terça-feira, 17 de outubro de 2017

Fenprof diz que OE vai impedir docentes de chegar ao topo da carreira


A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) considera que a proposta do Orçamento do Estado sobre a carreira docente vai impedir a maioria dos professores de chegar ao topo da carreira, mesmo que trabalhem até aos 70 anos.

Após ter analisado a proposta do OE2018 para o descongelamento da progressão na carreira docente, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, alertou nesta sexta-feira para o futuro da maioria dos docentes: "Muito mais de 50% dos professores actualmente no sistema, com esta proposta do Governo, mesmo que trabalhem até aos 70 anos, nunca chegarão ao topo da carreira".

Mário Nogueira considera inaceitável que as carreiras docentes tenham ficado de fora de medidas que serão aplicadas a outras carreiras da administração pública, a quem "o tempo que tem estado congelado vai ser contado, através da conversão dos anos em pontos, que serão considerados para a mudança de escalão".

Segundo a Fenprof, "o Governo estabeleceu na sua proposta que pagará, em 2018, 1/3 do escalão seguinte àquele em que se encontram, neste momento, e não 1/3 do escalão onde deveriam ser reposicionados, e que todo o tempo acima deste reposicionamento é simplesmente apagado".  "No que toca aos professores, o que o Governo diz é que o que lá vai, lá vai! Isto nã pode ser", criticou nesta sexta-feira o secretário-geral.

Perante esta situação, a Fenprof decidiu pedir uma reunião urgente com o ministro da Educação, a realizar-se na próxima segunda-feira.

"Os professores merecem ser respeitados no seu direito a uma carreira digna, a uma carreira valorizada e, no fundo, a poder chegar ao topo da sua carreira. Que o Governo e o ME ouçam bem isto: toda a instabilidade que existir nas escolas, se o Governo mantiver a sua posição, será da inteira responsabilidade do Governo", afirmou.

Informação retirada daqui

Fenprof considera que vagas extraordinárias "ficam aquém" das expectativas


A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) considera que o concurso de vinculação extraordinária para, pelo menos, 3462 professores, proposto no Orçamento do Estado para 2018, fica “muito aquém” daquilo que é o nível de precariedade dos docentes.

A proposta de Orçamento do Estado para 2018 (OE 2018), entregue na sexta-feira à noite na Assembleia da República, prevê um concurso de vinculação extraordinária para, pelo menos, 3462 professores no próximo ano.

Ressalvando que ainda não analisou a proposta, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, afirmou à Lusa neste sábado que já se encontrava prevista a abertura de um novo processo extraordinário de vinculação, porque “os professores são dos grupos profissionais em que a precariedade é mais elevada”.

“Esse era um compromisso do Ministério da Educação e agora o que esperamos é que o próprio Orçamento do Estado não venha condicionar o número daqueles que poderão vincular, porque essa é uma negociação que tem que ser feita com os sindicatos”, disse o sindicalista.

Mário Nogueira adiantou que a Fenprof vai “aguardar serenamente" essa negociação, mas sublinhou que se o número dos professores for “o que tem vindo a público, então continua a ficar muito aquém daquilo que é o nível de precariedade dos professores”.

Relativamente à proposta de descongelamento das carreiras, Mário Nogueira disse que “é absolutamente inaceitável”, advertindo que vai ser motivo de grande contestação dos professores”.

“Nós não iremos de forma alguma concordar com o apagar de quase dez anos de serviço que os professores cumpriram, sobre o qual os professores efectuaram os descontos a que estão obrigados, e bem, mas que agora o Governo entende que ao descongelar as carreiras esses dez anos são para deitar fora””, comentou.

Por último, e relativamente ao aumento do orçamento para o ensino básico e secundário para os 6173,1 milhões de euros em 2018 (mais 2,5% face ao orçamentado em 2017), Mário Nogueira afirmou que os sindicatos terão de “ver como é que as contas são feitas”.

“Depois de cortes tremendos que aconteceram nos quatro anos da legislatura anterior, acima dos dois mil milhões de euros, aquilo que nós tivemos foi que, nos anos anteriores, já do actual Governo, a educação não continuou a ver o seu orçamento reduzido, mas também não se alterou a situação. Ou seja, houve um período grande de estagnação”, argumentou.

Portanto, agora “estamos na expectativa de saber se há ou não aumento”, disse, rematando: “não basta dizer que há um aumento de dois por cento, porque esse é o valor global.

“Temos que ver [na especialidade] em que é que esse aumento incide porque há aspectos no âmbito da educação que são mais prementes e terão de ser prioritários”, sustentou.

Informação retirada daqui

Professores vão passar a entrar no quadro ao fim de três anos a contrato


Todos os professores com três anos de contratos sucessivos vão ter direito a entrar no quadro, o que por lei já é obrigatório no resto da administração pública e no sector privado. Esta é uma velha exigência dos sindicatos de professores e das associações de professores contratados, que agora foi acolhida na proposta de lei do Orçamento de Estado (OE) para 2018, na sequência das negociações entre o Governo e o Bloco de Esquerda.

A alteração ao diploma dos concursos para que aquele seja o limite temporal para a entrada na carreira já está plasmada na proposta de lei do OE. Os contratos para o efeito só serão tidos em conta se disserem respeito a horários anuais e completos, ou seja se o docente for sucessivamente contratado para dar 22 horas de aulas semanais durante todo o ano lectivo. Mas desaparece a exigência de que estes contratos tenham de ser no mesmo grupo de recrutamento (disciplina), o que levará também a um aumento do número de potenciais candidatos.

Estes docentes entrarão no quadro ao abrigo da chamada norma-travão, criada pelo ex-ministro Nuno Crato, e aplicada pela primeira vez em 2015, para responder a uma directiva europeia que proíbe a utilização abusiva dos contratos a prazo. Durante o Governo anterior, exigiu-se que os docentes tivessem pelo menos cinco anos com contratos sucessivos, no mesmo grupo de recrutamento. A actual já tinha reduzido este limiar para quatro anos a contrato, mas sempre no mesmo grupo de recrutamento.

Dos cerca de 1500 que ingressaram na carreira logo no primeiro ano de aplicação, muito estavam há mais de 10 anos a contrato. Até agora terão entrado na carreira, ao abrigo desta norma, cerca de dois mil docentes. Os sindicatos têm alertado, contudo, que estes números não correspondem à realidade já que existem professores que podem estar a contrato anos a fio e nunca entrar no quadro porque, num dos anos que são contabilizados, ensinaram uma disciplina diferente. Esta limitação deixa agora de existir.

Também o Provedor de Justiça já tinha vindo a terreno afirmar que as condições cumulativas existentes na norma-travão “não são, em si mesmas, aptas a prosseguir os objectivos da directiva [europeia], contendo, pelo contrário, a virtualidade de pôr em causa a consecução dos fins que esta proclama” ou seja, o fim da utilização abusiva dos contratos a prazo.

Na proposta de lei do OE para 2018, o Governo compromete-se a abir um concurso de vinculação extraordinária que abrangerá cerca de 3500 docentes, dos quais perto de 1200 entrarão ao abrigo da nova norma-travão, indicou a deputada do BE, Joana Mortágua.

Para 2018, o ME tem atribuída uma verba de 6.173, 1 milhões de euros, o que corresponde segundo o ministério a um acréscimo de 2,5% por comparação a 2017. Mas esta leitura só é possível porque o ME é o único que, no relatório do Orçamento de Estado (OE), divulgado nesta sexta-feira, optou por não comparar as verbas que lhe estão atribuídas para 2018 com a estimativa do que efectivamente gastou em 2017.

