domingo, 30 de dezembro de 2012

Professora escorrega na sala de aula


A professora escorrega e leva o maior tombo na sala de aula. Na queda,o seu vestido sobe-lhe até a Cabeça. Levanta-se imediatamente, ajeita-se, e interroga os alunos:

- Luisinho, o que você viu?
- Seus joelhos, professora.
- Uma semana de suspensão!
E você, Carlinhos?
- Suas coxas, professora.
- Um mês de suspensão
- E você, Joãozinho?
Joãozinho pega os cadernos e vai saindo da sala:
- Bom, pessoal, até o ano que vem...

Coro


Todos os dias a professora chegava à sala de aula e dizia:
- Bom dia meus queridos alunos...
Em seguida ouvia o coro:
- Bom dia professoraaaaêêêêêr!!!
E todos os dias a rotina seguia-se:
- Bom dia meus queridos alunos...
- Bom dia professoraaaaaêêêêêr!!!
Até que um dia a professora chegou:
- Bom dia meus queridos alunos.
E o coro seguiu-se:
- Bom dia professoraaaaaa!!!
Percebendo a diferença, a professora disse novamente:
- Bom dia meus queridos alunos...
E ouviu novamente:
- Bom dia professoraaaaaa!!!!
Como percebeu que o Joãozinho tinha faltado neste dia, combinou com os outros alunos que no dia seguinte, quando ela dissesse bom dia, todos ficariam calados.
Então, no dia seguinte, a professora chegou:
- Bom dia meus queridos alunos...
E somente o Joãozinho:
- Vai-te fodêêêêêêr!!!


sábado, 29 de dezembro de 2012

Primeiro dia de aulas


Era domingo e no dia seguinte era o primeiro dia de aulas do Joaozinho, ele vai ter com a mãe nervoso e pergunta:
-Mãe, o que é que eu vou dizer ao professor, amanhã?
-O professor vai te perguntar quantos anos tens e tu dizes 10 aninhos como te chamas e tu dizes Joaozinho e se estudas muito e tu dizes poucoxinho.
O Joaozinho vai na rua a decorar «10 aninhos, joaozinho, poucoxinho» «10 aninhos joaozinho poucoxinho» «10 aninhos joaozinho poucoxinho»
Quando chega a escola o Professor pergunta:
-Como te chamas ?
-10 aninhos.
-Quantos anos tens?
-Joaozinho.
-Estás a gozar?
-Poucoxinho.

Castigado por uma coisa que não fez

Joãozinho pergunta à Professora:
- "Stora", alguém pode ser castigado por uma coisa que não fez?
- Não.
- Fixe. É que eu não fiz os trabalhos de casa.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Professora explica

Na escola, a professora explica: 
- Se eu digo "fui bonita" é passado. 
- Se digo "sou bonita" o que é Joãozinho? 
- É mentira.....

O que aconteceu em 1769?

Na aula de história, o professor:
- O que aconteceu em 1769?
- Nasceu Napoleão.
- Muito bem! E em 1774?
- Napoleão fez 5 anos!

sábado, 22 de dezembro de 2012

Futuro do verbo "roubar"

A professora pergunta ao menino Joãozinho:
- Qual é o futuro do verbo "roubar"?
- Ir preso...

sábado, 15 de dezembro de 2012

Jogo de adivinhas


A professora está a fazer um jogo de adivinhas com a turma.  Indiferente, no fundo da sala, o Joãozinho está a mascar uma chiclete. A professora fica incomodada, mas não diz nada.
E continua com as adivinhas:
- O que é que tem penas e põe ovos? Joaninha, podes responder.
- É a galinha, professora.
- O que é que tem focinho e abana o rabo? Você, agora Arturzinho.
- É o cão, professora.
- O que é que sobe nos telhados e mia? Mariazinha, você agora.
- É o gato, professora.
E o Joãozinho na dele, a mascar chiclete.
Aquilo foi irritando tanto a professora, que não se contendo diz:
- Levanta e cospe, Joãozinho!
- Pénis, professora!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Saída de professores explica redução de 5% dos trabalhadores no Estado




A redução dos trabalhadores do Estado conseguida entre final do ano passado e Setembro deste ano ficou a dever-se, sobretudo, ao fim dos contratos a termo dos professores e funcionários das escolas. No espaço de nove meses as Administrações Públicas (Estado central, regiões autónomas e administração local) perderam 31.439 trabalhadores, dos quais perto de 70% estavam a contrato.

A síntese estatística do emprego público divulgada ontem revela que o sector público tinha em finais de Setembro 581.444 trabalhadores, menos 5,1% do que em Dezembro do ano passado. Dados que levaram o secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, a garantir que a meta de redução de 2% do número de funcionários, prevista na memorando da troika, será cumprida.

"Neste momento, estamos em condições de poder anunciar que no final do terceiro trimestre já se está a ultrapassar a proposta para o ano inteiro. Os números apontam para uma redução na casa dos 5% de trabalhadores da administração pública", afirmou durante o debate na especialidade da proposta do Orçamento do Estado (OE) para 2013, no Parlamento.

Hélder Rosalino admitiu, contudo, que os números poderão ainda sofrer alterações, dado que os dados do próximo trimeste já serão influenciados pela colocação de professores nos meses de Outubro e Novembro, mas reforçou a convicção de que será possível cumprir a meta definida para a Administração Central.

No final do ano, esclareceu o secretário de Estado após a audição no Parlamento, o Governo conta reduzir entre 3% e 4% o número de trabalhadores, ficando acima da meta definida para a totalidade do ano.

Olhando para a evolução do emprego apenas na administração central (incluindo os trabalhadores nas entidades públicas empresariais e na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa) conclui-se que a redução mais significativa ocorreu nos contratados a termo. Entre o final de 2011 e 30 de Setembro de 2012, o Estado dispensou 21.649 trabalhadores que tinham contratos a termo, a maioria dos quais oriundos do Ministério da Educação e do Ministério da Saúde. Ainda assim, este tipo de vínculo aumentou nos ministérios da Administração Interna e da Segurança Social.

Na análise aos fluxos das entradas e saídas no universo no universo total do Estado, o relatório elaborado pela Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público aponta para um saldo negativo de 30.123 funcionários. Este número resulta da diferença entre os 55.500 trabalhadores que deixaram definitivamente a administração pública e as 25.377 novas entradas.

Este saldo negativo é transversal a todos os ministérios, à região autónoma da Madeira e à administração local. Apenas nos Açores entraram mais cinco pessoas do que saíram.

No que respeita às saídas definitivas, as estatísticas mostram que 10.675 funcionários deixaram o Estado porque se aposentaram. Este número deverá ultrapassar os 18 mil até ao final do ano, de acordo com a lista de aposentações até Dezembro já publicada pela Caixa Geral de Aposentações (CGA),

Embora o Governo se recuse a divulgar dados sobre o número de pedidos de aposentação que chegaram à CGA após a apresentação do OE para 2013, tudo indica que até ao final do ano se verifique uma corrida às reformas. Os funcionários públicos querem evitar ser abrangidos pelo aumento da idade da reforma, que a partir de Janeiro do próximo ano passará a ser de 65 anos.


domingo, 11 de novembro de 2012

Respostas Disparatadas ...


domingo, 4 de novembro de 2012

Cada aluno custa ao Estado 50 mil euros




Os 12 anos de escolaridade obrigatória de um aluno no Ensino Público custam ao Estado 50 459,4€, com base nos valores apurados pelo Tri- bunal de Contas (TC), em 2009/2010. No 1º ciclo, cada aluno ‘custa’ um total de 11 087,88€. Nos oito anos seguintes – 2º, 3º ciclo e Ensino Secundário – o valor sobe para 39 371,52€. A média, diz o TC, é de 4415,45 € por aluno.

No relatório, e manutenção dos contratos de associação" com escolas privadas.
Em 2009/2010, gastou-se com estes contratos 239 milhões de euros em 93 estabelecimentos particulares e cooperativos, abrangendo 52 882 alunos, num custo médio por aluno de 4522€, variando os 4656€ na zona Centro e os 4253€ em Lisboa.

O TC considerou 1 238 599 alunos do 1º ao 12º ano, incluindo a formação de adultos, e revela que o custo médio por aluno no 1º ciclo é de 2771,97€, enquanto nos 2º e 3º ciclos do básico e no secun-dário é de 4921,44 €.

O relatório adverte que o custo médio apurado "não deve ser extrapolado para anos subsequentes" devido "ao contexto de contenção dos últimos anos", e lembra medidas como a suspensão dos subsídios ou o aumento do número de alunos por turma.

