sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Professor/formador de Português Língua Estrangeira


Escola certificada pela DGERT, sediada no centro de Lisboa, procura professor/formador de Português como língua estrangeira para 3/4 horas diárias de segunda a sexta para ministrar uma formação intensiva de 150 horas. 
Entrada imediata. 

Requisitos: 
Formação Superior na área da língua Portuguesa; 
Mestrado em Educação ou CCP; 
Pontualidade e assiduidade. 

Oferecemos: 
Remuneração por hora, de acordo com a experiência. 

Interessados devem responder por email para


com disponibilidade (período da manhã ou da tarde) anexado de CV e respetiva documentação, ou contactar via telefone.   

Colaborador de Matemática


Sala de Estudo em Matosinhos admite colaborador com experiência no ensino de Matemática do ensino secundário, entrada imediata.
Contactar para entrevista através de telefone.

Contactos - 933237117 / 914788032


    100porcentosaladeestudo@gmail.com

Colégios querem manuais gratuitos e quatro milhões de euros para financiar mais alunos


De acordo com um texto enviado à Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa (COFMA) pela Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP), as propostas dos colégios são uma resposta ao facto de considerarem que a proposta de OE2019 “não responde a algumas expectativas criadas junto das famílias no que à Educação diz respeito”. 

No que diz respeito a alterações em sede de IRS, os colégios defendem que os limites atuais são “muito penalizadores” para as famílias com crianças em escolas privadas, que suportam um “duplo pagamento” da educação dos filhos - pelos impostos e pelas mensalidades – e que “têm sofrido uma redução brutal da quantia que recuperam em sede fiscal”, pelo que apelam a alterações, “eliminando ou, no mínimo, aumentando, o limite da dedução das despesas de educação”. 

Pedem também a extensão da gratuitidade dos manuais escolares ao ensino particular e cooperativo, lembrando que no ano de arranque da medida não houve distinção entre alunos das escolas públicas e das privadas, afirmando que “os alunos do ensino particular e cooperativo não são cidadãos de segunda”. 

“A exclusão dos alunos das escolas particulares ou cooperativas é ilegal, inconstitucional e incompreensível. Mais, trata-se de uma exclusão dentro do ensino obrigatório. Propomos assim que os alunos do ensino particular sejam incluídos na medida de manuais escolares gratuitos já em 2019”, lê-se no documento.

Criticam ainda que a proposta do OE2019 continue “a não corrigir a grave injustiça de os encarregados de educação de baixos rendimentos só beneficiarem de contrato simples ou de desenvolvimento num número reduzido de estabelecimentos de ensino”.  

Estes contratos apoiam a frequência de crianças carenciadas no ensino particular e cooperativo e apoiam diretamente as famílias.

“Assim, propomos que o montante afeto a estes instrumentos no orçamento do Ministério da Educação seja aumentado em valor não inferior a 20% (aumento de cerca de quatro milhões de euros)”, segundo a proposta da AEEP.

Os colégios pedem ainda que os alunos do ensino particular possam ter acesso à ação social escolar, defendendo que é um “direito dos alunos e não há fundamento para lhes ser negado em função da sua escolha de escola”, pedindo a introdução no OE2019 de uma norma que “acabe com esta descriminação injustificada”.

A proposta do OE2019 está em fase de discussão na especialidade na Assembleia da República e a votação final está marcada para 29 de novembro.

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Solução tecnológica ajuda a prevenir insucesso escolar


O Sistema de Alerta Precoce do Insucesso Escolar no Ensino Básico (SAPIE-EB) é a mais recente solução tecnológica ao serviço de professores e técnicos. Esta plataforma tem como função sinalizar comportamentos de risco de insucesso e abandono escolar, ao mesmo tempo que permite monitorizar e avaliar o impacto das intervenções preventivas. 
    
Fruto de um projeto de tese de doutoramento de Pedro Cordeiro, doutorado em Psicologia da Educação pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, e apoiado pela Associação Mentes Brilhantes, o SAPIE-EB é o produto de uma reflexão sobre o sucesso escolar com recursos a métodos tecnológicos inovadores e preventivos. 