Por via desta opção, o ME escreve na parte que lhe compete do relatório que terá um reforço de investimento de 2,5%, quando os quadros que acompanham o texto, que são elaborados pelas Finanças, dão conta de um decréscimo de 2,9%.

Esta diferença resulta do facto de o ME ter insistido no exercício, já feito no ano passado, de apenas comparar o que inicialmente lhe foi atribuído num ano com o que lhe está garantido para o ano seguinte. Mais concretamente, na dotação inicial prevista no OE de 2017 o ME recebia 6.022,7 milhões de euros, enquanto em 2018 este valor subirá para 6.173,1 milhões de euros. Mas se a base de comparação for a estimativa de despesa efectivamente realizada, como tem sido geralmente a norma então constata-se que o ME terá gasto, em 2017, 6 355,6 milhões de euros ou seja, menos 182 milhões de euros do que lhe está atribuído por agora no OE para 2018.

O Ministério da Educação lembra que “tem reiterado o argumento que é mais adequado comparar o que é comparável, ou seja, pontos de partida com pontos de partida, ou seja, orçamento inicial de 2018 com orçamento inicial de 2017”, para frisar que este é “o maior orçamento da Educação nos últimos anos, superando os 6.100 milhões de euros”.

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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Como ensinar crianças do 1.º Ciclo a não darem erros


Maria Regina Rocha, uma das autoras do Programa e Metas Curriculares de Português do 1.º Ciclo, afirma que se os alunos dão erros então é necessário identificar as causas, explicar regras, fazer exercícios. As crianças que aprendem a escrever devem visualizar e ouvir as palavras. “Eu não dou erros!” é um livro que responde a muitas dúvidas.

A ortografia é um tema de todos os dias. Nos primeiros contactos formais com as palavras, os alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico podem ter dúvidas. Há sons que podem ser escritos com letras diferentes, há palavras que soam de igual forma e que não se escrevem da mesma maneira. “É natural que haja dúvidas porque o sistema é complexo”, diz Maria Regina Rocha, uma das autoras do Programa e Metas Curriculares de Português do 1.º Ciclo, coautora do livro “Eu não dou erros!” com Maria Helena Marques. Um livro para professores, alunos e todos os que querem sentir-se seguros na ortografia. 

A escrita foi evoluindo ao longo dos tempos, não é um código de transcrição exata, e quando uma criança se apercebe que um som pode ser grafado com diferentes letras, surgem dúvidas e os erros podem acontecer. A ortografia é a forma correta de escrever as palavras e é um assunto sério tanto mais no 1.º Ciclo, no primeiro contacto com letras, palavras, frases. Neste nível de ensino, o mais importante é ensinar as regras, as exceções são explicadas mais tarde. “A criança do 1.º Ciclo tem de dominar a regra”, afirma a professora, licenciada em Filologia Românica e mestre em Ciências da Educação, autora de vários livros. 

Há várias formas de adquirir o domínio da ortografia. Desde logo, os contextos e as práticas sociais de linguagem são importantes para aprender a escrever corretamente. O que os adultos dizem, como falam, como escrevem, funciona como exemplos para os mais pequenos. “A palavra correta é indicada à criança em contextos informais, normalmente por adultos”, lembra a autora do livro. E a leitura é fundamental. Ler é uma forma de ganhar bases sólidas para uma escrita correta. Ler com frequência e atenção, ler textos cada vez mais complexos. Escrever textos também é importante. “A produção regular de textos e a respetiva revisão levam à automatização da escrita”, sublinha Maria Regina Rocha.    

Consultar dicionários e prontuários desde idades precoces dá segurança a quem escreve e ajuda a dominar a ortografia. Também é preciso compreender as convenções ortográficas, a origem da palavra, tal como entender que há situações em que a relação entre a letra e o som se processa de maneira irregular. “Letras pronunciadas de forma parecida podem confundir as crianças que estão a aprender a escrever”, avisa. 

Se os erros acontecem então é necessário identificar as causas. Maria Regina Rocha refere que é preciso compreender as razões por que isso acontece: se decorre de uma oralização incorreta, se há confusão entre as diversas grafias de um mesmo som, se há dificuldade na delimitação das palavras, se é recorrente o uso incorreto de determinadas letras, se o erro acontece por dificuldades de natureza morfológica ou sintática, se é a acentuação que está a criar problemas. 

Caixinha da ortografia 
Causas detetadas, insiste-se na forma correta da palavra, na regra, fazem-se exercícios para a sua interiorização. “Dar erros não é fatal”, comenta. Mas é preciso atenção. O contacto com o modelo correto é essencial porque a aquisição de competências na ortografia também se processa pela visualização de palavras. Conhecer as regras, compreendê-las, interiorizar as convenções ortográficas, por exemplo, quando se escreve “e” com o som de “i”, que entre vogais o som “z” escreve-se normalmente com “s”. Tudo é importante para não dar erros. 

Quando se ensina uma palavra nova, o professor pode escrevê-la em letras garrafais numa cartolina ou no quadro. É importante que os alunos a visualizem e ouçam o seu som. Maria Regina Rocha dá mais conselhos. “De dois em dois dias, coloquem na parede da sala uma palavra nova com previsível dificuldade de natureza ortográfica, expliquem o seu significado, escrevam uma frase com essa palavra.” 

Os professores devem fazer uma lista ordenada com os graus de dificuldade dos alunos, explicar uma regra por semana e insistir nela, fornecer às crianças um grande número de palavras, elaborar exercícios para sublinhar palavras - como, por exemplo, enumerar quatro palavras com o mesmo grau de dificuldade, procurar no dicionário e elaborar uma frase com cada uma delas. Ou ainda procurar rimas no dicionário, por exemplo, cinco verbos terminados em “izar” e construir frases.  

Criar uma caixinha da ortografia e colocá-la na sala de aula é uma atividade que pode captar a atenção e eliminar erros nos cadernos. É mais uma sugestão da professora. Uma caixinha com várias palavras, um aluno tira um papel com uma palavra, o professor dita a palavra e se alguém errar, a palavra volta para a caixinha. O objetivo é que a caixa fique vazia. Caixa sem palavras, zero erros nos cadernos. 

Fazer uma lista de erros de cada aluno dá trabalho, mas pode ser bastante útil nesta tarefa de ensinar a escrever. Fazer essa lista e entregá-la aos pais ajuda a remar para o mesmo lado, a congregar esforços. Depois disso, a atuação pode ser cirúrgica, o professor pode elaborar uma bateria de exercícios apenas com essas incorreções e pedir aos alunos que os resolvam.

“Eu não dou erros!” é um livro que ensina regras de ortografia de uma forma clara, apresenta variados exercícios que abrangem muitos assuntos, e que dá resposta à generalidade das dúvidas de ortografia. Como utilizar o “m” e o “n” no final de uma sílaba, quando se usa o “x” e quando é “ch”, o “am” do passado e o “ão” do futuro, o til, a acentuação, são alguns dos assuntos pormenorizados nesta publicação recentemente editada pela Porto Editora e assinada por Maria Regina Rocha e Maria Helena Marques.  

Informação retirada daqui

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Não são manuais escolares, são livros de entretenimento


Conselho editorial da Porto Editora garante que não há “qualquer discriminação” nos livros de atividades para meninos e meninas e volta a colocá-los à venda. Editora refere que fez uma “análise serena e ponderada do caso”, assegura que não há “matéria objetiva e relevante” para retirar livros dos pontos de venda, e refuta várias observações feitas pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género.

