sábado, 31 de janeiro de 2009

A nova Biblioteca Digital Camões

O objectivo da BD é «oferecer aos portugueses e ao mundo em geral um grande repositório de cultura portuguesa», fácil e livremente acessível em linha aos utilizadores do CVC, muitos dos quais residentes fora de Portugal, e ao grande público, no âmbito da missão do IC.

A BD do IC surge como mais diversificada, incluindo textos literários (romances, contos e poesia), textos académicos (nomeadamente teses apresentadas em universidades estrangeiras no âmbito dos Estudos Portugueses), textos sobre arte, ensaios de diversa natureza e pautas de música portuguesa dos séculos XIX, XX e XXI. No futuro, a BD pretende também vir a incorporar obras em voz.

Os textos incluídos na BD serão fundamentalmente em Português, «mas não está pensada nenhuma limitação em termos de língua». «Podem existir alguns textos clássicos [gregos e latinos] traduzidos», disponíveis devido à sua importância.

Mais Informação sobre a Biblioteca em http://www.instituto-camoes.pt/encarte-jl/a-nova-biblioteca-digital-camoes.html


Visite a Biblioteca em : http://www.instituto-camoes.pt/cvc/conhecer/biblioteca-digital-camoes.html

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Açores - Concurso de Pessoal Docente para o Ano Escolar 2009/2010

O Concurso Interno e Externo e para Contratação Centralizada para Pessoal Docente na Região Autónoma dos Açores decorre dos dias 28 de Janeiro até 10 de Fevereiro de 2009.

IMPORTANTE: Existe um problema com o certificado de segurança com o Web site da Secretaria Regional de Educação dos Açores, se o seu computador apresentar uma janela informando que "o certificado de segurança apresentado não foi emitido por uma autoridade de certificação fidedigna". Clique na segunda opção opção "Prosseguir para o Web site (não recomendado)". Clique aqui para visualizar uma imagem do problema.
Veja também a Calendarização prevista.

DECLARAÇÃO DOS PROFESSORES DA ESCOLA SECUNDÁRIA D E BARCELOS

DECLARAÇÃO DOS PROFESSORES DA ESCOLA SECUNDÁRIA DE BARCELOS

Os signatários, fazendo valer o seu direito à avaliação, de acordo com o estipulado pelo artigo 11, nº 1, do Decreto Regulamentar 2/2008 de 10 de Janeiro, comprometem-se a cumprir todas as funções que decorrem da sua actividade profissional, como sempre têm feito enquanto professores conscientes dos seus deveres para com os alunos e a comunidade educativa em geral. Consideram ainda que
1. O modelo previsto no Decreto Regulamentar 2/2008 de 10 de Janeiro nunca reuniu condições de exequibilidade, tendo sido um factor determinante na degradação do relacionamento interpessoal no seio da classe docente e profundamente perturbador do clima escolar, com reflexos negativos, directos e indirectos, no processo de ensino e aprendizagem.

2. Este modelo, ainda em vigor, encontra-se já completamente desvirtuado por força da introdução de diferentes despachos e emendas, nenhuma delas resultado de uma discussão aberta e participada com a classe docente, carecendo igualmente de uma avaliação científica objectiva.

3. É um modelo que estratifica a carreira artificialmente em professores titulares e professores não titulares, sem qualquer fundamento de ordem profissional, ética e pedagógica, não correspondendo a qualquer diferenciação funcional.
Pelo exposto, reiteram a sua intenção de ser avaliados, mas nunca por este modelo, mesmo numa versão que se limita a simplificar o acessório, mantendo os aspectos essenciais mais gravosos. Neste sentido, declaram a sua intenção de não apresentarem os seus objectivos individuais.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

RESISTÊNCIAS: BARREIRO / MOITA

REUNIÃO PROFS. BARREIRO/ MOITA
RESOLUÇÃO

Considerando que, em democracia, as leis só são legítimas quando reconhecidas por aqueles a quem se aplicam, e a esmagadora maioria dos professores já demonstrou, em manifestações e greves massivas, que rejeita as medidas deste Ministério da Educação (ME), em particular o modelo de Avaliação de Desempenho Docente (ADD) e o ECD que nos foi imposto a partir de 19 de Janeiro de 2007;

Os professores e educadores, reunidos no Barreiro no dia 17 /Janeiro/ 2009 para analisar a situação da luta dos docentes contra o actual modelo de avaliação de desempenho e o ECD impostos pelo Ministério da Educação, decidem:

1. Afirmar a exigência de revogação do actual modelo de ADD, consubstanciado no dec. 2/ 2008 e subsequentes decretos regulamentares, inclusive o dec. 1-A/2009 (“Simplex 2”);
2. Reafirmar as exigências de reposição da carreira única para os professores, do fim da prova de ingresso, de reposição de horários compatíveis com a especificidade da nossa profissão, de reposição das condições de aposentação do antigo ECD e de regulamentação de mecanismos para a vinculação dos professores contratados – o que implica a construção negociada de um verdadeiro ECD, incompatível com o actual “ECD da Ministra”;
3. Afirmar a exigência de revogação do decreto que regulamenta o novo regime de gestão, o qual irá acabar com o que resta da gestão democrática nas escolas, transformando os directores em meras correias de transmissão das directivas dos governos;
4. Apoiar a luta dos outros trabalhadores da Função Pública contra o novo sistema de vínculos e carreiras aprovado na Assembleia da República, que irá ter inevitáveis repercussões também na nossa carreira, no sentido da sua acentuada precarização;
5. Apoiar as tomadas de posição dos professores das escolas do concelho e do país que reafirmaram, neste 2º Período, a decisão de não entregarem os objectivos individuais no quadro da ADD do ME;
6. Apoiar a posição dos Conselhos Executivos reunidos em Santarém no dia 10 de Janeiro, de rejeição do actual modelo de ADD, incluindo o “Simplex 2”;
7. Apoiar todos os professores que, em condições extremamente difíceis, nomeadamente de oposição dos órgãos de gestão das suas escolas, afirmam ou mantêm a decisão de não entregarem os seus objectivos individuais;
8. Apoiar activamente e mobilizar-se para a greve de 19 de Janeiro, convocada pela Plataforma Sindical;
9. Apoiar activamente e mobilizar-se para a manifestação de dia 24 de Janeiro frente à Presidência da República, convocada pelos Movimentos de Professores;
10. Apoiar a decisão dos professores de Beja, de realização de uma Marcha Nacional da Educação convocada pela Plataforma Sindical, Associações de Pais e as centrais sindicais, CGTP e a UGT.


Decidem ainda:
11. Apelar a que as direcções da CGTP e da UGT declarem publicamente o seu apoio à luta dos professores e discutam com a Plataforma Sindical a iniciativa da Marcha Nacional pela Educação proposta pelos colegas de Beja;
12. Apelar a que os Conselhos Executivos dos concelhos do Barreiro e Moita se reunam, para analisarem as condições em que o ME pretende fazer deles os aplicadores do seu modelo de ADD, nomeadamente por via do dec.1-A, sobrecarregando-os com tarefas burocráticas incompatíveis com uma gestão minimamente pedagógica;
13. Apelar a que as direcções sindicais da Plataforma apoiem activamente, inclusive a nível jurídico, os professores que, nas suas escolas, se vêem impossibilitados de reunirem e discutirem a ADD devido à oposição dos respectivos CEs; sugerimos que os responsáveis sindicais promovam reuniões com esses colegas, se necessário fora das suas escolas;
14. Saudar as posições de várias Assembleias Municipais e Sindicatos de apoio à luta dos professores; apelar a que as Assembleias Municipais do Barreiro e da Moita, assim como as organizações sindicais representadas no nosso concelho, tomem a mesma posição;
15. Constituir-se em Comissão Inter-escolas do Barreiro/ Moita.



Aprovada por unanimidade (cerca de 80 professores presentes)

Escolas ainda esperam chegada dos 'Magalhães'

As entregas dos Magalhães estão abaixo das expectativas dos pais e das escolas, apesar de o Governo garantir que estão a ser entregues sete mil computadores por dia. Segundo o Ministério da Educação, dos 300 mil pedidos, 120 mil chegaram ao destino.

Agrupamentos contactados avançam que os números dados pelo ministério não têm correspondência no terreno, onde muitas escolas ainda não receberam os aparelhos, enquanto outras só agora o começaram a fazer. Os estabeleci- mentos do concelho da Guarda, por exemplo, só há uma semana começaram a receber os Magalhães. Só o Agrupamento de Escolas de Sequeira, o primeiro daquela zona do País a receber os computadores, teve 245 pedidos. "Só 21 alunos não requisitaram o Magalhães, mas até agora recebemos apenas 60. A primeira remessa de 40 chegou na quinta-feira da semana passada, e os outros 20 chegaram esta semana, o que é insuficiente para a procura", reconhece José Grilo Santos, presidente do agrupamento.

Ainda na zona centro, Eduarda Carvalho, presidente do Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Poiares, reconhece que as entregas redobraram nos últimos dias, mas ainda assim são insuficientes. "Há mesmo escolas do agrupamento que ainda não receberam os Magalhães, embora outras já tenham recebido todos." Para António José Ganhão, da Associação Nacional de Municípios, "a expectativa criada pelo programa não tem tido resposta nas entregas".

Problema que o Ministério das Obras Públicas e das Comunicações - que divide com a tutela da Educação a responsabilidade pelo programa - atribui a problemas burocráticos. "Falhas de comunicações entre as operadoras e as escolas que já foram resolvidas", garante João Morgado Fernandes, assessor do ministério. A partir de ontem, os mais de 50 mil alunos do básico de escolas privadas e cooperativas também podem inscrever-se para receber o Magalhães. Até Fevereiro, o Ministério da Educação espera ter concluído o processo de inscrição e espera concluir o programa e-escolinhas até à Páscoa.
PEDRO VILELA MARQUES

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Concursos - Informações

• As escolas receberam, da DGRHE, um mapa provisório sobre vagas do respectivo quadro, onde consta a distribuição dos seus professores, sendo um quadro da categoria de professor e outro quadro da categoria de professor titular. Neste mapa é dada a indicação da distribuição dos docentes por índices de vencimentos, do número de alunos e do orçamento anual da respectiva escola;
• O concurso continuará a ser nas modalidades de Interno e Externo. Para as necessidades transitórias, haverá o concurso nacional, a ocorrer em Agosto (1º momento) e a Bolsa de Recrutamento (2º momento), a ocorrer entre Setembro e Dezembro.