Pais defendem Lei-quadro para financiar ensino


Relatório do TC mostra custos da escola pública e privada, por aluno, em cada ciclo e por região. Confap quer utilizar documento como base para definir verbas
A Confederação das Associações de Pais (Confap) defendeu esta sexta-feira que, com o relatório do Tribunal de Contas relativo ao custo por aluno, estão criadas as condições para a criação de uma lei-quadro de financiamento do ensino e educação públicos.

"A partir desse quadro as escolas terão uma verba por aluno e por turma e há diferenças para os alunos do primeiro ciclo, do segundo ciclo e do secundário. Temos aqui a possibilidade de fazer uma lei-quadro do financiamento que permita que as escolas saibam o volume de financiamento com o qual têm que lidar e com o qual têm que responder às necessidades dos alunos", disse à agência Lusa o presidente da Confap.
Albino Almeida sublinhou que "é fundamentalmente nesse combate que a Confap se vai empenhar". O responsável reagia desta forma ao relatório do Tribunal de Contas (TC) que dá conta de que no ano lectivo de 2009/2010, "o último ano de uma senda de aposta clara na valorização da educação pública", cada aluno custou em média 4.415 euros anuais ao Estado.

O TC recomendou ao ministro da Educação, Nuno Crato, que pondere se precisa de manter contratos de associação com escolas privadas, onde cada aluno custa em média ao Estado 4.522 euros por ano, menos 126 euros que no ensino público.
Para o representante das associações de pais, a lei-quadro deve projectar um investimento na educação "numa base de igualdade, independentemente se quem presta o serviço é uma escola pública ou privada", uma vez que defende que toda a educação é pública.

E entende também que o relatório vem demonstrar que a discussão de 2010 sobre qual o montante que o Estado deveria atribuir por turma no ensino público e no ensino privado trabalhou com números "absolutamente falsos".
"Ouvíamos falar de 3.000 euros por aluno no público e de 5.000 euros por aluno no privado, agora verifica-se que não era nem uma coisa nem outra", afirmou.

Albino Almeida deixou ainda elogios ao TC por este organismo ter apelado à implementação de um plano oficial de contabilidade para a educação nas escolas, que permita acabar com a "dificuldade em ler o que é investimento público e privado nas escolas", deixando claro se a origem do dinheiro é o Estado, as autarquias, o sector privado ou os próprios pais. "Convém que todos possam escrutinar de forma transparente a gestão do dinheiro", defendeu.

O Tribunal de Contas analisou 824 agrupamentos e 352 escolas frequentadas por 1.238.599 estudantes dos ensinos básico e secundário públicos, chegando à conclusão de que "o custo médio por aluno é de 4.415,45 euros".
De acordo com o relatório "Apuramento do custo médio por aluno", os alunos vão ficando mais caros consoante vão avançando nos estudos: no primeiro ciclo, cada aluno custa em média 2.771,97 euros, enquanto nos segundo e terceiro ciclos e secundário o valor sobe para os 4.921,44 euros.

No entanto, estas "médias" escondem diferenças entre as regiões. O centro apresenta o custo mais elevado (4.307,59 euros), por oposição ao Algarve, onde se encontra o valor mais baixo (3.627,55 euros). Ou seja, nestas duas regiões há uma diferença de 680 euros por aluno.
Os valores apresentados pelo TC contemplam os estudantes do ensino regular, recorrente (destinado a quem já ultrapassou a idade normal de frequência de ensino) e de dupla certificação, não tendo sido contabilizadas as despesas associadas às Actividades de Enriquecimento Curricular e Acção Social Escolar.

sábado, 3 de novembro de 2012

Aula de português


Na aula de português.
- Joãozinho, em que tempo verbal está: Isto não deveria ter acontecido?
- Preservativo imperfeito...





Na aula de Português a professora pergunta:
- Joãozinho, na afirmação "Maria está a gozar? , onde está o sujeito?
- Muito fácil professora, está em cima dela.

História das três fadas


Todos conhecem o Joãozinho, aquele rapaz muito malcriado que dá cabo dos nervos à professora.
A professora, para tentar corrigir o Joãozinho, diz a toda a turma para inventar uma história com principes, fadas e princesas.
Depois de todos os colegas, chega a vez do Joãozinho, que começa assim:
- Vou contar a história das três fadas.
Era uma vez uma prinsusa. . .
Nisto a professora interrompe e diz:
- É princesa que se diz e não prinsusa!
- Não, Sra professora, nesta história é mesmo prinsusa.
Continuando:
- Era uma vez uma prinsusa, que vivia suzinha na turre do seu castalho
e estava traste, muito traste por estar suzinha. Resolve então enviar
um bilhuto a um prinsusu que tambem vivia susinho na turre do seu
castalho.
Escreveu muitos bilhutos até que um dia o prinsusu agarrou no
seu cavalo e cavinhou, cavinhou, cavinhou, cavinhou pela florista até
chegar ao castalho da prinsusa.
Qundo chegou a purta do castalho da prinsusa dá-lhe um pintapu e a purta cai.
Sobe a correr até a turre da prinsusa, arrebenta com a purta do quarto da prinsusa, ele olha para ela, ela olha para ele, ele olha para ela.... dá-lhe três fadas.

Boas Maneiras


Durante a aula de Boas Maneiras, diz a professora: 
- Rodrigo, se você estivesse namorando uma moça fina e educada e,durante o jantar, precisasse ir ao banheiro, o que diria: 
- Segura as pontas aí que eu vou dar uma mijadinha. 
- Isso seria uma grosseria, uma completa falta de educação. 
Fernandinho, como você diria? 
- Me desculpa, preciso ir ao banheiro, mas já volto. 
- Melhor, mas é desagradável mencionar o banheiro durante as refeições. 
E você, Joãozinho, seria capaz de usar sua inteligência para, ao menos uma vez, mostrar boas maneiras? 

- Eu diria: Minha princesa, peço a licença para ausentar-me por um momento, pois vou estender a mão a um grande amigo que pretendo apresentar-lhe depois do jantar.

domingo, 28 de outubro de 2012

Pergunta a Professora ...


- Joãozinho, sabe a quem é que se deve o pinhal de Leiria?

- F... ó s'tora, então mas também não está pago?!

A Inês pode engravidar?


O Joãozinho pergunta ao pai:
- Oh Pai, a Inês pode engravidar?
Pai: - Quem é a Inês filhinho?
Filho: - É a minha namorada lá da escola.
Pai: - E quantos anos tem ela?
Filho: - Tem 4 anos.
Pai: - Claro que não!
Filho: - Uhh! Grande cabra? Fez-me vender o triciclo para pagar o aborto!!

Escola recebe ministro da educação


A escola vai receber a visita do ministro da educação e a professora está preocupadíssima com o Joãozinho, que é sempre o desbocado.

- Joãozinho, atenção. Não me vais envergonhar na presença do senhor ministro, está bem? É melhor ficares de boca fechada.

- Tá bem, professora! - diz ele.

O ministro chega à sala e conversa com os alunos. Pergunta se já sabem ler, se gostam da professora, etc e tal.

Dirigindo-se ao Joãozinho, diz:

- E tu, já lês bem?

- Leio sim, senhor.

- E qual é a palavra mais bonita que aprendeste até hoje?

A professora gela, mas o Joãozinho responde:

- Cubanos.

Ela respira, aliviada.

O ministro insiste então:

- E por quê?

- Porque começa em CU e acaba em ANUS. E ninguém me tira da cabeça que esse B do meio não é de BROCHE.

Professora divide a turma e faz jogo de perguntas


A professora divide a turma em dois grupos e decide fazer um jogo com perguntas. 

O primeiro grupo a chegar aos 6 ganha um chocolate. 
Para que Joãozinho não lhe 'encha' a paciência, ela coloca-o no grupo dos mais inteligentes. 

Assim nem tem tempo para dar aquelas respostas idiotas. 
Vendo isso, ele diz para o outro grupo: 
-Nós vamos arrasar-vos, cambada de idiotas!!!!!! 

Começa o jogo... 

- Quem descobriu a América? 
O grupo de Joãozinho responde de imediato: 
- CRISTÓVÃO COLOMBO! 
E o Joãozinho grita: 
- Eu não disse? Bando de orelhudos, 1 a 0!!! 
A Professora repreende-o: 
- Está calado Joãozinho!!! 

Segunda pergunta: 
- Que idioma se fala em Espanha? 
O grupo de Joãozinho responde: 
- ESPANHOL!!!! 
E Joãozinho grita de novo: 
- Viram só? Seus atrasados, 2 a 0! 
A Professora repreende-o: 
- Cala-te Joãozinhooo!!! 

Terceira pergunta. 
- Como chegou Cristóvão Colombo à América? 
O grupo de Joãozinho responde: 
- DE CARAVELA. 
Joãozinho, cheio de emoção, logo de seguida: 
- Eu bem avisei, seus sacos de merda, 3 a 0!!! 

