sábado, 30 de dezembro de 2017

Precisa-se de professor 1º/2º ciclo

Precisa-se de Professor do 1º/2º ciclos para trabalhar em ambiente centro de estudos, todas as tardes. 
Relativamente ao seu perfil, procuramos um professor muito dinâmico e dedicado. 
Será para estar com um grupo de meninos do 1º/2º ciclos dando acompanhamento a diversas disciplinas. Pedimos, por isso, que tenha domínio em diferentes áreas. 
O início da sua atividade será no 2º período. 
Aceitamos currículos para o seguinte e-mail

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Precisa-se de Professor de Ensino Especial

Macau Child Development Association , em Macau, procura Professor de Ensino Especial. 

Funções 
Responsável por triagem e avaliação; 
Apoio específico individual ou em grupo para crianças com perturbações do desenvolvimento. 

Requisitos 
Professor com especialização em Ensino Especial. Mestrado é requisito preferencial; 
1 ano de experiência profissional com crianças; 
Boas competências interpessoais, ética profissional e otimismo; 
Capacidade de adaptação e de trabalho sob pressão; 
Fluente em inglês. Cantonês é preferencial; 
Recentemente graduados serão igualmente considerados. 

Oferece-se boa remuneração e benefícios negociáveis. 

Se tem interesse no anúncio, por favor envie currículo e certificados para o e-mail




Se pretende saber mais sobre MCDA, por favor contacte-nos (853) 2883 3024 ou visite a nossa página de Facebook http://www.facebook.com/macaucda. 

(Toda a informação disponibilizada será utilizada apenas para recrutamento).    

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Prof/explicador MAT/CN/FQ

Estamos a recrutar professor para centro de estudos localizado em Lavra, para acompanhamento de alunos de 2° e 3° ciclos nas disciplinas de matemática, ciências e físico-química. 

Horário: das 15:30 às 19:30 
Dias: 3 dias por semana 

Requisitos: 
- experiência comprovada 
- recibos verdes 

Enviar email com CV atualizado para grandenotacentroestudos@gmail.com

domingo, 24 de dezembro de 2017

Férias de Natal sem derrapar (muito) no orçamento familiar



Planear as férias de Natal com as crianças não é tarefa fácil. Sobretudo em tempos de contenção orçamental. Os gastos das famílias com cultura e lazer em 2016 representaram 4,2% das despesas totais, avança esta semana o Instituto Nacional de Estatística. Em média, o orçamento para cinema, teatro, compra de livros e férias perfaz 845 euros. 

Museus e casas da cultura organizam programas educativos, das 9h00 às 17h00. Ou seja, especificamente pensados para ocupar as férias escolares. Não são de descurar as atividades para os mais pequenos promovidas pelas bibliotecas municipais. Por norma, são gratuitas ou têm preços simbólicos e apresentam grande qualidade pedagógica. Os Centros Ciência Viva são mais uma opção para estas férias. A rede é vasta, conta com 20 centros espalhados por todo o país, e oferece uma grande variedade de oficinas científicas para todas as idades.

Nos momentos em que a família pode estar reunida, há também muito para fazer. Não faltam espetáculos de teatro, dança e concertos de Natal. Sem esquecer o cinema de animação, tão abundante nesta época. Enquanto não chove, sobram algumas atividades que se podem fazer ao ar livre.  Aproveitando a época natalícia, impõe-se também uma “visita de grupo” aos cheiros e sabores dos mercados tradicionais.

Nevar em Portugal, talvez só na Serra da Estrela, mas há gelo para patinar um pouco por toda a parte. No Porto, a Praça Mouzinho de Albuquerque, volta a ser ponto de passagem obrigatório para os patinadores. Além de uma pista coberta e de uma rampa de gelo, há carrosséis e uma minirroda gigante. A diversão fica até 7 de janeiro. Os bilhetes mais baratos para a pista de gelo custam 3,5 euros para 30 minutos de escorregadelas.

Em Lisboa, o “país das maravilhas” natalício está no Parque Eduardo VII até 1 de janeiro. Mas a fila é longa para a pista de gelo do “Wonderland”. Boas notícias para os maus patinadores: há suportes para quem não quiser arriscar a queda. A entrada é livre.

A sugestão passa por uma incursão pela Sétima Arte com as crianças. Com pipoca ou sem pipoca, não faltam salas de cinema espalhadas pelo país. A oferta de filmes de animação dispara logo em novembro e permanece em alta até janeiro. Este ano não é exceção.  Para os maiores de seis anos, há estreias, sempre à quinta-feira, a não perder. A última é mesmo “A Magia dos Póneis” que estreou ontem (dia 14) e conta as aventuras já famosas dos pequenos póneis no seu famoso mundo de Equestria.

Já em exibição, desde novembro, estão “Bob, o Construtor” e “O pequeno vampiro”, este último talvez para os mais crescidos. Quem não tiver medo de esqueletos, pode ainda tentar assistir a “Coco”, a história de um pequeno artista que sonha tornar-se guitarrista, nem que seja no estranho “Mundo dos Mortos”. Para toda a família, está em exibição a sequela do urso mais famoso, depois de Winni the Pooh. “Paddington 2” promete muitas risadas. Já depois das férias, seguem-se outras estreias, com destaque para a “Patrulha dos Gnomos” que chega às salas de cinema em 25 de janeiro.

O Pai Natal dos oceanos chega este sábado ao SEA LIFE do Porto para o tradicional mergulho no aquário. Além do dia 16, é possível ver o Pai Natal mergulhador nadar com raias-tubarões nos dias 17 e 23 às 15h00 e dia 24 de dezembro às 11h30. Durante as férias escolares e aos fins de semana há oficinas natalícias para toda a família. O acesso às atividades é gratuito, mas o bilhete para a entrada custa 9,5 euros para crianças dos 4 aos 12 anos e 13,5 euros para maiores de 12 anos e adultos. Mas há descontos na compra através do site, em https://www.visitsealife.com.

O Oceanário de Lisboa tem também uma programação especial de Natal.  De 18 de dezembro a 2 de janeiro, entre as 8h30 e as 18h00, as férias passam-se debaixo de água. Há oficinas de investigação, jogos, visitas às exposições, num clima de descoberta do mundo marítimo. O programa é dirigido a crianças dos 4 aos 12 anos, porque “ficar sem nada para fazer é uma seca”. Os custos variam entre os 40 euros (um dia) e os 180 euros (cinco dias). Por si só, as visitas em família ao Oceanário são outra opção.  Até aos 3 anos as crianças não pagam entrada, dos 4 aos 12 o bilhete custa 10,80 euros, para os adultos 16,20 euros. Os avós, maiores de 65 anos, pagam 10,80 euros. Mais informações em https://www.oceanario.pt

Para os pequenos cientistas, a rede Centros Ciência Viva oferece um conjunto de atividades pensadas especificamente para as férias natalícias. Algumas já bem conhecidas como a fabricação de cristais, cozinha científica e a construção de robôs. Existem 20 centros espalhados por todo o país.

Em Braga, a novidade este ano é a vista para o Espaço no Planetário Digital Imersivo, que aos fins de semana recebe as famílias a um preço especial de 10 euros, por dois adultos e duas crianças. No Planetário do Porto há atividades de robótica no “Natal com Eletrónica”, uma oficina para crianças e jovens dos 8 aos 18 anos, dia 22 de dezembro. Na Fábrica, o Centro Ciência Viva de Aveiro, de 18 a 22 de dezembro, há oficinas de robôs e construções e aromas de Natal. O programa é dirigido a crianças dos 6 aos 12 anos e acontece das 9h00 às 17h45.

Já o Centro Ciência Viva de Constância é dedicado especialmente à Astronomia, por isso, organiza várias sessões noturnas de observação do céu. No Lousal a ciência é mineral, viaja-se ao tempo em que a mina do Lousal se encontrava ativa. Em Proença-a-Nova, Castelo Branco, o Centro Ciência Viva é dedicado à floresta. Mas até 31 de dezembro, os olhos vão estar entre o Céu e a Terra na exposição “Ouro: da formação do Universo à conquista do Espaço”. Para saber toda a programação desta rede basta visitar o endereço: http://www.cienciaviva.pt/centroscv/rede/

Levar as crianças ao teatro pode ser uma ideia para estas férias. Há peças especificamente pensadas para o público jovem. A arte tem fama de ser cara, mas poderá não ser sempre assim. Sugerimos uma busca pelas salas de teatro municipais, casas da cultura e também pelas bibliotecas públicas, onde surgem espetáculos mais curtos para crianças mais pequenas.