É primeiro objectivo destas fases garantir a colocação dos professores do quadro sem componente lectiva e dos Professores dos QZPs não colocados no concurso interno.

Será também, o momento da colocação dos professores sem componente lectiva (horário zero), dos professores candidatos a condições específicas e para aproximação à residência.




Critérios para graduação profissional
– para este concurso os critérios serão os mesmos dos anos anteriores (tempo de serviço e classificação profissional); para os próximos anos, o tempo de serviço só contará se a avaliação for de BOM, tendo as menções de EXCELENTE e MUITO BOM as pontuações que constam na última proposta do Ministério da Educação.




Quadros de Agrupamento
– este próximo concurso de 2009 é já realizado para quadros de agrupamento.




Integração nos Quadros de Agrupamentos
Os Professores dos Quadros de Escola serão automaticamente integrados nos Quadros de Agrupamento ou Escola não agrupada. Ficam a exercer funções na escola onde estão este ano colocados.
Se quiserem mudar de quadro, terão de ser opositores ao concurso;
- Os professores colocados entre 2006/2008 em consequência da fusão, extinção e reestruturação de Escola ficarão no quadro de agrupamento e a exercer funções na escola onde estão colocados; se quiserem mudar de quadro terão de ser opositores a concurso.
- Os Professores dos QZPs terão de concorrer. Poderão fazê-lo apenas às escolas (agrupamentos) do seu QZP.
Caso não sejam colocados, não serão incluídos na Bolsa de Recrutamento para colocação. Irão, assim, para a mobilidade. Se forem opositores às escolas (agrupamentos) do seu QZP e a outro(s) QZPs, serão colocados dentro das suas preferências e integrarão, até obterem colocação, a Bolsa de Recrutamento
Os professores de QZPs que não obtenham colocação continuarão a pertencer ao QZP. Estes quadros serão extintos à medida que forem vagando.
- Os Professores de Educação Especial poderão ter serviço distribuído noutro agrupamento ou agrupamento de concelho limítrofe.
- Os Professores colocados pelo concurso externo poderão ter serviço distribuído em qualquer escola do quadro do agrupamento com critérios a definir pela escola.




Necessidades Transitórias
- São necessidades anuais que dependem das matrículas dos alunos
1º momento de colocação nacional – Agosto
2º momento de colocação (Bolsa Recrutamento) – Setembro a Dezembro




Contratos
- Só haverá lugar a contratação quando não houver professores dos quadros, por colocar;
- Só poderão concorrer professores com habilitação profissional;
- Os alunos finalistas, bem como os que estão a fazer a formação em serviço, não terão época especial para concurso. Só poderão concorrer ao concurso de 2010/11.
- Os professores de Técnicas Especiais ficarão no QZP onde estão colocados. Não serão opositores a este concurso;
- Os professores colocados nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira poderão concorrer, tal como o fizeram nos concursos anteriores;
- Os professores de Português no Estrangeiro concorrerão de acordo com a situação que têm, ou no lugar de quadro de escola ou no lugar de QZP.




Processo de Transferência de Professores Titulares
Podem concorrer para Agrupamento de Escolas ou Escola não Agrupada onde ficaram vagas por preencher no concurso de 2007 os professores com a categoria de professor titular.




Critérios para transferências
- Pontuação obtida no concurso de acesso à categoria de professor titular;
- Para os professores titulares de concurso extraordinário, será feita a graduação de acordo com os critérios do concurso de 2007;
- As escolas poderão indicar os grupos a que os professores titulares estão interessados a candidatar-se;
- Em princípio só os professores candidatos terão acesso às vagas a concurso quando entrarem na candidatura.




Prazos
Concurso normal – dependente da publicação do novo diploma de concursos. Em principio até final de Fevereiro.
Transferência Professores Titulares – dependente de publicação de Despacho que poderá ocorrer na próxima semana.
SPZN

Petição à Ministra da Educação organizada por P ais eEncarregados de Educação

Petição à Ministra da Educação organizada por Pais eEncarregados de Educação - p.f reencaminha para o maior nº de contactos.


Petição à Ministra da Educação organizada por Pais e Encarregados de Educação

A situação a que chegámos é talvez o culminar da "tomada de assalto" das escolas pela burocracia e pelas elites que fomos criando em muitos anos de políticas educativas atípicas para a própria condição humana. Ela reflecte bem o estado geral da educação em Portugal, e não augura nada de bom se não ponderarmos o rumo em que estamos lançados. Várias ameaças pairam sobre a educação nacional neste momento, sobre as quais tecemos as seguintes considerações:

a) Avaliação dos professores

Afirmamos a necessidade de um sistema de avaliação de desempenho, tanto para os professores como para as escolas enquanto instituições colectivas. A avaliação não é uma questão laboral mas sim uma questão educativa de fundo e uma indispensável ferramenta estratégica para a melhoria de competências e práticas pedagógicas e científicas, e para garantia da qualidade das aprendizagens.

Em consciência, não podemos concordar com sistemas de avaliação "fast-food", criados à luz de critérios economicistas, sem quadros independentes, formados e especializados na problemática educativa, e sem critérios e objectivos de longo prazo devidamente estabelecidos. É imperativo saber o que queremos da escola moderna e dos novos professores para saber o que vamos avaliar.

Consideramos prejudicial aos interesses dos nossos filhos e do futuro do país, um sistema de avaliação que visa pressionar o professor a facilitar a avaliação dos alunos. Os nossos filhos merecem uma preparação efectiva e não meramente estatística.As estatísticas de sucesso podem servir para abrilhantar relatórios, mas não servem os interesses dos nossos filhos nem o futuro do país.


b) O estatuto do aluno - em particular o novo regime de faltas

Não podemos concordar com o abandono de valores culturais essenciais para a formação do carácter individual e colectivo de uma sociedade de sucesso. Rigor, esforço, dedicação, dever, responsabilidade e disciplina estão cada vez mais longe da escola.
Consideramos uma grave subversão dos valores que a escola transmite quando se trata por igual situações que são antagónicas, premiando a irresponsabilidade e prejudicando o empenho. Não há sensação de justiça quando se equipara uma falta por doença ou motivo justificativo a uma simples "balda" ou "gazeta".
Acreditamos numa escola humanista, tolerante e geradora de solidariedade que seja capaz de dar todas as oportunidades a todos os alunos. Mas a escola nunca o será verdadeiramente se não for capaz de premiar a competência, reconhecer o esforço, e censurar o desleixo.
Apelando à serenidade e a meios de expressão em que prevaleça o respeito pela ordem pública e pela diferença de opinião, prestamos a nossa homenagem, admiração e solidariedade ao movimento estudantil e às associações de estudantes onde, afinal, o espírito crítico ainda sobrevive. É para nós um desejo que as novas gerações possam ser mais pró-activas (e menos passivas) no uso e reivindicação do seus direitos, liberdades e garantias, numa cultura de intervenção cívica própria das sociedades mais desenvolvidas.
Lamentamos profundamente e recusamos quaisquer atestados de menoridade ou de incapacidade crítica, implícitos nas insinuações de que os nossos filhos estão a ser manipulados. Aos que as fazem, lembramos as palavras de Epicleto: "Não devemos acreditar na maioria que diz que apenas as pessoas livres podem ser educadas, mas sim acreditar nos filósofos que dizem que só as pessoas educadas são livres".


c) Apelamos a um debate nacional, e a uma reflexão profunda

Em tempo de mudança, de uma Sociedade da Informação que se quer transformar em Sociedade do Conhecimento, da velha pessoa "reactiva" para a nova pessoa "pró-activa", que seja um verdadeiro agente de transformação, capaz de construir conhecimento, que aluno é que queremos?
Em tempo de mudança, dos velhos sistemas analógicos para a era digital, em que jovens teclam tão rápido num telemóvel ou num computador e em que nos habituámos a ver o mundo em mudança rápida e permanente até ficar bem diferente poucos anos depois de se ter iniciado o percurso escolar; que professor é que queremos?
Em tempo de mudança, o que é mais importante: traçar um perfil novo para o professor, o educando e as aprendizagens e acompanhar com uma avaliação honesta, sensata e rigorosa, ou avaliar sem se saber o que se está a avaliar porque não se sabe o que se quer? Que escola é que queremos?
Queremos a escola que Kant nos descreve, quando afirma "É por isso que se mandam as crianças à escola: não tanto para que aprendam alguma coisa, mas para que se habituem a estar calmas e sentadas e a cumprir escrupulosamente o que se lhes ordena, de modo que depois não pensem mesmo que têm de pôr em prática as suas ideias"?
Ou acreditamos em Tucídides, quando afirma "Não pensem que um ser humano possa ser muito diferente de outro. A verdade é que fica com vantagem quem tiver sido formado na escola mais rude"?

d) Afinal, o que é que queremos construir?! Afinal, o que é que queremos avaliar?! Resignamo-nos à mediocridade, à falta de meios, à falta de ambição?

A maior derrota é perder a capacidade de reflectir. Perder a oportunidade de parar para pensar, para dialogar. Essa perda afecta o homem e a sociedade no seu último elo: a sociabilidade.
Ao longo dos últimos anos temos vindo a assistir ao desaparecimento das ciências sociais e humanas dos currículos educativos. À luz daquilo em que se transformou a política - discursos e estatísticas - esta acabou por transformar a educação em Português e Matemática.
Como afirmou o reconhecido académico António Damásio, "(...) o ensino das Artes e das Humanidades é tão necessário quanto o ensino da Matemática e das Ciências,(...) Ciência e Matemática, por si, são insuficientes para formar cidadãos".