A professora, irritada, grita: 
- Joãozinho!!! LEVANTA E SAI FORA!!! 
Joãozinho responde de imediato: 
- O PÉNIS 'stôra'! Que show, 4 a 0 seus bananas!! ! 

A professora indignada volta a gritar: 
- Joãozinho, SAI E NÃO VOLTA MAIS!!!!! 
Joãozinho feliz da vida responde ainda mais rápido: 
- A MERDA, A MERDA, professora! Hahaha, foderam-se! 5 a 0!!! 

A professora, não aguentando mais, grita: 
- Joãozinho, SAI E SÓ VOLTA DENTRO DE UM MÊS!!! 
Joãozinho, excitadíssimo, responde aos saltos: 
- A MENSTRUAÇÃO!!! PUTA QUE OS PARIU, 6 a 0! 
GANHAAAAAMOOOOSSS !!!

sábado, 27 de outubro de 2012

Memórias de professores


E se estas histórias e estes alunos ficaram na memória dos professores, provavelmente muitos professores ficam também na memória dos seus alunos e continuam a ser, para eles, referências positivas ao longo da vida.

fInês, Américo, Dora - três professores de níveis de ensino diferentes, muitos anos de experiência, algumas características em comum: tinham dificuldade em recordar rostos e nomes, mas as histórias de vida, as emoções, os sentimentos ficavam gravados bem fundo na memória e no coração. Histórias inseridas numa relação interpessoal construída ao longo de meses (anos), em que a aprendizagem das matérias de ensino era um dos objetivos e uma das facetas (fundamentais, sem dúvida, mas não os únicos), que implicava outras vertentes, entre as quais a construção de uma relação pedagógica produtiva, na qual os afetos não deixavam de estar presentes, perdurando, às vezes, pela vida fora. São algumas dessas histórias (verdadeiras, mas com nomes fictícios, quer para professores quer para alunos) que aqui ficam.

Inês:
Naquele dia especial, Inês foi convidada por Adelaide para irem à cidade. Adelaide já tinha aprendido a escrever o seu nome nas aulas e ia alterar o bilhete de identidade, que passaria a exibir a sua assinatura. Havia que festejar este acontecimento, antes de dar início à luta por um novo objetivo: aprender a ler e a escrever tudo. Na Conservatória do Registo Civil, Inês presenciou a alegria e a emoção de Adelaide e sentiu-se feliz e realizada.

Américo:
No autocarro, a jovem olhava insistentemente para Américo, que acabou por cumprimentar, explicando-lhe ter sido sua aluna vários anos antes. A cara, já diferente, não despertava memórias; o nome, Anabela, também não; Américo começava a sentir-se embaraçado. Anabela começou então a falar da turma, das atividades e projetos desenvolvidos, de histórias ocorridas com ela própria. A memória de Américo disparou. Continuando, ela perguntou:

"Lembra-se, professor, de quando houve o acidente na fábrica ao pé da escola? O incêndio, o medo de uma explosão, a evacuação apressada, os alunos assustados a chorar? Lembra-se de como nos fez sentir que tudo aquilo era um exagero, contando que o seu filho estava numa casa perto da fábrica e se o perigo fosse assim tão grande já teria ido buscá-lo em vez de estar a cuidar de nós?"

Américo surpreendeu-se. Como é que aquela jovem, já adulta, acreditava ainda naquela história que, com tanto custo (a preocupação com o filho, realmente numa casa perto da fábrica, era grande), tinha contado para acalmar os alunos e garantir que todos tinham familiares com quem ir ter após a evacuação? Sorrindo, comentou com Anabela: "Continuou a acreditar nessa história até aos dias de hoje? Afinal até sou bom ator!". Sentiu-se realizado. O seu esforço nesse dia tinha sido bem sucedido e, pelos vistos, tinha sido marcante para as crianças.

Dora:
No quiosque, Dora foi atendida por um funcionário sorridente, com um amável: "O que deseja, professora?". A cara deixava adivinhar traços de um aluno que há vários anos não via e foi a conversa que se seguiu que lhe recordou Artur, o jovem rebelde, que gostava de dar uns "tiros" às aulas, revoltado, com comportamentos nem sempre muito adequados. As suas patifarias, os atendimentos à sua mãe, as conversas com o aluno, os contratos de comportamento que com ele tinha feito, tudo foi surgindo em catadupa. A verdade é que esse ano letivo chegou ao fim com a passagem de Artur para o ensino secundário.

Dessa revolta, não havia quaisquer traços no rosto bonito. Havia agora um jovem sensato e determinado, que repartia os seus dias entre o trabalho na loja e as aulas da universidade, custeadas por si. Dora sentiu-se feliz e orgulhosa. Tinha valido a pena apertar com ele naquele ano.

Dir-me-ão que este artigo é um pouco (ou muito) "piegas". Talvez o seja. Com ele, no entanto, pretendo mostrar uma faceta do ofício de professor: o relacionamento interpessoal, a preocupação com a formação global do aluno como um ser íntegro e feliz e uma vida feita de histórias significativas, umas vezes muito difíceis, outras vezes muito felizes. De todas as histórias sobressai um elemento comum: o afeto e a empatia como ingredientes fundamentais para o desenvolvimento de uma relação pedagógica saudável e de motivação para a aprendizagem por parte dos alunos. E se estas histórias e estes alunos ficaram na memória dos professores, provavelmente muitos professores ficam também na memória dos seus alunos e continuam a ser, para eles, referências positivas ao longo da vida.

Autor: Armanda Zenha - Educare

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Joãozinho cuspia na mão e passava-a pela testa


Na escola, sempre que a professora explicava uma nova matéria, o Joãozinho cuspia na mão e passava-a pela testa.

Isto sucessivas vezes, até que um dia a professora lhe perguntou:

- Joãozinho, sempre que dou uma matéria nova tu cospes na mão e passas pela testa. Podes explicar-me porquê?

O Joãozinho responde:

- Sabe o que é, Professora, é que a minha irmã quando está a namorar eu ouço ela a dizer para o namorado: - "Cospe na cabecinha, amor, que entra melhor"

domingo, 21 de outubro de 2012

Professores portugueses são dos mais afectados pela crise na Europa



Os professores portugueses estão entre os docentes europeus cujos salários foram mais afectados pela crise económica, segundo o relatório da rede Eurydice, da Comissão Europeia.

De acordo com o estudo sobre os salários e subsídios dos professores e directores de escolas na Europa, em 2011/2012, 16 dos 32 países analisados reduziram ou congelaram os salários dos professores, como consequência da situação económica.

Os professores de Portugal, Espanha, Grécia, Eslovénia e Irlanda foram os mais afectados pelas restrições orçamentais e as medidas de austeridade. Por cá, os salários dos professores foram reduzidos e o pagamento dos subsídios de férias e de Natal foi suspenso, tal como aconteceu com os restantes funcionários públicos.

A Grécia reduziu o salário de base em 30% e deixou de pagar subsídios de Natal e Páscoa, a Irlanda cortou os salários dos novos professores em 13% em 2011 e os salários dos nomeados após 31 de Janeiro deste ano sofreram uma redução de 20% e, em Espanha, os salários dos professores e funcionários do sector público sofreram cortes de 5% em 2010 e deixaram de ser ajustados à inflacção.

Segundo o relatório, o salário máximo dos professores com maior antiguidade é, em regra geral, duas vezes superior ao salário mínimo dos recém-chegados e são necessários, em média, 15 a 25 anos para atingir o salário máximo.

Em Portugal situa-se acima desta média e, juntamente com Espanha, Itália, Hungria, Áustria e Roménia, pertence ao grupo de países onde "são necessários 34 anos ou mais para alcançar o salário máximo".

Na Bulgária, em Chipre, na Estónia, em França, na Hungria, na Itália, na Letónia, na Lituânia, no Reino Unido, na Croácia e no Liechtenstein os salários dos professores permaneceram ao mesmo nível ou sofreram cortes ligeiros.

Já na Eslováquia, na Islândia, na Polónia e na República Checa foi registado um aumento salarial desde meados de 2010, enquanto na Roménia os salários do pessoal docente estão a voltar ao nível anterior à crise.

"Os salários e as condições de trabalho dos professores devem ser uma prioridade para aliciar os melhores a optar pelo ensino e seguir a carreira docente", defendeu a comissária para a Educação, a Cultura, o Multilinguismo e a Juventude, Androulla Vassiliou, em comunicado, na passada sexta-feira.

Os relatório Eurydice analisa a situação salarial em 32 países (os estados-membros da União Europeia, mais a Croácia, Islândia, Noruega, Turquia e Liechtenstein) e incluiu os professores com horário completo e habilitação própria e os directores de estabelecimentos de ensino do pré-primário, primário e secundário.