O SAPIE-EB é uma ferramenta digital que permite sinalizar, desde o jardim-de-infância, o risco de insucesso e abandono escolar de cada aluno. “A promoção do sucesso escolar e a prevenção do insucesso e abandono escolar precoce é assumido pelo Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar (PNPSE). É um esforço partilhado que privilegia a articulação dos vários agentes educativos, como as autarquias locais, as instituições da comunidade e as entidades formadoras. Mas é nas comunidades educativas que são identificadas as áreas de intervenção prioritária e desenvolvidos os planos de ação estratégica para a promoção de sucesso escolar” afirma Pedro Cordeiro, mentor deste projeto.

E acrescenta ainda que “só será possível responder ao atual quadro de insucesso com campanhas preventivas, inovadoras e impactantes, se os docentes forem capacitados para compreender as suas causas. Esta necessidade é urgente e prioritária em termos da política educativa nacional e está a ser feito um forte investimento neste domínio.”

Respeitando os procedimentos legais e normais de confidencialidade e proteção de dados, os agrupamentos escolares fornecem os dados dos alunos, que se se encontram nos sistemas de gestão administrativa e que, por sua vez, são encaminhados para as equipas de desenvolvimento do SAPIE-EB. É da responsabilidade de cada agrupamento manter atualizados todos os dados disponibilizados.

À medida que os dados são inseridos pelos docentes na plataforma SAPIE-EB, no que diz respeito a indicadores de aproveitamento escolar, assiduidade e comportamento, esta emite alertas, individuais ou de grupo, sugerindo intervenções preventivas de acordo com as dificuldades identificadas. A partir daqui cada aluno é alvo de avaliação, quer pela sua evolução, quer pelo impacto das intervenções sugeridas com monitorização constante e ajustada quando necessário, adequando estratégias em função do risco de cada aluno.

“O acesso à plataforma permite, em pouco tempo, obter as mais diversas análises em função das suas necessidades e interesses, quer a partir de relatórios que surgem por defeito no sistema, quer personalizando a pesquisa a partir dos filtros disponíveis. As análises produzidas pelo sistema são complexas, mas também muito intuitivas, graficamente apelativas e muito fáceis de obter”, conclui Pedro Cordeiro. 

“Pretendemos que o SAPIE-EB chegue, de forma gratuita a todos os agrupamentos de escolas que delem possam beneficiar. Para alcançar este objetivo temos seguido uma estratégia de apresentação do sistema às Autarquias que, generosamente, facultam o SAPIE-EB aos agrupamentos de escolas colaborantes dos respetivos concelhos. Esta estratégia tem dados frutos e estamos presentemente a fechar a contratualização do sistema junto de várias autarquias, de norte a sul do país”, afirma Pedro Cordeiro.

Com recurso à inteligência artificial, o objetivo é que o SAPIE-EB analise com rapidez e rigor o perfil de risco de qualquer aluno. O objetivo é que o tempo e o custo com processos de recolha de dados fiquem agilizados permitindo que os técnicos e professores disponham de mais tempo para intervenção direta com o aluno. 

No terreno desde fevereiro de 2018, a equipa liderada por Pedro Cordeiro tem vindo a apresentar este projeto aos agrupamentos de escolas nacionais, municípios, comunidades intermunicipais e áreas metropolitanas de norte a sul do país. Ainda que sem compromisso, o sistema é apresentado e são evidenciadas as suas funcionalidades bem como a sua implementação no terreno. A forma de apresentar o SAPIE-EB permite refletir sobre a sua credibilidade científica e utilidade para cada agente. 

Para além de Pedro Cordeiro, mentor e investigador principal do projeto, o SAPIE-EB é coordenado cientificamente pela professora Doutora Paula Paixão, professora associada da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, em estreita colaboração com a Universidade do Minho, Universidade do Algarve, Instituto Politécnico de Leiria e o Instituto Politécnico de Santarém.

A colaboração da American Institutes for Research e de peritos de renome internacional asseguram igualmente a credibilidade científica do projeto.

A médio prazo, nos próximos três anos, pretende-se que o SAPIE-EB consiga implementar o sistema em 75 agrupamentos de escolas em todo o país. É ainda objetivo iniciar o processo de internacionalização do sistema em 2 países de língua portuguesa e 2 países da União Europeia.

Mais informações:
www.sapie.pt