Não admira pois que alguns titulares de órgãos de soberania tenham "fracos índices de cultura social". São já fruto de políticas educativas avessas à própria condição de cidadania. Não mudemos nada, e imaginem como serão aqueles que nos governarão amanhã.
Resta-nos a esperança de que com o novo modelo de gestão, as escolas passem a responder perante a comunidade e não perante o sistema. Resta-nos a convicção de que com o reforço do peso dos pais e outros elementos da comunidade na gestão das escolas possamos, em conjunto com os professores e os nossos filhos, mudar um destino fatal.
Assim, e pelo exposto, os Pais e Encarregados de Educação abaixo assinado, requerem a Sua Ex.a a Ministra da Educação:

1. A suspensão do Decreto-Regulamentar 2/2008 de 10 de Janeiro, que regulamenta o regime de avaliação de desempenho do pessoal docente do pré-escolar e dos ensinos básico e secundário;
2. A urgente abertura de um processo negocial, que promova um amplo debate nacional e uma reflexão séria sobre os objectivos nacionais a atingir através das políticas educativas;
3. A abertura de um processo de revisão da lei 3/2008 de 18 de janeiro, que aprova o Estatuto do Aluno dos Ensinos Básico e Secundário, de forma a consagrar princípios de justiça e uma cultura de empenho, rigor, esforço e exigência na vida escolar dos nossos filhos e futuros pais, líderes e garantes deste país.
Os abaixo-assinado:
Subscreva esta petição em http://www.petitiononline.com/minedupt/petition.html

Mãe ameaça professora com navalha

A mãe de uma aluna da Escola José Ruy, na Reboleira, concelho da Amadora, ameaçou com uma navalha uma professora do estabelecimento, tendo de ser afastada do recinto por elementos da Escola Segura da PSP.

O caso ocorreu na semana passada, quando a mãe da menina de seis anos foi falar com elementos docentes da escola e acabou por ameaçar uma professora com uma arma branca de pequenas dimensões. A ocorrência levou à chamada de elementos da Escola Segura que, quando chegaram ao local, encontraram a mulher mais calma.

A Polícia identificou a mãe da criança e elaborou um auto de notícias das ameaças e tentativa de agressão.

Segundo um funcionário da instituição, a aluna, que frequenta o 1.º ano do primeiro ciclo do ensino básico na referida escola - que está integrada no Agrupamento Dr. Azevedo Neves - estava já sinalizada pela Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco e manifestava um comportamento agressivo para com os colegas e funcionários.

O episódio deixou os professores e funcionários da escola perplexos e com medo. A PSP já reforçou a segurança no local.

A maioria dos alunos este estabelecimento de ensino vive com dificuldades económicas graves e em condições de vidas e estruturas familiares deficitárias, segundo um Projecto Educativo do agrupamento a que pertence.
C.M.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

«Jugulai» a senhora ministra!


Janeiro 8, 2009


«Jugulai» a senhora ministra!
8 de Janeiro de 2009 por Ricardo Santos Pinto
Sei que muitos professores nos lêem. Ainda não temos os leitores do «Umbigo», mas lá chegaremos.
É para eles este texto.
Com todo o respeito, chegou a hora de «decapitar» a senhora ministra. «Jugulai-a» de vez! É agora ou nunca. Mesmo que hoje em dia já não seja ministra de nada, que simbolicamente tenha morrido há muito, a carcaça do simbólico cadáver, com o devido respeito, continua por aí. Envergonhada. Escondida. Inexistente. Fantasmagórica. Mas continua por aí.
É preciso, pois, dar a estocada final.
Chega de humilhações públicas. Chega de maus-tratos constantes. Chega de todo um programa que só visou partir a espinha da classe docente.
Não partiu, reforçou-a. Conseguindo transformar pequenas reuniões de professores em mega-manifestações de 25 mil pessoas. De 100 mil. De 120 mil. Conseguindo adesões de 90% a greves habitualmente pouco concorridas. Conseguindo unir uma classe tradicionalmente pouco activa.
Afinal, o que é que está em questão? Sinceramente, já não interessa. Foram anos a ouvir que «quando se dá uma bolacha a um rato, ele a seguir quer um copo de leite!» (Jorge Pedreira, Auditório da Estalagem do Sado, 16/11/2008); que «vocês [deputados do PS] estão a dar ouvidos a esses professorzecos» (Valter Lemos, Assembleia da República, 24/01/2008); que «caso haja grande número de professores a abandonar o ensino, sempre se poderiam recrutar novos no Brasil» (Jorge Pedreira, Novembro/2008); que "admito que perdi os professores, mas ganhei a opinião pública" (Maria de Lurdes Rodrigues, Junho/2006); que
«[os professores são] arruaceiros, covardes, são como o esparguete (depois de esticados, partem), só são valentes quando estão em grupo!» (Margarida Moreira - DREN, Viana do Castelo, 28/11/2008).
No que me diz respeito, estou completamente à vontade. Na blogosfera em geral, no meu blogue e no «5 Dias», já disse o que tinha a dizer sobre a senhora ministra, já fiz as críticas e já propus as alternativas. Percebo mais destas coisas do que a senhora ministra, que, à excepção dos anos em que fez o Curso do Magistério para poder ser professora primária com o 9.º ano, nunca entrou numa sala de aulas. Nunca teve trinta miúdos problemáticos à sua frente. Nunca se viu entregue à sua própria sorte. Nunca foi insultada olhos nos olhos.
A senhora ministra não aguentava uma semana.
Por isso é que digo que, chegados a este ponto, nada interessa. Mil propostas pode a senhora ministra fazer e mil propostas os professores recusarão. Pode a senhora ministra cobrir-se de ouro que os professores irão ver não mais do que latão.
É a guerra. A guerra total. E, por mais que digam, não há maneira de salvar a face das duas partes. Não há. Ou os professores ou a senhora ministra.
Quanto aos professores, nada têm a perder. Após uma campanha de intoxicação da opinião pública de quatro longos anos, os portugueses continuam a confiar muito mais nos professores (42%) do que nos políticos (7%). E os alunos confiam nos seus professores. É o que interessa. Podem ameaçar com processos disciplinares e com tudo o que quiserem - todos sabem que a lei nada prevê para quem não entregar os objectivos individuais.
Mas se os professores não têm nada a perder, já os senhores da governação estão aflitos. Há eleições daqui a cinco meses e aquela gente, que nunca fez mais nada na vida, não sabe viver sem o poder. Adoece. Definha. Morre.
O exemplo vem de cima e a melhor escola pública do país, a Infanta D. Maria, de Coimbra, voltou a reunir e voltou a decidir que o processo de avaliação vai continuar suspenso. As 458 escolas e agrupamentos que já tinham decidido a suspensão da avaliação irão certamente reafirmar a sua posição. Irão certamente manter a suspensão.
E no Sábado, na reunião dos Presidentes dos Conselhos Executivos, estou em crer que vai sair uma nova posição de força. De muita força. A demissão em bloco se necessário for. E os professores, acredito, sairão em socorro dos seus Presidentes.
Chegou a altura de acabar com isto de uma vez por todas. Antes que os alunos saiam prejudicados. Antes que isto se torne completamente ingovernável.
Os próximos dez dias serão decisivos. Os professores vencerão se não se amedrontarem. Se continuarem unidos. «Há momentos em que a única solução é desobedecer», disse em Abril de 74 aquele que nunca quis cargos. Nem poder. Nem dinheiro. E que pagou por isso. Sigam o seu exemplo.

Aulas acabam mais cedo

Os alunos do 11.º e 12.º anos vão terminar as aulas mais cedo do que o inicialmente previsto, para que os exames nacionais possam estar concluídos antes do início das férias de Verão.

Segundo um despacho publicado em Diário da República, a ministra da Educação determinou que as aulas dos referidos anos terminam no dia 05 de Junho, quinta-feira, em vez de dia 09 do mesmo mês. Para os restantes anos de escolaridade as actividades lectivas acabam a partir de19 de Junho.

A primeira fase dos exames dos últimos dois anos do Ensino Secundário tem início dia 18 de Junho.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

UNANIMIDADE - Escola Secundária de Francisco Rodrig ues Lobo - Leiria

Os professores da Escola Secundária de Francisco Rodrigues Lobo reunidos em plenário no dia 20 de Janeiro de 2009 APROVARAM, por
UNANIMIDADE, a seguinte proposta:

Proposta
Considerando que, de momento, a melhor forma legal de provocar a suspensão do actual Estatuto da Carreira Docente e o presente modelo de avaliação de professores é a greve,
O Corpo Docente da ESFRL (Escola Secundária de Francisco Rodrigues Lobo) solicita às estruturas sindicais, suas representantes legais, que promovam, a curto prazo, uma greve de duração indeterminada.
Leiria, 20 de Janeiro de 2009.
Os professores da ESFRL

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À atenção Senhora Ministra da Educação

A propósito do sistema de Ensino da Finlândia, veja, Senhora Ministra, se consegue perceber as 9 diferenças:

1. Na Finlândia as turmas têm 12 alunos;

2. Na Finlândia há auxiliares de accção educativa acompanhando constantemente os professores e educandos;

3. Na Finlândia, os pais são estimulados a educar as crianças no intuito de respeitarem a Escola e os Professores;

4. Na Filândia os professores têm tempo para preparar aulas e são profissionais altamente respeitados.

5. Na Finlândia as aulas terminam às 3 da tarde e os alunos vão para casa brincar, estudar, usufruir do seu tempo livre;

6. Na Finlândia o ensino é totalmente gratuito inclusivamente os LIVROS, CADERNOS E OUTRO MATERIAL ESCOLAR;

7. Na Finlândia todas as turmas QUE TÊM ALUNOS com necessidades educativas especiais, têm na sala de aula um professor especializado a acompanhar o aluno que necessita de apoio;

8 . Na Finlândia não há professores avaliadores, professores avaliados nem Inspectores.!!!!!

9. Na Finlândia não há professores de primeira e de segunda;


Conseguiu perceber as diferenças???
Pois é...


Ministério da Educação admite rever natureza da prova de ingresso na carreira

O Ministério da Educação admite rever o tipo de prova a que serão sujeitos os candidatos a professor, mas não prescinde da existência de um exame para ingresso na carreira por duvidar da qualidade da formação de algumas instituições de ensino superior.

O secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, afirmou que o Ministério “não tem absolutas garantias” de que a formação prestada por todas as instituições de ensino superior “corresponda aos padrões de qualidade exigível” à profissão, havendo “indícios” de facilitismo e eventual inflação de notas em alguns cursos.

“O Governo entende que a prova de ingresso não é só justificável, como necessária, mas está disponível para reconsiderar em alguns aspectos a natureza da prova e a classificação necessária [para ser admitido], assim como o universo dos que terão de sujeitar-se a ela”, disse Jorge Pedreira.