A Eurydice é uma rede europeia que compila e difunde informação comparada sobre as políticas e os sistemas educativos europeus.


Autor: Público

sábado, 20 de outubro de 2012

5 passarinhos num ramo quantos sobram?


A professora pergunta aos seus alunos:

Se existem 5 passarinhos num ramo e você atira e mata um,quantos sobram?

Nenhum! - Responde Joãozinho - todos saem voando com o barulho do tiro.

A professora fica surpresa com a resposta:

Não era essa a resposta que eu esperava, mas gosto do seu jeito de pensar.

Eu posso fazer uma pergunta para a senhora? Pediu Joãozinho. Pode Joãozinho.

Existem 3 mulheres sentadas num banco tomando sorvete. Uma está lambendo, outra está chupando e a terceira está mordendo. Qual delas é a casada?

A professora fica vermelha, mas responde, timidamente: A que está chupando.

Não, a casada é a que tem a aliança no dedo, mas eu também gosto do seu jeito de pensar

Redacção na escola


A professora de uma escola primária mandou que os seus brilhantes alunos escrevessem uma redacção, onde fossem tratados os seguintes temas:

1. Monarquia
2. Sexo
3. Religião
4. Mistério

Quem terminasse, estaria dispensado e poderia voltar para casa.

Passados uns míseros segundos, o Joãozinho levanta a mão e diz que já terminou.

A professora, sem acreditar, pede que ele leia a sua redacção.

Ele levanta-se e diz:

Foram ao cu à rainha. Meu Deus! Quem terá sido?

Professora em "Como me chamo?"


1º. dia de aulas, a professora chega e faz questão de se apresentar aos alunos e diz: meninos, em primeiro lugar quero que todos saibam o meu nome pois todos os dias o irei perguntar. O meu nome é Valgina.

No 2º. dia ao chegar pergunta: Menino José como é que eu me chamo?
O menino José responde: A sra. profª. chama-se Valgina.
Professora: Muito bem menino José.

No 3º. dia pergunta ao menino António. Menino António como é que eu me chamo?
O menino António responde: A sra. profª. chama-se Valgina.
Professora: Muito bem.

No 4º. dia chega a vez do menino Joãozinho. Menino Joãozinho como é que eu me chamo?
menino Joãozinho: A srª. profª. chama-se......chama-se...... ai eu sei, chama-se....

Profª.: Não me diga que não sabe o meu nome, eu não acredito.

Menino Joãozinho: Já sei srª.profª, a srª. profª. chama-se Colna.

Lá vai o canguru com uma flor no cu

Lá vai o canguru com 1 flor no cu! 

A prof diz: Joaozinho, isso não se diz! 

Vai já fazer outra rima!

Passado algum tempo a prof pede ao joãozinho pra ler a sua nova rima e ele diz: 

Lá vai o canguru com 1 flor na bochecha, só não leva no cu pk a professora não deixa !

domingo, 14 de outubro de 2012

Caça ao erro

Se um filho ou um aluno escreve com muitos erros, se ele cresce e o problema persiste, como se sentem os pais? E os professores? A preocupação pelos erros será sempre justificada? O que origina o erro? Como se pode ajudar uma criança ou um jovem a escrever sem erros? Frequentemente ouvimos atribuir os erros ortográficos a reduzidos ou inexistentes hábitos de leitura. Contudo, eles podem ter outras causas e há que fazer uma análise cuidada do tipo de erros dados e das situações em que ocorrem. 

Quando é que a criança erra? Quando copia? Quando escreve o que ouve? Na escrita livre? Que tipo de erros dá? Falta de acentos? Omissão de letras ou sílabas? Repetição de letras? Inversão da ordem das letras ou das sílabas? Confusão de palavras homófonas? Se os erros se situam apenas na escrita livre, é bem provável que a criança pronuncie palavras de forma deficiente e as escreva tal como as diz. Pode haver erros relacionados com pronúncias regionais, pela mesma razão. 

Poderão aparecer trocas de letras e omissão de vogais ou de sílabas. Se os erros se dão só quando a criança copia, poderá ter dificuldade em se concentrar na tarefa ou em discriminar visualmente semelhanças/diferenças entre letras. Pode saltar letras, sílabas, palavras ou linhas. Pode não colocar acentos. Se os erros ocorrem em textos ditados, será que a criança tem dificuldade em reter estímulos sonoros? Será que consegue discriminar bem os sons? Antes de procurar uma dessas causas, há que equacionar a possibilidade de ela ter problemas de audição. 

Há muitos jogos e atividades que podem ser usados pelos pais para ajudarem os filhos a ultrapassar as suas dificuldades, reforçando o trabalho feito na escola. Para desenvolver a competência de discriminar visualmente semelhanças e diferenças, há jogos muitos úteis: descobrir diferenças; encontrar absurdos em desenhos; sopa de letras; etc. Se se trata de dificuldade em discriminar sons, podem ser feitos jogos de reprodução de sons ou sequências de sons, de identificação de sons (palavras, instrumentos ou vozes numa canção, sons do meio ambiente) ou de distinção de sons semelhantes em pares de palavras. 

A língua portuguesa reveste-se de dificuldades ortográficas e de regras que precisam de ser conhecidas e praticadas (diferentes valores para a mesma letra, por exemplo). Há algumas estratégias a que se pode recorrer, tais como a formação de famílias de palavras, a utilização de palavras em frases e contextos diferentes, a elaboração de fichas relacionando palavras com desenhos ou com histórias. 

As crianças, especialmente as mais pequenas, poderão memorizar melhor se envolverem outros sentidos para além da visão. Podem escrever as palavras, com o dedo, em superfícies diferentes (areia, plasticina lisa), envolvendo também o tato. O diálogo entre os pais e os professores é importante para se fazer uma análise correta da situação e para se definirem estratégias de colaboração. Se a situação for grave, poderá ser pedido auxílio ao professor de apoios educativos. Afinal, a união faz a força. 

Autor: Armanda Zenhas

sábado, 13 de outubro de 2012

Quantos testículos nós temos?

Na aula de biologia, o professor pergunta:
 - Joãozinho! Quantos testículos nós temos?
 - Quatro professor
 - responde o menino sem pestanejar.
 - Quatro? Você ficou doido?
 - Bem... Pelo menos os meus dois eu garanto!

Dividir folha de papel

O professor de Matemática levanta uma folha de papel em uma das mãos e pergunta para Joãozinho:
 - Se eu dividir essa folha de papel em quatro pedaços, Joãozinho, com o que eu fico?
 - Quatro quartos, professor!
 - E se eu dividir em oito pedaços?
 - Oito oitavos, professor!
 - E se eu dividir em cem pedaços?
 - Papel picado, professor!

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Alunos e pais em choque com alterações aos exames do 12.º ano


"Total desagrado." É assim que alunos do 12.º ano e pais reagiram quarta-feira à notícia de que, ao contrário do que tem sido norma desde 2007, os exames nacionais para a conclusão do ensino secundário irão incidir sobre os programas dos três anos deste nível de ensino. Os alunos já agendaram uma manifestação para o próximo dia 27, em Lisboa, Porto, Coimbra e Funchal. 

Nos últimos anos, os exames das chamadas "disciplinas trienais", entre os quais figuram os de Português e Matemática, só têm abrangido os programas do 12.º ano. Entre os alunos, a informação divulgada na terça-feira pelo Gabinete de Avaliação Educacional (Gave), o organismo responsável pela elaboração dos exames, assemelhou-se mesmo a uma bomba, com estragos ao retardador. "É-nos imposto mais um obstáculo ao ingresso no ensino superior", desabafa Miguel Moura, da Delegação Nacional de Associações de Estudantes do Ensino Secundário e Básico. Miguel está no 12.º ano e sabe do que fala: "Estamos mal preparados para fazer face a esta mudança. Foi isso também que os nossos professores nos disseram hoje [ontem]. 

Que fomos mal preparados porque eles também não sabiam que ia acontecer esta mudança." A alteração às normas dos exames do 12.º ano, que consta de uma portaria publicada em Agosto, não foi anunciada e, por isso, passou praticamente despercebida. Na prática, diz Elsa Barbosa, presidente da Associação de Professores de Matemática, a informação só chegou às escolas quando, na terça-feira, o Gave publicou, na sua página da Internet, uma nota dando conta desta mudança. Mas, frisa esta docente, mesmo que a informação tivesse sido, de facto, recebida em Agosto, não resolveria o problema que agora se põe aos alunos e aos seus professores. 

Esta medida, explica, vai ser aplicada a alunos que fizeram os dois primeiros anos do secundário na convicção de que os exames do 12.º ano só incidiriam sobre os programas deste ano de escolaridade. "Os alunos e professores não estão preparados" para a alteração imposta pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC), corrobora. "Uma vergonha" Miguel Moura lembra que, em 2012, as médias de exame já "desceram abruptamente", em parte devido a uma outra alteração das normas, já que os alunos passaram a ser obrigados a realizar todos os exames na 1.ª fase. 