A “Academia de Polícias” dá a conhecer a melhor escola de guardas, polícias e inspetores e está em exibição no Teatro Independente de Oeiras até 17 de dezembro, sempre às 15h30, e tem bilhetes para famílias: 35 euros para quatro elementos. O teatro do Bolhão, no Porto, leva à cena um espetáculo de marionetas “A Fada Oriana”, com texto de Sofia de Mello Breyner Andresen. Pode ser visto até 21 de dezembro, às 10h30 e às 15h30 durante a semana, e às 16h00 aos sábados e domingos, no Palácio do Bolhão.

“A Alegre História de Portugal em 90 minutos” é uma comédia para todas as idades sobre os momentos marcantes da nossa História, sem esquecer as peripécias de “heróis nacionais”, como Viriato, Dom Afonso Henriques, Dom João I ou Dom Sebastião. A peça é levada à cena em 20 de janeiro, pela Companhia do Teatro Bocage, em Lisboa. O Teatro Municipal de Faro apresenta um bailado inspirado na história “As aventuras do Pinóquio”, de Carlo Collodi, pela Companhia de Dança do Algarve, de 15 a 17 de dezembro. O espetáculo é para maiores de 3 anos. Os bilhetes têm um custo de 10 euros.

As bibliotecas municipais são uma preciosa ajuda aos pais quando se trata de encontrar atividades gratuitas para os mais novos. Nas Bibliotecas Municipais do Porto, há fantoches, horas do conto, teatro de marionetas e oficinas de expressão plástica. De 1 a 31 de dezembro, a oferta é vasta e pode ser consultada aqui http://bmp.cm-porto.pt/. A Biblioteca Municipal Ferreira de Castro, em Oliveira de Azeméis, organiza o programa “Natal, livros e tal”, com muitas atividades de leitura orientadas pela equipa educativa da biblioteca. O programa completo está no site http://www.bm-ferreiradecastro.com. Mas estes são apenas dois exemplos das atividades que estes espaços têm para oferecer durante as férias de Natal.

No portal da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, http://rcbp.dglb.pt/pt encontra-se um “local” específico para a procura alfabética de municípios cujas bibliotecas contam com presença na Internet. Nestes sítios divulgam-se habitualmente, com bastante detalhe, as ofertas de atividades educativas.  

Chove, é certo. Mas ainda é pouco. Por isso, ainda vale a pena aproveitar alguns momentos ao ar livre. Seja a praticar desporto em parques naturais ou a visitar quintas pedagógicas. E que tal uma escalada solidária de Natal? Em parede artificial, mas rodeada de ar, no Parque Natural de Sintra-Cascais. A participação impõe a oferta de um bem essencial para uma instituição de solidariedade social. É neste domingo (dia 17) entre as 10h00 e as 16h00, na Pedra Amarela- Campo Base.

No Parque Biológico da Serra das Meadas, em Lamego, o espírito natalício está, seguramente, na floresta. Há jogos e atividade didáticas voltadas para o ambiente. O programa decorre de 18 a 22 de dezembro e tem um custo de 50 euros de inscrição. Mais informações em: http://parquebiologico.cm-lamego.pt/ O Natal chega também ao Parque Biológico de Gaia com as tradicionais “Oficinas de Inverno”. As atividades dirigem-se a crianças dos 6 aos 14 anos. Decorrem de 18 a 22 e de 26 a 29 de dezembro, das 9h00 às 18h00 e têm um custo diário de 18 euros. Mais informações em: http://www.parquebiologico.pt/

Na Quinta Pedagógica de Portimão, encontra-se na cidade tudo o que há no campo. Neste espaço, as crianças podem fazer pão, queijo e alimentar os animais. Neste Natal vendem-se doçuras da época: marmelada e compotas caseiras. O horário de inverno funciona de terça a sexta, sábados e domingos até às 17h30.

São populares e despertam os paladares natalícios. Os tradicionais mercados de Natal podem servir para mostrar aos mais novos coisas e saberes de outros tempos. Em Viana do Castelo, este sábado, entre as 10h00 e as 13h00, realiza-se mais um “Feirão Mensal” junto ao mercado municipal. Há insufláveis e pinturas faciais para as crianças. No Porto, nos próximos domingos realiza-se o Mercado da Alegria, entre as 10h00 e as 18h00, no Jardim do Passeio Alegre.  

Informação retirada daqui

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Retenções e aulas expositivas ainda dominam nas escolas portuguesas


Menos alunos, menos turmas, professores que não se sentem respeitados na profissão, alunos satisfeitos com quem ensina. Portugal é dos países que mais utilizam a retenção, mas as negativas são difíceis de recuperar, e o abandono escolar subiu. O Conselho Nacional de Educação volta a traçar o estado da educação.

A taxa de abandono escolar precoce subiu para 14% em 2016, a quebra do número de alunos que entram na escola não deverá ser contrariada antes de 2020, as taxas de retenção e desistência baixaram, mas, ainda assim, há um desfasamento entre a idade normal e a idade real dos alunos em vários anos de escolaridade. E, apesar de algumas melhorias, a taxa de retenção é elevada logo no 2.º ano. Estas são algumas das conclusões do Estado da Educação 2016 , o relatório que o Conselho Nacional de Educação (CNE) acaba de divulgar. 

Portugal está no topo dos países que mais utilizam a retenção de alunos. Em 2015, mais de 30% dos alunos já tinham chumbado pelo menos uma vez. E é uma situação que se verifica logo no início do percurso escolar, cerca de 17% dos alunos já tinham chumbado até ao 6.º ano. Em 2016, a taxa de retenção e desistência do Ensino Básico regular e dos cursos científico-humanísticos baixou em todos os anos de escolaridade, exceto no 10.º ano. Portugal, França, e Espanha são os países com a maior diferença na probabilidade de repetição de ano entre os alunos de classes socioeconómicas e culturais favorecidas e os provenientes de classes desfavorecidas. 

Os alunos com negativas têm mais dificuldades em recuperar, sobretudo nas disciplinas de Matemática e Inglês. “Ou seja, a mera retenção não resolve dificuldades, mas a transição sem medidas específicas também não. Será conveniente estudar as possíveis razões desta situação e as formas de as ultrapassar sem esquecer que o CNE, na esteira da OCDE, tem defendido a intervenção ao primeiro sinal de dificuldade como uma das formas mais eficazes de combater a sua acumulação”, refere, no relatório, Maria Emília Brederode Santos, presidente do CNE. 

Segundo a responsável, o insucesso escolar não pode ser confinado a disciplinas como Matemática e Português. “Quereríamos que a educação básica proporcionasse também oportunidades de crescimento global da criança, de enriquecimento artístico e cultural e de participação cívica. A oferta das escolas deverá ser também apreciada sob esta perspetiva.” Por outro lado, há alunos que contrariam expectativas, que são resilientes, que ultrapassam desempenhos expectáveis em função do contexto socioeconómico e cultural em que se inserem. O CNE defende, neste campo, uma investigação mais próxima e que ouça alunos, professores e direções escolares. 

A prevalência excessiva da metodologia expositiva na sala de aula é um dos fatores que poderão explicar o insucesso escolar no nosso país. Não se privilegiam aulas práticas baseadas em metodologias de projeto. E isso tem vindo a suscitar algumas interrogações quanto à diversidade de metodologias pedagógicas utilizadas na sala de aula, adequação de programas, métodos e instrumentos de avaliação.

Os alunos do 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico com nota máxima de 5 a uma disciplina tendem a manter o nível de excelência no ano seguinte, o que não acontece na transição de ciclo em Português, Ciências Naturais e Educação Visual. A maioria das escolas apresentam resultados médios de classificação interna e externa que as colocam dentro de um intervalo-padrão de variabilidade em todos os ciclos e níveis de ensino. 

61% dos alunos do Secundário têm explicações a Matemática 
Os alunos do 4.º ano têm, em média, na Europa, 842 horas de aulas por ano. Portugal tem 864 horas, não se afasta da média. No entanto, o nosso país é, de longe, onde os alunos mais tempo dedicam à aprendizagem da Matemática, ou seja, 32% do tempo letivo total. Nenhum outro país se aproxima em proporção nem em valor absoluto. E também bate os recordes na percentagem de alunos do Secundário que recorrem a explicações fora do espaço escolar – 61% dos alunos desse nível de ensino têm aulas particulares a essa disciplina para tentarem ter boas notas nos exames. 

