domingo, 21 de outubro de 2012

Professores portugueses são dos mais afectados pela crise na Europa



Os professores portugueses estão entre os docentes europeus cujos salários foram mais afectados pela crise económica, segundo o relatório da rede Eurydice, da Comissão Europeia.

De acordo com o estudo sobre os salários e subsídios dos professores e directores de escolas na Europa, em 2011/2012, 16 dos 32 países analisados reduziram ou congelaram os salários dos professores, como consequência da situação económica.

Os professores de Portugal, Espanha, Grécia, Eslovénia e Irlanda foram os mais afectados pelas restrições orçamentais e as medidas de austeridade. Por cá, os salários dos professores foram reduzidos e o pagamento dos subsídios de férias e de Natal foi suspenso, tal como aconteceu com os restantes funcionários públicos.

A Grécia reduziu o salário de base em 30% e deixou de pagar subsídios de Natal e Páscoa, a Irlanda cortou os salários dos novos professores em 13% em 2011 e os salários dos nomeados após 31 de Janeiro deste ano sofreram uma redução de 20% e, em Espanha, os salários dos professores e funcionários do sector público sofreram cortes de 5% em 2010 e deixaram de ser ajustados à inflacção.

Segundo o relatório, o salário máximo dos professores com maior antiguidade é, em regra geral, duas vezes superior ao salário mínimo dos recém-chegados e são necessários, em média, 15 a 25 anos para atingir o salário máximo.

Em Portugal situa-se acima desta média e, juntamente com Espanha, Itália, Hungria, Áustria e Roménia, pertence ao grupo de países onde "são necessários 34 anos ou mais para alcançar o salário máximo".

Na Bulgária, em Chipre, na Estónia, em França, na Hungria, na Itália, na Letónia, na Lituânia, no Reino Unido, na Croácia e no Liechtenstein os salários dos professores permaneceram ao mesmo nível ou sofreram cortes ligeiros.

Já na Eslováquia, na Islândia, na Polónia e na República Checa foi registado um aumento salarial desde meados de 2010, enquanto na Roménia os salários do pessoal docente estão a voltar ao nível anterior à crise.

"Os salários e as condições de trabalho dos professores devem ser uma prioridade para aliciar os melhores a optar pelo ensino e seguir a carreira docente", defendeu a comissária para a Educação, a Cultura, o Multilinguismo e a Juventude, Androulla Vassiliou, em comunicado, na passada sexta-feira.

Os relatório Eurydice analisa a situação salarial em 32 países (os estados-membros da União Europeia, mais a Croácia, Islândia, Noruega, Turquia e Liechtenstein) e incluiu os professores com horário completo e habilitação própria e os directores de estabelecimentos de ensino do pré-primário, primário e secundário.

A Eurydice é uma rede europeia que compila e difunde informação comparada sobre as políticas e os sistemas educativos europeus.


Autor: Público

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