Com esta nova medida, acrescenta, os resultados podem ainda ser piores, para além de resultar numa "nova sobrecarga financeira para as famílias", que terão de comprar "mais livros e pagar mais explicações". Miguel Moura conta que no Facebook já existem vários grupos de alunos a propor a organização de manifestações e até greves contra esta alteração. A primeira está já marcada para dia 27, em Lisboa, Porto, Coimbra e Funchal. "O aumento da matéria a estudar para os exames de Matemática e Português, após dois anos sem contar com tal, vai obrigar-me a repescar matérias de anos anteriores que foram esquecidas. 

Desconfio que resultará numa baixa tremenda nos resultados dos exames", testemunha Tiago Ferreira, que também está no 12.º ano "É uma vergonha", reage Rui Martins, da Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação. A CNIPE não tem dúvidas de que a entrada em vigor desta medida, já este ano lectivo, "prejudicará imenso os [seus] filhos e educandos que frequentam o 12.º ano". 

É uma medida que "revela grande irresponsabilidade", denuncia a confederação. "Não tenho memória de, num espaço tão curto, ter recebido tantos protestos dos pais como agora, com esta situação", conta Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais.

Autor: Clara Viana

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Parque Escolar lança concurso de 98 mil euros para avaliar património


A empresa pública Parque Escolar (PE) vai pagar no mínimo 98 mil euros pela avaliação do seu património, constituído pelas 105 escolas já intervencionadas e por vários edifícios que antes pertenciam ao Ministério da Educação. Este é o preço-base do concurso público que a PE lançou em Agosto para "prestação de serviços de avaliação". A empresa informou que o concurso se encontra agora "em fase de análise de propostas" e que a sua realização visa cumprir os "normativos contabilísticos" fixados pelo Ministério das Finanças. Estes determinam que as empresas devem avaliar, no final de cada ano, "se há qualquer indicação de que um activo possa estar com imparidade". 

Ou seja, devem averiguar se algum dos seus bens está registado acima do valor de mercado, porque, em caso de eventual transacção, isso significará que não conseguirão obter a quantia que se encontra registada. A última avaliação conhecida ao património da PE foi efectuada no final de 2010. No Relatório e Contas relativo a esse ano, a empresa esclarece que não foi "reconhecida qualquer imparidade" nos seus activos patrimoniais e justifica o facto por a maior parte do seu património ser constituído por escolas, "activos que normalmente não são transaccionados", e também por a empresa "não ter como objectivo a obtenção de lucro das propriedades de investimento referentes ao programa de modernização" das escolas do ensino secundário. 

No final de 2010, o património da Parque Escolar foi avaliado em 380 milhões de euros. Foram contabilizadas 27 escolas secundárias, as duas escolas de turismo de Lisboa e do Porto e os edifícios das Direcções Regionais de Educação de Coimbra e Algarve, entretanto adquiridos pela Parque Escolar. Na altura, segundo a informação constante do Relatório e Contas de 2010, já estavam na posse da empresa outras escolas e edifícios que não foram avaliados e cujo valor rondaria os 300 milhões de euros. 

Os estatutos da Parque Escolar prevêem que todas as escolas intervencionadas passem para o património da empresa. Segundo informação da PE, para efeitos do Sistema de Normalização Contabilístico esta transferência ocorre com a conclusão das intervenções. Em 2010 estavam nesta situação 103 escolas. Nesse ano, a empresa comprou também os edifícios da Av. 24 de Julho e Infante Santo, em Lisboa, onde funcionam vários serviços do Ministério da Educação.

Autor: Clara Viana

domingo, 7 de outubro de 2012

Adoção de novos manuais escolares suspensa em 2013/14 em disciplinas do 8.º e 10.º anos

O Governo publicou ontem em Diário da República o despacho que suspende, a partir do ano letivo 2013/2014, a adoção de novos manuais escolares em algumas disciplinas do 8.º e 10.º anos de escolaridade. CONFAP diz que esta suspensão é coerente com novas metas. 

Segundo o Despacho, assinado pelo ministro da Educação, Nuno Crato, ficam suspensos, a partir do próximo ano letivo, os processos de adoção de novos manuais escolares para o 8.º ano do ensino básico nas disciplinas de Ciências Naturais, Educação Física, Físico-Química, Geografia, História, Língua Estrangeira I (Inglês), Língua Estrangeira II (Alemão, Espanhol e Francês) e Tecnologias de Informação e Comunicação. Também para o mesmo ano de escolaridade, fica igualmente suspensa a adoção de novos manuais escolares na disciplina de oferta da escola. 

Quanto ao 10.º ano do ensino secundário, a suspensão restringe-se às disciplinas de Biologia e Geologia e Física e Química A. O diploma indica que, até data a determinar por despacho do ministro, é prorrogado o período de vigência dos manuais escolares atualmente adotados naqueles anos de escolaridade e disciplinas. Ainda de acordo com o despacho, ficam isentos do procedimento prévio de avaliação e certificação os manuais a adotar em 2013/2014, no ensino básico, nas disciplinas de Estudo do Meio e Português (4.º ano), Educação Física, Educação Musical, Educação Tecnológica e Educação Visual (6.º ano) e Português (9.º ano). 

O princípio estende-se a todas as disciplinas do 8.º ano do ensino básico e do 10.º ano do ensino secundário. A isenção de avaliação e certificação prévias dos manuais escolares aplica-se "sem prejuízo de eventuais ajustamentos ao calendário de avaliação e certificação e de posterior abertura de procedimento de avaliação e certificação em termos a regulamentar". O presidente da Confederação das Associações de Pais (CONFAP) disse hoje que suspender a adoção de novos manuais escolares a partir do ano letivo de 2013/2014 é "coerente" com o estabelecimento de novas metas e conteúdos para as disciplinas. 

"A CONFAP considera que esse processo decorre naturalmente do estabelecimento de novas conteúdos e novas metas, e que, de facto, seria uma despesa para as editoras, para as famílias e para o próprio Estado na ação social escolar", disse à Lusa o presidente da CONFAP, Albino Almeida. 

Para este responsável, não faz sentido certificar e editar novos manuais, correndo o risco de ficarem desajustados a curto prazo, uma vez que o Ministério da Educação e Ciência já divulgou, no início de agosto, novas metas curriculares para as disciplinas de Português, Matemática, Tecnologias da Informação e Comunicação, Educação Visual e Educação Tecnológica, do ensino básico, e pretende, durante este ano letivo, estabelecer novas metas para outras disciplinas do ensino básico e do ensino secundário. Albino Almeida deixou ainda críticas às novas determinações para o ensino vocacional, conhecidas na quarta-feira à noite, depois da publicação de uma Portaria em Diário da República. 

Para o presidente da CONFAP não é compreensível que se deixe de fora do ensino vocacional a disciplina de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), questionando a que empregos poderão os alunos candidatar-se sem o domínio destas tecnologias e de que forma podem depois estar habilitados ao reingresso na via normal de ensino. Relativamente a este assunto, na inauguração de uma escola no concelho de Cascais, o ministro da Educação informou que o projeto-piloto dos cursos vocacionais é para se prolongar no próximo ano letivo nos mesmos moldes, sublinhando que a experiência está, para já, a ser recebida com "interesse" e "entusiasmo". 

"O que fizemos foi lançar uma experiência-piloto que, muito possivelmente, se prolongará como experiência-piloto para o próximo ano letivo", afirmou Nuno Crato. O ministro adiantou que o projeto-piloto de ensino vocacional, divulgado na quarta-feira em Diário da República, tem obtido reações de "grande interesse e grande entusiasmo" por parte de pais e professores. "Nós já temos ofertas alternativas. O que estamos a fazer com o ensino vocacional é tentar dar algum corpo a essas ofertas alternativas, que seja mais organizado, mais exigente e que dê melhores saídas aos jovens após completarem esse trabalho", frisou. Contudo, Nuno Crato lembrou que o projeto está "em fase experimental" e, por isso, "aberto a sugestões".

Banco Escolar angariou 35 mil euros para crianças carenciadas


Os portugueses contribuíram com mais de 35 mil euros para a compra de material escolar para crianças de instituições particulares de solidariedade social, quase o dobro de valor alcançado em 2011 na iniciativa Banco Escolar, promovida pela associação Entrajuda. “A campanha do Banco Escolar foi um êxito muito grande e é surpreendente a adesão que os portugueses tiveram a este desafio lançado pela Staples”, disse esta quarta-feira a presidente da Entrajuda, empresa gestora do Banco Alimentar contra a Fome e do Banco de bens doados. 