Os blocos de atividades para meninos e meninas dos 4 aos 6 anos de idade, que tanta polémica e debates causaram no último mês, voltam a estar à venda. A Porto Editora (PE) chegou a suspender a venda desses livros após críticas de discriminação feitas pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG). A editora e a CIG reuniram-se entretanto e anunciaram que vão trabalhar em conjunto na produção de materiais destinados a crianças. O conselho editorial da empresa livreira esteve a analisar o caso e resolveu voltar a colocar os livros no mercado para compra livre. 

Segundo a editora, não há motivos para a retirada definitiva desses livros. “(…) tendo-se concretizado os objetivos pretendidos, e comprovada a não existência de qualquer discriminação, põe-se fim à suspensão da venda daqueles livros no quadro do exercício pleno da liberdade de expressão da autora e das ilustradoras, bem como da liberdade de edição, respeitando estes valores fundamentais”, sustenta a PE em nota da Direção Editorial. 

A empresa adianta que a suspensão da venda deveu-se à vontade de fazer “uma análise serena e ponderada do caso, sem ceder às pressões e avaliações imediatistas e precipitadas, e como forma de denunciar a lamentável manipulação que esteve na origem da polémica”. Debruçou-se então sobre o parecer técnico da CIG, que, entre outras coisas, referia que os livros promoviam a discriminação e diferenciação entre homens e mulheres, e refuta várias observações desse documento.  
  
“A Porto Editora tem plena consciência da sua missão e da sua responsabilidade na promoção do desenvolvimento educacional, cultural e civilizacional. Um compromisso que honra diariamente, procurando fazer sempre mais e melhor nas diferentes áreas editoriais em que atua e, dessa forma, satisfazer a pluralidade de gostos, interesses e necessidades das suas leitoras e dos seus leitores”, lê-se na nota da Direção Editorial. 

Os blocos de atividades, com capa azul para meninos e capa cor-de-rosa para meninas, com vários exercícios para crianças dos 4 aos 6 anos, estiveram no centro das atenções no último mês. A editora e a CIG reuniram-se, acertaram uma estreita colaboração, e anunciaram um trabalho conjunto na promoção de “conteúdos que fomentem uma educação promotora de igualdade de oportunidades e do desenvolvimento das diferentes capacidades e talentos de todas as crianças, contribuindo assim para a construção de uma sociedade em que mulheres e homens exercem uma cidadania plena”. 

Bolas para meninas, peluches para meninos 
A PE leu com atenção o parecer técnico da CIG, agradece o trabalho realizado, mas considera que não há “matéria objetiva e relevante que justifique” a recomendação de retirar os livros dos pontos de venda. “As liberdades artística e criativa da autora, ilustradoras e editora não podem ser condicionadas por questões de gosto, no mínimo, subjetivas e discutíveis”, conclui. A editora refuta comentários feitos pela CIG e esclarece que os blocos de atividade não são manuais escolares ou de apoio à escola, nem tão-pouco fazem parte de um programa letivo e, por isso, na sua opinião, “é errada qualquer associação destas edições ao contexto da escola”. 

“Ao contrário dos manuais escolares, estes blocos têm uma função diferente, implicam um contacto superficial com as crianças, assumindo um papel de entretenimento, repleto de ludicidade, ainda que explorando competências importantes para a faixa etária a que se destinam. Por isso, parece-nos muito exagerado considerar que a realização deste tipo de blocos de atividades de alguma forma condicione, no futuro, as opções pessoais e profissionais das crianças”, refere a PE no relatório que elaborou.

Os blocos de atividades são livros que têm folhas destacáveis para fins lúdicos e ocupação de tempos livres. Nos dois em questão, o conceito assentou, segundo a editora, “na elaboração de dois blocos de atividades lúdicas com o mesmo conteúdo em termos de competências a abordar, com a mesma tipologia de exercícios e grau de complexidade”. 

“Na forma, um dos blocos deveria ser mais destinado aos rapazes/meninos, contendo elementos gráficos e situações próximos dos seus gostos e preferências mais comuns e o outro, mais ao agrado da maioria das meninas/raparigas. Para tal, cada livro foi entregue a uma ilustradora diferente que livremente desempenhou um trabalho criativo e artístico. Não se conhecem, nem viram o trabalho uma da outra”, adianta a PE. 

Os conteúdos foram concebidos por uma educadora de infância, a execução foi acompanhada por uma coordenadora editorial, a parte gráfica ficou a cargo de uma designer e duas ilustradoras. A empresa livreira assegura que estas mulheres não tiveram como objetivos reforçar a segregação de género ou diferenciar o grau de dificuldade das atividades. Além disso, explica, a seleção das cores e dos elementos gráficos das capas obedeceu a “critérios estéticos e comerciais e à liberdade criativa das ilustradoras”. 

Há bolas no bloco das meninas e peluches no dos meninos e numa das atividades tanto a menina como o menino arrumam os seus quartos. “A maior parte das atividades dos blocos atribui gostos comuns a meninas e rapazes: contacto com a Natureza, animais domésticos e selvagens; atividades extracurriculares; tempo livre com os avós; livros; doces; atividades culturais e desportivas; convívio com os amigos; colecionismo”, exemplifica. 

“Importa esclarecer também que estas obras não foram desenvolvidas sob uma perspetiva comparativa, pelo que consideramos despropositada e desadequada essa abordagem que surgiu nas redes sociais e que, em grande medida, serviu de fundamento ao parecer da CIG”. A PE justifica os blocos de atividades com uma opção editorial e lembra que a compra é livre. “A igualdade de oportunidades não está comprometida, porque todos podem ter acesso à obra que entenderem”. 

A empresa livreira, líder no setor, sublinha que o rigor, a responsabilidade, a proximidade, a excelência e a inovação são valores com que trabalha diariamente e que todas as publicações para crianças “obedecem a grandes cuidados editoriais, congregando o esforço de uma equipa vasta e especializada, incluindo editores, autores, consultores, ilustradores, designers, etc., com profundo conhecimento da área”. E no início do relatório recorda o que diz a Constituição Portuguesa sobre os direitos da liberdade de expressão. 

Informação retirada daqui 

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Programas para ensinar competências emocionais ajudam a resolver problemas nas escolas


Especialistas em inteligência emocional, uma área da Psicologia, garantem que ensinar os alunos a conhecerem e a regularem as suas emoções é a melhor forma de potenciar resultados escolares e resolver problemas de indisciplina.

Trata-se da nossa capacidade para perceber, expressar e compreender e regular as emoções. A sociedade está mais ciente do potencial da inteligência emocional (IE). “Quando há 25 anos a IE se popularizou era um novo ideário, agora há imensa pesquisa que a suporta como um conceito bem estabelecido na área da psicologia”, explica John Pellitteri, presidente da Sociedade Internacional de Inteligência Emocional (ISEI, na sigla inglesa). Não é de estranhar, por isso, o aumento do número de programas de aprendizagem na área da inteligência social e emocional. 

Como o célebre programa desenvolvido por Marc Brackett, diretor do Centro de Inteligência Emocional de Yale e professor no Centro de Estudos da Criança de Yale, o “Ruler” foi adotado em quase mil escolas públicas e privadas nos EUA, Austrália, Inglaterra, Itália, México e Espanha. É aqui no país vizinho, mais precisamente na região da Andaluzia, que Rosário Cabello, psicóloga, e Pablo Fernández-Berrocal, diretor do Laboratório das Emoções, ambos professores na Universidade de Málaga, estão a aplicar um outro programa designado por “Intemo+”, já testado em dois mil adolescentes espanhóis. 