O responsável admitiu que os dois exames pedidos a todos os candidatos a professor possam vir a ser substituídos por um exame que avalia sobretudo “a capacidade de raciocínio e a resolução de problemas”. Neste sentido, já foi assinado um protocolo com um centro de investigação australiano, que colabora com a OCDE, para a futura elaboração desta prova.

O Ministério também já estabeleceu contactos com o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas e o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, ponderando vir a atribuir a algumas instituições de referência a elaboração das provas de conhecimentos científicos, caso estas se mantenham.

Na próxima semana, o Ministério e os sindicatos iniciam a revisão do Estatuto da Carreira Docente. A prova de ingresso será uma das primeiras questões a serem discutidas.

Lusa

domingo, 25 de janeiro de 2009

Valorização docente


1. Em Portugal, temos um Governo que calunia os professores, maltrata, insulta e passa para a opinião pública a ideia falsa de que os professores trabalham pouco e faltam muito.
2. Quando os professores são agredidos - e é raro o dia em que não há um professor vítima de agressão física - o Governo fica em silêncio.
3. Quando os professores se levantam numa luta prolongada pela defesa da sua dignidade, o Governo ameaça com a repressão e invoca a mão pesada da Lei e do aparelho repressivo do Estado.
4. Aqui ao lado, na Província da Extremadura, o Governo Autonómico faz passar anúncios na televisão e na rádio a valorizar os professores e a enaltecer o seu trabalho. Veja aqui o vídeo. Vale a pena ver. A Junta da Extremadura chama a esta campanha de Valoracion Docente. 5. Alguém consegue explicar o desdém que os governantes e alguns dirigentes do PS manifestam contra os professores? O que se passa na cabeça dessa gente para insultarem e maltratarem um grupo profissional que desempenha uma das missões mais necessárias à sociedade e ao país?6. Que traumas esses dirigentes do PS e governantes têm para humilharem e insultarem todo um grupo profissional que tem como missão transmitir a herança cultural às novas gerações?

Alandroal avança com dois novos centros escolares

O município alentejano de Alandroal vai avançar com a construção de dois centros educativos no concelho, num investimento global de 5,2 milhões de euros, revelou o presidente da autarquia, João Nabais.

Um dos pólos educativos fica situado na vila de Alandroal (3,3 milhões de euros) e o outro na localidade de Pias, freguesia de Santiago Maior, num investimento de 1,9 milhões de euros. Ambos os projectos, concretizados em parceria com a Direcção Regional de Educação do Alentejo, deverão contar com financiamento comunitário.

O transporte das crianças para os pólos é assegurado pelo município, que vai reforçar a rede de transportes. Actualmente, a autarquia tem em funcionamento cinco autocarros e o reforço da rede pode passar pela aquisição de mais duas viaturas.

Trata-se, segundo João Nabais, da “criação de dois grandes pólos educativos no concelho, reunindo as melhores infra-estruturas para a educação das crianças”.

De acordo com o município, o centro educativo a construir em Pias, em articulação com o Ministério da Educação, vai concentrar crianças provenientes das escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico, actualmente dispersas pelas freguesias de Santiago Maior e Capelins (Santo António).

O Centro Escolar de Santiago Maior inclui um bloco com cinco salas de aulas, um pavilhão gimnodesportivo e um campo de jogos ao ar livre. A nova unidade escolar será construída junto à actual escola do Ensino Básico existente na localidade que, depois de requalificada, vai funcionar como cantina e albergar a biblioteca e os serviços administrativos.

O espaço destinado ao ensino pré-primário, que já funciona em Pias, vai manter-se.

Na vila de Alandroal, o centro educativo, já em construção, vai reunir crianças desde a pré-primária até ao 12º ano de escolaridade.

LUSA

sábado, 24 de janeiro de 2009

PASSE: Programa de Alimentação Saudável em Saúde Escolar

O Programa de Alimentação Saudável em Saúde Escolar (PASSE) estrutura uma forma de intervenção que é multidisciplinar e pretende envolver as escolas no seu todo. Nasceu da intervenção de uma equipa de saúde escolar e foi rapidamente adoptado pelo Departamento de Saúde Pública do Norte. Deste modo, várias equipas de saúde escolar espalhadas pela Região Norte, em colaboração com as escolas e diversos agrupamentos estão a desenvolver este programa de intervenção.

Mas o que é afinal o PASSE?

O PASSE nasceu da necessidade de se trabalhar o determinante da saúde alimentação saudável segundo o prisma da promoção da saúde. Ora, os modelos da psicologia da saúde desde há muito advogam a intervenção no ciclo CAC: conhecimentos atitudes comportamentos. Conjugando os contributos da saúde pública, nutrição e psicologia, surgiram uma série de sessões com jogos e dinâmicas de grupo, dirigidas a alunos do 3º ano de escolaridade. Estas sessões foram agrupadas num manual de procedimentos a que se junta o material indispensável para a condução das actividades.
Mas a comunidade escolar é muito mais abrangente… Por isso, desde essa altura, propôs-se uma série de actividades na área da educação para a saúde. Tratou-se de estudar os curricula e detectar pontos de sinergia entre a saúde escolar e a actividade lectiva. Assim, organizou-se uma série de actividades que podem ser conduzidas pelos professores e que têm como princípio organizador as dinâmicas de grupo. Procura-se sensibilizar não só o corpo docente, uma vez que as actividades podem ser aplicadas do 1º ao 4º ano, mas a comunidade discente no seu todo.
O PASSE pretende ainda tocar outras realidades da comunidade escolar. Assim, desenvolve-se neste momento um manual de intervenção para o serviço de alimentação, bem como outros níveis escolares, sendo que uma das prioridades será tipificar uma forma de intervenção nos jardins-de-infância. Além de contemplar cada agente educativo, o PASSE prevê abranger a componente extra-educativa onde o agrupamento se encontra inserido, de modo a facilitar o trabalho entre a educação, a saúde e os parceiros comunitários.
Iniciaram-se, em Junho de 2008, diversos planos formativos dirigidos a profissionais da saúde escolar dos diversos centros de saúde da Região Norte. Muitas destas equipas encetaram o programa este ano lectivo. Como se processa a intervenção? Nalgumas escolas, através da formação a professores nesta metodologia de trabalho, noutras é a própria equipa de saúde que intervém directamente com os alunos. Nem todos os centros de saúde têm equipas PASSE formadas, pelo que, se o agrupamento pretender trabalhar com esta metodologia, pode contactar a equipa regional do PASSE através do e-mail passe passe@crsp-norte.min-saude.pt, no sentido de se estudar a melhor forma de coordenar esforços.
O programa dá ainda os primeiros passos… esperemos que a caminhada seja longa e partilhada entre a saúde e a educação.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Perfil dos alunos à entrada do ensino secundário

O estudo 'Estudantes à entrada do ensino secundário' permite verificar que dois terços dos alunos à entrada deste nível de ensino alcançaram ou estão prestes a alcançar um patamar de qualificação mais elevado do que o dos seus pais, o que corresponde a um processo intergeracional de aumento de qualificações.


Realizado pelo Observatório de Trajectos dos Estudantes do Ensino Secundário (OTES) do Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação (GEPE), este estudo tem como objectivo produzir e analisar informação relevante para os processos de tomada de decisão, a nível local e central, relativamente a este nível de ensino.

Abrangendo 588 escolas públicas e privadas das diferentes regiões do País, o estudo baseia-se em inquéritos a 46.175 alunos do 10.º ano ou equivalente (correspondente a 44 por cento do universo de alunos a inquirir), a frequentar as diferentes modalidades do nível secundário de educação, no terceiro trimestre de 2007/2008.

Ao longo do estudo, são abordadas temáticas como o desempenho, as escolhas e os projectos escolares, as expectativas profissionais e os processos de mobilidade entre escolas e entre cursos.

De acordo com os resultados do inquérito, é possível constatar que, à entrada do ensino secundário, se verifica um peso expressivo de alunos oriundos de famílias com recursos escolares e profissões com estatuto socioeconómico elevado.

Outro dos indicadores considerados relevantes nas dinâmicas de selecção é o perfil de desempenho escolar da generalidade dos alunos que chegam a este nível de ensino.

Assim, quando se procede à comparação do trajecto escolar dos alunos que entraram no mesmo ano para o 1.º ciclo, verifica-se que os estudantes a frequentar o 10.º ano revelam percursos escolares mais lineares do que os restantes.

É de salientar que mais de metade dos alunos inquiridos nunca reprovou ao longo do seu trajecto escolar, sendo quase inexistentes as situações de interrupção dos estudos.

A análise dos resultados permite, deste modo, constatar que as diferenças de desempenho escolar identificadas surgem associadas às qualificações escolares e às profissões exercidas pelos pais, sendo pouco relevantes factores como a origem étnico-nacional, as línguas faladas e a participação dos progenitores na vida escolar dos alunos.

Também de acordo com os dados recolhidos, a procura das diversas vias no ensino secundário divide-se essencialmente em duas modalidades de ensino e formação: os cursos científico-humanísticos, com pouco mais de metade dos estudantes, e os cursos profissionais, procurados por cerca de um terço dos inquiridos.

Associada à procura/oferta de cada uma das modalidades de ensino e formação, encontram-se diferentes perfis dos alunos.

Em termos globais, constata-se que à entrada do secundário existem mais raparigas do que rapazes, o que está associado a perfis de desempenho escolar mais elevados por parte das alunas.

Nos cursos científico-humanísticos e no ensino artístico especializado – artes visuais e audiovisuais – encontra-se uma maior proporção de raparigas, de estudantes com trajectos de elevado desempenho escolar, provindos de famílias alta e mediamente escolarizadas e com estatutos socioprofissionais mais favorecidos.

No que respeita às razões da frequência do ensino secundário, os motivos ligados ao prosseguimento de estudos são mais frequentes nos estudantes dos cursos científico-humanísticos e do ensino artístico especializado, enquanto as razões relacionadas com a inserção no mercado de trabalho são preponderantes nos alunos dos cursos tecnológicos, dos cursos profissionais e dos cursos de educação e formação.

No que se refere à escolha da escola, os estudantes seleccionam-na principalmente em função da proximidade da residência e da oferta escolar, embora o factor amigos e o facto de os próprios alunos já terem estado nesse estabelecimento também tenham alguma relevância.