Portugal é dos países onde os alunos menos faltam: 87% nunca faltam, um padrão considerado benéfico para os resultados escolares. “É, no entanto, preocupante verificar que ainda existem 5% de alunos a faltarem semanalmente”, avança o relatório. E é na Dinamarca e na Eslováquia que mais se enfrenta o problema do absentismo, com percentagens superiores a 10% de alunos com faltas semanais. 

Os alunos do 4.º ano sentem-se bem na escola e 88% afirmam que o seu professor tem um grande sentido de envolvimento, conhece as suas necessidades, explica de forma clara e fácil de compreender, dá trabalhos interessantes, sabe ouvir e dá bom feedback para que todos possam melhorar. Na Dinamarca, apenas 53% dos alunos classificam os professores com nota tão elevada. Na Polónia e na Dinamarca, 9% dos alunos consideram que os professores são fracos nos atributos referidos. 

Nas avaliações internacionais, os resultados dos alunos portugueses têm vindo a revelar melhorias nas aprendizagens e um aumento da percentagem de escolas inseridas em meios socioeconómicos desfavorecidos que conseguem mitigar as desvantagens dos alunos. Todavia, verifica-se uma tendência de sobrevalorização nas disciplinas de Biologia e Geologia, História A, Filosofia e Economia A do Secundário. Em Geometria Descritiva A, nota-se uma tendência de subvalorização. “No Ensino Secundário, o impacto das classificações de exame no cálculo da classificação final de cada disciplina apresenta variações mais ou menos significativas consoante a disciplina analisada. No entanto, esse impacto é pouco relevante para a reprovação dos alunos”, lê-se no relatório. 

Professores pouco respeitados 
Os professores portugueses são muito qualificados mas sentem-se pouco reconhecidos e respeitados na sua profissão. Portugal até tem uma percentagem de professores muito satisfeitos, superior à média dos países europeus - Sérvia e a Espanha são os países onde os professores do 1.º ciclo do Ensino Básico estão mais satisfeitos, em contrapartida com a República Checa, França, Dinamarca e Inglaterra, em que os professores estão mais insatisfeitos. 

Há três aspetos essenciais que contribuem para a satisfação dos professores com a sua profissão: sentir que os alunos aprendem e que fazem a diferença, ter um bom relacionamento com os alunos, e conseguir controlar o comportamento na sala de aula. “Quanto mais os professores se sentem úteis aos alunos e consideram que os ajudam a aprender, mais se sentem satisfeitos e respeitados”, lê-se no Estado da Educação. 

Na última década, houve um decréscimo significativo do pessoal docente nas escolas do pré-escolar ao Secundário. No entanto, neste último ano houve um aumento de 1639 professores em comparação com o ano precedente, 2015, essencialmente atribuível ao 3.º ciclo e Secundário com mais 995 professores. O envelhecimento do corpo docente continua a ser um dado visível: 83,7% dos docentes das escolas de ensino não superior do continente têm mais de 40 anos. Essa percentagem baixa no ensino privado em que 75,4% dos professores têm entre 30 e 49 anos de idade. Na Madeira e nos Açores, as maiores percentagens estão nas faixas etárias dos 30 aos 39 e dos 40 aos 49 anos, quer no ensino público quer no privado. 

A dimensão média de alunos por turma, entre 21 e 23, não foge aos padrões europeus. Mas menos alunos, menos turmas. De 2013/2014 para 2015/2016, houve uma redução de 819 turmas do 1.º ciclo, de 695 turmas mistas e de 189 turmas mistas com mais de dois anos de escolaridade. Metade dos agrupamentos escolares do país tem, em média, entre cinco e nove estabelecimentos sob sua alçada. 

Desde o início da década e até 2015/2016, houve menos 25 795 entradas no 1.º Ciclo, nas escolas do continente, 4738 das quais contadas só no último ano. Nos últimos dois anos, registou-se uma diminuição de 1,8% no número de jovens matriculados no Secundário, o que contraria uma tendência de crescimento sistemático verificado entre 2007 e 2014. E em 2015/2016, relativamente ao ano anterior, havia menos 11 863 alunos nas vias de dupla certificação do Ensino Secundário, depois de uma evolução sentida até 2013/2014, no sentido de uma aproximação percentual entre a frequência das vias de dupla certificação e dos cursos científico-humanísticos. 

Mais despesa, menor autonomia 
A taxa de escolarização das crianças com cinco anos de idade sofreu uma retração nos últimos quatro anos, ficando nos 94,8% em 2015/2016, depois de ter alcançado os 97,9% em 2010/2011. E quanto a orçamentos, a despesa total com a educação do pré-escolar ao Secundário no ensino público e privado aumentou em 2016, embora com uma descida no 1.º ciclo. A despesa com o ensino profissional diminuiu e a despesa com a educação e formação de adultos aumentou. E gastou-se mais na ação social escolar no ensino público e menos no privado. 

Os pais têm uma opinião favorável em relação à escola, mais de 20% veem os professores como muito competentes e 4% como incompetentes. Quanto ao grau de exigência, quase 20% consideram que a escola não é suficientemente exigente e 8% não estão satisfeitos com os conteúdos. 

Portugal continua a ser um dos países com menor autonomia, quando se analisam decisões que os diretores escolares podem tomar em relação à contratação, despedimento e salários dos professores, estruturação e gestão de orçamentos, seleção, avaliação e medidas disciplinares, gestão curricular e escolha de materiais. Do lado oposto, estão a República Checa, Suécia e Holanda com bastante autonomia. 

Informação retirada daqui

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Precisa-se de Formador/a com competências na área Florestal

Empresa de Formação procura Formador/a com competências na área Florestal para ministrar formação na Lourinhã. 

Requisitos: 
- Formação académica na área Florestal 
- CCP/CAP 
- Disponibilidade para ministrar formação em horário diurno 
- Capacidade de Comunicação e de Relacionamento Interpessoal 


Resposta para o email:

Formador/a - MOLDFLOW/ AUTODESK

Procura-se formador/a para desenvolver formação sobre o Programa Moldflow do software AUTODESk em cliente externo de prestigio internacional. 

Requisitos: 
CCP (CAP) - certificado de competências pedagógicas; 
Utilizador experiente de MOLDFLOW; 
Habilitações literárias: 
Licenciatura ( preferencial , mas não obrigatório); 

Outros: 
disponibilidade para formação em horário laboral; 

Se considera ter o perfil adequado para esta oferta, envie, por favor, o seu CV para


coloque no assunto : REF_MOLDFLOW    

English Teacher Full Time Covilhã

The requirements are: 
• Communicative, dynamic, motivated, team spirit & professional 
• Vocation for teaching 
• CELTA and CAP 
• Teaching experience preferential 

Wall Street English offers excellent conditions and career possibilities as well as contract, training and ongoing professional development. 

Precisa-se de Professor/a de Matemática para Faro

Precisa-se de Professor/a de Matemática para Faro 

Função: Professor/a de Matemática para lecionar 2º/3º ciclos e secundário, para Academia de Estudos (explicações) 

Perfil pretendido: 

Habilitações : Licenciatura Matemática (Cientifica/via ensino) 

Experiência Profissional: Mínimo 3 anos 

Qualidades profissionais: Gosto por trabalhar com crianças e jovens, assíduo, responsável, dinâmico, tolerante, atualização dos programas escolares 

Residir na zona de Faro 

Interessados/as, enviar Curriculum Vitae para: 

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Princípios apresentados pela FENPROF ao Governo em 15/12


A recomposição da carreira docente compreende três componentes que, para a FENPROF, deverão obedecer aos seguintes princípios:

- Reposicionamento: Os professores que ingressaram na carreira no período de congelamento deverão ser reposicionados sem benefício nem prejuízo em relação aos que, com o mesmo tempo de serviço, ingressaram antes do congelamento. Como tal, não ultrapassarão nenhum colega com o mesmo tempo de serviço, nem ficarão atrás desses colegas para, no momento do descongelamento, dele usufruírem nas mesmas condições. 

- Descongelamento da progressão: nos exatos termos em que terá lugar para toda a Administração Pública. 