Para Isabel Jonet, o sucesso desta iniciativa deve-se a uma “grande sensibilidade” dos portugueses para o tema da educação e, “sobretudo, a uma manifesta preocupação com o combate à pobreza naquilo que pode desestruturar”. “O facto de se dar mais condições para crianças de famílias carenciadas estudarem, permite que possam ter um futuro diferente daquele que, porventura, as suas famílias tiveram”, adiantou. O Banco Escolar assenta na doação de material escolar a crianças carenciadas, contribuindo para a prevenção de casos de insucesso escolar e abandono. 

O valor angariado este ano vai beneficiar mais de 2700 crianças. “Os portugueses que foram comprar material escolar para os seus filhos foram solidários, porque percebem que só cortando ciclos de pobreza é que se pode, de alguma forma, lutar contra essa situação que atinge muitas famílias no nosso país”, sublinhou Isabel Jonet. A presidente da Entrajuda alertou que as situações de pobreza se agravaram nos últimos tempos, com “muitas mais famílias desempregadas e muito mais famílias em que um dos membros do casal está desempregado e que tinham assumido encargos que agora têm de honrar”. 

Contudo, sublinhou, “há uma enorme solidariedade e um conjunto muito grande de iniciativas, que muitas vezes são informais, que têm vindo a atenuar a situação de muitas famílias”. “Eu penso que se recuperou muito a solidariedade familiar”, mas também “há muita solidariedade informal, que nasceu de forma espontânea na sociedade portuguesa”, frisou. A Entrajuda é uma instituição particular de solidariedade social, que visa apoiar outras instituições ao nível da organização e gestão, com o objectivo de melhorar o seu desempenho e eficiência em benefício de pessoas carenciadas.

Autor: Lusa

sábado, 6 de outubro de 2012

Redacção sobre o fim-de-semana

A professora pede aos alunos para fazerem uma redacção sobre o fim-de-semana, e na 2ª feira eles têm de ler em voz alta. 
Tudo corre bem até que chega a vez do Joãozinho que lê: 
- No Domingo a minha cadelinha teve quatro cãezinhos e os quatro são do Benfica. 
Como a professora era benfiquista ficou muito contente e no dia seguinte pediu ao Joãozinho para ler a sua redacção à directora da escola, que também era benfiquista. 
Então, o Joãozinho, todo contente, leu: 
- No Domingo a minha cadelinha teve quatro cãezinhos, e dois são do Benfica. 
- Dois??!! Mas ontem eram os quatro! 
- Pois! Mas é que dois já abriram os olhos!

Professora: Quem de vocês quer ir para o céu?

Professora: 
- Quem de vocês que quer ir para o céu? 
Todos levantaram o braço menos o Joãozinho. 
- Joãozinho, então não queres ir para o céu?! 
- A mamã disse-me que quando saísse do colégio fosse direitinho para casa...

Na Madeira há alunos que vão a pé para a escola por causa do preço dos passes


Encarregados de educação protestaram esta quarta-feira junto da Secretaria Regional da Educação da Madeira contra as alterações na atribuição do passe escolar que está a obrigar alunos de Câmara de Lobos a deslocarem-se a pé para a escola. “Queremos os nossos direitos”, “queremos os nossos passes” e “a educação é um direito, sem ela nada feito” foram algumas das palavras de ordem que gritaram os cerca de 30 encarregados de educação que se concentraram junto à secretaria, no Funchal, a esmagadora maioria com filhos a frequentar a EB 2,3 do Estreito de Câmara de Lobos. 

Aires dos Santos, de 47 anos, residente no Castelejo, explicou que “o ano passado e no último mês” os filhos, de 11 e 13 anos, a estudar naquela escola, tiveram direito a passe escolar, o que já não sucede agora. “Disseram que não tinham direito a passe escolar, porque a distância de casa à escola era três quilómetros”, declarou o encarregado de educação, manifestando “preocupação” pelo facto dos filhos se deslocarem a pé, independentemente das condições climatéricas. Acresce, segundo Aires dos Santos, a segurança ao longo do trajecto, de orografia difícil. “Saem de casa às 07h00, demoram uma hora a pé até à escola e carregam mochilas pesadas”, destacou, frisando que se trata de uma via com muito trânsito. 

A iniciativa, à qual se juntaram elementos do PCP e BE, ocorreu na sequência de uma audiência de duas encarregadas de educação com o secretário regional da Educação e Recursos Humanos, Jaime Freitas. Elisa Mendonça, do PCP, partido ao qual pais solicitaram apoio para a resolução desta situação, disse que o problema tem origem numa alteração legislativa publicada em Agosto no Jornal Oficial da Região Autónoma da Madeira. 

Segundo a responsável, antes desta mudança beneficiavam de apoio no transporte escolar os alunos que residissem fora de um raio de dois quilómetros da escola ou “num raio de um quilómetro”, desde que “em zonas com acesso de dificuldade acentuada”, situação que era avaliada pela escola. Desde Agosto, a excepção de um quilómetro passou para três, situação que “está a afectar dezenas de alunos” da EB 2,3 do Estreito de Câmara de Lobos, mas também da secundária do Carmo, no mesmo concelho. “É uma injustiça que está a prejudicar os alunos que moram nas zonas altas de Câmara de Lobos, obrigando os pais a gastar no passe 30 a 40 euros mensais, quando dantes o valor era de 12 euros”, sustentou, apelando à revogação da alteração legislativa. 

No final da audiência, Elisabete Figueira, de 39 anos, referiu que o secretário prometeu verificar “o trajecto real” e não os três quilómetros, cuja contagem, segundo esclareceu, é feita “em linha recta”. Os encarregados de educação, alguns dos quais se deslocaram para as imediações do Parlamento regional para sensibilizar os deputados, vão esperar até ao fim de semana por uma decisão da tutela, caso contrário admitem outros protestos. A secretaria informou que Jaime Freitas explicaria, através de comunicado, o resultado da audiência.

Autor: Lusa

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Nuno Crato diz que país precisa de engenheiros e técnicos


O país “precisa urgentemente de engenheiros e técnicos” e os institutos politécnicos podem ter um papel fulcral na formação destes profissionais. Quem o diz é o ministro da Educação, Nuno Crato. O governante falava no encerramento da segunda conferência internacional da Rede de Universidades de Ciências Aplicadas, equivalentes aos politécnicos portugueses, em Bragança, esta terça-feira. Crato destacou “o grande papel” dos politécnicos na formação técnica e exortou os responsáveis a desenvolverem uma “interacção com o ensino profissional “, que classificou de “muito vantajosa” tanto para os jovens como para estas instituições. 

O ministro sublinhou “o papel fundamental que os politécnicos têm no país” e adiantou que estão a trabalhar em conjunto na “melhor maneira de fazer” a interacção com o ensino profissional. Confrontado com a redução de entradas nos cursos de engenharias atribuída às novas exigências de acesso, Nuno Crato, afirmou que, apesar das necessidades do país destes profissionais, “não pode ser abandonada a exigência na formação dos jovens”. “Nós queremos ter engenheiros e queremos ter técnicos, mas como é evidente queremos ter engenheiros que tenham uma formação base em Física, em Matemática, numa série de outras matérias que são essenciais e que se adquirem no secundário”, frisou. 

Nuno Crato afirmou que está apostado em aumentar o ingresso no ensino superior e considerou que “o povo também continua a apostar”, apesar das dificuldades impostas pela crise. O ministro classificou como “uma ligeira redução do número de jovens que entraram nas universidades e politécnicos” a quebra registada este ano no acesso ao ensino. “Isso significa que, mesmo em momentos de grandes dificuldades, os pais, as famílias, percebem a importância da educação e, neste caso particular, a importância da educação superior e estão a apostar nela”, declarou.

Autor: Lusa

domingo, 30 de setembro de 2012

Os meus amigos dizem que tenho uma cabeça muito grande!

O Joãozinho queixou-se à mãe:

- Mãe, os meus amigos dizem que tenho uma cabeça muito grande!

- Não acredites, meu filho, a tua cabeça é muito bem feita!

- Mas eles gozam-me!

- Olha, vai mas é comprar-me 5 kilos de batatas, sim?

- Onde as trago, mãe?

- Na boina, meu amor...

Joãozinho e os testículos

Na aula de biologia, o professor pergunta:

- Joãozinho! Quantos testículos nós temos?

- Quatro professor - responde o menino sem pestanejar.

 - Quatro? Você ficou doido?

 - Bem... Pelo menos os meus dois eu garanto!

A Valgina

Numa aula, diz a nova professora aos alunos:

- Bom dia, o meu nome é Valgina! Decorem bem este nome porque amanhã eu vou perguntar! 

No dia seguinte pergunta a professora ao Joãozinho: 

- Tu, menino! Qual é o meu nome? 

