sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Bloco de Esquerda questiona Governo sobre fecho de escola na Parede

O grupo parlamentar do Bloco de Esquerda (BE) questionou o ministro da Educação, Nuno Crato, no Parlamento, sobre o eventual encerramento da Escola Básica de Santo António, na freguesia da Parede, em Cascais. Segundo o BE, o fecho da escola está a ser “ponderado”. A Câmara de Cascais disse que “não está a par desta eventual intenção”.

A Escola Básica de Santo António é a sede do Agrupamento de Escolas de Santo António, que tem três jardins-de-infância e cinco escolas primárias, servindo um total de 1500 alunos. Segundo o BE, os pais dos alunos estão preocupados com o futuro da escola, já que a hipótese de encerramento foi levantada numa reunião com os órgãos directivos do estabelecimento.

Diz o BE que o anterior governo se tinha comprometido com uma intervenção de fundo na escola, que foi construída há 40 anos e mantém as mesmas instalações, “altamente precárias”. Na pergunta entregue no Parlamento e assinada pela deputada Ana Drago, o BE refere que as obras não avançaram porque houve negociações falhadas entre o anterior ministério da Educação e a autarquia sobre a verba a transferir.

A falta de acordo “levou a Câmara de Cascais a pedir à escola que disponibilizasse também alguma verba, o que a escola não podia suportar”, diz o BE. O presidente da Câmara, Carlos Carreiras (PSD) diz, porém, que esta informação é falsa e acrescenta que "tem planos para melhorar substancialmente as condições de alunos e de professores que se encontram actualmente numa escola bastante deteriorada”.

O BE afirma ainda que “na iminência de uma intervenção de fundo”, a escola retirou há dois anos um campo de relva sintética que gerava receitas próprias, para a instalação dos estaleiros. Por outro lado, “a escola não foi incluída na rede do Plano Tecnológico da Educação, ficando a actualização do equipamento muito aquém do necessário”, diz o BE, acrescentando que só agora estão a ser instalados novos computadores após um requerimento da escola à Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo.

Além disso, o grupo parlamentar levanta a questão da localização “privilegiada” dos terrenos onde a escola está construída, temendo que sejam vendidos para projectos imobiliários. Carlos Carreiras diz que ainda não recebeu qualquer manifestação de interesse para a compra dos terrenos. E sublinha que a autarquia “tem feito um grande esforço de modernização do parque escolar “ com intervenções em 80% das escolas do concelho, o que se traduziu num investimento de 17 milhões de euros desde 2005.

“Acresce a isto o facto de, ainda esta semana, ter sido noticiado mais um pacote de investimento de 7,7 milhões de euros de investimento em escolas do primeiro e segundo ciclo beneficiando mais de 850 alunos do concelho”, refere o autarca.

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