- Recuperação do tempo de serviço: O tempo de serviço a recuperar são 9 anos, 4 meses e 2 dias, tal como recomenda a Assembleia da República ao Governo, na sequência de projeto de resolução apresentado pelos PE Verdes e que mereceu votos favoráveis de PS, BE, PCP e PEV e, também, como já foi garantido pelo Governo Regional da Madeira ao SPM/FENPROF. Para a FENPROF, a recuperação deverá acontecer em 5 anos, devendo, em média, ser recuperado anualmente 20% do tempo perdido. 

A FENPROF defende, ainda, que até final de 2019 todos os professores tenham uma progressão, decorra ela de reposicionamento, descongelamento ou recuperação. Algumas dúvidas têm assaltado alguns professores sobre eventuais ultrapassagens de uns por outros. Ora, essa possibilidade está completamente afastada e a própria Declaração de Compromisso é clara ao assumir que deste processo complexo de recomposição da carreira não resultará qualquer ultrapassagem. 

A FENPROF apela aos professores que estejam muito atentos em todo este processo de recomposição da carreira e que procurem esclarecer-se sempre que surja alguma dúvida. Como sempre acontece nestes momentos, há quem aposte na divisão dos professores, colocando uns contra outros, como forma de fragilizar a sua capacidade reivindicativa. Não deixemos que isso aconteça e, em caso de dúvida, apela-se aos professores que se dirijam à FENPROF e aos seus Sindicatos.

Com o objetivo de manter os colegas informados e de prestar os esclarecimentos indispensáveis, a FENPROF irá criar um Gabinete de Apoio à Progressão na Carreira, que, em todo o país, apoiará os professores e educadores sindicalizados no SPN, SPRC, SPGL, SPZS, SPA, SPRA e SPE. Este gabinete será agilizado por uma plataforma informática que estará disponível logo que a situação se encontre mais clarificada.

 Recorda-se que para os diversos aspetos relacionados com a carreira docente há ainda negociações a decorrer ou por iniciar. São os casos de: 

- Progressão aos 5.º e 7.º escalões: próxima reunião em 20 de dezembro, pelas 10 horas;

- Reposicionamento dos professores retidos no 1.º escalão por terem ingressado na carreira no período de congelamento: primeira ronda negocial em 10 de janeiro;

- Continuação do processo negocial de recomposição da carreira: próxima reunião em 24 de janeiro. 

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Negociações da Educação com muitas "dúvidas" mas "de boa-fé"


Reunião de hoje, na Direção-Geral de Educação, deverá servir para definir calendário negocial sobre progressões

Ministério da Educação e sindicatos de professores retomam hoje, pelas 10.00, na sede da Direção-Geral da Educação, as negociações em torno do descongelamento das carreiras e da contagem do tempo de serviço congelado para efeitos de progressão. Reuniões que os representantes dos docentes prometem abordar "de boa-fé", apesar das "dúvidas" que algumas declarações de membros do governo têm suscitado sobre a matéria.

Para João Dias da Silva, da Federação Nacional de Educação (FNE), não são de esperar desenvolvimentos significativos da reunião de hoje - que será realizada em conjunto com todas as organizações sindicais. "É o lançamento do processo negocial. Aquilo que está anunciado pelo próprio Ministério é que serão apresentados elementos que preparam aquele que será o processo negocial", explica. "Veremos se os elementos que o Ministério disponibiliza são suficientes ou se será necessário pedir mais", acrescenta.

O ponto de partida é a Declaração de Compromisso assinada no passado dia 18 de novembro, após uma maratona negocial de vários dias, em que ficou assente que será reconhecido o tempo de serviço congelado aos professores e que o processo de reposição salarial decorrente desse reconhecimento terá início ainda na atual legislatura, embora já não produza efeitos em 2018.

"Há coisas que já estão mais ou menos anunciadas mas o processo negocial é que as irá determinar", considera Dias da Silva, admitindo que algumas declarações contraditórias de membros do governo, nomeadamente do primeiro-ministro, em relação às possibilidades de serem satisfeitas as reivindicações dos professores geraram algum desconforto nas semanas que se seguiram ao princípio de entendimento de

"Às vezes temos dúvidas sobre algum entendimento que pode haver", assume, "mas o processo negocial vai certamente clarificar algumas afirmações que foram feitas. Quanto a nós, da mesma forma que o ministro [da Educação]e o primeiro-ministro anunciaram uma disponibilidade de boa fé, nós também partimos para esta negociação de boa fé ", diz, acrescentando: "esperamos que não haja desenvolvimentos que impliquem mais ultrapassagens na carreira dos professores".

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) reuniu ontem o seu secretariado nacional, não tenso sido possível ter uma reação até ao fecho desta edição.

Informação retirada daqui

sábado, 16 de dezembro de 2017

Governo tem políticas para contrariar problemas que persistem na educação


Tiago Brandão Rodrigues refere que houve oportunidade de poder "desenvolver novas políticas públicas para dar resposta" à "estaticidade das salas de aula"

O ministro da Educação disse hoje, na Chamusca, que o Governo criou políticas para contrariar problemas apontados no relatório sobre o Estado da Educação, como a flexibilização e autonomia curricular ou o programa nacional de promoção do sucesso escolar.

Tiago Brandão Rodrigues assinalou hoje o encerramento do primeiro período letivo na sede do Agrupamento de Escolas da Chamusca, onde inaugurou duas salas do Laboratório de Aprendizagens Inovadoras e Criativas (LAIC), projeto elaborado em colaboração com o município e empresas do concelho para introduzir uma "filosofia de aprendizagem" nas chamadas "salas do futuro".

Questionado sobre a recomendação do relatório para se repensar o método de ensino demasiado expositivo e a cultura de retenção ainda vigentes nas escolas, contida no relatório, divulgado na terça-feira pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), o ministro afirmou que esses dados dizem respeito ao ano letivo 2015/2016, cujo início "foi ainda da responsabilidade do anterior Governo".

"Tivemos oportunidade de, sabendo nós como o estado da educação se apresentava nesse ano letivo, poder desenvolver novas políticas públicas para dar resposta" à "estaticidade das salas de aula" através da "flexibilização e da autonomia curricular", declarou.

Tiago Brandão Rodrigues fez questão de frisar que o relatório do CNE "também dá outros importantes elementos" relativamente ao pré-escolar, referindo que, nos últimos dois anos, abriram 150 novas salas e outras 150 vão abrir no próximo ano, "para dar resposta a esse importante momento que é a educação pré-escolar para preparar as crianças para a escolaridade obrigatória".

Quanto à afirmação de que, no ano letivo estudado, se registou um aumento do abandono escolar, contrariando a tendência dos últimos anos, o ministro afirmou que esse valor é "praticamente o mesmo que nos anos letivos anteriores" e que, por esse problema ainda ser uma realidade em Portugal, foi criado um programa nacional de promoção do sucesso escolar.

"Nenhuma criança, nenhum jovem pode ser deixado para trás", declarou.

Tiago Brandão Rodrigues visitou demoradamente as várias salas de aula da escola sede do agrupamento da Chamusca, conversando com os alunos sobre volume, na sala de matemática, sobre áreas, na de desenho, sobre burros e cavalos, na destinada aos Percursos Curriculares Alternativos, sobre orçamento participativo e as novas modalidades olímpicas, no diálogo com um aluno que tomou a iniciativa de elaborar um dossier e recolher assinaturas para reclamar junto do presidente da Câmara a construção de um parque para skate e BMX.

Sobre o projeto LAIC, o ministro salientou o exemplo de "como se pode usar o conceito de sala de aula, trabalhar a flexibilidade e estimular o trabalho de grupo", declarando-se disponível para regressar a esta escola para participar numa sessão do Parlamento Jovem.

"Quando falamos em criatividade e inovação não falamos unicamente de tecnologia e isso também foi demonstrado aqui, que a tecnologia inovadora pode ajudar, mas mais do que isso são práticas pedagógicas inovadoras, criativas, em salas como esta ou muitas vezes com simples organização e promoção do trabalho de grupo", acrescentou.

Informação retirada daqui

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Candidatos a professor quase sem emprego a partir de 2020

Os alunos que entraram agora no ensino superior ou que estão nos primeiros anos e que esperam vir a dar aulas no 3º ciclo e secundário podem vir a enfrentar grandes dificuldades de emprego, sobretudo se chegarem ao mercado de trabalho entre 2020 e 2025. Nos cinco anos seguintes, as perspetivas devem melhorar um pouco, mas o “sistema não terá capacidade para absorver os 1500 novos professores que, por hipótese, se continuem a formar anualmente”. A redução acentuada do número de jovens no sistema, por causa da quebra da natalidade, assim o determina, conclui-se no estudo “Professores: uma profissão sem renovação à vista”, da autoria da investigadora Isabel Flores.

