponíveis, de trabalhos para casa, fichas para aulas de substituição, entre outros. O professor pode ainda sugerir itens da sua autoria para posterior publicação no Banco de Itens.
  • O item tem de ser da autoria do professor que o sugere ;
  • O professor que sugere  o novo item tem de estar identificado devidamente;
  • O conteúdo do item tem de estar de acordo com os programas em vigor;
  • O item deve estar devidamente caracterizado, indicando conteúdos e capacidades;
  • O item, se aprovado, será publicado com menção ao autor do mesmo.

                              »» Banco de Itens««

quinta-feira, 16 de julho de 2009

2ª Fase dos Exames Nacionais


2.ª Fase / 2.ª Chamada
Português - 639 - Prova V1 - Prova V2 - Critérios
Português - 239 - Prova - Critérios
Português Língua Não Materna - 28 - 739 - Prova - Critérios
Português Língua Não Materna - 29 - 839 - Prova - Critérios
Alemão - 501 - Prova - Critérios
Francês - 517 - Prova - Critérios - Critérios Braille
Espanhol - 547 - Prova - Critérios
Inglês - 550 - Prova - Critérios
Desenho A - 706 - Prova - Critérios
Economia A - 712 - Prova V1 - Prova V2 - Critérios
Física e Química A - 715 - Prova V1 - Prova V2 - Critérios
Geografia A - 719 - Prova V1 - Prova V2 - Critérios
Aplicações Informática B - 703 - Prova V1 - Prova V2 - Critérios
História A - 623 - Prova - Critérios
História da Cultura e das Artes - 724 - Prova - Critérios
Biologia e Geologia - 702 - Prova V1 - Prova V2 - Critérios
Matemática Aplicada às Ciências Sociais - 835 - Prova - Critérios - Critérios Braille
História B - 723 - Prova - Critérios
Geometria Descritiva A - 708 - Prova - Critérios
Latim A - 732 - Prova - Critérios
Alemão - 701 - Prova - Critérios
Francês - 817 - Prova - Critérios
Inglês - 850 - Prova - Critérios
Espanhol - 747 - Prova - Critérios
Literatura Portuguesa - 734 - Prova Critérios
Matemática A - 635 - Prova V1 - Prova V2 - Critérios - Critérios Braille
Matemática B - 735 - Prova - Critérios

Sociedade Portuguesa de Matemática critica duas questões do exame de hoje

A Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) criticou duas das questões do exame de Matemática A do 12º ano realizado hoje de manhã.

Num parecer enviado à comunicação social, a SPM lamenta que “a formulação da questão 4.1 seja de tal modo dúbia que permita várias interpretações que levam a soluções distintas”. A SPM acrescenta que este erro é típico de enunciados que na tentativa exagerada de contextualizar problemas abstractos se tornam extremamente imprecisos do ponto de vista matemático”.

Também a questão 4.2 “usa uma expressão particularmente infeliz”, diz a SPM. No enunciado afirma-se “Uma resposta correcta a esta questão é...”, mas “na realidade existe uma e uma só resposta correcta, pelo que deveria figurar 'A resposta correcta a esta questão é... '"

No geral, a SPM considera que o grau de dificuldade do exame da segunda fase é “mais elevado do que o da primeira fase, pelo que é mais apropriado à exigência que deveria existir neste grau de escolaridade".

Em termos de dificuldade, a Associação de Professores de Matemática (APM) considerou a “prova acessível à generalidade dos alunos que estudaram ao longo do ano lectivo, mas com um nível de exigência que reclama dos examinados um trabalho cuidado e persistente". A APM frisa também que “ a prova era realizável no tempo previsto” e que as questões apresentadas eram “diversificadas”.

Público

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1392070

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Ministra responsabiliza comunicação social pela baixa a Matemática

Foi a primeira surpresa do dia em que foram conhecidos os resultados dos exames nacionais do Secundário. “Menos investimento, menos trabalho e menos estudo” do lado dos alunos, comentou a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, a propósito dos resultados no exame de Matemática A, realizado por 38.303 estudantes.

A média dos alunos internos (os que frequentam as aulas todo o ano lectivo, que são a maioria) desceu de 14 para 11,7 e a percentagem de retenções mais do que duplicou (de sete para 15 por cento), o que, segundo a ministra, se deve à difusão, pela comunicação social, “da ideia de que os exames eram fáceis”.

Em conferência de imprensa, o secretário de Estado Valter Lemos alargou o leque de responsáveis, juntando a Sociedade Portuguesa de Matemática e “partidos e pessoas com responsabilidades políticas”. “É um desincentivo ao estudo e ao trabalho”, sublinhou.


http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1390758&idCanal=58

Não se registaram saltos como no ano passado, quando as médias do exame de Matemática A subiram de 10 para 14 valores, nem novidades como a registada também em 2008 com os resultados da totalidade dos alunos (internos e externos) no exame de Português B a descerem, pela primeira vez em 12 anos de exames nacionais, abaixo dos 10 valores e os chumbos a treparem para oito por cento. Este ano, as reprovações baixaram para metade, de oito para quatro por cento (a Matemática, pelo contrário, duplicaram) e a média a Português dos alunos internos e externos subiu de 9,7 para 11.1. Mas ao longo do dia foram muitos os estudantes a dar conta de que, afinal, se passara algo de que não estavam à espera com este exame que tinham intitulado de “muito fácil”, quando da sua realização no passado dia 16. Sobretudo entre os bons estudantes, as notas ficaram muito aquém do que estavam à espera. Foi a segunda surpresa do dia.

Questionado pelo PÚBLICO, o assessor de imprensa do Ministério da Educação informou ao princípio da noite de que não tinham sido ali recebidas quaisquer reclamações ou pedidos de esclarecimento. Uma professora correctora indicou, pelo contrário, que tem conhecimento de vários relatórios enviados ao Gabinete de Avaliação Educacional pelos docentes que corrigiram o exame de Português B, dando conta de dúvidas e objecções tanto em relação a algumas questões da prova, como aos critérios de correcção.