Quanto à questão da mudança de cursos, é de notar que, na maioria das situações, são os alunos dos cursos científico-humanísticos que, proporcionalmente, mais referem pretender mudar para um curso profissionalmente qualificante.


Este estudo integra um conjunto de documentos divulgado recentemente pelo Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação – ver estudo em
http://www.gepe.minedu.pt/np4/newsId=7&fileName=Estudantes___entrada_do_secund_rio.pdf

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Ementas dos Refeitórios do Pré-Escolar (Rede Pública) e 1º Ciclo do Ensino Básico da lousã à distância de um clique


A Câmara Municipal da Lousã, através da sua acção de Modernização Administrativa e com recurso às novas tecnologias, dá mais um importante passo no sentido de facilitar aos seus munícipes, o acesso à informação dos diversos serviços desta Autarquia. Desta vez, dirigido de forma geral à Comunidade Educativa do seu Concelho e, em particular, aos pais e encarregados de educação dos alunos da rede pública do pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico, a Câmara Municipal da Lousã passou a disponibilizar no seu sítio de Internet (www.cm-lousa.pt), através de um simples clique, as ementas mensais dos refeitórios escolares pertencentes a esta Autarquia. Assim, basta aceder ao endereço http://www.cm-lousa.pt/educacao/refeitorios.htm para ficar a conhecer a ementa dos refeitórios escolares da Autarquia em determinado mês, encontrando-se desde já disponível a ementa do mês de Janeiro. Com esta medida, pretende-se que os pais e/ou encarregados de educação tenham acesso rápido e cómodo à informação sobre as ementas naqueles refeitórios escolares, ficando assim a conhecer as refeições dos seus filhos e/ou educandos e permitindo verificar se as refeições são variadas e equilibradas e até mesmo poderem programar o jantar dos seus filhos e ou educandos, tendo em conta o almoço que estes tiveram.


quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O PS suspendeu o modelo de avaliação nos Açores

Nos Açores, o Governo Regional suspendeu a aplicação do modelo de avaliação do desempenho docente.A Secretária Regional da Educação e Formação mostrou-se sensível aos argumentos do SPRA publicados no Correio dos Açores e no Diário Insular de 08 de Janeiro no sentido de se proceder a uma avaliação simplificada este ano, que passará pela elaboração de apenas um relatório, a realizar pelos docentes.A menos que a Ministra da Educação continue a entender que os Açores constituem uma realidade nacional perfeitamente desligada do resto do país, esta decisão tomada por um executivo do PS tem repercussões enormes no contexto nacional pela assimetria criada e pela diferenciação de tratamento que implica entre os docentes nacionais.Entretanto, e a esta luz, o errado despacho com a generalização do Bom que ocorreu na região da Madeira pode começar a ver-se a uma outra luz.
Mas, e isto é o mais importante, o PS suspendeu o modelo de avaliação nos Açores. Agora resta saber se isto é uma consequência inesperada e desconhecida do novo Estatuto da região e de no continente a suspensão poderá avançar com uma base distrital, para não ser tudo de uma vez.Que me desculpem os comentadores xibangas, silvas, ferreres e campos, mas entendam-se com os vossos camaradas, colegas, companheiros ou lá o que se chamam uns aos outros. O que não podemos viver é numa realidade alternativa para alguns, pois ainda não somos um estado federado como o Jardim diz desejar.Aguardo de igual modo a opinião do SE Pedreira e do legitimista Moreira sobre este assunto.

Quem não se sente, não é filho de boa gente.

"admito que perdi os professores, mas ganhei a opinião pública" (Maria de Lurdes Rodrigues, Junho/2006)


"vocês [deputados do PS] estão a dar ouvidos a esses professorzecos"
(Valter Lemos, Assembleia da República, 24/01/2008)


"caso haja grande número de professores a abandonar o ensino, sempre se poderiam recrutar novos no Brasil" (Jorge Pedreira, Novembro/2008)


"quando se dá uma bolacha a um rato, ele a seguir quer um copo de leite!" (Jorge Pedreira, Auditório da Estalagem do Sado, 16/11/2008)


"[os professores são] arruaceiros, covardes, são como o esparguete (depois de esticados, partem), só são valentes quando estão em grupo!" (Margarida Moreira - DREN, Viana do Castelo, 28/11/2008)

Depois disto... que se pode dizer?

Manifestação 24 de Janeiro



Manifestação 24 de Janeiro

Moção aprovada com 98% de votos favoráveis contra o modelo de avaliação na Escola E.B. 2,3 Abade Correia da Serra - Serpa

Tal como sucedeu na generalidade das Escolas do país, também a quase totalidade dos professores e educadores do Agrupamento de Escolas de Serpa manifestou, em abaixo-assinado e resolução do Conselho Pedagógico de Novembro de 2008, o seu repúdio pelo Modelo de Avaliação decorrente do Decreto-Lei 2/2008, exigindo a sua imediata suspensão. Perante a absoluta intransigência do Ministério da Educação, a determinação dos professores ficou bem expressa nas manifestações de Novembro e na Greve de 3 de Dezembro que, pela sua dimensão e significado, constituíram momentos históricos na luta pela dignificação do ensino e na defesa da classe docente portuguesa.
Este enorme movimento de protesto que, pela primeira vez, juntou numa Plataforma Sindical, sindicatos de todas as tendências e sensibilidades sociais e políticas, obrigou o Governo a alterações sucessivas do modelo imposto, o que constituiu, desde logo, o reconhecimento inequívoco da sua inaplicabilidade funcional e da sua inadequação pedagógica. Ainda assim, as alterações efectuadas não passaram de meros expedientes paliativos para um sistema globalmente absurdo e arbitrário, bem como profundamente injusto e discriminatório. Com efeito, as modificações pontuais introduzidas pelo Decreto Regulamentar nº1-A/2009 não passam de manobras dilatórias para a contestação existente, procurando sobretudo a divisão e desmobilização dos professores. Nenhum dos princípios que presidiram à elaboração do presente modelo de avaliação foram alterados, nem a filosofia que lhe está subjacente foi tocada, já que no próximo ano lectivo de 2009/2010, se manterão em vigor todos os aspectos que se retiraram nesta simplificação. Se permitirmos a implementação deste regulamento “simplex”, para o próximo ano lectivo teremos a aplicação do modelo na sua totalidade. Para além do mais, a implementação do actual modelo de avaliação, significa a aceitação tácita do tão gravoso ECD que promove a divisão artificial da carreira docente, com objectivos meramente orçamentais.
O modelo do Ministério da Educação só é de “avaliação do desempenho docente” nas palavras. Este modelo não tem carácter formativo, mas eliminatório, não visa a melhoria das práticas, mas a burocratização de procedimentos, não fomenta a partilha pedagógica, mas a competição e desconfiança generalizadas, não promove a qualidade de ensino, mas a disciplinarização de iniciativas e comportamentos. O exemplo flagrante das quotas para a menção de Muito Bom e Excelente aí está para o demonstrar. Desvirtuando qualquer perspectiva do reconhecimento dos méritos, conhecimentos, capacidades e investimento feitos pelos docentes na sua carreira profissional, é um factor determinante na degradação do relacionamento entre os professores e, desta forma, profundamente perturbador do ambiente escolar e da qualidade de ensino.
O Ministério da Educação sabe que está isolado dos profissionais do sector. Sabe também que depende deles para a implementação de todo o processo de avaliação. Por isso ameaça. Por isso faz tábua rasa dos princípios básicos da ética política e se recusa a uma negociação séria e responsável com os representantes dos professores. Por isso recorre à chantagem. Mas o Ministério também sabe que não vai conseguir impor este modelo de avaliação e o ECD contra a vontade expressa de toda uma classe profissional.
Por isso, em coerência com as posições assumidas ao longo deste processo, os professores e educadores do Agrupamento de Escolas de Serpa, reunidos em Assembleia Geral no dia 15 de Janeiro de 2009, reafirmam a sua determinação em manter suspensos todos os procedimentos relativos à avaliação de desempenho, nomeadamente aqueles que dizem respeito à definição dos objectivos individuais. Apelam ainda a um efectivo processo negocial de revisão do ECD e à substituição do actual modelo de avaliação por um outro que seja justo, transparente, motivador do trabalho e promotor do mérito, que permita credibilizar o estatuto profissional e dignificar a função docente, criando as condições necessárias para a melhoria da qualidade do ensino público.
Esta moção foi aprovada por 98% dos professores presentes (representando 85% do total dos docentes do Agrupamento).


Serpa, 15 de Janeiro de 2009

Concurso Escolar Museu Nacional da Imprensa 'Criatividade e a Inovação'


O Museu Nacional da Imprensa promove, desde a sua criação, em 1997, um concurso escolar, anual, de âmbito nacional, denominado 'Concurso Escolar Museu Nacional da Imprensa'.

Todos os anos define-se um tema diferente, sendo convidadas a concorrer todas as escolas integradas do Ensino Básico, Secundário e Superior, públicas e privadas. A adesão ao concurso contou já com mais de meio milhar de participações, de escolas do Continente e das Regiões Autonomas.

A edição do ano lectivo 2008/2009, será subordinada ao tema da 'Criatividade e a Inovação através da Educação e da Cultura'.

Pretende-se com esta temática promover uma reflexção sobre a sociedade actual e as várias perspectivas sobre a importância da Educação e da Cultura nos processos de criatividade e Inovacão.