Os cálculos foram feitos com base no número de nascimentos em Portugal até 2017 e ponderando as elevadas taxas de insucesso (que mantém os alunos mais tempo no sistema), a escolaridade obrigatória até aos 18 anos e a redução do abandono escolar.

Apesar de as estimativas preverem igualmente a reforma de “30 mil professores nos próximos 15 anos”, a dimensão da quebra da natalidade fará com que sejam precisos muito menos docentes a trabalhar em pleno no sistema: “apenas 13 mil novas entradas entre 2015 e 2030” para dar aulas no 3º ciclo e secundário, com a maioria a acontecer até 2020. Nos cinco anos seguintes, o número poderá ficar abaixo das 500 contratações para a totalidade desse período. Isto se se quiser manter o atual rácio de alunos por professor e não houver alterações na organização do sistema, como mexidas no limite de estudantes por turma ou horários de trabalho dos professores, sublinha-se neste estudo.


A análise, juntamente com outros dez trabalhos de investigação, está incluída no relatório anual do Conselho Nacional de Educação dedicado ao “Estado da Educação”, divulgado esta terça-feira.

De acordo com os números apresentados neste estudo, em 2030 haverá quase menos 160 mil alunos a frequentar as escolas do 3º ciclo e secundário face a 2020, ou seja, uma queda de 22% em 10 anos. E o número de professores deverá passar de 74 mil em 2015 para 57 mil em 2030, uma redução de 17 mil profissionais (menos 22%).



Isabel Flores fez uma análise detalhada por cinco disciplinas do 3º ciclo e secundário - que agregam cerca de metade de todos os docentes nestes níveis de ensino – e concluiu, por exemplo, que serão necessários cerca de mais 2100 professores de Português. Quase metade dos que dão aulas a esta disciplina têm mais de 50 anos e apenas 14 têm menos de 30 anos, representando 0,1% do total.

Dado o envelhecimento da classe, estima-se que até 2020 sejam necessários mais 1425 professores só para esta disciplina. Mas entre 2020 e 2025, não serão precisos mais reforços e só voltará a ser essencial contratar no período 2025-2030.

Já a Matemática haverá uma necessidade “mais faseada e em menor quantidade”. No total, os “oito mil professores de Matemática atualmente no sistema serão reduzidos para cerca de 6300”. A Educação Física, calcula o mesmo estudo, nos próximos 15 anos serão precisos poucos mais de 500 novos professores.



Todas estas contas são feitas no pressuposto de que o rácio alunos/professor é para manter. Mas a autora da investigação, doutoranda do ISCTE, também põe outros cenários que, no limite, podem resultar na “não contratação de novos docentes nos próximos 15 anos”.

“Se permitirmos que os professores se reformem sem se fazer novas contratações, o rácio aumentará de 10 para 13 alunos por professores, o que está em linha com os restantes países da OCDE. Neste cenário, com a diminuição do número de alunos no sistema, o número de professores pode passar de cerca de 74 mil em 2015 para 45 mil em 2030, considerando os 30 mil que se reformarão”.

Sendo certo que a maior fatia do orçamento do Estado da educação vai para o pagamento de salários, a variação no número de professores no sistema tem sempre muito impacto. “Mesmo mantendo o rácio alunos/docente em 10, sem fazer qualquer alteração na gestão dos professores, horários e turmas, o orçamento do Estado com a Educação tenderá a reduzir cerca de 10% nos próximos 15 anos, por via da diminuição do número de docentes em mais de 20%”.

Para Isabel Flores, se é certo que as instituições de ensino superior têm autonomia para definir a sua oferta e os jovens liberdade para escolher a área de ensino que mais lhe interessa, ambos têm de conhecer e decidir em função destas previsões e que apontam para um acesso à profissão “bastante restrito”, sobretudo dentro de dois a três anos.

“Em 2016 foram mais de 30 mil os professores que se inscreveram nos centros de emprego, significando que há neste momento um excesso de oferta para as necessidades do sistema. Destes, cerca de 15 mil terão sido colocados em contratos temporários. Existem outros tantos que são excedentários”, lê-se na investigação.

O cenário para os candidatos à profissão está, pois, longe de ser promissor, conclui Isabel Flores: “A ideia de que a proximidade temporal de uma reforma massiva dos professores, que entraram no sistema de ensino em grande número nos anos 80, daria lugar a uma renovação dos quadros e abriria uma janela de oportunidade para a entrada de novos professores, não se vai verificar. A profissão tende a permanecer envelhecida”.

Após 2030 ainda não é possível fazer previsões já que as crianças que irão estar no 3º ciclo ou secundário nessa altura ainda não nasceram e tudo dependerá da evolução da taxa de natalidade. Qualquer alteração até lá, estando o número de jovens a diminuir, estará assim dependente de um aumento na educação de adultos, muitos deles ainda com baixa escolarização.

Informação retirada daqui

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Olimpíadas Portuguesas de Geologia

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Mais alunos continuam a estudar depois do 12.º e menos optam por trabalhar


Há mais jovens a prosseguir os estudos após terminarem o 12.º ano e menos a optar por trabalhar, segundo um inquérito do Ministério da Educação realizado a milhares de alunos de escolas do país.

Para saber o que acontece aos jovens durante e depois de terminarem o secundário, os serviços da Direção-Geral de Estatísticas de Educação e Ciência (DGEEC) criaram um projeto e, no ano passado, voltaram a entrevistar milhares de alunos: no total, 16 186 jovens de 726 escolas públicas e privadas do continente responderam ao inquérito “Jovens no Pós-Secundário em 2016”.

Este foi o último passo de um projeto que seguiu os alunos em três momentos distintos: primeiro à entrada do secundário, depois à saída do secundário e agora no pós-secundário.

Uma vez que esta é a 5ª edição do questionário “Jovens no Pós-Secundário em 2016” é possível perceber que há mais jovens a continuar os estudos depois de terminar o secundário.

No ano passado, 72,5% dos inquiridos continuava a estudar, o que revela um aumento de 5,2 pontos percentuais em relação ao inquérito feito em 2014, segundo os dados avançados pelo Observatório de Trajetos dos Estudantes do Ensino Secundário (OTEES), o projeto que é coordenado pela DGEEC.

As principais razões para continuarem a estudar são com a possibilidade de encontrar um emprego (46,8%) e a de exercer a profissão desejada (43,8%).

“Destacam-se os casos dos jovens dos cursos profissionais que continuaram a estudar para facilitar a integração no mercado de trabalho e os dos cursos tecnológicos por quererem desempenhar a profissão desejada”, lê-se no relatório, que analisou os percursos dos alunos tendo em conta as opções de ensino que escolheram quando terminaram o 9.º ano, desde os clássicos cursos científico-humanísticos, aos cursos artísticos e aos profissionalizantes.

Comparando os dados agora divulgados com os resultados obtidos em 2014 percebe-se que há menos alunos a decidir trabalhar independentemente de continuarem a estudar: no ano passado, 23,2% dos alunos estava a trabalhar enquanto dois anos antes eram 30,2%.

No entanto, o inquérito mostra que os percursos de vida são diferentes tendo em conta a escolha feita no final do 9.º ano: a maioria dos alunos dos cursos científico-humanísticos continuou a estudar depois do secundário enquanto a maioria dos alunos dos cursos profissionais estava a trabalhar.

Catorze meses após terminar o secundário, data em que foram pela última vez inquiridos, 86,4% dos alunos dos cursos científico-humanístico encontravam-se apenas a estudar, sendo residuais os casos de trabalhadores-estudantes (5,7%) ou os que se encontravam apenas a trabalhar (4%).

Uma realidade diferente da vivida pelos jovens que optaram por seguir cursos profissionais quando terminaram o 9.º ano: 14 meses após terminar o secundário, mais de metade estava a trabalhar, 27,4% estavam apenas a estudar e 15,8% procuravam emprego.

O inquérito permitiu ainda perceber que 6,1% dos inquiridos continuavam inscritos no secundário apesar de ser expectável que já tivessem terminado a escolaridade obrigatória: 3,2% estavam nos cursos científico-humanísticos; 1,2% nas modalidades profissionalizantes qualificantes; 1,3% eram trabalhadores estudantes de cursos científico-humanísticos e 0.5% eram trabalhadores e estudantes de cursos profissionais.