Citação infeliz
Esta docente, que pediu o anonimato, corrigiu 45 exames. A sangria foi quase total na pergunta B do grupo 1, onde se pede o seguinte: “Comente a opinião a seguir transcrita [da autoria de António Mega Ferreira], sobre a teoria do fingimento poético em Pessoa ortónimo, referindo-se a poemas relevantes para o tema em análise. “É na poesia ortónima que o Pessoa 'restante’, o que não cabe nos heterónimos laboriosamente inventados, se afirma e 'normaliza’: é então que ele 'faz’ de si e os seus poemas são 'chaves’ para compreender o seu extraordinário universo literário”.

“Não posso dizer que trate de uma armadilha, de um buraco intencional, mas escolheram uma citação muito infeliz. Só podia baralhar os alunos”, comenta. Mesmo os bons estudantes que, embora em muito menor grau, partilham de duas características comuns ao universo dos alunos: “Pouca riqueza de vocabulário” e “grande dificuldade em interpretar, decifrar, sentidos implícitos”. Outro ponto negro do exame: o grupo III, onde se pedia “uma reflexão sobre o significado da liberdade, partindo da perspectiva exposta” no excerto de um texto de José Jorge Letria sobre direitos e deveres. “Demasiadamente amplo”, aponta a docente, que chocou, prova a prova, como a maior das “dispersões”. “Desde o ano passado que mudou qualquer coisa nos exames de Português”, frisa. O exame de Português B é o que foi realizado por mais estudantes: 64.993.

As médias ontem divulgadas confirmam que é nas áreas das Ciências que se registam “maiores dificuldades”, sublinhou o ME. A Biologia e Geologia registou-se uma descida de 10,5 para 9,5 valores (alunos internos e externos), e a média de Física e Química voltou também a descer. Há quatro anos que se mantém negativa. Pior do que os 8,4 obtidos nesta disciplina, só o quatro que os alunos internos tiveram como média numa das provas de Inglês. À frente das melhores notas volta a estar um dos exames de Espanhol (16,5), Para além de Biologia e Geologia e Física e Química A, dos 27 exames realizados houve mais dois com médias inferiores a 10: Geometria Descritiva A (9,8) e Latim A (9,8). Em 2008 tinham sido seis as provas com médias negativas.


Público


sexta-feira, 26 de junho de 2009

António Barreto sobre as provas de aferição

A PUBLICAÇÃO, pelo Ministério da Educação, do "Manual de Aplicadores" não passou despercebida. Vários comentadores se referiram já a essa tão insigne peça de gestão escolar e de fino sentido pedagógico. Trata-se de um compêndio de regras que os professores devem aplicar nas salas onde se desenrolam as provas de aferição de Português e Matemática. Mais preciso e pormenorizado do que o manual de instruções de uma máquina de lavar a roupa. Mais rígidos do que o regimento de disciplina militar, estes manuais não são novidade. Podem consultar-se os dos últimos quatro anos. São essencialmente iguais e revelam a mesma paranóia controladora: a pretensão de regulamentar minuciosamente o que se diz e faz na sala durante as provas.
-
ALGUNS exemplos denotam a qualidade deste manual: "Não procure decorar as instruções ou interpretá-las, mas antes lê-las exactamente como lhe são apresentadas ao longo deste Manual". "Continue a leitura em voz alta: Passo agora a ler os cuidados a terem ao longo da prova. (...) Estou a ser claro(a)? Querem fazer alguma pergunta?". "Leia em voz alta: Agora vou distribuir as provas. Deixem as provas com as capas para baixo, até que eu diga que as voltem". "Leia em voz alta: A primeira parte da prova termina quando encontrarem uma página a dizer PÁRA AQUI! Quando chegarem a esta página, não podem voltar a folha; durante a segunda parte, não podem responder a perguntas a que não responderam na primeira parte. Querem perguntar alguma coisa? Fui claro(a)?". Além destas preciosas recomendações, há dezenas de observações repetidas sobre os apara-lápis, as canetas, o papel de rascunho, as janelas e as portas da sala. Tal como um GPS ("Saia na saída"), o Manual do Aplicador não esquece de recomendar ao professor que leia em voz alta: "Escrevam o vosso nome no espaço dedicado ao nome". Finalmente: "Mande sair os alunos, lendo em voz alta: Podem sair. Obrigado(a) pela vossa colaboração"!
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A LEITURA destes manuais não deixa espaço para muitas conclusões. Talvez só duas. A primeira: os professores são atrasados mentais e incompetentes. Por isso deve o esclarecido ministério prever todos os passos, escrever o guião do que se diz, reduzir a zero quaisquer iniciativas dos professores, normalizar os procedimentos e evitar que profissionais tão incapazes tenham ideias. A segunda: a linha geral do ministério, a sua política e a sua estratégia estão inteiras e explícitas nestes manuais. Trata os professores como se fossem imaturos e aldrabões. Pretende reduzi-los a agentes automáticos. Não admite a autonomia. Abomina a iniciativa e a responsabilidade. Cria um clima de suspeição. Obriga os professores a comportarem-se como "robots".
A ser verdadeira a primeira hipótese, não se percebe por que razão aquelas pessoas são professores. Deveriam exercer outras profissões. Mesmo com cinco, dez ou vinte anos de experiência, estes professores são pessoas de baixa moral, de reduzidas capacidades intelectuais e de nula aptidão profissional. O ministério, que os contratou, é responsável por uma selecção desastrada. Não tem desculpa.
Se a segunda for verdade, o ministério revela a sua real natureza. Tem uma concepção centralizadora e dirigista da educação e da sociedade. Entende sem hesitação gerir directamente milhares de escolas. Considera os professores imbecis e simulados. Pretende que os professores sejam funcionários obedientes e destituídos de personalidade. Está disposto a tudo para estabelecer uma norma burocrática, mais ou menos "taylorista", mais ou menos militarizada, que dite os comportamentos dos docentes.
-
O ANO lectivo chega ao fim. Ouvem gritos e suspiros. Do lado, do ministério, festeja-se a "vitória". Parece que, segundo Walter Lemos, 75 por cento dos professores cumpriram as directivas sobre a avaliação. Outras fontes oficiais dizem que foram 57. Ainda pelas bandas da 5 de Outubro, comemora-se o grande "êxito": as notas em Matemática e Português nunca foram tão boas. Do lado dos professores, celebra-se também a "vitória". Nunca se viram manifestações tão grandes. Nunca a mobilização dos professores foi tão impressionante como este ano. Cá fora, na vida e na sociedade, perguntamo-nos: "vitória" de quem? Sobre quê? Contra quem? Esta ideia de que a educação está em guerra e há lugar para vitórias entristece e desmoraliza. Chegou-se a um ponto em que já quase não interessa saber quem tem razão. Todos têm uma parte e todos têm falta de alguma. A situação criada é a de um desastre ecológico. Serão precisos anos ou décadas para reparar os estragos. Só uma nova geração poderá sentir-se em paz consigo, com os outros e com as escolas.
-
OLHEMOS para as imagens na televisão e nos jornais. Visitemos algumas escolas. Ouçamos os professores. Conversemos com os pais. Falemos com os estudantes. Toda a gente está cansada. A ministra e os dirigentes do ministério também. Os responsáveis governamentais já só têm uma ideia em mente: persistir, mesmo que seja no erro, e esperar sofridamente pelas eleições. Os professores procuram soluções para a desmoralização. Uns pedem a reforma ou tentam mudar de profissão. Outros solicitam transferência para novas escolas, na esperança de que uma mudança qualquer engane a angústia. Há muitos professores para quem o início de um dia de aulas é um momento de pura ansiedade. Foram milhares de horas perdidas em reuniões. Quilómetros de caminho para as manifestações. Dias passados a preencher formulários absurdos. Foram semanas ocupadas a ler directivas e despachos redigidos por déspotas loucos. Pais inquietos, mas sem meios de intervenção, lêem todos os dias notícias sobre as escolas transformadas em terrenos de batalha. Há alunos que ameaçam ou agridem os professores. E há docentes que batem em alunos. Como existem estudantes que gravam ou fotografam as aulas para poderem denunciar o que lá se passa. O ministério fez tudo o que podia para virar a opinião pública contra os professores. Os administradores regionais de educação não distinguem as suas funções das dos informadores. As autarquias deixaram de se preocupar com as escolas dos seus munícipes porque são impotentes: não sabem e não têm meios. Todos estão exaustos. Todos sentem que o ano foi em grande parte perdido. Pior: todos sabem que a escola está, hoje, pior do que há um ano.
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«Retrato da Semana» - «Público» de 24 de Maio de 2009