No final do concurso, em Abril de 2009, os melhores trabalhos serão premiados com viagens, software, assinaturas de jornais e livros diversos. Os prémios serão para escolas, turmas ou alunos, individualmente, conforme se pode ler no regulamento.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

FORMAÇÃO PARA PAIS E ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO

Com o objecto de reflectir sobre temas educativos básicos e ajudar a resolver dúvidas sobre as práticas parentais, o Instituto Superior de Psicologia Aplicada, em colaboração com a CONFAP, realiza acções de formação parental, em horário pós-laboral. Este programa formativo desenvolve-se em módulos independentes de 2 horas, entre outros, com os seguintes temas: Rotinas familiares e desenvolvimento sócio-afectivo, Regressões e perturbações do desenvolvimento, Crianças irrequietas, Diferenças de género e descoberta do corpo, Segurança afectiva

DESTINATÁRIOS
Pais e encarregados de educação com filhos em idade escolar

OBJECTIVOS
Reflectir sobre temas educativos básicos
Ajudar a resolver dúvidas sobre as práticas parentais

PROGRAMA

Este programa formativo desenvolve-se em módulos independentes de 2 horas, sobre os seguintes temas:


Módulo 1 - Desenho infantil
Módulo 2 - Rotinas familiares e desenvolvimento
sócio-afectivo
Módulo 3 - Regressões e perturbações
do desenvolvimento
Módulo 4 - Crianças irrequietas
Módulo 5 - Diferenças de género e descoberta do corpo
Módulo 6 - Do brinquedo e do brincar
Módulo 7 - Segurança afectiva

METODOLOGIA

Exposições teórico-práticas, exploração de exemplos trazidos pelos participantes, reflexão em grupo

DURAÇÃO

2 horas / módulo


FORMADORA

Dr.ª Mira Senos
(Psicóloga educacional e formadora certificada)


CALENDARIZAÇÃOAs sessões decorrerão em horário pós-laboral, das 18h30 às 20h30 nos seguintes dias:


Módulo 1 – 22 de Janeiro
Módulo 2 – 5 de Fevereiro
Módulo 3 – 19 de Fevereiro
Módulo 4 – 5 de Março
Módulo 5 – 19 de Março
Módulo 6 – 2 de Abril
Módulo 7 – 7 de Maio


CERTIFICADO


Os formandos terão acesso a um certificado de formação correspondente a(os) módulo(s) que frequentar(em).


INSCRIÇÕES

(limitadas a 12 formandos / módulo)


Cada módulo – 10 euros
Todos os módulos – 60 euros



FICHA DE INSCRIÇÃO


Para se inscrever, por favor, imprima e preencha a ficha de inscrição.
Após o preenchimento queria, por favor, enviar juntamente com cópia do certificado de habilitações e do BI para:

Departamento de Formação Permanente
Rua Jardim do Tabaco, 34
1149-041 Lisboa



Mais informações em
http://www.ispa.pt/ISPA/vPT/DFP/ProximasAccoes/Detalhe/?id=1&cursoid=939
Telef.: 218811785

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Greve de professores: Governo desvaloriza, sindicatos congratulam-se

O Governo garante que a greve de professores desta segunda-feira foi "muito inferior" à realizada em Dezembro, mas os sindicatos asseguram que a adesão voltou a ficar acima dos 90% e prometem, desde já, novas paralisações.

De acordo com o Ministério da Educação (ME), a participação no protesto ficou-se pelos 41 por cento, menos 20 pontos percentuais do que a adesão avançada pela tutela na última greve nacional, a 3 de Dezembro.

Segundo os dados oficiais, 318 das 1.170 escolas e agrupamentos em todo o país fecharam portas devido à paralisação, o que representa 27 por cento, um valor praticamente idêntico ao registado no mês passado (30 por cento).

Já os sindicatos garantem que a adesão à greve de hoje chegou aos 91 por cento, menos três pontos percentuais do que na última paralisação, mas 50 pontos acima dos números do Governo.

Classificando esta greve como "extraordinária", o porta-voz da Plataforma que reúne todos os sindicatos do sector, Mário Nogueira, afirmou que a contestação dos professores saiu hoje "reforçada" e prometeu novas acções de luta, caso o Executivo socialista não suspenda o actual modelo de avaliação e não ceda na revisão do Estatuto da Carreira Docente.

Para já, os professores iniciam terça-feira e até 20 de Fevereiro uma greve às aulas assistidas, previstas no modelo de avaliação de desempenho, um protesto que o secretário de Estado Adjunto da Educação considerou constituir um "puro boicote" ao processo, além de ser de "legalidade duvidosa".

O Governo reforçou o tom das críticas aos sindicatos, acusando-os de intransigência e radicalismo por realizarem protestos quando estão agendadas reuniões negociais, já para o final deste mês.

Para a Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), as greves de docentes estão a tornar-se "atentatórias dos interesses dos alunos e até dos seus direitos mais elementares", não havendo qualquer justificação para o facto de serem encerradas escolas.

Em declarações à Lusa, o presidente da Confap, Albino Almeida, ameaçou recorrer aos tribunais para que sejam convocados serviços mínimos em futuras greves de professores, de forma a evitar que o fecho de estabelecimentos de ensino.

Os professores voltaram hoje à greve, menos de dois meses depois da última paralisação nacional, a 03 de Dezembro, que contou com uma adesão que atingiu os 94 por cento, segundo os sindicatos, tendo chegado aos 66,7 por cento, de acordo com o ME.
in J.N.

Portuguesa distinguida na Austrália

Foi uma portuguesa que ganhou o prémio de Professora do Ano da região da Austrália Ocidental. Rosinda Seara, 49 anos e emigrada na Austrália há 31, foi a escolhida entre 170 professores.


Natural de São Romão da Ucha, Barcelos, Rosinda Seara saiu de Portugal aos quatro anos para ir para Moçambique. Seguiu depois com os pais para o Zimbabwe, acabando por se estabelecer, posteriormente, na Austrália. A leccionar História e Geografia há 20 anos, a emigrante defende que "ser professor envolve mais do que estar numa sala de aula a ensinar", dedicando-se "totalmente" aos alunos.

O "total empenho" de Rosinda Seara levou a que, há anos anos, a professora tenha tirado a carta de condução de veículos de passageiros para levar os alunos da Escola Secundária de Hamilton Senior, Perth, a visitas de estudo. "Tirei a carta para conduzir autocarros para os levar nas visitas de estudo. Ficava caro alugar um autocarro, porque são poucos alunos", disse.

Com o título, a portuguesa arrecadou cem mil dólares australianos (51 mil euros).


Joana Freire com Lusa

domingo, 18 de janeiro de 2009

QUE OBRIGAÇÕES PARA OS PROFESSORES?

1.Com a saída do Decreto Regulamentar 1-A/2009, de 5 de Janeiro, passou a existir alguma situação nova no que respeita a obrigações ou sanções disciplinares?

R.: Não. Este Decreto Regulamentar veio substituir, para este ano, o Decreto Regulamentar 2/2008, de 10 de Janeiro, mas apenas no que respeita a procedimentos. A essência do modelo mantém-se inalterável, como confirmam as quotas. Quanto a acção disciplinar, não há qualquer novidade deste para o anterior Decreto Regulamentar, como também não se passou de uma situação de vazio legal para outra de existência de quadro legal. Do disposto na alínea g), do n.º 2, do artigo 10.º do ECD decorre o dever de “Desenvolver a reflexão sobre a sua prática pedagógica, procede à auto-avaliação e participar nas actividades de avaliação da escola”.


2. Pode ser alvo de acção disciplinar o professor que não entregue os objectivos individuais?
R.: Nada o prevê! O que o próprio ME tem vindo a referir são eventuais sanções a quem recuse fazer a sua auto-avaliação. Mas a auto-avaliação concretiza-se, apenas, no final do ano lectivo, com o preenchimento da respectiva ficha. Neste momento, esse não é o procedimento em causa.A não entrega dos objectivos individuais não pode ser sancionado, uma vez que o docente não está, desde logo, a violar qualquer norma relativa ao procedimento de avaliação, colocando em crise o processo de avaliação, visto que nem este momento se encontra previsto nas fases do processo de avaliação (Artigo 15.º do Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro).


3. Qual o fundamento dessa interpretação?

R.: O Decreto Regulamentar 2/2008, de 10 de Janeiro, estabelece como dever do docente, no âmbito do processo de avaliação, a sua auto-avaliação (art.º 11.º), que é considerada obrigatória. O artigo 15.º, que define as diversas fases de avaliação, consagra a auto-avaliação como a primeira dessas fases. Esse momento tem apenas lugar no final do ano lectivo ou início do seguinte. Não há qualquer norma de onde se retire, de forma explícita, que a apresentação de objectivos individuais tem carácter obrigatório e que da sua não apresentação se infere uma recusa de ser avaliada(o). Assim, não há lugar a qualquer sanção disciplinar.


4. No caso de, numa escola, continuar suspenso o processo de avaliação, que consequências advirão, para os docentes dos quadros, a nível da sua carreira?

R.: De imediato, a não contagem daquele período de tempo para efeitos de progressão na carreira e de acesso a professor titular, mas sem colocar em causa futuras progressões. Obviamente que, por decisão política do Governo e tendo em conta a perturbação que tem marcado o presente ano lectivo, mesmo esses efeitos poderão ser anulados, esperando-se que, em relação às categorias, estas sejam eliminadas no decurso do processo de revisão do ECD que se iniciará ainda em Janeiro.


5. E para os professores contratados?

R.: A consequência imediata prende-se com a renovação de contrato. Porém, esse efeito não se produzirá por, este ano, não haver lugar a renovação de contratos, pois, em 2009, todos os docentes contratados terão de ser opositores ao concurso que se realizará previsivelmente em Fevereiro.


6. Poderão os Presidentes dos Conselhos Executivos ser alvo de processo disciplinar por não garantirem, na sua escola/agrupamento, a aplicação do processo de avaliação?

R.: Os presidentes dos Conselhos Executivos não podem ser disciplinarmente responsabilizados por actos (instrumentais ou procedimentais) não incluídos na respectiva competência, ou seja, que competem a terceiros. Apenas lhes poderão ser assacadas responsabilidades pelo incumprimento das obrigações legais que lhes são cometidas (cfr., por ex., a calendarização a que se refere o artigo 2º, do Decreto Regulamentar n.º 1-A/2009, de 5 de Janeiro).


7. Quais as consequências de uma eventual avaliação negativa (desempenho inadequado) dos órgãos de gestão? Poderá haver lugar à sua demissão?

Os membros dos órgãos de gestão foram considerados como dirigentes intermédios de serviço da Administração Pública (artigo 11.º do Decreto Regulamentar n.º 1-A/2009, de 5 de Janeiro). Como tal, no seu processo de avaliação do desempenho, uma eventual atribuição da menção de “Desempenho inadequado”, de acordo com o previsto no SIADAP, aprovado na Lei n.º 66-B/2008 de 28 de Dezembro, terá os efeitos constantes do artigo 53.º, da mesma Lei, não se prevendo qualquer sanção disciplinar, nomeadamente a demissão, que, a existir, seria ilegal.