 O Joãozinho, que estava distraído no dia anterior, responde:

 - Hum, ..., já sei! Colna!

sábado, 29 de setembro de 2012

O papel da música na Pedagogia Waldorf constatado cientificamente


A música foi durante muito tempo considerada uma matéria escolar clássica quase "de luxo", de difícil acesso para crianças vindas de famílias menos abastadas ou menos cultivadas nas expressões artísticas. Uma linha pedagógica exemplar no que concerne à utilização alargada e democrática da música está representada nas escolas Waldorf, onde o ensino de música está integrado permanentemente no seu currículo contínuo, sem chumbos, com 12 anos de duração. 

Nos primeiros 6 a 8 anos a música está presente não só especificamente nas aulas de música, mas também na Aula Principal (período inicial que inaugura cada dia de aprendizagem) e nas aulas de Inglês e Francês, previstas para todos os alunos já desde o 1.º ano de escolaridade. Nos anos seguintes formam-se pequenas orquestras individuais nas classes, bem como conjuntos de música e grupos corais, que mais tarde são integrados no grande coro e orquestra do nível secundário. 

No currículo Waldorf os conteúdos musicais dos dois primeiros anos baseiam-se em instrumentos pentatónicos, seguidos de cânones e exercícios polifónicos das tradições nacionais, para depois alargarem-se a experiências com folclores e ritmos de todo o mundo, mais a descoberta de instrumentos pouco conhecidos e o estudo das biografias de famosos músicos. Nos anos finais, em plena puberdade, os alunos dedicam-se a aprofundar o seu conhecimento das grandes épocas da música clássica europeia, até chegarem à moderna música e aos estilos populares dos séculos XX e XXI. 

Uma série de recentes experiências conduzidas por entidades científicas independentes veio evidenciar que a música é um fator primordial para um saudável desenvolvimento de crianças e jovens durante o período escolar. Em Francoforte, o Prof. Dr. Hans Gunther Bastian realizou por exemplo testes de longa duração, que mostraram que as atividades musicais criativas não só impulsionam a capacidade musical propriamente dita, mas ainda influenciam de maneira marcante aspetos insuspeitados para todo o processo educativo: competência social, motivação para aprender e trabalhar, inteligência, capacidade criativa, equilíbrio emocional, e até habilidade para resolver conflitos. 

A importância que a Pedagogia Waldorf confere, de maneira pioneira e há quase um século em todo o mundo, à música na vida escolar foi ainda confirmada por estudos do novíssimo setor da medicina chamado investigações neurocerebrais. Na Universidade Ludwig Maximilian, em Munique, o famoso investigador Ernst Poeppel verificou que uma formação musical oferece um auxílio ideal para o desenvolvimento de crianças e jovens. Em orquestras ficou evidenciado que a aprendizagem de um instrumento, mais as atividades musicais em grupo, tem a extraordinária capacidade de preparar os jovens para mostrarem-se mais tarde equilibrados psíquica e emocionalmente. 

Em comparação com alunos que não haviam praticado qualquer atividade musical, os alunos com hábitos musicais regulares mostraram resultados escolares acima da média e até um desempenho superior em desporto e atividades profissionais. A deficiente atenção que muitas escolas dedicam hoje ao ensino da música e das artes constitui um verdadeiro problema social com sérias consequências para o futuro. 

Um abandono precoce da música na escola pode promover uma tendência para mobbings e violências, bem como uma dificuldade na integração de jovens de diferentes extratos sociais, e até problemas na interação com crianças de famílias oriundas de outras regiões. Yehudi Menuhin, um dos mais celebrados músicos dos tempos modernos, afirmou uma vez: "A música é a verdadeira língua materna da humanidade."

Texto: Raul Guerreiro

Sinais dos novos tempos...

Um destes dias, uma professora do 1.º ano decidiu contar a historia dos três porquinhos. 
Foi contando até que chegou à parte em que os porquinhos tentavam angariar materiais para construir as suas casas. 
Disse a professora: 
E então, o primeiro porquinho chegou-se ao pé de um carroceiro que transportava fardos de palha, e perguntou: 
- O Sr. não se importa de me ceder um pouco da sua palha para que possa construir a minha nova casa?' - contou ela. 
Depois, virando-se para os alunos, perguntou: 
- E o que acham vocês que o homem disse? Respondeu logo o Joãozinho: 
- O homem deve ter dito: 'Fooooooooooda-se! Um porco que fala!!!

domingo, 23 de setembro de 2012

Comedores ...

A professora pergunta aos seus alunos nomes de coisas que acabem em "dor" e que comam coisas.
O Ricardo diz:
-Predador!!!
A professora responde:
- Muito bem, come as suas presas.
O Paulinho diz:
-O aspirador.
A Professora:
- Bravo. Que imaginação, na verdade podemos dizer que come o lixo.
No fundo da sala grita o Joãozinho, muito convicto da sua resposta:
-Vibrador!!!
Quase a cair da cadeira a professora responde:
-Ora essa, não estou a ouvir bem, mas isso não come nada!!??
E diz o Joãozinho muito depressa:
-Come, come, a minha mãe tem um lá em casa e está sempre a dizer que o vibrador come as pilhas a grande velocidade ...

Joãozinho, cite três partes do corpo que comecem com a letra "z"!

A professora diz para o Joãozinho:

- Joãozinho, cite três partes do corpo que comecem com a letra "z"!

- Essa é fácil, fessôra! É zóio, zouvido e zorelha.

- Ah, é? Por essa resposta eu vou lhe dar uma nota que também começa por "z". Sabe qual é?

- Deixa eu pensar... Já sei, um zoito!

Significado da palavra "Óbvio"

Estava a professora na escola a ensinar o significado de 'óbvio' e começa a perguntar aos alunos frases com a palavra.
- Então diga lá menino Bernardo uma frase com óbvio.
- Quando eu acordo de manhã na minha mansão e vejo o meu pai a sair com o Ferrari, é óbvio que o Mercedes ficou na garagem.
- Muito bem! Menino Salvador, diga lá a sua frase.
- Quando eu acordo de manhã no meu solar e vejo o meu pai a sair com o Porsche, é óbvio que o BMW ficou na garagem.
- Muito bem. Menino Joãozinho diga lá a sua frase.
- Quando acordo de manhã na minha barraca e vejo o meu pai na rua com o jornal na mão, é óbvio que ele vai cagar porque não sabe ler!

A Hiena

A Professora em plena aula de biologia:

- A hiena é um animal que vive no centro de África, é necrófaga, reproduz-se uma vez ao ano e emite uma vocalização similar ao som do homem ao rir-se.



E agora vamos lá ver... Pedrinho, percebeste a explicação?

- Oh, sim senhora professora, a hiena é um animal que vive no centro de Africa, é necrófaga, faz amor uma vez ao ano e emite uma vocalização similar ao som do homem ao rir-se.



- Muito bem, Pedrinho. Vamos lá ver tu, Carlitos.

- A hiena vive longe, algures em África, come carne podre, curte uma vez ao ano e ri-se como o homem.



- Está bem Carlitos... Mal ou bem mas entendeste a lição. Vamos lá ver tu,

Joãozinho...

- Stôra, há uma cena que não entendo... a hiena, vive longe como caralho, só come merda, fode sabe Deus quando... e ainda se ri?!?!? Do quê, caralho?

sábado, 22 de setembro de 2012

Respostas dos alunos em fichas de avaliação ...


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Hoje fui expulso da escola!

- Pai, hoje fui expulso da escola.

- O quê??? O que é que fizeste?

- Meti dinamite debaixo da cadeira da professora.

- Maldito! Vais já à escola pedir desculpas à tua professora!

- Qual escola?!?

Directores escolares alertam que acabou "pobreza envergonhada"


Dois ou três dias bastaram para os pais começarem a pedir apoios nas escolas. Esta semana foi de regresso às aulas. Na maior parte das escolas do país, esta semana serviu para proporcionar um primeiro encontro entre professores e alunos, que só segunda-feira começam as actividades lectivas. 

Mas dois ou três dias bastaram para os representantes das duas associações de directores detectarem mudanças. "Acabou a pobreza envergonhada, os pais estão num tal grau de desespero que nos procuram e falam abertamente das dificuldades", comenta Filinto Lima, dirigente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP). 

Uns aparecem a pedir manuais escolares, outros a perguntar o que têm de fazer para conseguir mais apoio da acção social escolar, mas há também quem esteja preocupado com as refeições. "Não é uma multidão, mas tenho falado com colegas que dizem que está a acontecer em todas as escolas. Se antes tínhamos de estar atentos aos miúdos para detectar carências, esta semana bastou-nos abrir a porta aos pais", diz Filinto Lima que nota que, "se a vergonha acabou", a pobreza, eventualmente, "até aumentou". 

