segunda-feira, 27 de julho de 2009

Inscritos em escolas longe de casa

Dezenas de alunos matriculados no Agrupamento Vertical de S. Lourenço, em Valongo, foram colocados em primárias a cinco quilómetros de casa, quando há outras mais perto. Os pais estão indignados e a DREN admite que pode haver alterações.

As listas com a indicação das escolas que os alunos do primeiro ano do Ensino Básico vão frequentar deixaram os pais perplexos. Em vez de ficarem nos estabelecimentos mais próximos da residência (escolas da Costa e do Carvalhal), foram colocados no mais distante (escola das Saibreiras). Os encarregados de educação já enviaram cartas à Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) a mostrar o descontentamento e vão reunir hoje, pelas 18 horas, no Parque Urbano de Ermesinde para discutir como resolver o problema.

Contactado pelo JN, a direcção do agrupamento de escolas de S. Lourenço, em Ermesinde recusou-se a prestar declarações, afirmando apenas que está a ser cumprida a legislação (ler caixa ao lado).

A DREN assegurou ao JN que o problema está a ser acompanhado e que as listas poderão vir a ser alteradas. Para a próxima segunda-feira está agendada uma reunião entre a DREN e o Conselho Executivo do agrupamento de escolas para resolver o assunto.

Para além de verem as expectativas goradas sobre a escola que pretendiam para os filhos, os pais de, pelo menos, nove crianças já pagaram a inscrição e o mês de Agosto de 2010 num ATL privado, que assegura o transporte de e para a escola da Costa e do Carvalhal, mas não o faz para as Saibreiras. "O ATL funciona no infantário que eles frequentavam e assgura o transporte de manhã para a escola e, à tarde, de novo para o ATL", explicou Marco Santos, encarregado de educação. A questão do transporte e do ATL como complemento às aulas é determinante porque os horários de trabalhos dos pais não são conciliáveis com os da escola. "Entram às 9 horas e saem às 15.30 horas", afirmou Marco Santos.

Margarida Fidalgo está na mesma situação. Pagou 200 euros pela inscrição e pelo mês de Agosto no ATL e não aceita que o seu filho seja obrigado a sofrer duas adaptações num ano: "Já vai para uma escola nova, se tiver de ir para outro ATL são mudanças a mais", comenta a encarregada de educação e docente. Mais grave, acrescenta, "há casos de crianças que fizeram o pré-escolar na Escola da Costa e tiraram-nos de lá para os pôr na Escola das Saibreiras". "Não entendo os critérios do agrupamento", desabafa.

Segundo as contas desta mãe, serão cerca de 40 as crianças colocadas em escolas diferentes das escolhidas como primeira prioridade.

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