8. Deverão os professores entregar, individualmente, algum documento escrito recusando ser avaliados?

R.: Não, porque os professores não recusam ser avaliados e a entrega de objectivos não constitui na fase do processo de avaliação (ver artigo 15.º do Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro), apenas assumem não entregar os objectivos individuais nos casos em que o processo não seja suspenso na sua escola. O mais importante é que, em cada escola, os professores mantenham suspenso o processo de avaliação colectiva que seja subscrito pelos docentes.


9. Como agir no caso de serem exercidas pressões, ameaças, ou de existirem quaisquer manobras de carácter intimidatório ou, simplesmente situações que levantem dúvidas aos professores?

R.: Contactar imediatamente o respectivo Sindicato que os apoiará juridicamente e apreciará cada caso de forma individualizada.
Fonte: SPZS

sábado, 17 de janeiro de 2009

Organizações que integram a Plataforma entregam pré-aviso para greve coincidente com a realização de aulas assistidas

As organizações que integram a Plataforma Sindical dos Professores fizeram chegar no dia 12 de Janeiro, ao Ministério da Educação, entre outras entidades a quem estão legalmente obrigados, um Pré-Aviso de Greve às aulas assistidas, que abrangerá todos os professores avaliadores que tenham de observar aulas para efeito de avaliação. Este Pré-Aviso abrange o período compreendido entre as 0H00 de 20 de Janeiro (iniciando-se no dia seguinte à Greve Nacional dos Professores) e as 24H00 de 20 de Fevereiro de 2009 (último dia antes da interrupção lectiva de Carnaval).

Apesar da contestação dos professores e da crítica generalizada a que tem estado sujeito, encontrando-se praticamente isolado na defesa do seu modelo de avaliação, o Ministério da Educação insiste em impô-lo às escolas mantendo nelas o clima de intranquilidade e instabilidade que há muito aí se instalou.
Trata-se de um modelo burocratizado, inadequado, incoerente, injusto, potenciador de conflitualidade, que não contribui para a melhoria do desempenho dos docentes, que colide com o interesse das escolas no que à sua boa organização e bom funcionamento diz respeito, rejeitado pelos professores, iníquo no que ao reconhecimento e distinção do mérito profissional diz respeito, inexequível.
O facto de, anualmente, o Ministério da Educação simplificar os procedimentos relativos à sua aplicação não altera a essência do modelo, razão por que os professores e educadores continuam a rejeitá-lo.

Poderão alguns docentes, pelas mais diversas razões, requerer que, no âmbito daquele modelo, algumas as suas aulas sejam assistidas. Os avaliadores, ainda que discordando desse modelo, estarão obrigados a essa tarefa, excepto se, no momento da sua concretização, se encontrarem em greve.
É no sentido de permitir aos professores com funções de avaliador e que, nas circunstâncias referidas, terão de assistir às aulas de outros colegas para fins de avaliação, que as organizações que integram a Plataforma Sindical dos Professores entregaram no Ministério da Educação um Pré-Aviso de Greve.

Esta, como outras formas de luta, de entre as quais se destaca a Greve Nacional marcada para dia 19 de Janeiro, orienta-se para o combate ao modelo de avaliação imposto pelo ME, cuja suspensão continuam a exigir.

A Plataforma Sindical dos Professores

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Jovem esfaqueado junto a escola de Viseu

Um jovem de 20 anos, aluno da Escola Secundária Emídio Navarro, em Viseu, foi esta sexta-feira esfaqueado nas imediações do estabelecimento de ensino. O seu agressor foi detido pouco depois pela PSP.


De acordo com o comandante interino da PSP de Viseu, Almeida Campos, o jovem foi esfaqueado nas costas por volta das 10h30, com “uma navalha tipo borboleta, cujo uso e porte é proibido por lei”.

Um agente da PSP, que se encontra próximo do local, foi alertado por um cidadão para o incidente, tendo detido pouco depois o agressor.

Almeida Campos adiantou que o detido, de 42 anos de idade, “tinha a arma branca escondido junto aos sapatos, dentro das meias, ainda com manchas de sangue”. O suspeito confirmou a agressão, alegando que o aluno e outros colegas “tinham danificado o seu carro pessoal”.

O jovem, esfaqueado nas costas, foi transportado para o Hospital de São Teotónio, em Viseu, onde se encontra “fora de perigo”. O agressor será ainda hoje presente ao Tribunal Judicial de Viseu para primeiro interrogatório e consequente aplicação da medida de coacção.

CM

Vândalos incendeiam parcialmente escola recém-inaugurada

Duas salas do pré-escolar da nova Escola Básica 1/Jardim de Infância de Cajados, concelho de Palmela, foram destruídas - uma delas incendiada. A PJ de Setúbal está a investigar o caso. O ataque ocorreu durante a madrugada e teve como alvo a Escola Básica 1/Jardim de Infância de Cajados, inaugurada a 15 de Setembro.

Cerca de meia centena de crianças da freguesia rural da Marateca, Palmela, ficam agora em casa por tempo indeterminado, anunciou a autarquia, que qualifica o crime de «vandalismo».

Os atacantes terão entrado por uma janela, incendiando um sofá, cujas chamas se propagaram ao restante mobiliário, e destruindo equipamento diverso e materiais de trabalho das crianças.


A destruição completa do edifício foi apenas evitada com a chegada de uma equipa da empresa de segurança privada que vigia a escola, que chamou de imediato os Bombeiros Voluntários de Águas de Moura.

O caso foi comunicado à GNR de Poceirão e à PJ de Setúbal, que investiga agora o crime.

A Câmara Municipal de Palmela, que recorda ter investido 800 mil euros na construção daquele equipamento escolar, afirma estar «a trabalhar no sentido de garantir o mais rapidamente possível a reparação dos estragos e o reinício das actividades».


O edifício escolar foi inaugurado há menos de seis meses.
© DRSOL

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

V Encontro Concelhio de Associações de Pais - Loures

A EDUCAÇÂO DOS MEUS FILHOS
No momento presente, quando a Educação é notícia frequente, pela degradação das escolas, pela redução do pessoal, pelas reformas educativas ou pelo clima de indisciplina, insatisfação ou revolta, muitos de nós se interrogam como isto vai passar e quando.

Dentro dos que se interrogam, as mães, os pais e as famílias das crianças e jovens, e os seus representantes, as Associações de Pais, questionam como continuar a sua participação activa e que sentido deve tomar.

Desde sempre, as Associações de Pais disseram Presente porque sabem que contribuem com um outro olhar para a Educação, diferente de todos os outros actores do sistema educativo e da sua acção, surgem resultados positivos.

Uma análise incisiva e critica mas sempre construtiva, mostrou a todos os que estão envolvidos no sistema educativo, que somos parceiros activos e fundamentais.

Obviamente que haverá sempre um caminho a percorrer, que neste momento também passa pela abertura das Escolas às comunidades onde estão inseridas, aspecto que não tem tido grande visibilidade, mas é de grande importância.

É pois neste contexto que se colocam novos desafios.

As famílias, mães e pais têm a particularidade de serem parte activa nas comunidades onde vivem e nas escolas que os seus filhos frequentam. Dois papéis demasiado importantes e por onde passa obrigatoriamente a ligação Escola-Comunidade.

Esta é a razão , analisado pelo lado da Comunidade e das suas interacções e, as ligações à Escola que obrigam a uma relação mais envolvente.

PROGRAMA

17 de Janeiro 2009
Antigo Cinema de Loures
Recepção e Entrega de Documentação - 9:30

Sessão de Abertura - 9:45

Intervalo

Debate 'A Família e a Comunidade' - 10:30

Almoço

Debate 'A Família na Escola' - 14:30

Intervalo

Resumo dos trabalhos - 17:15

Encerramento - 17:30



CONVIDADOS


Ministra da Educação
Presidente da Câmara Municipal de Loures
Presidente da Confap
Director Regional de Educação de Lisboa
Vereador do Pelouro Sócio-Cultural da Câmara Municipal de Loures



INSCRIÇÕES:

Tlm. 913 806 530 / fapeloures@gmail.com

Almoço oferecido pela C. M. Loures

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Media Smart - A Educação para a Cidadania



A EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA

Do Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, publicado pela Academia das Ciências de Lisboa (2001), retiro duas definições fundamentais.

Cidadão – pessoa em plena posse dos seus direitos cívicos e políticos para com um Estado livre, e sujeita a todas as obrigações inerentes a essa condição.

Cidadania – Condição ou qualidade de cidadão, membro de um estado, de uma nação ..., no pleno gozo dos seus direitos políticos, cívicos e deveres para com esses estado ou essa nação.

Democracia e Cidadania são torres gémeas do moderno Estado de Direito.

Democracia sem condições de plena participação na vida da cidade é como árvore sem seiva. Cidadania na ausência de condições livres de exercício é como semente sem rega. Uma sem a outra condena‐se à inexorável atrofia.

A escola é, por excelência, uma instituição social e cívica.
Por isso, a escola é um pilar imprescindível da nação cidadã e do estado democrático.

Segundo Aristóteles, no Livro III da Política, 'um cidadão nasce de dois cidadãos'. Assim entendida a cidadania pessoal ela não resulta primariamente da condição – ou da mera contingência humana – mas tão só da oikos ou seja da casa ou origem cidadã. O bom cidadão é então aquele que adquire os saberes e a capacidade de bem governar e de ser bem governado.

Na oratória fulgurante de Péricles, o cânone da democracia ateniense repousa sobre uma educação que leva cada geração a reconhecer‐se solidária com todas as demais – as que a precedem ou lhe sucedem – e a, perante elas, se responsabilizar moral e civicamente pela continuidade dos valores de comunidade e de identidade. Atenas – cidade democrática – é, por isso, elevada à condição de cidade educadora da Grécia.

A escola é a nossa grande casa comum de produção – e reprodução – de cidadania e de vida em comunidade alargada. Nesta acepção ela é uma verdadeira cidade onde a educação se forja a partir do conhecimento da polis e no desenvolvimento das competências necessárias para nela participar em plenitude de direitos e de deveres. É um lugar de onde se olha o mundo com o propósito da formação de sentido crítico e no qual se realiza um compromisso constante entre bens públicos e visões privadas, uma arte negocial entre interesse comum e perspectiva individual.

A escola de cidadãos é, acima de tudo, uma aprendizagem da cidadania da deliberação, da escolha e da actuação em grupo, ou seja daquela forma de relacionamento uns com os outros que é a fonte genuína de soberania sobre os 'negócios da comunidade' (H. Arendt).

