quinta-feira, 4 de março de 2010

Mundo precisa de 18 milhões de professores no ensino primário, segundo a Unesco


O mundo precisa de 18 milhões de professores qualificados, dos quais quase quatro milhões na África, para alcançar o objectivo de um ensino primário universal, sublinhou a UNESCO por ocasião da celebração do Dia Internacional dos Professores.
"A escassez de docentes qualificados continua a ser um problema fundamental", declarou a UNESCO num comunicado divulgado em Paris.
"As necessidades são agudas, principalmente em África, onde seria necessário contar com mais 3.800.000 professores para se obter o ensino primário universal", indicou a organização.
Nalguns países, como o Ruanda e Moçambique, o deficit de docentes traduz-se na "existência de turmas de até 60 alunos, quando por regra geral se considera impossível fornecer um ensino correcto em salas de aula com mais de 40 estudantes". A UNESCO também chama atenção para a insuficiente formação dos professores. "Nos países em desenvolvimento não é raro encontrar professores que não têm nenhum tipo de formação superior", segundo a nota, que pede uma "política coerente" que permita contratar professores em número suficiente, garantir os seus direitos e assegurar uma formação de qualidade.
O compromisso de estabelecer um ensino primário universal (EPU) antes de 2015 foi adoptado por 164 países durante uma conferência em Dacar em 2000.
Apesar de alguns progressos, a UNESCO constatou a persistência de desigualdades profundas em relação ao acesso à educação, entre zonas urbanas e rurais, entre categorias sociais e sexos.
A organização estimou neste relatório que nas condições actuais 58 dos 86 países que ainda não atingiram o EPU não conseguirão fazê-lo até 2015.



Agence France-Presse

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