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Sociedade Portuguesa de Química admite que "errou" em parecer sobre exames

A Sociedade Portuguesa de Química (SPQ) admitiu hoje que “errou” quando, a propósito de uma questão (1.5.1) do exame nacional de Física e Química A, disse que a frase, destinada a ser completada, era “cientificamente bastante censurável”.


“Dado que esse parecer veicula informação incorrecta foi solicitado à equipa de auditoria científica de Química da prova de Física e Química A um parecer técnico esclarecendo a correcção” do ponto em causa, refere um comunicado do SPQ.

Assim, adianta a SPQ relativamente à questão em apreço, é correcto afirmar que “a energia de ionização do magnésio é superior à energia de ionização do sódio uma vez que, dado o aumento da carga nuclear ao longo do período, o raio atómico tem tendência a diminuir”.

O novo parecer esclarece ainda que “o aumento da carga nuclear contribui com um efeito atractivo entre as cargas positivas do núcleo e os electrões, que vai no sentido de promover a diminuição do raio atómico e o aumento da energia de ionização”.

“Não está explícito nem implícito na pergunta que este efeito seja exclusivo, que não é. Ele é, no entanto, a regra, que é válida para o par de elementos seleccionados” conclui.

O parecer da equipa de auditoria científica refere, porém, que há excepções à regra, como por exemplo o alumínio (Al): “Apesar de o alumínio ter número atómico superior ao do magnésio, prevalece o efeito de blindagem dos electrões que, repelindo-se, contrariam a atracção nuclear, justificando a diminuição da energia de ionização”.

Na semana passada, a SPQ considerou que o grau de dificuldade do exame nacional de Física e Química A se situou entre 01 e 03, numa escala até 05, nas questões sobre aquela disciplina.

O exame nacional de Física e Química A, 10.º/11.º ou 11.º/12.º, é uma das disciplinas nucleares para os alunos que querem seguir Medicina. Realizou-se no passado dia 19 e é a segunda prova com mais alunos inscritos (57 593), a seguir a Português (73 696).

Lusa

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Exames 2009 - Provas e Critérios de Classificação


1ª Fase / 1ª e 2ª Chamadas
Português - 639 - Prova V1 - Prova V2 - Critérios
Português - 239 - Prova - Critérios
Biologia e Geologia - 702 - Prova V1 - Prova V2 - Critérios
Matemática Aplicada às Ciências Sociais - 835 - Prova - Critérios - Critérios Braille
História B - 723 - Prova - Critérios
Alemão - 701 - Prova - Critérios
Francês - 817 - Prova - Critérios
Inglês - 850 - Prova - Critérios
Espanhol - 747 - Prova - Critérios
Desenho A - 706 - Prova - Critérios
Alemão - 501 - Prova - Critérios
Espanhol - 547 - Prova - Critérios
Francês - 517 - Prova - Critérios - Critérios Braille
Inglês - 550 - Prova - Critérios
Economia A - 712 - Prova V1 - Prova V2 - Critérios

Noventa por cento dos alunos do 4.º com positiva nas provas de aferição

Nove em cada dez alunos do 4.º ano teve nota positiva nas provas de aferição de Língua Portuguesa e de Matemática. Os do 6.º também chegam aos 90 por cento na Língua Portuguesa, mas é a Matemática que continua a ser o seu calcanhar de Aquiles, com dois em cada dez estudantes com nota negativa.

