terça-feira, 16 de junho de 2009

Quase 74 mil alunos fazem hoje exame de Português do 12º ano

Será o Memorial do Convento, de José Saramago? A Mensagem, de Fernando Pessoa? Muitos dos 73.696 alunos que estão inscritos para o exame nacional de Português do 12.º ano que hoje se realiza gostariam de ter sabido a resposta a estas perguntas há vários dias.

Como isso não foi possível, o que se espera é que tenham passado os olhos pela matéria toda. Como? Os livros de preparação para as provas, por exemplo, tornaram-se populares.

Só a Porto Editora, a maior editora de manuais escolares, faz saber que vende todos os anos "dezenas de milhares" de livros da chamada Colecção Preparação para o Exame Nacional. A ideia é resumir a matéria dada "numa perspectiva de preparação para o exame" e fornecer exames oficiais com sugestões de resolução. Os preços vão dos seis aos 30 euros por título.

Mas se estudar a matéria é meio caminho andado para o sucesso, a verdade é que não chega.

O Gabinete de Avaliação Educacional (Gave), o organismo do Ministério da Educação responsável pelos exames nacionais, disponibilizou na sua página uma lista de recomendações para os cerca de 250 mil alunos que prestam provas de 9.º ano e do ensino secundário.

Algumas dicas? Aconselha-se os examinandos a organizar o tempo de que dispõem - um item com uma cotação de cinco pontos em 200, por exemplo, não justifica perda de tempo "para além de um limite razoável". Os alunos são ainda aconselhados a não esquecerem que uma resposta com uma letra ilegível não serve - se o corrector não percebe, vai certamente dar zero pontos.

"Ler a reler cuidadosamente o enunciado do item que se vai resolver" pode parecer um conselho óbvio, mas está provado que a distracção é inimiga das boas notas. Mais um: "Antes de terminar o tempo previsto deve ser feita uma leitura final, muito crítica e cuidadosa."

O Gave esclarece que o grau de aprofundamento dos conteúdos das provas, bem como os critérios de classificação das respostas estão adequados a cada programa.

Quanto à confidencialidade do teor dos exames, esta é assegurada por um superdispositivo de segurança. Os enunciados são transportados para as escolas por militares da GNR (cerca de 5800) ou agentes da PSP (600). E só são entregues a docentes credenciados para o efeito.

A primeira fase dos exames nacionais prolonga-se até ao dia 23. A segunda fase começa a 13 de Julho.


Lusa

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