terça-feira, 23 de junho de 2009

Algarve: Eleições causam guerra na escola

A eleição dos novos directores nos 68 agrupamentos e escolas secundárias da região está a gerar polémica. Há dezenas de reclamações e os docentes queixam--se de ingerência política no processo. Numa escola do Sotavento foi eleito um professor inibido do uso de livro de cheques.

Luís Correia, director regional de Educação, diz ser "extemporânea qualquer informação, por decorrer o prazo para reclamações".

"Temos conhecimento de vários casos e estamos disponíveis para apoiar juridicamente os professores prejudicados", afiança Rui Sousa, vice-presidente da Fenprof.

O sindicalista não estranha a contestação, criada pelo novo decreto-lei de gestão, denunciando "as escolhas político--partidárias, motivadas pela força que foi dada às forças vivas externas às escolas".

"O Governo criou uma situação trágica para as escolas. Quando outras câmaras acordarem, então a ingerência ainda será maior", diz.

Raul Pina, professor da EB 2,3 D. José I, de Vila Real de Santo António, é um dos professores prejudicados. "Houve várias irregularidades e erros de forma". Pina reclama "a falta de imparcialidade da edilidade, que entregou o processo a um advogado para defender a outra parte".

Luís Gomes, presidente da Câmara de Vila Real de Santo António, recusou falar sobre o caso.

Teixeira Marques

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