sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Telefonema deixa rapaz em coma

Uma brincadeira de mau gosto acabou mal para um aluno do 9.º ano da Secundária de Caminha: padecendo de um aneurisma, foi hospitalizado após saber da falsa morte do pai, através de um telefonema anónimo. Revoltada, a família vai apresentar queixa na GNR.

João Pedro Casimiro dos Santos, de 15 anos de idade, continuava, ontem, em coma nos Cuidados Intensivos do Hospital de S. João do Porto, depois de, na quarta-feira, pelas 11 horas, ter sofrido o rompimento de um aneurisma cerebral. Segundo o avô do rapaz, Vítor Santos, o incidente ocorreu porque o aluno do 9.º ano foi contactado, via telemóvel, por alguém desconhecido que o informou, primeiro, de um acidente com o pai, emigrado em França, e, depois, num segundo contacto, da sua morte.

"Na terça-feira à noite, telefonaram-lhe a dizer que o pai tido um acidente, que lhe tinha caído uma grua em cima e ido de urgência para o hospital e estava em risco de vida. Na quarta-feira de manhã, ele estava na sala de aula e, contou-me o professor, disse estar à espera de uma chamada de urgência; pediu para sair e atendeu uma chamada desconhecida onde lhe anunciaram o falecimento do pai", conta Vítor Santos.

Refere que, após o telefonema, o rapaz ainda regressou à sala a chorar e foi convidado a sair, pelo docente, para se acalmar, na companhia de um colega. Desfaleceu pouco depois. "Ele tinha um aneurisma, não se podia enervar, e isso era do conhecimento de todos. Era muito emotivo e isto mexeu muito com ele. Foi uma chamada fatídica", lamentava o avô do jovem, revoltado: "Isto não é uma brincadeira de mau gosto, é crime. Não se sabe quem foi, mas seja canalha, ou não, não vou perdoar a quem o fez. Se foi alguém da idade dele, já tem idade suficiente para responder pelos seus actos".

"Não se brinca com esta coisas. Hoje (ontem) de manhã, já fui à GNR, já me deram as directivas, mas são os pais que têm de apresentar queixa. O meu filho, o pai do João Pedro, vem amanhã (hoje) de França e vamos directamente ao Ministério Público ou à GNR fazer a queixa", garante.

Na Secundária de Caminha, a consternação era visível. Uma funcionária comoveu-se até às lágrimas. A Direcção da escola, que, referindo não estar autorizada a prestar declarações, limitou-se a confirmar o incidente e a comentar que toda a informação que circula sobre o caso "é especulativa".

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