domingo, 14 de junho de 2009

Programa de Matemática em 350 escolas

Foram cerca de 350 as escolas do ensino básico que se candidataram para aplicar, no próximo ano lectivo, o novo programa de Matemática do ensino básico.

Serão abrangidos alunos dos 1.º, 3.º, 5.º e 7.º anos. Seleccionadas foram as que demonstraram ter mais condições para que o arranque do programa corra bem.

O novo programa valoriza mais a álgebra e a estatística. E articula melhor as matérias entre o 1.º e o 2.º e 3.º ciclos de ensino, diz Joana Brocado, directora-geral da Inovação e Desenvolvimento Curricular. A sua aplicação será acompanhada por uma equipa de coordenação e por "professores acompanhantes" seleccionados por concurso nacional.

Aprovado em 2007 depois de um período de discussão pública, o novo programa de Matemática — uma das medidas do Plano de Acção para a Matemática (PAM) — já foi experimentado este ano por 40 professores, explicou ontem João Pedro da Ponte, do Instituto da Educação da Universidade de Lisboa. 

Para o investigador, um dos intervenientes na conferência sobre o ensino da matemática, que ontem aconteceu em Lisboa, uma das "chaves do sucesso" das mudanças está no tempo. "O tempo de trabalho dos professores com os alunos" e o "tempo que os alunos tiverem para aprender".

O PAM mobilizou até agora cerca de nove milhões de euros e apoiou 1060 projectos de escolas. Como este: na EB 2,3 de Santo António, em Faro, as aulas de Matemática passaram a ser leccionadas por mais do que um professor (a chamada assessoria); criou-se uma sala de estudo especial, prémios de mérito e aulas de apoio extra. 

Cláudia Cardoso, uma das docentes envolvidas, diz que a medida mais eficaz foi a assessoria — ideia, de resto, defendida pela maioria das escolas envolvidas no plano.

Andreia Sanches

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