“Há uma grande necessidade a ser preenchida com a IE nas escolas”, constata John Pellitteri. Mas “para ter professores e diretores de escolas envolvidos nestas questões é preciso mudar o seu estado de espírito”, alerta. “Têm de perceber que as emoções são importantes e não podem ser ignoradas. Só depois se pode começar a pensar em incorporar estes programas nas nossas escolas.” 

Por onde começar? “Não basta ensinar algumas competências do mesmo modo que ensinamos numa aula de História ou Matemática. Tem de haver um compromisso de toda a escola em colocar o foco nas emoções”, explica Marc Brackett. Razão pela qual o “Ruler” tem uma abordagem sistémica. “É preciso mudar todo o sistema da escola. É a melhor maneira de desenvolver as competências emocionais e atingir melhores resultados, melhores relações e menos problemas disciplinares.” 

A Sociedade Internacional de Inteligência Emocional (ISEI) reuniu-se em congresso no Porto, durante quatro dias. Foi o sexto encontro, desde que Pablo Fernández-Berrocal organizou, em 2007, o primeiro, na cidade de Málaga. A ISEI tem representação em Portugal, através da diretora regional Luísa Faria, professora na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto onde se realizou este encontro. 

O presidente da ISEI deu por si a enumerar, um a um, os 42 países representados no Congresso de Inteligência Emocional deste ano. Da Argentina, passando pela Índia, Jamaica aos EUA. “É muito fácil perceber porque necessitamos da IE na sociedade”, explicava ao Observador: “Se olharmos para a economia, condições sociais de vida das pessoas, todos os conflitos no mundo, genocídios, guerras, conflitos internacionais, há tantas áreas onde não existem apenas emoções negativas, mas também uma regulação pobre de emoções.” 

Rosário Cabello, psicóloga, pertence à equipa que durante três anos aplicou o programa Intemo+ a dois mil alunos, com idades entre os 12 e os 17 anos, na Andaluzia. Os resultados mostraram a eficácia do programa na resolução de problemas com o uso de drogas ou a indisciplina. Bastou uma hora por semana e um protocolo rígido. Começava com o resumo da sessão anterior. Seguia-se a introdução da habilidade a desenvolver. Por exemplo, a perceção da emoção – uma das quatro ramificações da IE, que incluiu ainda a facilitação, a compreensão e a regulação. Depois, exercícios em que os jovens trabalhavam a conexão da habilidade com a vida real. E, no final, a recapitulação da sessão numa frase-chave. 

Após seis meses do fim do programa, uma avaliação comprovava aos investigadores, que os resultados obtidos não só se mantinham como aumentavam. O que tinha acontecido? “Os alunos tinham assimilado os conteúdos das sessões e estavam a por em prática o que tinham aprendido”, diz Cabello, com a dose merecida de entusiasmo: “Conseguimos promover a saúde mental destes alunos!” 

O que aprenderam estes adolescentes nesta viagem pelas emoções? O “Intemo+” tem uma atividade que ensinou os alunos a reconhecerem as expressões faciais de cada emoção básica. Elas são sete: medo, tristeza, felicidade, surpresa, nojo, raiva e desprezo. É importante conseguir identificá-las nos rostos daqueles com quem interagimos. Usam-se fotografias de pessoas reais, retiradas, por exemplo de filmes. Se o programa for aplicado a crianças as imagens terão de ser adaptadas. Há quem defenda o uso de rostos de desenhos animados. Outros alegam que assim é mais difícil fazer os mais pequenos percecionar as expressões reais. 

Compreender a utilidade das emoções e o seu significado são as etapas seguintes. Qual o estado mais adequado para fazer a revisão final de um trabalho para entregar na escola? A euforia não será, com certeza. A depressão faz-nos ver tudo negativo, num grau “mais leve” ajudará a detetar os erros. Como o aluno se deveria sentir para fazer melhor um exame? Tristeza, talvez não. Mas um pouco de tensão certamente evitará alguma distração. Com estas interrogações, Cabello reitera que “saber como usar a emoção é um aspeto muito importante na facilitação emocional”. 

Imagine-se, agora, um outro cenário. Um aluno estudioso recebe uma nota negativa. Que emoção deve sentir? Definitivamente, surpresa. No entanto, esse mesmo aluno é capaz de ir ter com o professor e em vez de se expressar surpreso, mostrar-se furioso. O que despoletará no docente uma reação de defesa e afastamento. 

Voltando atrás. Se o mesmo aluno for capaz de chegar junto do professor e manifestar surpresa, a situação terá um desfecho mais positivo. Porventura, resultado da IE do aluno. Veja-se o quadro completo, segundo Rosário Cabello: “A priori não se justifica que o aluno se aborreça perante a nota negativa. Depois de ver o teste com o professor, a posteriori, talvez tenha motivos para se aborrecer, por exemplo, se perceber que cometeu erros que não devia ou se verificar que o erro foi do professor.” 

Apesar dos resultados, a equipa do Laboratório das Emoções da Universidade de Málaga continua a encontrar resistência nas escolas para intervir. Percebe-se porquê? “Os professores, os diretores e as escolas têm muito trabalho”, constata Cabello. Tanto em Espanha como em Portugal, as escolas são chamadas a atuar em várias frentes. Seja na prevenção do uso de drogas ou da violência na abordagem à sexualidade ou na promoção de bons hábitos alimentares. Tudo cabe dentro das paredes escolares. A IE também quer ganhar o seu espaço. 

Perguntamos se um programa de IE poderia ser a chave para a resolução de muitos destes problemas? “Sim, claro!”, responde Rosário Cabello. “Melhorando a IE podemos também diminuir o consumo de drogas, os comportamentos agressivos, o distúrbios alimentares, porque na base de muitos dos problemas que se geram na adolescência está uma desordem emocional.” Mostrar isso às escolas tem sido o maior desafio para quem trabalha nesta área. 

Desafios não faltam a Marc Brackett, diretor do Centro de Inteligência Emocional, professor no Centro de Estudos da Criança de Yale. Publicou mais de 100 artigos académicos sobre IE e as suas pesquisas têm sido bastante premiadas. Numa dessas pesquisas, Brackett inquiriu estudantes de Yale, professores do ensino público e privado espalhados pelos EUA, funcionários de 50 empresas americanas e centenas de crianças, sobre como se sentiam. As respostas pouco variaram, todos se sentiam cansados, stressados e sobrecarregados, indicando, segundo Brackett, “um mau sinal para o futuro”. 

“Com sentimentos constantes de stress, cansaço e aborrecimento, o cérebro não consegue gerar novas ideias ou ser criativo”, explica Brackett. Além disso, “a maneira como nos sentimos influencia a nossa tomada de decisões. A emoção também conduz a nossa qualidade relacional. O aborrecimento na cara de um entrevistado para um emprego não gera no empregador a vontade de o contratar”. 

Todos sabemos que existem dois tipos de stress, um é bom, o outro mau. Quando Brackett conduziu entrevistas intensivas no grupo de estudantes de Yale verificou que o stress que os afetava era do pior tipo. Os estudantes tinham a perceção de ter feito um grande esforço para entrar naquela prestigiada instituição. No entanto, sentiam que não pertenciam ali. 

Quando os investigadores perguntaram, em alternativa, como se queriam sentir? A resposta surpreendeu. Talvez porque seria de esperar que se quisessem sentir entusiasmados, com energia, alegres. Mas não. Queriam sentir-se amados. “Essa necessidade tem a ver com um sentimento de solidão. Os estudantes sentem-se um produto da educação recebida dos pais, das escolas e chegam à universidade sem identidade”, explica o psicólogo e professor. 