Os resultados das provas de aferição foram hoje conhecidos e revelam alguma continuidade relativamente ao ano anterior, quando as avaliações dispararam da casa dos 80 para os 90 por cento, no que se refere às notas iguais ou superiores a “Satisfaz”.

Contudo, a Matemática há uma ligeira subida das negativas, quer no 4.º como no 6.º ano, revelam os dados do Ministério da Educação, disponibilizados esta tarde.

“São resultados positivos, na continuidade dos que se tem verificado nos últimos anos. Portanto, melhorias ligeiras daquilo que são as competências tanto em Língua Portuguesa como em Matemática”, comentou Maria de Lurdes Rodrigues, citada pela agência Lusa.

A ministra da Educação está satisfeita com a consolidação dos resultados: “O balanço é positivo. Não há nenhuma surpresa”.

Também o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, defende que se trata de um ano de consolidação com variações muito pequenas, por isso, pouco significativas.

Em termos globais, os estudantes do 4.º ano obtiveram 89 por cento de notas iguais ou superiores a “satisfaz” a Matemática e 91 por cento a Língua Portuguesa. O ano passado, conseguiram 90,8 e 89,5 a Matemática e a Língua Portuguesa, respectivamente.

Quanto aos alunos do 6.º ano, desceram de 93,4 para 90 por cento a Língua Portuguesa.

O mesmo movimento se verifica a Matemática: no ano passado, 81,8 por cento tiveram um desempenho positivo, valor que caiu este ano caiu para 79 por cento.

Bárbara Wong

Alunos preferem escolha múltipla

Mais de 47 mil alunos foram ontem de manhã chamados a realizar provas de Biologia e Geologia, Matemática Aplicada às Ciências Sociais (dos 10º, 11º e 12º anos) e História B, do 12º ano. No final, os alunos classificaram as perguntas como simples e fáceis.



A exemplo do primeiro dia, em que faltaram 9362 alunos, também ontem um elevado número de alunos não compareceu a exame. O número de ausentes acabou praticamente por duplicar, com 18 509 alunos, ou seja, 28% do total. Destes, 16 496 faltaram a Biologia e Geologia (31%). A maior percentagem de ausências (40%) ocorreu nos Açores.

No segundo dia, da primeira fase, dos Exames Nacionais do Secundário, a esmagadora maioria dos alunos inscritos realizou a prova de Biologia e Geologia. Um exame exigido para concorrer, por exemplo, ao curso de Medicina, cujo acesso depende da obtenção de notas elevadas.

Segundo os alunos da Escola Secundária Padre António Vieira, em Lisboa, foi o tipo de perguntas, com escolha múltipla, que facilitou a realização do teste. "Acaba por ser mais fácil e temos maior certeza se a resposta por nós escolhida é a correcta", disse ao CM Tiago Silva, 17 anos, aluno do 11º ano, da área de Ciências e Tecnologia, que pretende seguir Desporto na Universidade. Opinião partilhada por Gonçalo Cardeal, 16 anos, também aluno do 11º ano, que deu por bem empregue as quatro horas que estudou, por dia, Biologia e Geologia na última semana.

A confiança reinava também na Escola Clara de Resende, no Porto. As opiniões ouvidas pelo CM eram unânimes: "Aprova foi fácil. "Não estava muito nervosa e estou à espera de uma boa nota", disse Marta Pereira, de 17 anos.

EXAME DE MATEMÁTICA "EQUILIBRADO"

A Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM), numa análise à prova de Matemática Aplicada às Ciências Sociais, realizada ontem, considera que "uma preparação razoável do aluno" resultaria em "respostas correctas a todas ou quase todas as questões". No entanto, a SPM diz que as "classificações finais vão depender dos critérios de classificação". "Critérios de classificação laxistas não permitirão tirar conclusões", acrescenta.

Sobre a estrutura da prova, a SPM refere a existência de "exageros na contextualização" e a omissão "de parte significativa do programa do segundo ano". Em relação à terceira pergunta, aponta-se o dedo a uma ambiguidade que "não deveria existir, potencialmente perturbadora para os alunos". Num parecer, a Associação de Professores de Matemática considera que a prova "está em conformidade" e que é um exame "equilibrado".

335 MIL PRESTAM PROVAS AMANHÃ

Amanhã , dia em que fazem também exame os alunos do 9º ano, deverão prestar prova mais de 335 mil estudantes, um dos dias mais concorridos da época. Estão inscritos para a prova de Língua Portuguesa do 9º ano de escolaridade 250 mil alunos. No 12º, para Físico Química A, estão inscritos 58 mil e para Geografia A, 22 mil. Para História da Cultura e das Artes estão inscritos 6500 alunos.

TESTEMUNHOS

"FOI FÁCIL, MAS ESTAVA MUITO BEM PREPARADO" (João Poças, 18 anos, Porto)

"Correu bem, saiu exactamente o que estava à espera. Para mim foi muito fácil, mas também estava muito bem preparado. Passei o ano todo a estudar para este exame, já que era a minha específica para entrar em Farmácia, na Universidade do Porto. Na última semana, intensifiquei a preparação. Para que consiga entrar no curso que quero, preciso de 17 valores. Apesar de ter feito a prova sem dificuldade, não sei se dá para chegar lá."

"AS PERGUNTAS TINHAM ALGUMAS RASTEIRAS" (Sónia Alves, 18 anos, Faro)

"A prova de Biologia e Geologia correu-me mais ou menos. Não venho muito satisfeita, pois julgo que as perguntas tinham algumas rasteiras, das quais não me consegui livrar integralmente. Ainda por cima, a média está algo baixa e esta prova não deve permitir grande aumento. Quero seguir Veterinária, talvez em Portalegre, pelo que seria importante ter uma média mais alta. Confesso que estou um pouco desiludida, mesmo algo desanimada, mas vamos esperar, calmamente, pelos resultados."