As razões apontadas pelos estudantes para não terem terminado os estudos prenderam-se, principalmente, com terem reprovado (43,8%), estarem a repetir exames nacionais de acesso ao ensino superior (21,9%) e estarem a fazer melhorias de notas (17,5).

Informação retirada daqui

domingo, 3 de dezembro de 2017

OE2018: Aprovada gratuitidade dos manuais escolares dos 5.º e 6.º anos


Os manuais escolares dos 5.º e 6.º anos de escolaridade passarão a ser gratuitos em 2018, depois de o parlamento ter aprovado hoje em especialidade as propostas do BE e do PCP neste sentido.

As propostas para que a gratuitidade dos manuais escolares nas escolas públicas fosse alargada ao segundo ciclo do ensino básico foram hoje votadas e aprovadas - primeiro a do BE e depois a do PCP - ambas com os votos favoráveis de todos os partidos exceto do PSD e do CDS que votaram contra.

Ainda na área da educação, foi votada uma proposta do BE para reduzir o número de alunos por turma nos anos de início de ciclo no ensino básico, ou seja, nos 1.º 5.º, 7.º anos de escolaridade. O PCP apresentou uma proposta no mesmo sentido que já tinha sido aprovada.

O Bloco aprovou ainda uma proposta para que, em 2018, em sentido semelhante ao uma proposta do PCP já aprovada, o Governo crie "as condições necessárias para que os agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas em que as cantinas e refeitórios estejam concessionadas a privados possam (...) proceder à avaliação do funcionamento das cantinas e refeitórios, em especial da qualidade e da quantidade de alimentos fornecidos nas refeições aos alunos".

No entanto, a proposta dos bloquistas pretendia "recuperar a gestão das cantinas com a consequente alocação dos recursos materiais e humanos necessários para o efeito", mas esta alínea foi rejeitada.
Os deputados da comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa cumpriram na quinta-feira o segundo dia de votações da proposta de Orçamento do Estado para 2018 (OE2018) e das centenas de propostas de alteração apresentadas pelos partidos e que esteve marcado por várias interrupções para debater o método de votação a utilizar.

Informação retirada daqui

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Olimpíadas Portuguesas de Geologia


A Sociedade Geológica de Portugal, com o apoio do Ministério de Educação, da generalidade das Universidades Portuguesas, da Agência e Rede Ciência Viva, do Geoparque Açores e daInternational Geoscience Educational Organization, tem o prazer de anunciar que, no ano letivo de 2017/18, terá lugar a quarta edição das “Olimpíadas Portuguesas de Geologia” (OPG 2018), na sequência do enorme êxito das três edições anteriores, quer quanto ao número de participantes, quer quanto aos resultados obtidos pelos nossos “estudantes olímpicos” nas International Earth Science Olympiads (IESO) que se realizaram no Brasil, em 2015, no Japão, em 2016 e em França, em 2017. Nestas três primeiras edições, os estudantes portugueses arrebataram uma medalha de ouro, três medalhas de prata e quatro medalhas de bronze, para além de vários diplomas de mérito.

As “Olimpíadas Portuguesas de Geologia” são dirigidas aos alunos do 11º ano de escolaridade.

As datas de realização das provas das três fases da competição - escolar, regional e final – serão, este ano, as seguintes: 26 de janeiro, 17 de março e 26-27 de maio de 2018, respetivamente.
Informação mais detalhada poderá ser consultada no “Regulamento das Olimpíadas Portuguesas de Geologia”, disponível em  http://www.socgeol.org/olimpiadas_1, ou ser obtida por contacto com o Secretariado Nacional das Olimpíadas de Geologia – Centro Ciência Viva do Lousal (e-mail: olimpiadasgeologia@lousal.cienciaviva.pt; Tel.: 269 750 522).



quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Pelosiro - Entretenimento - Lista de Sites

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"Inclusão Escolar e Social pela Arte e Desporto" no Auditório do Conselho Nacional de Educação


segunda-feira, 27 de novembro de 2017

FENPROF dá prioridade à negociação, mantendo a luta na agenda


Tribuna Pública, em 7 de dezembro, será oportunidade para valorizar a Educação e os seus Profissionais

Na sequência da reunião do seu Secretariado Nacional, esteve reunido este sábado, em Lisboa, o Conselho Nacional da FENPROF.

Desta reunião, resulta uma apreciação positiva do processo negocial que se desenvolveu na semana passada e que culminou, não só com a assinatura da Declaração de Compromisso sobre a Carreira Docente, mas também com a marcação de diversos processos negociais que se iniciarão e prosseguirão em:

-30 de novembro: Concursos de professores e progressão aos 5º e 7º escalões da carreira;

-15 de dezembro: negociação específica sobre as matérias que constam da Declaração de Compromisso;

-10 de janeiro: regras para o reposicionamento dos docentes retidos no 1º escalão devido ao congelamento do tempo de serviço;

-26 de janeiro: início da discussão sobre os principais fatores de desgaste da profissão, desde logo, horários de trabalho e medidas que contrariem a tendência de envelhecimento, tais como a aposentação.

Com vista à preparação adequada destas negociações, a FENPROF constituiu dois grupos de trabalho, um destinado às negociações relativas à recomposição da carreira (reposicionamento, descongelamento e progressão) e outro sobre os aspetos referentes ao desgaste dos profissionais.

Entretanto, no quadro da campanha, em curso, de Valorização da Educação e dos seus Profissionais, foi decidido promover uma Tribuna Pública, em 7 de dezembro, convidando figuras públicas dos mais variados setores da vida nacional para deixarem o seu testemunho. Esta Tribuna Pública terá lugar no Largo de Camões, em Lisboa.

O Conselho Nacional da FENPROF reafirmou a atualidade das prioridades reivindicativas estabelecidas no início do ano letivo, com ênfase para aspetos como o descongelamento das carreiras, a aposentação, os horários de trabalho e os concursos, mas também a defesa de um regime de gestão democrática para as escolas e o combate a qualquer tentativa de municipalização da Educação.

A propósito deste último aspeto, a FENPROF decidiu estar presente em Portimão, no próximo dia 9 de dezembro, para, junto dos autarcas presentes no Congresso da Associação Nacional dos Municípios Portugueses, reiterar a sua posição favorável à descentralização, mas contrária à municipalização.

Nesta reunião do Conselho Nacional da FENPROF, foram ainda debatidos aspetos relativos ao Ensino Superior e à Ciência e também sobre o Ensino Particular e Cooperativo. Em relação ao Ensino Superior e à Ciência, o debate centrou-se no combate à precariedade (docentes, incluindo leitores, e investigadores, quer no plano específico, quer no âmbito do PREVPAP); quanto aos docentes do Ensino Particular e Cooperativo (regular, profissional e artístico especializado), a prioridade vai para a necessidade de aprovação de um novo Contrato Coletivo de Trabalho (CCT). O Conselho Nacional destacou a importância da celebração de Acordos de Empresa, que deverá continuar, mas sem deixar cair o objetivo estratégico de celebração de um CCT que, reconhecendo a natureza da profissão docente, consagre normas de exercício profissional semelhantes às dos seus colegas das escolas públicas.

Informação retirada daqui

sábado, 25 de novembro de 2017

Ensino Básico e Secundário: Passe escolar recuperado e turmas vão encolher


As propostas do PEV e do PS sobre o passe 4_18 foram aprovadas, tal como algumas das medidas de redução do número de alunos por turma, da iniciativa dos dois partidos, do PCP e do BE, na noite de quinta-feira.

A recuperação do passe escolar para os estudantes do Ensino Básico e Secundário é uma reivindicação destes desde que, em 2012, o anterior governo o tornou acessível apenas para os que estão abrangidos pela acção social escolar.

Apesar da aprovação da medida, o desconto é de apenas metade do que originalmente o passe 4_18 permitia (25%, em vez de 50%). Este é o valor para o qual o executivo do PSD e do CDS-PP reduziu o desconto em Fevereiro de 2012, antes de o reduzir para zero durante as férias de Verão.

Os estudantes abrangidos pela acção social escolar continuam a ter acesso a descontos mais expressivos nos passes escolares, de acordo com as propostas ao Orçamento do Estado para 2018 (OE2018) aprovadas na noite passada.

Já no OE2017, o passe sub23, para os estudantes do Ensino Superior, tinha sido recuperado nos mesmos termos por proposta do PEV. Desde Setembro que todos os estudantes têm acesso a este passe.