Olhando para os inquéritos realizados às crianças, Brackett explica que os seus níveis de stress são superiores aos dos adultos. E conta a história de uma professora que lhe pedia ajuda com um menino de 12 anos. O rapaz confessava-se preocupado por todos os seus colegas estarem stressados e ele não. 

Como fechar o fosso emocional? É a mesma velha questão de sempre, explica Brackett. “Quando tentamos introduzir a IE num ambiente, a emoção tem de ser valorizada. Mas em muitos contextos a emoção ainda é vista como uma coisa má. Se a cultura de uma escola torna os alunos e os professores cansados e aborrecidos, tentar falar de IE é difícil”, conclui. 

Os mais céticos talvez ainda se interroguem sobre o que fazer com todos os sentimentos? “Podemos usar pensamentos e ações para prevenir, reduzir, iniciar emoções para promover o crescimento pessoal, construir relações, atingir metas e maior bem-estar”. A isto chama-se regular ou gerir emoções e é o que Brackett ensina através do “Ruler” que “não é apenas um programa de IE, mas um modo de colocar a IE no sistema imunitário de qualquer organização”. Essa organização pode ser a escola. 

“É subestimado o quanto as pessoas precisam destas competências emocionais e da regulação emocional.” A quem nunca ouviu falar em IE, Brackett tranquiliza: “A IE é um conjunto de competências, estão localizadas no nosso cérebro, e nunca é cedo ou tarde de mais para as aprender e desenvolver.” E acrescenta: “Promover a IE pode ajudar a construir um mundo onde as pessoas são mais felizes e saudáveis.” Em relação aos mais novos: “Fazer com que as crianças se sintam confortáveis ao experimentarem todas as emoções.” Pablo Fernández-Berrocal, fundador do Lab Emotion na Universidade de Málaga, Espanha, psicólogo desenvolve, programas de inteligência emocional em vários ambientes, escolas e empresas, assegura que “a regulação emocional não é fácil, mas que a inteligência emocional ajuda a evitar erros estúpidos”. Mas está sobretudo preocupado com o impacto da regulação emocional das crianças na sua vida futura. Citando um estudo realizado na Nova Zelândia, em mil crianças seguidas durante 30 anos, o investigador explicou como menos regulação emocional, se relaciona com uma saúde pior, menores rendimentos e mais participações em crimes. 

A necessidade de levar a IE para dentro das escolas seria confirmada pelos resultados sobre o bem-estar dos alunos, avaliados pelo PISA 2015, que mostravam que 19% dos estudantes da OCDE reportavam terem sido vítimas de bullying várias vezes no último mês, mais de 50% sentia-se ansioso, mesmo quando estavam bem preparados para os exames. “Estes alunos pontuam menos a Ciências e estão mais insatisfeitos”, lembra Berrocal. Brackett concorda: “Depois destes resultados é preciso incluir a IE nas escolas assim que possível”. Em Espanha, Berrocal e a equipa do Lab Emotion estão a fazer isso. 

Em Portugal, as experiências de programas de promoção de competências socio-emocionais em ambientes educativos acontecem em intervenções realizadas por académicos, investigadores e estudantes de mestrado e doutoramento. Existem, alguns, adianta Luísa Faria, coordenadora regional para a Europa da ISEI e professora na área da psicologia. São “programas desenhados para alunos do pré-escolar, do primeiro ciclo e para adolescentes e que permitem treinar as emoções, a regulação, a expressão a perceção emocional e que apresentam várias situações fictícias e reais do quotidiano que os alunos discutem e sobre as quais tomam posições”. 

Mas há muito espaço para a educação socio emocional nas escolas portuguesas. Um programa ao nível nacional “ajudaria muito”, garante Luísa Faria acrescentando que “a evidência científica da psicologia tem demonstrado que a inteligência emocional é fundamental para que as pessoas possam ser mais felizes, produtivas, integradas e capazes de transformar os seus contextos de vida”. 

E este é um aspeto particularmente importante, tendo em conta a instabilidade da vida da maioria dos jovens, diz Luísa Faria. “Hoje em dia os jovens saem das faculdades e não sabem bem o que os espera do ponto de vista profissional, têm de criar os seus próprios empregos e ter um conjunto de habilidades, não apenas cognitivas, mas cognitivo-sociais e cognitivo-emocionais. É fundamental para poderem construir percursos de vida mais saudáveis.”

Informação retirada daqui

sábado, 7 de outubro de 2017

Professor/a de Línguas e Humanidades - até 9º ano

Recrutamos um/a professor/a na área das línguas e humanidades para apoio escolar e explicações.

Perfil: 
-Licenciatura ou Mestrado, 
-Conhecimento dos programas curriculares 
-Gosto pelo trabalho com crianças 
-Disponibilidade durante as tardes 
-Assiduidade e pontualidade 

Possibilidade de estágio profissional. 

Envie o seu cv para

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Explicador de Matemática, Fisico-Química e Ciências

Precisa-se de Explicador de Matemática, Fisico-Química e Ciências para Sala de Estudo em Arouca. Agradecemos o envio do cv para o seguinte email:

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Maria Montessori


Médica e pedagoga italiana. Primeira italiana formada em Medicina. Pediatra, abriu a primeira escola para crianças com deficiência, em 1907, tendo desenvolvido um método inovador na educação e ensino de crianças. Começou pelos bairros degradados de Roma, na chamada Casa dei Bambini (Casa das Crianças), e os seus métodos passaram a muitos países. As bases do seu método têm em consideração o desenvolvimento natural da criança e daí ir adaptando o ensino consoante a resposta da criança aos diversos estímulos e não o uso de medicamentos, como era uso até aí. Abriram colégios e escolas com o seu método por todo o mundo ocidental, na China e na Índia. Em 1936, por motivos ideológicos, abandonou a Itália e radicou-se nos Países-Baixos. Era defensora empenheda da liberdade e paz. O seu método de ensino foi publicado com o título «A Criança». Deixou obras como «Manual de Pedagogia Cientifica: formazione dell Uomo», «Educazione e Pace: La vita di Cristo», «Antropologia Pedagógica», entre outras. Maria Montessori revolucionou o ensino e a Itália concedeu-lhe a honra de figurar nas antigas notas de 1000 liras do seu país.

Informação retirada daqui

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Maria Isabel Hahenman Saavedra de Aboim Inglês