"O EXAME ERA ACESSÍVEL E ESPERO TER BOA NOTA" (Filipe Almeida, 16 anos, Lisboa)

"O exame de Biologia e Geologia correu bastante bem, era acessível e espero ter boa nota. Mesmo em questões de tempo, duas horas penso ser suficiente. Acho que dei por bem empregue as três horas que estudei por dia. Em média li um livro por dia até ao exame. A maior confusão surgiu nas questões relativas às erupções vulcânicas. O tema estava um pouco complicado e tive alguma dificuldade para responder à pergunta de desenvolvimento. Mas vamos ver, estou confiante."

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DO MIN. DA EDUCAÇÃO

PROVA DE BIOLOGIA E GEOLOGIA - 11.º E 12.º ANOS - PROVA 702 - 1.ª FASE

GRUPO I

1.

Versão 1 – Opção (C)

Versão 2 – Opção (D)

2.

Versão 1 – Opção (B)

Versão 2 – Opção (C)

3.

Versão 1 – Opção (A)

Versão 2 – Opção (C)

4.

Versão 1

A – V; B – VIII; C – II; D – VI; E – III.

Versão 2

A – III; B – V; C – VIII; D – II; E – VI.

5.

Versão 1 – Opção (B)

Versão 2 – Opção (A)

6.

A resposta deve abordar os seguintes tópicos:

- Em ambiente aquático (hidrosfera), os primeiros seres fotossintéticos libertaram oxigénio;

- O oxigénio libertado acumulou-se na atmosfera, permitindo a formação da camada de ozono;

- Uma vez que a camada de ozono filtra as radiações ultravioleta, nocivas à vida, os seres vivos puderam, então, colonizar o meio terrestre.

GRUPO II

1.

Versão 1 – Opção (A)

Versão 2 – Opção (D)

2.

Versão 1 – Opção (C)

Versão 2 – Opção (B)

3.

Versão 1 – Opção (D)

Versão 2 – Opção (A)

4.

Versão 1 – Opção (B)

Versão 2 – Opção (C)

5.

Versão 1 – Opção (D)

Versão 2 – Opção (C)

6.

A resposta deve abordar os seguintes tópicos:

- A investigação realizada em C. dromedarius mostrou que os animais que não foram tosquiados perderam menos água por transpiração;

- A pelagem impede que a temperatura atingida à superfície do pêlo seja sentida ao nível da pele;

- A pelagem (ao isolar termicamente o animal) diminui as perdas de água por transpiração.

7.

A resposta deve abordar os seguintes tópicos:

- As condições favoráveis encontradas pelos camelos introduzidos no ecossistema australiano permitiram o seu sobredesenvolvimento (praga/espécie exótica infestante);

- O excesso de população interferiu no equilíbrio das espécies nativas, levando à competição com elas e à sua destruição, só remediada com o abate da espécie infestante.

GRUPO III

1.

Versão 1 – Opção (D)

Versão 2 – Opção (B)

2.

Versão 1 – Opção (C)

Versão 2 – Opção (B)

3.

Versão 1 – Opção (D)

Versão 2 – Opção (B)

4.

Versão 1 – Opção (C)

Versão 2 – Opção (A)

5.

Versão 1 – Opção (C)

Versão 2 – Opção (A)

6.

Versão 1 – Opção (B)

Versão 2 – Opção (C)

7.

A resposta deve abordar os seguintes tópicos:

- Um ponto quente é alimentado por magma basáltico (que origina erupções efusivas);

- Yellowstone é uma região continental, constituída por rochas ácidas (ricas em sílica);

- Ao ascender, o magma basáltico incorpora material de origem continental, que torna a mistura mais viscosa, promovendo erupções explosivas.

GRUPO IV

1.

Versão 1 – Opção (A)

Versão 2 – Opção (C)

2.

Versão 1 – Opção (B)

Versão 2 – Opção (C)

3.

Versão 1 – Opção (C)

Versão 2 – Opção (D)

4.

Versão 1 – Opção (B)

Versão 2 – Opção (A)

5.

Versão 1 – A, D, F, C, B, E (ou D, F, C, B, E)

Versão 2 – A, C, E, B, F, D (ou C, E, B, F, D)

6.

Versão 1 – Opção (C)

Versão 2 – Opção (B)

7.

Versão 1 – Opção (A)

Versão 2 – Opção (B)

8.

A resposta deve abordar os seguintes tópicos:

- Com a subida da água do mar, as raízes dos pinheiros vão ficar em contacto com água mais rica (concentrada) em sais;

- A entrada de água por osmose tenderá a diminuir, uma vez que diminuirá o gradiente de concentrações entre as células da raiz e a solução do solo.

CALENDÁRIO

ENSINO SECUNDÁRIO (1.ª fase)

18 de Junho

09h00 Desenho A

09h00 Alemão

09h00 Espanhol

09h00 Francês

09h00 Inglês

14h00 Economia A

19 de Junho

09h00 Português Língua não-materna

14h00 Física Química A

14h00 Geografia A

17h00 História da Cultura e das Artes

22 de Junho

09h00 Aplicações Informáticas B

14h00 Geometria Descritiva A

14h00 Latim A

23 de Junho

09h00 Língua Portuguesa

09h00 Matemática B

09h00 Matemática A

14h00 História A

ENSINO BÁSICO (9.º ano)

1.ª chamada

19 de Junho

09h00 Língua Portuguesa

09h00 Português Língua não-materna

22 de Junho

09h00 Matemática

2.ª chamada

25 de Junho

09h00 Língua Portuguesa

26 de Junho

09h00 Matemática

13 de Julho

09h00 Língua Portuguesa não-materna

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Prova de Português desafiou alunos a falar sobre a liberdade

Na composição sobre "a liberdade" Tânia Catarino, 17 anos, falou sobre “ser livre de escolher com quem se quer casar”. Já Mafalda Férias, 18 anos, dissertou sobre “o regime de Fidel Castro” – “Em Cuba as pessoas não podem aceder livremente aos telemóveis”, contava hoje à porta da Escola Secundária José Gomes Ferreira, em Lisboa. “A liberdade” foi o tema da composição da prova de Português do 12.º ano que esta manhã se realizou em milhares de escolas do país.