Turmas com menos alunos nos 1.º, 5.º e 7.º anos em 2018/2019
Para esta matéria, os únicos grupos parlamentares sem propostas eram os do PSD e do CDS-PP – que, no governo, aumentaram o número máximo de alunos por turma. Ontem à noite foram votadas as iniciativas do PS, do PCP e do BE, todas aprovadas, ainda que as últimas duas parcialmente: ficaram excluídas as turmas do Ensino Secundário e, no caso da proposta dos comunistas, também as com alunos com necessidades educativas especiais.

As normas vão ainda ser chamadas a plenário, esta manhã, e a iniciativa do PEV será apenas votada esta tarde. A redução será feita nas turmas de início de cada ciclo, ou seja, no próximo ano lectivo incide sobre os 1.º, 5.º e 7.º anos. Apesar de caber à tutela definir a redução, esta deve ser de dois alunos, à semelhança do que aconteceu já este ano nos territórios educativos de intervenção prioritária.

Informação retirada daqui

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Pagamento retroativo a professores colocaria em causa próximos OE


O pagamento do tempo de serviço dos professores durante os anos em que as carreiras estiveram congeladas iria pôr em causa os próximos Orçamentos do Estado, disse fonte do Governo.

Ao contrário do que vai acontecer com os restantes trabalhadores da Função Pública, aos professores não será contabilizado o trabalho realizado durante nove anos, ou seja, entre 31 de agosto de 2005 e 31 de dezembro de 2007 e entre janeiro de 2011 e 31 de dezembro de 2018.

Os docentes representam 1/6 dos trabalhadores da Função Pública e 1/7 da massa salarial e, segundo o Governo, a contagem do tempo de serviço congelado iria pôr em causa a sustentabilidade dos próximos OE, uma vez que tal teria um custo total de cerca de 600 milhões.

Atualmente existem 668 mil funcionários públicos que em janeiro de 2018 vão voltar a ter progressão da carreira, segundo a proposta de OE.

Também no próximo ano, os funcionários públicos começam a receber, de forma gradual, as verbas devidas pelos anos em que as suas carreiras estiveram congeladas, à exceção dos docentes, que não estão contemplados nesta mudança prevista no próximo OE.

Esta é uma das principais razões pelas quais se realiza na quarta-feira uma greve geral e uma concentração em frente ao parlamento, no mesmo dia em que a secretária de Estado Alexandra Leitão vai apresentar o orçamento.

Segundo o Governo, cerca de 7500 docentes que foram contratados entre 2011 e 2017, altura em que as carreiras estavam congeladas, irão no início do próximo ano ver as suas carreiras reposicionadas, o que representa um acréscimo de cerca de 20 milhões de euros.

Informação retirada daqui

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Greve -15 de novembro


FENPROF envia Pré-aviso de Greve para dia 15 de novembro


O Secretariado Nacional da FENPROF enviou, esta tarde, o Pré-Aviso de Greve para o dia 15 de novembro pelo descongelamento justo das progressões, recuperação dos anos de congelamento e contagem integral do tempo de serviço prestado pelos docentes.

15 de novembro de 2017 será um Dia Nacional de Luta dos Professores, coincidindo com a data em que, na Assembleia da República, o Ministro da Educação irá debater, na especialidade, a proposta de Orçamento do Estado para 2018, onde procurará justificar as insuficientes verbas destinadas à Educação.

Com este Dia Nacional de Luta, os professores e educadores pretendem, ainda, fazer-se ouvir, nesta importante fase de debate e aprovação do Orçamento do Estado para 2018, exigindo compromissos e negociação em torno de aspetos tão importantes como a aposentação, horários de trabalho e concursos. Os docentes reafirmam, ainda, a sua oposição a qualquer processo de municipalização da Educação e reiteram a necessidade de democratizar a gestão das escolas.

O Secretariado Nacional

sábado, 4 de novembro de 2017

Lisboa Games Week 2017


Terá lugar na FIL – Parque das Nações, entre os dias 16 e 19 de novembro a 4.ª Edição da Lisboa Games Week (LGW).

Cerca de 6.000 alunos de todos os ciclos e seus professores, oriundos de todo o país, participarão nas ações pedagógicas e didáticas potenciadoras das aprendizagens curriculares, promovidas pela Direção-Geral da Educação (DGE), parceira da LGW Serviço Educativo. Estão igualmente disponíveis outras atividades e ações lúdicas de interação e espaços temáticos do evento.

No Stand da DGE, composto por 4 áreas (Programação, Robótica, Apps Educativas e Segurança Digital), o público poderá participar em atividades pedagógicas, de sensibilização à programação e à robótica, entre outras, experimentar ferramentas para criação de conteúdos didáticos e participar em workshops (sobre “jogos robóticos”, “criar jogos didáticos”, “gamificação em contexto educativo”, “realidade virtual e realidade aumentada”, etc). Os docentes podem ainda participar no dia 16 de Novembro, entre as 12h e as 13h, num painel sobre boas práticas no uso da gamificação em sala de aula.

Ainda se encontram abertas inscrições para alguns workshops, podendo os Agrupamentos de Escolas/Escolas não agrupadas fazer a sua pré-inscrição no endereço https://lisboagamesweek.pt/visitas-de-estudo.

A confirmação da participação será posteriormente enviada por e-mail pela organização da LGW às Direções dos Agrupamentos de Escolas/Escolas não agrupadas requerentes.

Saiba mais sobre o LGW Serviço Educativo na página oficial do evento em: https://lisboagamesweek.pt/

Concurso Símbolo de Homenagem aos Combatentes Portugueses


O concurso “Símbolo de homenagem aos combatentes portugueses”, iniciativa da Direção-Geral da Educação e da Comissão Coordenadora das Evocações do Centenário da I Guerra Mundial, convida os alunos a apresentarem uma proposta de imagem que homenageie o combatente português, refletindo um olhar simbólico da cultura e da história, do património material e da paisagem portugueses que, pela sua cor e forma, seja de fácil apropriação pela sociedade.

O concurso destina-se aos alunos do 3.º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário e as inscrições estão abertas até 6 de janeiro, em http://area.dge.mec.pt/evoca-grande-guerra.

Esta iniciativa enquadra-se no projeto “A escola evoca a I Guerra Mundial” que se iniciou em 2014 e termina em 2018.

Regulamento e outras informações em http://www.dge.mec.pt/evocacao-do-centenario-da-i-guerra-mundial.

Marcelo alerta contra "situação cinzenta" na descentralização de competências educativas


O Presidente da República pediu hoje que o processo de descentralização de competências educativas seja feito com clareza na definição de princípios e recursos, para evitar equívocos e não se criar uma "situação cinzenta".
"Sem uma definição que, por um lado, fique clara à partida e, por outro lado, seja reajustável em função de um processo avaliativo constante, entraremos numa situação cinzenta em que a bondade da descentralização, que é indiscutível, será ultrapassada pelos efeitos negativos de decisões precipitadas ou de posições prematuras", alertou Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe de Estado falava no encerramento do 1.º Congresso das Escolas, que juntou dirigentes do ensino público, do ensino particular e cooperativo e do ensino profissional, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Numa intervenção de perto de quarenta minutos, o Presidente da República considerou que "os processos de transferência e delegação de competências exigem definição clara de objetivos e a instituição de mecanismos de acompanhamento e de avaliação de resultados, sob pena de perderem sentido e eficácia".

"Sendo um pouco mais explícito, a descentralização - digo-o com a experiência de quem dirigiu já estabelecimentos de ensino, e de quem foi ao longo da vida várias vezes autarca - supõe princípios muito claros, definição consensual em matéria de transferência de atribuições e de fixação de competências, e também idêntica clareza quanto aos recursos envolvidos", prosseguiu Marcelo Rebelo de Sousa.

Segundo o chefe de Estado, é preciso assegurar "que não haja equívocos que significam uns alijarem responsabilidade para outros não poderem cumprir aquilo que se lhes é exigido à míngua de recursos para o efeito".

Informação retirada daqui

FENPROF entrega Pré-Aviso de Greve no Ministério da Educação a partir de 6 de novembro pelo fim da atividade letiva na componente não letiva


Docentes vão fazer greve contra irregularidades nos horários de trabalho que penalizam o exercício de funções.