Maria Isabel Hahenman Saavedra de Aboim Inglês 1902-1963 Nasceu em Lisboa, na Rua Nova do Loureiro, no Bairro Alto em 7 de Janeiro de 1902 e faleceu nesta cidade em 7 de Março de 1963. Maria Isabel cresceu, brincou e estudou em Lisboa. No Liceu Pedro Nunes tirou o curso complementar de Letras. Foi aí que conheceu o jovem Carlos Aboim Inglês, com quem veio a casar-se aos 20 anos. Inteligente, culta, espírito aberto ao mundo e à cultura, depois do 5º e último filho, matriculou-se na Faculdade de Letras de Lisboa, tirando, com resultados brilhantes, o curso de Ciências Histórico - Filosóficas. Um dos professores convidou-a para assistente na Universidade mas, com cinco filhos pequenos, viu-se obrigada a recusar. Dois anos depois apresentou a tese de licenciatura sobre «A Influência dos Descobrimentos na Sociedade Portuguesa», ao mesmo tempo que fundava o Colégio Fernão de Magalhães, na Rua dos Lusíadas. Directora e professora do colégio Maria Isabel foi para os alunos uma companheira mais velha e mais experiente, compreensiva e humana, ensinando e respeitando a liberdade de cada um e a colectiva.Foi dirigente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, depois da Associação Feminina Portugue­sa para a Paz e, quando o general Norton de Matos foi candidato à Presidência da República, percorreu o país de lés-a-lés, falando em assembleias populares realizadas em quase todas as cidades. Tanto a temiam e perseguiam que, uma vez, em campanha, quando se preparava para discursar, a polícia ameaçou-a de que se falasse prenderia o seu filho. O amor aos filhos e o respeito pela sua dignidade pessoal e cívica, nela não tinham limites. Maria Isabel falou, e o Carlos foi preso.Proibiram-lhe as aulas de História e de Filosofia na Universidade; tempos depois, afastaram-na de assistente, fecharam-lhe o colégio e impediram-na de prosseguir o curso de Sociologia que mantinha na Escola de Enfermagem. Retiraram-lhe os diplomas de professora do ensino oficial e do particular. Antes, aos 44 anos, haviam-na prendido pela primeira vez, voltando a ser encarcerada dois anos mais tarde.Impedida de leccionar, montou um atelier de modista, deu aulas particulares, fez traduções, etc. Em 1953, uma Universidade brasileira convidou-a para leccionar Filosofa.E foi quando se deslocava no seu pequeno carro, de casa de uma aluna para a de outra que a morte lhe chegou. Foi na Av. Estados Unidos, em Lisboa. Serenamente, encostou o carro e fechou os olhos para sempre. Foi numa quinta-feira à tarde, 7 de Março de 1963. Fizera há pouco 61 anos. - Uma vida de dignidade e de coragem exemplares.

domingo, 3 de setembro de 2017

Abgar Renault

Abgar Renault (A. de Castro Araújo R.), professor, educador, político, poeta, ensaísta e tradutor, nasceu em Barbacena, MG, em 15 de abril de 1901, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 31 de dezembro de 1995. Eleito em 1o de agosto de 1968 para a Cadeira n. 12, na sucessão de J. C. de Macedo Soares, foi recebido em 23 de maio de 1969, pelo acadêmico Deolindo Couto. 
Era filho de Léon Renault e de Maria José de Castro Renault. Casado com D. Ignês Caldeira Brant Renault, teve dois filhos, Caio Márcio e Luiz Roberto, e três netos, Caio Mário, Abgar e Flávio.
Realizou os estudos primários, secundários e superiores em Belo Horizonte, onde começou a exercer o magistério. Foi professor do Ginásio Mineiro de Belo Horizonte, da Universidade Federal de Minas Gerais e, no Rio de Janeiro, do Colégio Pedro II e da Universidade do Distrito Federal. Eleito deputado estadual por Minas Gerais, nomeado Diretor da Secretaria do Interior e Justiça do mesmo Estado; Secretário do Ministério da Educação e Saúde Pública Francisco Campos e seu Assistente na Secretaria da Educação e Cultura do Distrito Federal; Diretor e organizador do Colégio Universitário da Universidade do Brasil; Diretor do Departamento Nacional da Educação, Secretário da Educação do Estado de Minas Gerais em dois governos, quando se notabilizou por incentivar o ensino no meio rural; Ministro da Educação e Cultura; Diretor do Centro Regional de Pesquisas Educacionais João Pinheiro em Belo Horizonte; Ministro do Tribunal de Contas da União; membro da Comissão Internacional do Curriculum Secundário da Unesco (1956 a 1959); consultor da Unesco na Conferência sobre Necessidades Educacionais da África, em Addis Abeba (1961); membro da Comissão Consultiva Internacional sobre Educação de Adultos, também da Unesco (1968-1972); representante do Brasil em numerosas conferências internacionais sobre educação levadas a efeito pela Unesco em Londres, Paris, Santiago do Chile, Teerã, Belgrado e Genebra; eleito várias vezes membro da Comissão de Redação Final dos documentos dessas reuniões; membro da Comissão Consultiva Internacional do The World Book Encyclopædia Dictionary (Thorndike-Barnhart Copyright, Doubleday & Company, USA, 1963); membro do Conselho Federal de Educação e do Conselho Federal de Cultura; Professor Emérito da Universidade Federal de Minas Gerais. Esteve sempre ligado à educação e, como professor, preocupou-se com a língua portuguesa, de que foi um conhecedor exímio e representante fiel. 
Pertenceu à Academia Mineira de Letras, à Academia Municipalista de Letras de Belo Horizonte, à Academia Brasiliense de Letras; ao Instituto de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Stanford, Califórnia, EUA, e foi Presidente da Sociedade Brasileira de Cultura Inglesa de Belo Horizonte. 
Em todos os postos que ocupou, como no magistério, Abgar Renault desenvolveu intensa e exemplar atividade, registrando em A palavra e a ação (1952) e Missões da Universidade (1955) seus estudos e reflexões. Além disso, foi um grande poeta. Contemporâneo de Carlos Drummond de Andrade, juntou-se ao grupo surrealista moderno e participou do movimento modernista de Minas Gerais. Desde então, sua importância na literatura contemporânea só fez crescer. Apesar de ter a obra associada ao Modernismo, fazia uma poesia original, audaciosa, não formalista e não ligada a nenhuma escola poética. Era dos que não faziam questão de aparecer em público, mas sua qualidade literária se impõe nos livros que publicou. Foi também um notável tradutor de poetas ingleses, norte-americanos, franceses, espanhóis e alemães. Era um grande especialista em Shakespeare. Sua poesia tem sido incluída em numerosas antologias, no Brasil e no exterior. 
Obras: Sonetos antigos (1968); A lápide sob a lua, poesia (1968); Sofotulafai, poesia (1971); A outra face da lua, poesia (1983); Obra poética, reunião das obras anteriores (1990). Traduções: Poemas ingleses de guerra (1942); A lua crescente (1942), Colheita de frutos (1945) e Pássaros perdidos (1947), de Rabindranath Tagore; O boi e o jumento do Presépio (1955), de Jules Supervielle. Essas obras foram reunidas, em grande parte, em Poesia Tradução e versão (1994).

Biografia retirada de NetSaber

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Adelmar Tavares

Adelmar Tavares (A. T. da Silva Cavalcanti), advogado, professor, jurista, magistrado e poeta, nasceu em Recife, PE, em 16 de fevereiro de 1888, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 20 de junho de 1963. Eleito em 25 de março de 1926 para a Cadeira n. 11, na sucessão de João Luís Alves, foi recebido em 4 de setembro de 1926, pelo acadêmico Laudelino Freire. 

Era filho de Francisco Tavares da Silva Cavalcanti e de Maria Cândida Tavares. Ingressou na Faculdade de Direito do Recife, onde colou grau em 1909. Ainda estudante, começou a colaborar na imprensa como redator do Jornal Pequeno. Em 1910, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde ocupou importantes cargos. Foi professor de Direito Penal na Faculdade de Direito do Estado do Rio de Janeiro; promotor público adjunto (1910); curador de resíduos e testamentos (1918); curador de órfãos (1918-1940); advogado do Banco do Brasil (1925-1930); desembargador da Corte de Apelação do Distrito Federal (1940) e presidente do Tribunal de Justiça (1948-1950). 