Estavam inscritos cerca de 74 mil alunos. O texto escolhido para o arranque do exame foi um excerto de "Felizmente Há Luar!", de Luís de Sttau Monteiro. Um “texto simples” - nas palavras de Ana Pinto, 18 anos - que os examinandos eram desafiados a interpretar respondendo a uma série de perguntas.

Na Secundária Gomes Ferreira a maioria dos estudantes optou por usufruir dos 30 minutos de tolerância que se podem somar aos 120 minutos do exame nacional. No final, muitos suspiravam de alívio. “Muito fácil, super acessível”, resumia Pedro Pereira, 17 anos.

A primeira fase dos exames nacionais do ensino secundário arrancou hoje com a prova de Português do 12.º ano e decorre até 23 de Junho. Há 156.860 estudantes do secundário a prestar provas. As notas deverão ser afixadas a sete de Julho.

Público

terça-feira, 16 de junho de 2009

Quase 74 mil alunos fazem hoje exame de Português do 12º ano

Será o Memorial do Convento, de José Saramago? A Mensagem, de Fernando Pessoa? Muitos dos 73.696 alunos que estão inscritos para o exame nacional de Português do 12.º ano que hoje se realiza gostariam de ter sabido a resposta a estas perguntas há vários dias.

Como isso não foi possível, o que se espera é que tenham passado os olhos pela matéria toda. Como? Os livros de preparação para as provas, por exemplo, tornaram-se populares.

Só a Porto Editora, a maior editora de manuais escolares, faz saber que vende todos os anos "dezenas de milhares" de livros da chamada Colecção Preparação para o Exame Nacional. A ideia é resumir a matéria dada "numa perspectiva de preparação para o exame" e fornecer exames oficiais com sugestões de resolução. Os preços vão dos seis aos 30 euros por título.

Mas se estudar a matéria é meio caminho andado para o sucesso, a verdade é que não chega.

O Gabinete de Avaliação Educacional (Gave), o organismo do Ministério da Educação responsável pelos exames nacionais, disponibilizou na sua página uma lista de recomendações para os cerca de 250 mil alunos que prestam provas de 9.º ano e do ensino secundário.

Algumas dicas? Aconselha-se os examinandos a organizar o tempo de que dispõem - um item com uma cotação de cinco pontos em 200, por exemplo, não justifica perda de tempo "para além de um limite razoável". Os alunos são ainda aconselhados a não esquecerem que uma resposta com uma letra ilegível não serve - se o corrector não percebe, vai certamente dar zero pontos.

"Ler a reler cuidadosamente o enunciado do item que se vai resolver" pode parecer um conselho óbvio, mas está provado que a distracção é inimiga das boas notas. Mais um: "Antes de terminar o tempo previsto deve ser feita uma leitura final, muito crítica e cuidadosa."

O Gave esclarece que o grau de aprofundamento dos conteúdos das provas, bem como os critérios de classificação das respostas estão adequados a cada programa.

Quanto à confidencialidade do teor dos exames, esta é assegurada por um superdispositivo de segurança. Os enunciados são transportados para as escolas por militares da GNR (cerca de 5800) ou agentes da PSP (600). E só são entregues a docentes credenciados para o efeito.

A primeira fase dos exames nacionais prolonga-se até ao dia 23. A segunda fase começa a 13 de Julho.


Lusa

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

EXAMES 2008/2009

― Estão disponíveis todas as informações sobre os exames a realizar no ano lectivo 2008/2009
O Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) disponibiliza na sua página electrónica todas as informações relativas aos exames do 3.º ciclo do ensino básico e do ensino secundário, que se irão realizar no corrente ano lectivo.Para mais informações: www.gave.min-edu.pt/np3/218.html ou consultar ligações abaixo:

Exames Nacionais do 3.º Ciclo do Ensino Básico
Língua Portuguesa – 9.º ano 22[PDF]
Língua Portuguesa – 9.º ano - Língua Não-Materna 28[PDF]
Língua Portuguesa – 9.º ano - Língua Não-Materna 29[PDF]
Matemática – 9.º ano 23[PDF]

Exames Nacionais do Ensino Secundário (Decreto-Lei n.º 74/2004)
Alemão 501[PDF]
Alemão 701[PDF]
Aplicações Informáticas B 703[PDF]
Biologia e Geologia 702[PDF]
Desenho A 706[PDF]
Economia A712[PDF]
Espanhol 547[PDF]
Espanhol 747[PDF]
Física e Química A 715[PDF]
Francês 317[PDF]
Francês 517[PDF]
Francês 717[PDF]
Francês 817[PDF]
Geografia A 719[PDF]
Geometria Descritiva A 708[PDF]
História A 623[PDF]
História B 723[PDF]
História da Cultura e das Artes 724[PDF]
Inglês 450[PDF]
Inglês 550[PDF]
Inglês 750[PDF]
Inglês 850[PDF]
Latim A 732[PDF]
Literatura Portuguesa 734[PDF]
Matemática A 635[PDF]
Matemática B 735[PDF]
Matemática Aplicada às Ciências Sociais 835[PDF]
Português 639[PDF]
Português Língua Não-Materna 739[PDF]
Português Língua Não-Materna 839[PDF]
Português (Deficiência auditiva severa ou profunda) 239[PDF]

domingo, 16 de novembro de 2008

Faltas justificadas não obrigam alunos a fazer exame

A ministra da Educação assinou este domingo um despacho, que entra em vigor segunda-feira, que «clarifica de uma vez por todas» o regime de faltas e desobriga os alunos com faltas justificadas à realização de um exame suplementar, escreve a Lusa.

O secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, sublinhou que o despacho obriga ainda as escolas cujo regulamento interno não seja explícito sobre o regime de faltas do Estatuto do Aluno a adaptarem-nos às novas normas, para que os alunos não sejam obrigados a realizar qualquer exame suplementar.

Segundo o secretário de Estado, os alunos com faltas justificados têm contudo que passar por uma avaliação «de forma simplificada» que permita ao professor aferir as matérias que o aluno não aprendeu durante a ausência às aulas para que a escola possa estabelecer «medidas de apoio na sua recuperação».