Manuel Pereira, da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), confirma a tendência. E diz ter notado, também, que "têm aparecido muito mais pais nas reuniões de início de ano" - "Há mais desemprego e têm mais tempo? Procuram apoio na escola? Só espero que tenhamos força para dar a estes pais e aos alunos o que eles precisam: um espaço de fuga a este clima de depressão e de crise", diz Manuel Pereira, acrescentando, contudo, que teme que isso seja impossível, "dada a situação complicada que se vive nas escolas". 

Fala dos professores contratados "que fazem uma hora e meia de carro por dia para ir dar aulas e outro tanto para regressar às suas casas e aos filhos pequenos e que não ganham mais do que tempo de serviço". E junta-lhes os horários zero, "que vivem tempos de incerteza" e aqueles "que têm mais alunos por turma e mais turmas". "Vivemos este ano uma escola triste com actores tristes", resume Rui Martins, professor e dirigente da Confederação Nacional Independente de Associações de Pais (Cnipe). 

O presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), Albino Almeida, diz-se preocupado com as questões sociais e a direcção da Federação Nacional dos Professores divulgou um comunicado sobre este ano horribilis: "Menos 40,5% de docentes contratados em 31 de Agosto e menos 50% contratados na primeira bolsa de recrutamento", indica. 

 Apesar dos múltiplos problemas relacionados com a colocação de professores, a maior parte não afecta os alunos, por se tratar de duplicações em relação às vagas existentes. Verificam-se atrasos nas ofertas de escola dos estabelecimentos com autonomia e em território educativo de intervenção prioritária, onde o Ministério passou a controlar o processo de selecção.

Texto: Graça Barbosa Ribeiro

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Metade dos alunos insultados na escola



As agressões, roubos e rejeição de colegas, dentro das escolas, são constantes em Guimarães. Quase metade das crianças já foi, pelo menos, insultada. Muitos alunos admitem suicídio.

As conclusões são de um estudo feito a dez escolas básicas por uma médica do hospital de Guimarães. Naquele concelho, que nesta sexta-feira recebe o dia de apresentações dos alunos à semelhança do país, uma em cada cinco crianças admite ter sido vítima de bullying. Este acontece dentro do recinto escolar, perpetrado por colegas de forma propositada e continuada.

Este tipo de práticas envolve um ou mais alunos contra outro e pode originar comportamentos suicidas na vítima. Há crianças que admitem que pensam muitas vezes que a vida "não tem sentido" ou que de repente "as coisas deixaram de valer a pena", demonstram os inquéritos.

A autora da investigação é uma médica do hospital de Guimarães que durante o mês de maio recolheu os dados junto de 32 turmas de escolas vimaranenses. As conclusões finais vão ser apresentadas no Congresso Nacional de Psiquiatria que se realiza no próximo dia 28, em Coimbra.

Para já, sabe-se que 7% admitem ter levado pontapés, 4% levaram murros e 10% foram gozados devido à sua aparência. Há ainda 42% que dizem já ter sido vítimas de bullying verbal.

Segundo Ana Sousa, médica responsável pela investigação, "os alunos de vítimas de bullying verbal e social são os que apresentam mais risco de desenvolver quadros de stress, ansiedade e depressão".

Por isso, "é necessário que a escola encare este tipo de comportamentos como violência, de modo a poder identifica-los e pará-los", apela.

A realidade não passa ao lado das escolas, preocupadas com a situação. Algumas até já desenvolveram mecanismos de prevenção do bullying, como é o caso das EB 2,3 Santos Simões e João de Meira. Benjamim Salgado, diretor da Santos Simões, refere ao JN que existe uma comissão disciplinar que "acompanha tudo o que acontece na escola, e por aí é preventiva".

Para o responsável, "a prevenção é que é essencial para que muita coisa não aconteça", e é feita resolvendo os conflitos mínimos entre alunos, que mais tarde se podem agravar e tornar bullying.

A mesma opinião é partilhada pela diretora da João de Meira, Manuela Ferreira. A escola que dirige aborda o tema em aulas de formação cívica, no gabinete de educação para a saúde e em atividades que ocorrem ao longo do ano no âmbito das disciplinas.

O bullying "é realmente uma preocupação" e a abordagem da EB 2,3 João de Meira "vai no sentido de eles [alunos] terem consciência do que é que se trata, de modo a que consigam expressar os seus problemas", adianta a diretora.

Texto: Delfim Machado

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Escola começa a sério para cerca de dois milhões de alunos



Depois de uma semana dedicada às apresentações, professores, alunos e pais preparam-se para o arranque "a sério" do ano letivo de 2012/2013 nos estabelecimentos públicos do ensino básico e secundário, que contará com menos docentes e menos estudantes.

Este ano letivo, que envolve quase dois milhões de alunos, tem uma nova estrutura curricular, exames para o 4º ano, mais alunos por turma e um novo Estatuto do Aluno, que prevê uma penalização para os pais pelo comportamento dos filhos.

O Ministério da Educação decidiu instituir uma prova final de ciclo para os alunos do 4.º ano, a Português e Matemática, no início do terceiro período, com ponderação de 25 por cento, passando a valer 30 por cento na nota final do aluno a partir do ano seguinte, tal como as restantes provas e exames.

Haverá também um prolongamento do tempo escolar, até julho, para ajudar os alunos que evidenciem dificuldades em transitar para o 2.º Ciclo.

Entre as medidas da reforma curricular está a concentração nas disciplinas fundamentais: Português, História, Geografia, Inglês, Matemática e Ciências; antecipação de Tecnologias da Informação e Comunicação para o 7.º ano; o fim de Estudo Acompanhado e Formação Cívica; a divisão de Educação Visual e Tecnológica em duas áreas, cada uma com um professor e o fim de Educação Tecnológica nos 7.º e 8.º anos.

O MEC permitiu também que as escolas ganhassem autonomia para organizar a carga letiva dentro de limites máximos e mínimos definidos, sendo da sua responsabilidade a duração de cada aula.

Para este ano, o ministério de Nuno Crato prometeu ainda um reforço alimentar, nomeadamente o pequeno-almoço na escola, para os alunos que precisem, depois da experiência piloto que no final do ano letivo 2011/12 abrangeu 120 agrupamentos e 12.000 alunos.

Texto: J.Notícias

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

37 concelhos sem escolas secundárias

No ano em que a escolaridade obrigatória é alargada ao 10.º ano, ainda há 37 concelhos sem escolas secundárias. Para evitar que mais alunos tenham de deslocar-se, há EB 2/3 que vão ter Ensino Secundário.

A Escola Básica dos 2.0º e 3.0º Ciclos de Viatodos, em Barcelos, vai ministrar neste ano letivo, pela primeira vez, dois cursos secundários: um de ciências e tecnologia (ensino regular) e outro de gestão e programação de sistemas de informação (profissional), confirmou ao JN Fernando Martins, do Conselho Executivo. A proposta, apresentada há dois anos, foi aprovada em julho pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC) e vai permitir que 54 alunos continuem os estudos em Viatodos, em vez de se deslocarem 15 quilómetros até à sede do concelho ou sete até Famalicão.

O MEC confirma que, neste ano, algumas escolas do Ensino Básico vão passar a oferecer também Ensino Secundário (regular ou profissional) em localidades onde, até agora, essa oferta não existia ou estava apenas disponível na sede do concelho. A constituição de agrupamentos é uma das condições para aprovação do alargamento da oferta formativa.

Ainda assim, há 37 concelhos onde não há escolas secundárias. Em dois - Arruda dos Vinhos (Lisboa) e Manteigas (Guarda) - existem colégios particulares com contrato de associação, que permitem a frequência sem custos para os alunos. Nos restantes, a única solução é os alunos deslocarem-se a outro concelho.

Os distritos do interior e do Alentejo são claramente os mais afetados devido ao despovoamento. Só no distrito de Portalegre, em nove dos 15 concelhos não há Ensino Secundário. Em oito concelhos de Évora e Beja, também não. "Como é que é possível alargar a escolaridade obrigatória sem escolas?", questiona Adalmiro Botelho da Fonseca. Para o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, "é um regresso ao passado" obrigar adolescentes a grandes deslocações para irem à escola.

Ao contrário do que acontece no Básico, os alunos do Secundário não têm direito a transporte escolar gratuito, nem agora que a escolaridade obrigatória está a ser alargada. O Decreto-Lei n.0º 176/2012, de 2 de agosto, que estabelece o alargamento da escolaridade obrigatória até aos 18 anos, refere que, no Secundário, o transporte só é gratuito para os alunos com necessidades educativas especiais. Os outros terão apoios, em função do escalão da Segurança Social, que serão fixados na portaria da ação social escolar.

Texto: Helena Norte
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