O Secretariado Nacional da FENPROF entregou, em mão, no Ministério da Educação, esta manhã, um Pré-Aviso de Greve às atividades letivas inadequada e irregularmente inscritas na componente não letiva dos horários dos docentes (documento em anexo). Esta greve terá início às 00 horas do dia 6 de novembro e prolongar-se-á até às 24 horas do dia 15 de dezembro, o último dia de aulas do primeiro período deste ano letivo.

Hoje e amanhã, dias 12 e 13 de outubro, o Secretariado Nacional da FENPROF estará reunido para debater aspetos como o descongelamento das progressões nas carreiras, os concursos ou o acelerado envelhecimento da profissão docente, que obriga a olhar-se para a necessidade de alteração do regime de aposentação e da aprovação de medidas que combatam o elevado desgate na profissão. O SN irá, também, decidir sobre formas de luta que permitam concretizar os objetivos reivindicativos que se encontram definidos.

O Secretariado Nacional

Professores e educadores em Greve em 15 de Novembro irão concentrar-se em frente à Assembleia da República


Docentes exigem respeito, reconhecimento do seu mérito profissional e um descongelamento justo da carreira, sem perdas de tempo de serviço e sem discriminação em relação aos restantes trabalhadores da Administração Pública.

A FENPROF, em convergência com todas as organizações sindicais de docentes, convoca Greve Nacional de Professores e Educadores para 15 de novembro, com concentração junto à Assembleia da República, a partir das 11 horas e até final do debate sobre o Orçamento para a Educação, que terá lugar, nesse dia, com a presença do respetivo Ministro.

Com este Dia Nacional de Luta, os professores e educadores pretendem fazer-se ouvir nesta importante fase de debate e aprovação do Orçamento do Estado para 2018, no sentido de serem atendidas reivindicações tão importantes como sejam as relacionadas com a aposentação, horários de trabalho e concursos.

Contudo, aspeto que, neste momento, ocupa espaço central nas exigências dos professores é o descongelamento da carreira docente. Os professores recusam qualquer perda de tempo de serviço que cumpriram de forma muito empenhada e com elevado profissionalismo. E repudiam a afirmação do Senhor Primeiro-Ministro de que a sua progressão na carreira não se faz por mérito mas por tempo de serviço. É falso!

A progressão na carreira docente depende de tempo de serviço prestado, é verdade, mas também de avaliação, na qual terão de obter, no mínimo, Bom, e de formação contínua, estando obrigados a um mínimo de 50 horas de formação, avaliada, durante a sua permanência em cada escalão (25 no 5.º), formação essa que, aliás, muitos docentes têm vindo a pagar do seu bolso, por falta de oferta gratuita a que o Ministério da Educação está obrigado.

Convém acrescentar que o mérito dos professores portugueses é, aliás, reconhecido internacionalmente, como aconteceu recentemente no âmbito do PISA, cujo relatório reconhece o trabalho desenvolvido pelos docentes em Portugal como determinante para os bons resultados obtidos pelos nossos estudantes, cujo desempenho tem vindo a melhorar de forma muito assinalável.

Deverá, ainda, reconhecer-se que esse trabalho extraordinário dos professores portugueses aconteceu num período em que tiveram as progressões congeladas, o salário reduzido, a carreira dividida, a duração da carreira aumentada, uma sobrecarga de trabalho ainda mais forte, os requisitos para a aposentação agravados, mas, no entanto, isso não impediu que tivessem um excelente desempenho profissional. Por ter sido assim, é absolutamente inaceitável que o Governo queira agora, qual cereja no topo do bolo, apagar da carreira dos docentes mais de 9 dos últimos 12 anos da sua vida profissional. Se tal acontecer, para além da discriminação que representa em relação a outras carreiras da Administração Pública, estaremos perante uma tremenda injustiça que provocará, no presente e no futuro, prejuízos enormes aos professores.

A FENPROF exige que o descongelamento da carreira docente seja negociado e já fez saber que está disponível para que se encontre um processo faseado de recuperação, no sentido de ser integralmente contado todo o tempo de serviço; o que não aceita é o jogo de empurra que, agora, também envolve o Gabinete do Primeiro-Ministro.

De facto, depois de as Finanças terem empurrado para a Educação a negociação e de esta ter recusado fazê-la, a FENPROF dirigiu-se ao Primeiro-Ministro para saber com quem deveria negociar. Ontem, 2 de novembro, recebeu ofício do Gabinete de António Costa informando que “o assunto foi encaminhado, em razão da matéria, para o gabinete do Ministro da Educação”. Ainda hoje seguirá novo ofício dirigido a Tiago Brandão Rodrigues no sentido de se realizar a reunião que dará início ao processo negocial indispensável.

Para além deste Dia Nacional de Luta, que, em 15 de novembro, assumirá a forma de Greve Nacional e concentração junto à Assembleia da República, a FENPROF lembra que se iniciará já na próxima segunda-feira, dia 6, a greve a toda a atividade direta com alunos inscrita na componente não letiva de estabelecimento, e apela, ainda, a uma forte participação dos professores na Manifestação Nacional de todos os trabalhadores que se realizará no dia 18.

Professores e Educadores, hoje, como no passado, lutarão para serem respeitados, quer no plano social, quer no que concerne aos seus direitos. Neste caso, e no plano mais imediato, é o direito à carreira e o reconhecimento do seu trabalho e do seu mérito que os traz, de novo, à luta.

O Secretariado Nacional

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Federação Nacional da Educação convoca greves e concentração de protesto


A Federação Nacional de Educação (FNE) convocou hoje uma greve à primeira hora de trabalho de cada dia entre 13 e 27 de novembro, e outra às componentes não letivas com os alunos até ao final do ano.

A decisão foi anunciada hoje pelo secretário-geral do organismo, João Dias da Silva, numa conferência de imprensa que se seguiu a uma reunião extraordinária do secretariado nacional.

De acordo com o sindicalista, os protestos são uma reação à “desconsideração” do Governo e, em particular, do
Ministério de Educação, nas medidas para o setor no Orçamento do Estado (OE).

A FNE acrescentou ainda a intenção de realizar, a 15 de novembro - dia em que o Ministro da Educação vai debater o OE na especialidade da Educação - uma concentração em Lisboa, a par da convocada pela Fenprof, em direção à Assembleia da República.

Para garantir que os profissionais poderão aderir à concentração, o secretário-geral da FNE adiantou que será
apresentado um pré-aviso de greve para essa data.

“Para garantir a realização desta concentração, convocaremos um plenário nacional de professores e
apresentaremos um pré-aviso de greve que lhes permitirá faltar. [O pré-aviso] não é para fechar escolas, é para os [professores] que queiram participar terem um suporte legal de faltas nesse dia”, explicou o secretário-geral.
Segundo João Dias da Silva, o Orçamento do Estado não considera o tempo de serviço docente congelado desde 30 de agosto de 2005 a 31 de dezembro de 2007, tal como de 01 de janeiro de 2011 a 31 de dezembro de 2017, “ao contrário do que acontece com a generalidade das carreiras do setor”.
Isto “é o contrário do que acontece com a generalidade das carreiras na função pública”, sendo uma “violação clara do direito à igualdade de tratamento”, disse.

Há uma “ausência de respostas do Ministério da Educação relativamente ao descongelamento das carreias”, que
recusou um pedido de reunião, acrescentou.

“Não é aceitável que uma reunião pedida seja recusada. É uma desconsideração pelos parceiros sociais na área da educação. Temos direito de propor e discutir com o Ministério da Educação sobre matérias que estão em cima da mesa”, frisou.

O líder da FNE anunciou ainda que vai ser pedida uma reunião ao ministro da Educação, tal como a todos os grupos parlamentares, prevendo-se ainda a realização de reuniões nas escolas, entre 06 a 10 de novembro, promovendo debates e mobilizando professores para as ações que serão desenvolvidas.

A FNE sublinhou ser “fundamental que haja uma negociação” e garantiu que, se o ministro da Educação responder às questões do descongelamento de carreiras e contagem integral do tempo de serviço até 15 de novembro, “as ações “ficam suspensas”.

“Qualquer greve tem prejuízos sobre as pessoas, preferimos que as questões sejam solucionadas. A greve é a
última arma dos trabalhadores. Nós entendemos que ao Estado, Governo e Ministério da Educação cabe assumir o papel de parceiro e de reconhecimento de outros parceiros sociais da área da Educação”, referiu.
O Orçamento do Estado vai ser votado a 28 de novembro.

Porto, 31 out (Lusa) – AXYG/PMC // HB
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