Valter Lemos referiu que o despacho surge na sequência de várias «discrepâncias» relativamente às faltas justificadas por doença, que obrigariam os alunos à realização de um exame suplementar e mesmo à sua reprovação.

O secretário de Estado admitiu ainda que os regulamentos internos de algumas escolas «não eram claros sobre essa questão», mas garantiu que das faltas justificadas por doença não decorre «a aplicação de nenhuma medida disciplinar, sancionatória ou correctiva» tal como não «pode decorrer nenhuma reprovação do aluno, nenhuma retenção nem nenhuma exclusão».

«Quando há faltas justificadas, a prova de recuperação que o aluno tenha que fazer relativamente às aprendizagens que não tenha feito no período de ausência destina-se exclusivamente ao diagnóstico por parte do professor das aprendizagens não feitas para o estabelecimento de medidas de apoio por parte do professor e da escola para recuperação do aluno», sublinhou.

«Em absolutamente caso nenhum o aluno pode ter qualquer penalidade seja do ponto de vista da frequência seja do ponto de vista disciplinar por essas faltas», concluiu Valter Lemos.

Lusa

domingo, 2 de novembro de 2008

Banco de itens alargado a mais disciplinas

O projecto do Banco de itens, lançado em 2006 pelo Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE), que arrancou com questões sobre Matemática, conta já com itens das disciplinas de Língua Portuguesa, no 1.º e 2.º ciclos, Biologia, Biologia e Geologia, Economia, Física, Física e Química, Geografia e Química, do ensino secundário.

Esta iniciativa visa proporcionar aos professores e aos alunos uma ferramenta de apoio ao ensino e à aprendizagem.



Os alunos têm a possibilidade de testar os seus conhecimentos, respondendo aos itens na página electrónica do GAVE.



Aos professores, por sua vez, é disponibilizado o acesso a uma área reservada, onde podem criar pastas personalizadas destinadas a trabalhos de casa ou fichas de avaliação, entre outras funcionalidades.



O professor pode ainda sugerir itens da sua autoria para posterior publicação no Banco de Itens.



Todos os itens sugeridos serão analisados pelo GAVE, tendo os mesmos de cumprir as seguintes regras: ser da autoria do professor que o sugere; o autor tem de estar devidamente identificado; o conteúdo do item tem de estar de acordo com os programas em vigor; e o item deve estar devidamente caracterizado, indicando conteúdos e capacidades.



O item, se aprovado, será publicado com menção ao autor respectivo.



Para mais informações, consultar a página do Banco de Itens em...

http://www.min-edu.pt/outerFrame.jsp?link=http%3A//bi.gave.min-edu.pt/bi/

sábado, 25 de outubro de 2008

Paulo Rangel: PSD propõe «reintrodução gradual» de exames

O PSD propôs no Parlamento, a «reintrodução gradual» de exames nos anos em que os alunos concluam cada ciclo do ensino básico, incluindo as provas globais.

A proposta foi avançada pelo líder parlamentar do PSD, Paulo Rangel, no encerramento de um debate, a seu pedido na Assembleia da República, sobre a exigência e a qualidade no ensino.

Paulo Rangel definiu esta proposta como uma «medida-alavanca» para o «reforço da exigência, qualidade e rigor no ensino».

O deputado social-democrata admitiu que é uma «medida difícil e dura» que pode «desencadear efeitos de alguma austeridade e severidade».

«Mas propiciará uma elevação dos padrões de exigência e de rigor, dará indicadores de avaliação externa de professores e escolas», disse.

Para o presidente do grupo parlamentar do PSD, numa referência ao Governo, «há quem prefira soluções fáceis e vendáveis» que causam «ilusões estatísticas» de sucesso.

«Nós não temos medo das medidas difíceis», afirmou.

Concretamente, a bancada do PSD propõe que nos anos em que há provas de «mera aferição» se passe a «um sistema de provas globais que, ao fim de três anos e após avaliação, se convertam em autênticos exames».

No caso dos anos e disciplinas «em que haja provas globais», Paulo Rangel sugere que «passem a ser exames verdadeiros e próprios» e cujo resultado seja «ponderado com a avaliação contínua».

O líder parlamentar social-democrata acusou o Governo socialista de «facilitismo» na sua política de educação.

«O laxismo e o facilitismo não são apenas factores de atraso no desenvolvimento do país, são responsáveis directos pela marginalização definitiva dos alunos mais desfavorecidos», afirmou.

Diário Digital / Lusa

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Notas piores da 2.ª fase devem-se ao menor peso dos internos

O director do Gabinete de Avaliação Educacional afirmou, ontem, que os resultados da primeira e segunda fases dos exames nacionais do Secundário não são comparáveis, recusando críticas da Sociedade Portuguesa de Matemática, que acusa de ter uma "agenda política".

Segundo dados do Ministério da Educação, divulgados anteontem, as notas da segunda fase dos exames melhoraram face à mesma fase do ano passado, mas caíram significativamente quando comparadas com as provas realizadas na primeira fase deste ano.

Todas as disciplinas de Matemática, por exemplo, baixaram em relação à primeira fase, tendo a média da cadeira de Matemática A descido de 12,5 para 8,9 valores, resultados que levaram a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) a criticar a diferença registada no grau de dificuldade das duas provas.

Em declarações à Lusa, Carlos Pinto Ferreira, director do organismo do Ministério da Educação responsável pela elaboração dos exames, salientou que "todos os anos, tipicamente, os resultados da primeira fase são melhores do que os da segunda, uma vez que as populações de alunos que vão a uma e a outra são diferentes". De acordo com o responsável, o exame de Matemática A foi realizado, na primeira fase, por cerca de 26 mil alunos internos, que frequentaram a disciplina durante todo o ano lectivo, e cerca de 11 mil externos, que estavam chumbados à cadeira e se autopropuseram a exame. Já na segunda fase, pelo contrário, o número de autopropostos assume maior proporção, já que a prova foi realizada por 10 mil alunos externos e só 6500 internos.

jn

Alunos satisfeitos com resultados de Matemática

Iupi! Iupi!". Aos saltos de alegria pelo corredor da "Filipa de Vilhena", no Porto, Tiago Rodrigues, 18 anos, abraçava, efusivamente, colegas e professores.