Enquanto desenvolvia sua carreira na magistratura, Adelmar Tavares continuava colaborando na imprensa, e seu nome se tornara conhecido em todo o Brasil no setor da trova, sendo considerado, até hoje, o maior cultor desse gênero poético no Brasil. Suas trovas sempre mereceram referência na história literária brasileira. Sua obra poética caracteriza-se pelo romantismo, lirismo e sensibilidade, sendo recorrentes temas como o da saudade e o da vida simples junto à natureza. 

Era membro da Sociedade Brasileira de Criminologia, do Instituto dos Advogados, da Academia Brasileira de Belas Artes, membro e patrono da Academia Brasileira de Trovas. Era considerado o Príncipe dos Trovadores Brasileiros. Foi presidente da Academia Brasileira de Letras em 1948. 

Obras: Descantes, trovas (1907); Trovas e trovadores, conferência (1910); Luz dos meus olhos, Myriam, poesia (1912); A poesia das violas, poesia (1921); Noite cheia de estrelas, poesia (1925); A linda mentira, prosa (1926); Poesias (1929); Trovas (1931); O caminho enluarado, poesia (1932); A luz do altar, poesia (1934); Poesias escolhidas (1946); Poesias completas (1958). Escreveu também várias obras jurídicas, entre as quais Sobre a história do fideicomisso; Do homicídio eutanásico ou suplicado; Do direito criminal; O desajustamento do delinqüente à profissão. 

Informação retirada daqui

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Adenilson dos Santos Franco


Escrever uma biografia de Adenilson dos Santos Franco tem para nós um sentido muito especial. Justifico: primeiro, por ter sido um profissional amante da Arte de Educar. Assim, com a percepção de Professor- irmão, de Homem -historiador e, ao mesmo tempo, homem-amigo, pretendemos registrar aqui algumas informações sobre a vida e as marcas de seu trabalho. Como seria impossível elencar todos os esforços do Prof. Adenilson,no corpo deste trabalho, algumas das suas contribuições e os reflexos destas na área político -educacional por todo a área da D.E. de Taboão da Serra. Acrescentaremos também iniciativas em torno da compreensão de educação de tomadas em várias partes. Este educador, Adenilson dos Santos Franco, conhecido em Taboão da Serra e nos Municípios visinhos apenas como NITO (do contra Baixo, por ser também musico), nasceu em Taboão da Serra - São Paulo, em 26 de novembro de 1973, filho de Artur dos Santos Franco e Josefa Maria Franco. Foi uma criança alegre e feliz, gostava muito de músicas,e quando jovem torna - se musico auto- didata, tocando contra baixo em vários grupos musicais da região, com o inicio deste gosto pela musica na Fanfarra da Escola Estadual Reverendo Almir, com o apoio da Direção o amigo diretor Vladimir Nogueira e também o incentivo da Direção "Escola Estadual Lucia de Castro Bueno o diretor Camilo por onde teve passagem como aluno nas series iniciais onde tornaram se grandes amigos" lembra - se bem o supervisor de ensino João Luis que na época era dirigente, as palavras do Professor Adenilson " ainda vou ser Dirigente Regional" o mesmo tinha garra, interesse na arte de Educar. Nito do Contra Baixo como carinhosamente era chamado, sempre teve apoio dos amigos tendo passado também por varias outras fanfarras no Município, pelo grupo de Rock " lugar Nenhum" , pelo grupo de pagode " Eskina Samba", que ensaiavam na Escola Estadual Reverendo Almir, e pelos grupos de pagode "Samba de Mesa", "Semente do Samba", " a Fazia shows musicais nas escolas, quermesse e praças da região, participando ativamente, sempre em contato com estudantes e adolescentes, dando bom exemplos a essa juventude que tanto precisava de um ponto de referencia e estimulo para continuarem no bom caminho estudando e trabalhando sempre,inclusive não aceitava de forma alguma atos ilícitos, sempre procurando orientar da melhor forma possível aqueles que lhe procuravam. Formou -se no magistério no E.E.I.P.S.G.E.S colégio E. A.G. em 01 de Dezembro1995. Após dando seqüência aos estudos no Centro universitário São Camilo - Ipiranga - SP a onde cursou Letras componente que o habilitava a lecionar Português e Inglês o que mais lhe dava satisfação profissional. Tendo lecionado nas E.E.P.G Reverendo Almir Pereira Bahia, passado na seqüência pela Escola Hugo Carotini, Escola Neuza Demetrio, Escola Francisco D'Amigo, Escola Jardim Pinheiro, Escola Heitor,, escola Maria Jose, Escola Nigro Gava e Cefan. 

Informação retirada daqui

sábado, 1 de julho de 2017

Precisa-se formador(a) de espanhol para Lisboa

Empresa de formação em línguas procura formador(a) de espanhol (com CAP ou equivalente) para ações de formação em Lisboa. 
Agradecemos envio de currículo para o e-mail:

    training@languagevip.net

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Precisa-se Professor sala de estudo

Precisa-se professor sala de estudo 2/3 ciclos Port, Historia, Geografia e F.Q  das 14h às 18h a partir de 1 de Setembro 2017. enviar c.v para

    estrelasdosaber@gmail.com

terça-feira, 27 de junho de 2017

Posição da FENPROF sobre o Calendário Escolar 2017/18


O Despacho da Secretaria de Estado da Educação sobre o calendário escolar para o ano letivo 2017/18 foi publicado esta quinta-feira, dia 22 de junho de 2017, em Diário da República.


O Despacho n.º 5458-A/2017 «determina a aprovação dos calendários, para o ano letivo de 2017-2018, dos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, dos estabelecimentos particulares de ensino especial, bem como o calendário de provas e exames dos ensinos básico e secundário».

A FENPROF congratula-se com o facto de, 15 anos depois, o calendário escolar da educação pré-escolar voltar a coincidir com o do 1.º ciclo, considerando, contudo que «seria correto que essa coincidência se alargasse a todo o ensino básico». Em documento enviado à Direção Geral da Educação a 30 de maio, a FENPROF manifesta, ainda, algumas preocupações e questões a resolver no calendário escolar, nomeadamente:

-a existência de desequilíbrios na duração de cada período letivo, devido à organização do calendário escolar em torno de critérios que não são de natureza pedagógica, em concreto o seu condicionamento ao calendário religioso;
-a existência de mais dias de atividade letiva no 1º Ciclo do Ensino Básico, «criando dificuldades à indispensável articulação entre docentes de diferentes setores de ensino» e uma «enorme sobrecarga letiva» dos alunos;
-o facto de as provas de aferição colidirem com o normal desenvolvimento das atividades letivas, pois «toda a logística que lhes está associada impõe a interrupção de aulas em muitos agrupamentos».



domingo, 25 de junho de 2017

Atenção docentes do Ensino Superior, das AEC, do IEFP, de diversos Ministérios (Exceto Educação) e Investigadores – Prazo expira em 30 de junho!

Termina no dia 30 de junho (sexta-feira da próxima semana) o prazo para a entrega à respetiva Comissão de Avaliação Bipartida (CAB) do requerimento para que os docentes e investigadores, com vínculo precário, solicitem a avaliação da sua situação no sentido do reconhecimento de que se encontram a satisfazer necessidades permanentes.

Este requerimento pode ser preenchido online na página do PREVPAP ou ser enviado pelo correio para a CAB específica.

A FENPROF alerta para a importância de os requerentes detalharem, o melhor possível, todos os tipos de vínculo que têm ou tiveram, bem como o seu historial de vínculos com outros organismos da Administração Pública, discriminando sempre as funções efetivamente desempenhadas e as suas datas de início, das (sucessivas) renovações e do seu termo.

Naturalmente, os 150 caracteres que são disponibilizados para o efeito na plataforma online do PREVPAP serão insuficientes para fazer este enquadramento.

