segunda-feira, 21 de abril de 2014

Indisciplina cresce nas salas de aula



A indisciplina está a aumentar nas salas de aula e os professores do Ensino Básico queixam-se de falta de formação para combater os comportamentos perturbadores dos alunos. Esta é uma das conclusões de um estudo da Universidade do Minho (UM) que decorre há dois meses. Mais de 80% dos professores inquiridos (de um universo de mais de 1500) considera que a indisciplina na sala de aula aumentou nos últimos anos. A maioria dos docentes diz que perde entre 10% a 20% do tempo de aula com problemas de indisciplina e 12% (180) gasta quase metade. 

Sete professores admitiram mesmo que 80 a 90% da aula está condicionada pelo mau comportamento dos alunos. "A indisciplina está relacionada com a utilização de aparelhos eletrónicos como o telemóvel, falar com o colega do lado ou estar desatento. Para os inquiridos, a culpa desta indisciplina é dos pais (38%), das políticas educativas (37%) e dos alunos (35%) ", explicou ao João Lopes, do Instituto de Educação e Psicologia da UM. A maioria dos docentes que respondeu ao questionário online tem mais de 20 anos de serviço e 60% dizem que não tiveram formação para lidar com este problema. 

O coordenador do projeto está a terminar um outro estudo sobre a formação que os professores do 1º ciclo do Ensino Básico adquirem para ensinar os alunos a escrever e a ler. "Os dados preliminares indicam que os conteúdos ensinados pelas universidades e politécnicos divergem e são muito variados. Perante um obstáculo, o professor tem dificuldade em agir. 

Há professores que estarão mais bem preparados do que outros. Podemos dizer que também há falta de formação para resolver problemas", referiu João Lopes. O Ministério da Educação diz que medidas como a revisão do programa Escola Segura e a criação de uma plataforma para pais e professores, "deverão ser apresentadas durante este mês".

Notícia retirada daqui
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