Os 10,1 valores a Matemática - mesmo sendo uma classificação positiva baixa - é já suficiente para abrir ao jovem uma porta no Ensino Superior.

"Estou feliz, claro. Na primeira fase reprovei com seis valores!", afirmou, ao JN, ainda meio incrédulo com a classificação obtida na prova de Matemática da segunda fase dos exames nacionais, cujos resultados foram conhecidos ontem.

O jovem havia reprovado à disciplina no 11.º ano, motivo pelo qual teve de se apresentar a exame como aluno externo.

"É uma disciplina muito difícil, principalmente no 12.º ano", revelou. Agora que ficou com o Secundário concluído, Tiago pensa conseguir uma vaga em Engenharia do Ambiente, na Universidade de Aveiro. "As médias de entrada não são muito elevadas, por isso devo conseguir um lugar", disse, esperançado.

Ao lado, Catarina Miranda, 20 anos, estava também satisfeita com os 13,2 valores conquistados na prova de Biologia. "Só fiz a prova na segunda fase para ter tempo para estudar", revelou.

Feliz por ter concluído o Secundário estava, também, Bárbara Oliveira, 17 anos. A disciplina de Alemão não lhe correu bem. Então decidiu, em substituição, fazer prova de Geografia como aluna externa. "Estudei a matéria de dois anos lectivos em duas semanas e vim fazer o exame. Tive muita sorte, obtive 10 valores", referiu. Com média final de 16,5 valores, acredita obter um lugar em Psicologia.

FERNANDO BASTO

Associações falam em injustiça nas provas

A Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) e a Associação de Professores de Português (APP) alinharam nas críticas às "disparidades" entre os exames da 1.ª e 2.ª fase, considerando que os alunos foram avaliados com dois pesos e duas medidas.

No caso da Matemática, a 1.ª fase cotou-se por uma excepcional média de 12, 5 valores (14 entre os alunos internos), com apenas 7% de negativas. Já a 2.ª ficou-se pelos 8,9 de média - abaixo até do ano passado - com 25% dos estudantes a chumbarem.

Diferenças que, em comunicado, a SPM considerou serem a consequência lógica das situações que vinha denunciando: "Este gabinete, composto por professores de Matemática do ensino básico, secundário e superior e contando com o apoio de especialistas em avaliação educativa, criticou o exame da primeira fase por ser demasiadamente elementar, e afirmou que o da segunda fase, apesar de acessível, era de um grau de complexidade marcadamente superior".

Para a SPM, o resultado é um contexto "extremamente injusto" para os alunos, nomeadamente os que fizeram a prova da 2.ª fase, "com possibilidades de acesso ao ensino superior muito díspares".

No Português, a tendência foi inversa, com as médias a subirem de 9,7 valores para 11,3 entre uma prova e a outra. Mas, para a APP, as consequências são em tudo semelhantes: "Criou-se uma situação de injustiça em relação aos alunos que foram à 1.ª fase e fizeram uma prova cheia de ambiguidades", disse ao DN Edviges Ferreira, desta associação. "Esta segunda prova, muito mais acessível e muito mais clara, teve como consequência o regresso da disciplina às médias normais", acrescentou.



PEDRO SOUSA TAVARES

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Exames: diferença de resultados «injusta»


O presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, Nuno Crato, afirma não estar surpreendido com a quebra de resultados entre a primeira e a segunda fase dos exames nacionais naquela área e considera a situação injusta para os estudantes, escreve a Lusa.

Nuno Crato reagia à informação, divulgada esta terça-feira pelo Ministério da Educação, de que todas as disciplinas de Matemática baixaram em relação à primeira fase, com as cadeiras de Matemática A e B a descerem de 12,5 para 8,9 valores e de 11,4 para 9,1 valores, respectivamente.

«A diferença de resultados entre a primeira e a segunda fase não nos espanta», afirmou, acrescentando que «a Sociedade Portuguesa de Matemática criticou o exame da primeira fase por ser demasiadamente elementar e afirmou que o da segunda fase, apesar de acessível, era de um grau de complexidade marcadamente superior».

«A nossa equipa, que inclui professores dos Ensinos Básico, Secundário e Superior, e que conta com o apoio de psicometristas e especialistas em avaliação, detectou claramente, pelos enunciados, que os exames tinham níveis de dificuldade muito distintos», reforçou Nuno Crato.

Na sua opinião, o aumento do grau de dificuldade «é extremamente injusto para os estudantes, pois alunos com níveis de conhecimento semelhantes são colocados por estes exames com classificações muito diferentes e, portanto, com possibilidades de acesso ao Ensino Superior muito díspares».

O que se passou foi «grave»

Para o docente do Departamento de Matemática do Instituto Superior de Economia e Gestão, «o Ministério não tem sabido, não tem conseguido ou não tem querido fazer exames de dificuldade semelhante que sirvam de medida fiável do conhecimento dos alunos e do estado de ensino».

«O que se passou nesta época de exames foi extremamente grave, pois registaram-se alguns dos acontecimentos mais significativos e potencialmente mais graves para a seriedade da avaliação, para a exigência do ensino e para o futuro do ensino em Portugal», classificou, dizendo esperar «que os erros sejam corrigidos».

De acordo com o Ministério da Educação, os resultados da segunda fase dos exames nacionais do secundário melhoraram face à mesma fase do ano passado mas as notas caíram significativamente quando comparadas com as provas da primeira fase deste ano.

Nesta segunda fase dos exames do secundário, participaram 118.667 alunos e a disciplina de Matemática A foi uma das que contou com mais estudantes na realização da prova, 16.572.

A classificação no exame vale 30 por cento para a nota final das disciplinas e conta entre 35 e 50 por cento para a nota de candidatura ao Ensino Superior, podendo os alunos que completaram todas as provas nesta fase candidatar-se entre quinta-feira e 7 de Agosto.

iol