Por este motivo, a FENPROF recomenda que os requerimentos sejam enviados por correio à respetiva CAB, na modalidade de correio registado com aviso de receção (podendo isso ser feito até ao último dia do prazo), para o que deve ser utilizada a minuta que consta do anexo à Portaria nº 150/2017. Neste caso, os requerimentos podem ainda ser acompanhados de quaisquer anexos que os requerentes considerem relevantes para melhor apresentarem o seu caso ou justificarem as tarefas que alegam desempenhar ou ter desempenhado.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Professor/a de Inglês para Explicações a Ensino Secundário

O Centro de Estudos Aldeia do Saber procura Professor/a de Inglês para dar explicações individuais a Ensino Secundário.

Perfil: 
- experiência em explicações;
- forte capacidade para motivar alunos;
- dinâmico, autónomo e pro-ativo;

Enviar CV para:
ce.aldeiadosaber@gmail.com

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Formador/a Alemão

Estamos a recrutar formadores de Alemão para formação individual e em grupo, para diferentes níveis, em Lisboa. Regime de recibos verdes.


Os interessados deverão enviar CV detalhado, CCP e indicação de disponibilidade para

sábado, 17 de junho de 2017

Professor/a de Física/Química - Lagoa

A Nobel International School Algarve procura professor/a de Física / Química para o próximo ano lectivo. 

Oferecemos: 
Contrato anual;
Possibilidade de carreira estável;
Excelente ambiente de trabalho;
Possibilidade de desenvolver projetos interessantes e motivadores.

Enviar curriculo para:
daniel.vasconcelos@nobelalgarve.com

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Professor Biologia e Geologia

Professor de Biologia e Geologia para explicações individuais ou pequenos grupos para preparação de Exames Nacionais com o envio de currículo e horários disponíveis. 

Academia MADE - Centro de Estudos 
Rua 9 de julho, 436 
4535-023 - Lourosa Santa Maria da Feira. 

9127739765 

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Greve Nacional de Professores - 21 de Junho


FENPROF desmente existência de qualquer tipo de diálogo negocial com o ME

O Secretário-Geral da FENPROF esteve esta terça-feira na Edição da Noite da SIC Notícias para esclarecer que não existe, atualmente, qualquer tipo de diálogo negocial em curso com o Ministério da Educação, no que respeita à Greve de 21 de junho.

Mário Nogueira declarou que “não é verdade” que existam “contactos informais, reuniões mais técnicas” ou, sequer, “tentativas de aproximação de posições”, apesar de 2ª FENPROF ter dito que, até às 23h59 de dia 20, está perfeitamente disponível para dialogar”.

Recorde-se que o Ministro da Educação afirmou ao jornal Expresso que o diálogo com as organizações sindicais está em curso e que “estamos neste momento, como sempre, em diálogo com as organizações sindicais, também com outros atores que fazem parte da educação porque o caminho faz-se de diálogo e o diálogo continua”.

À margem de uma cerimónia sobre os 30 anos do Programa Erasmus, em Estrasburgo, Tiago Brandão Rodrigues acrescentou ainda que «o diálogo “não se cinge a reuniões formais, aquelas que são mais visíveis para o exterior”, mas que é “constante e acontece todos os dias”».

Nesta entrevista à Edição da Noite da SIC Notícias, Mário Nogueira recordou os motivos que levam os professores a recorrer à greve no dia 21 de junho, sublinhando que «quando um conflito estala neste momento [de final de ano letivo, com avaliações e exames], é porque alguma coisa muito séria está em cima da mesa». O Secretário-Geral da FENPROF aborda também a questão dos serviços mínimos e os resultados dos plenários sindicais a que tem assistido um pouco por todo o país.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Professor(a) 1.º e/ ou 2.º ciclo - Estágio Profissional

Centro de Estudos, situado no Feijó, recruta professor com disponibilidade imediata.

Os candidatos devem cumprir os requisitos necessários para integrar a medida de Estágio Profissional promovida pelo IEFP. 

Os interessados deverão enviar o seu currículo para

domingo, 11 de junho de 2017

Professor de Matemática para Explicações Secundário

O Centro de Estudos Aldeia do Saber procura Professor/a de Matemática para dar explicações individuais a Ensino Secundário. 

Perfil: 
- experiência em explicações;
- forte capacidade para motivar alunos;
- dinâmico, autónomo e pro-ativo;

Enviar CV para:
    ce.aldeiadosaber@gmail.com

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Explicador/a Matemática Secundário

O Atelier dos Trakinas encontra-se de momento a recrutar um(a) explicador(a) de Matemática. 

 Requisitos: 
- Experiência na área 
- Residência na área 
- Dinamismo e proatividade 
- Pontualidade e assiduidade 
- Empenho e dedicação no trabalho com crianças 

Oferece-se: 
- Horário em part-time de segunda a sexta 
- Remumeração compatível com a função 

Os interessados deverão remeter o CV detalhado para: marciafava9@hotmail.com

terça-feira, 25 de abril de 2017

Formador/a Francês - Cantanhede

A EDACADEMY, com sede em Coimbra pretende seleccionar para Cantanhede um formador/a de Francês 

Horário: 
Presencial/18h00-20h00 1 a 2 dias por semana 

Requisitos: 
- Possuir uma qualificação de nível superior; 
- Titulares de Certificado de Competências Pedagógicas (se aplicável); 
- Capacidade de concepção de recursos pedagógicos 
- Experiência em ministrar o curso; 
- Capacidade de autonomia; 
- Residência zona de Cantanhede. 

Documentos para Candidatura: 
- Curriculum Vitae; 
- Certificado de Habilitações 
- CCP (se aplicável); 

A candidatura deve ser submetida através do email edacademy@edacademy.com.pt referindo no Assunto "Francês - Cantanhede"

domingo, 23 de abril de 2017

Professor(a) de Biologia/Geologia

O Tubo de Ensaio, centro de estudos que desenvolve trabalho na área das explicações individuais e em grupo, Coaching e Formação encontra-se a recrutar um(a) professor(a) de Biologia/Geologia para fazer preparação para exames do 11º e 12º anos. 

Requisitos: 
- Formação académica ao nível do Ensino Superior, de acordo com as funções a desempenhar; 
- Capacidade para motivar os alunos; 
- Dinâmico(a) e com espírito de iniciativa; 
- Domínio dos programas e da disciplina; 
- Conhecimentos de ferramentas e técnicas de estudo; 
- Forte sentido de responsabilidade e organização; 
- Experiência pedagógica; 
- Conhecimento de técnicas de coaching (factor não eliminatório) 

 Se tiver o perfil desejado, envie o seu CV para: info@tubodeensaio.net

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Professor(a) de Física/Química

O Tubo de Ensaio, centro de estudos que desenvolve trabalho na área das explicações individuais e em grupo, Coaching e Formação encontra-se a recrutar um(a) professor(a) de Física/Química para fazer preparação para exames do 11º e 12º anos. 

Requisitos: 
- Formação académica ao nível do Ensino Superior, de acordo com as funções a desempenhar; 
- Capacidade para motivar os alunos; 
- Dinâmico(a) e com espírito de iniciativa; 
- Domínio dos programas e da disciplina; 
- Conhecimentos de ferramentas e técnicas de estudo; 
- Forte sentido de responsabilidade e organização; 
- Experiência pedagógica; 
- Conhecimento de técnicas de coaching (factor não eliminatório) 

Se tiver o perfil desejado, envie o seu CV para: info@tubodeensaio.net

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