segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Quadro Interactivo numa sala de aula do 1.º ciclo - reflexão

Passados quase três meses de ter o quadro interactivo na minha sala de aula é tempo de fazer um balanço.


O quadro interactivo é uma nova ferramenta da qual já tinha ouvido falar, mas desconhecia por completo o seu funcionamento. O que me chamava mais à atenção quando lia ou ouvia sobre as suas funcionalidades era o facto de se poder escrever manualmente e de tudo aparecer no ecrã. Nós, professoras, usamos muito a escrita no quadro. É funcional para explicar seja que matéria for. Melhor seria podermos escrever e depois ser possível imprimir ou publicar online essa informação. A escrita manual é também muito utilizada com os alunos do 1.º ano, especialmente no início, quando estão a aprender as primeiras palavras e as primeiras frases.


Mas para além desta funcionalidade é uma ferramenta nova, e considero que tudo o que é inovador no ensino, e que traz um contributo positivo, deve ser aproveitado.

Quando iniciei com os alunos o processo de descoberta do quadro verifiquei que ia ao encontro das minhas expectativas. Dava para realizar tudo o que se fazia no quadro preto e ainda o que se fazia com e no computador. Com a vantagem de que quando o usava como computador podia fazê-lo para toda a turma, já que as imagens surgiam em tamanho ampliado.


Durante todo o tempo que o quadro esteve na sala de aula foram realizadas actividades diversificadas e relacionadas com todas as áreas programáticas. O grupo do 1.º ano utilizou-o sempre com ajuda e orientação: escreveram os nomes próprios, desenharam letras manuscritas, escreveram palavras e frases simples, formaram conjuntos a partir do ClipArt, realizaram exercícios de associação de ideias e cores, descobriram as diferenças entre objectos, desenharam livremente, identificaram cores, pintaram, exploraram jogos didácticos dos sites:

www.plastelina.net
www.cercifaf.pt
www.cercifaf.org.pt/mosaico.edu
www.tinoni.com.

Desde que descobriu estas funcionalidades, o grupo do 4.º ano passou a utilizar o quadro sem ajuda e os alunos ainda me ensinavam algumas funções que iam descobrindo. Escreveram um texto-mistério (colectivo), palavras difíceis, nomes, registaram palavras homónimas, sinónimas e parónimas, realizaram cálculos com e sem algoritmos, desenharam sólidos e figuras geométricas, pesquisaram no Google sites sobre a História de Portugal, desenharam livremente, identificaram as cores primárias e secundárias, calibraram o quadro, pesquisaram no Google Earth e em vários sites da Internet e participaram em jogos educativos.

Reflectindo sobre os aspectos positivos e negativos do quadro, posso referir que tem tudo de positivo: as funcionalidades, a facilidade de acesso e manuseamento, a resistência, a facilidade de conceder autonomia no seu uso aos alunos e a higiene. De negativo posso referir dois aspectos: o facto de descalibrar com facilidade e de não ser possível guardar os documentos realizados no programa de escrita em formatos como o Word ou outros mais usuais do Office.


A título de conclusão, só posso dizer que foi uma experiência excepcional e gostaria imenso de poder ter um quadro interactivo a tempo inteiro na minha sala de aula.


Algumas das actividades desenvolvidas com o quadro estão publicadas no blogue:


http://umquadrointeractivonumasalado1ciclo.blogspot.com/

e na página da escola:

www.eb1-brancanes.rcts.pt.

Filipa Silva, Professora de 1.º Ciclo

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