Consequentemente, a cidadania democrática assenta na relação de pares na construção activa do bem comum.

Não espanta, pois, que na acepção da modernidade de Rousseau a principal responsabilidade do Estado seja a educação dos seus cidadãos, alicerce da democracia e da república, entendida esta como res publica.

Portugal vive hoje uma democracia consolidada mas, reconheçamo‐lo, feita de uma cidadania ainda frágil.

O principal obstáculo ao florescimento de uma cidadania de efectiva participação foi a negligência acumulada traduzida em décadas de desinvestimento na educação das suas gentes.

Exibimos ainda os índices mais baixos de escolaridade média da população adulta no conjunto dos Estados Membros da União Europeia ainda que tenhamos conseguido recuperar atrasos estruturais no acesso de crianças e jovens à escola, num esforço sem precedentes realizado nos últimos 30 anos.

Neste quadro todo o investimento na escola e numa educação cidadã, verdadeiramente empenhada na formação de cidadãos livres, capazes de realizar escolhas criteriosas, com sentido crítico sobre a vida da cidade, dotados de competências básicas de interpretação autónoma dos fenómenos da complexidade comunicacional numa sociedade cada vez mais mediática, tem de ser considerado prioritário.

Esse constitui o cerne do programa Media Smart.

A publicidade torrencial, intrusiva, que invade o quotidiano da criança e do adulto é matéria que não pode continuar a ser ignorada na reflexão crítica que a escola quer – e deve – levar a cabo sobre a cidade contemporânea. Para o sucesso desse esforço de literacia avançada todos somos poucos: alunos, professores, pais, ministérios, empresas e associações empresariais, sociedade civil. Com humildade – requisito sine qua non da educação – juntos aprenderemos a melhor descodificar a dose de verdade – ou de mentira – que subjaz às mensagens publicitárias.

A pedagogia activa busca incessantemente interpretar a realidade sem dela se esquivar: desenvolve o sentido crítico na leitura dos factos sem os temer; 'fala com o mundo real' e acolhe as suas contradições sem as escamotear; recusa construir muros para se isolar. Nesta linha de pensamento, já há 150 anos atrás Alexis de Tocqueville dizia que uma pessoa 'se educa no processo' através do seu envolvimento nas questões concretas da vida social e da actividade económica de mercado.


O programa Media Smart está ao nível do melhor e mais avançado que se faz no panorama internacional no sentido de uma educação para a publicidade. Portugal ao aderir ao programa adere a essa vanguarda de países que inova nas formas de cultivar uma aprendizagem experiencial.

Amartya Sen, Prémio Nobel da Economia em 1998, propõe que o desenvolvimento não é senão um processo de alargamento de escolhas livres por parte do cidadão. Nesse exercício de 'liberdade positiva' – por oposição ao de 'liberdade negativa' que se limita à ausência de autoridade coerciva – o cidadão tem acesso crescente a opções bem como à informação livre sobre essas mesmas opções.

A condição do exercício da liberdade positiva não reside, pois, na inibição das opções ou na negação da informação legítima que sobre elas se oferece. Pelo contrário, ela brota da educação crítica que sustenta a edificação de uma autonomia esclarecida para o exercício de uma liberdade positiva de escolha.

Constitui para mim, na qualidade pessoal, e ainda na de Presidente do Grupo de Peritos do Programa Media Smart em Portugal, um verdadeiro privilégio poder participar numa cerimónia de tamanha densidade cívica, particularmente porque ela tem lugar numa escola portuguesa, na Sede do Agrupamento de Escolas Eugénio dos Santos.

Formulo votos muito sinceros de que nesta escola, na escola em geral, se consolide um caminho de liberdade e de cidadania democrática que faça da educação para os media e da literacia publicitária um dos seus pilares fundamentais.

Roberto Carneiro, aos 31 de Outubro de 2007





O Programa

Media Smart é um programa sem fins lucrativos de literacia sobre a publicidade nos diversos media (meios de comunicação social), destinado a crianças entre os 7 e os 11 anos de idade.

O objectivo do Media Smart é fornecer às crianças ferramentas que as ajudem a compreender e interpretar a publicidade, preparando-as para fazerem escolhas informadas.

O programa Media Smart é composto por material didáctico que visa a compreensão da publicidade e das mensagens de sensibilização nos diferentes meios de comunicação. O seu objectivo é tornar cada criança capaz de compreender a situação em que se encontra sempre que é destinatária de uma mensagem publicitária. Os temas apresentados neste programa bem como as actividades associadas têm como objectivo dar-lhes as ferramentas necessárias á sua tomada de consciência e assim adquirirem uma visão mais crítica da publicidade.

O programa Media Smart tem objectivos exclusivamente didácticos na sua vontade de conduzir a criança a uma percepção prudente e crítica da mensagem publicitária. A publicidade é indissociável da nossa vida: ela tanto pode realçar as qualidades de um produto ou serviço – publicidade comercial – como pode informar e sensibilizar a população para problemas graves como a segurança rodoviária, perigos do tabaco, etc., com o propósito de mudar atitudes e comportamentos – publicidade não comercial.

O Media Smart aborda estes dois ângulos de reflexão através de imagem e linguagem diferentes, sabendo-se que as mensagens de sensibilização veiculam informação importante.


http://www.mediasmart.com.pt/

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Mediação de Conflitos em Contexto Escolar

Curso de Especialização em

Mediação de Conflitos em
Contexto Escolar

3ª EDIÇÃO



APRESENTAÇÃO:
A violência tem estado presente na nossa sociedade ao longo dos tempos, seja de forma directa, nos conflitos bélicos, seja mediante a violência estrutural e cultural que dá origem a situações de humilhação, de discriminação, de exclusão e mesmo de vitimização. Assistimos a uma cultura de violência que sobressai nos modos de interagir dos indivíduos: adultos, jovens ou crianças. Para inverter esta tendência nas sociedades democráticas torna-se necessário desenvolver uma educação para a convivência e para gestão positiva dos conflitos, afim de se construir uma cultura de paz, de cidadania e de sã convivialidade.

Esta é uma realidade à qual as Escolas em geral não escapam e que tem vindo a afectar o seu funcionamento harmonioso.

Na Escola, enquanto espaço relacional, interessa educar nos princípios, habilidades e técnicas da mediação de conflitos, dando assim forma à figura do mediador escolar, e apoiando, concomitantemente, a configuração de equipas e redes de mediação.

A Mediação Escolar é um meio de diálogo e de reencontro interpessoal, de transformação e resolução dos conflitos, em que um terceiro, neutro e imparcial, auxilia os indivíduos a comunicar, a negociar e a alcançar compromissos mutuamente satisfatórios.

A Escola encontra na Mediação uma abordagem para a transformação criativa dos conflitos, aceitando aproveitá-los como uma oportunidade de crescimento e mudança, um potencial educativo e de formação pessoal para a resolução dos problemas da vida, actuais e futuros.

Preparar os actores da comunidade educativa segundos os princípios da mediação significa não só fomentar uma melhor convivência na escola mas também potenciar uma sociedade civil activa e cívica.

COORDENAÇÃO:Prof. Mestre Elisabete Pinto da Costa
Directora do Instituto de Mediação da ULP

OBJECTIVOS:􀀹 Reconhecer a mediação na escola como um instrumento transformação dos conflitos;
􀀹 Perceber a mediação como estratégia de intervenção precoce sobre fenómenos de conflitualidade, de incivilidade e de violência;
􀀹 Enquadrar a mediação na formação pessoal no domínio da resolução de problemas e da educação para os valores;
􀀹 Motivar para a vertente transdisciplinar da gestão e mediação dos conflitos;
􀀹 Desenvolver competências básicas necessárias à gestão e mediação de conflitos;
􀀹 Aprender técnicas para mediar conflitos e saber intervir como mediador;
􀀹 Adquirir conhecimentos sobre a implementação e funcionamento de programas de mediação escolar e planos de convivência.

DESTINATÁRIOS:
Professores dos Ensinos Básico e Secundário, Professores de Educação Especial, Professores de Formação Profissional e Professores do Ensino Recorrente de Adultos, Educadores, Psicólogos, Psicopedagogos, Sociólogos, Assistentes Sociais, Animadores Sociais e Culturais, Mediadores, Técnicos de Acção Educativa, e ainda outros Profissionais interessados no tema.

DOCENTES E ORIENTADORES DE SEMINÁRIOS:
􀀹 Prof. Doutora Maria das Dores Formosinho - docente
Professora Catedrática da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra; Coordenadora do Departamento de Psicologia e do Curso de Psicopedagogia Clínica da ULP

􀀹 Prof. Doutor João Amado - docente
Professor Associado da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra; Doutorado em Ciências da Educação pela Universidade Nova de Lisboa; Autor de várias obras sobre a violência na escola e responsável por inúmeras acções de formação sobre esta problemática

􀀹 Prof. Doutor Juan Carlos Torrego - seminário
Doutorado em Ciências da Educação pela UNED; Professor Titular do Departamento de Didáctica da Universidade de Alcalá; Director do Curso de Terceiro ciclo universitário em “Mediação e resolução de conflitos em instituições educativas”; Director do Projecto “Mediação e tratamento de conflitos desde um modelo integrado” implementado em três Comunidades autónomas: Madrid, Castilha de la Mancha e Navarra

􀀹 Professor Doutor Ruben Pereira - seminário
Doutorado pela Universidade de Vigo em Didácticas Especiais; Membro do Conselho Científico do Observatório de Políticas de Educação e de Contextos Educativos; Investigador da UI&D Observatório de Políticas de Educação e de Contextos Educativos, acreditada pela FCT; Professor do Programa de Doutoramento em Educação – Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, 2008

􀀹 Mestre Elisabete Pinto da Costa - docente
Docente Universitária; Mediadora; Coordenadora do Projecto de Mediação Escolar do IMULP; Responsável pela área da mediação do “Espaço Convivência” ANP-ULP; doutoranda em Educação; Orientadora e Supervisora de estágios em mediação; Vice-Presidente do Conselho de Ética e Deontologia da Associação de Mediadores de Conflitos; Formadora acreditada pelo CCFC

􀀹 Mestre Susana Robalo - seminário
Psicóloga, Mediadora, Formadora, Orientadora e Supervisora de estágios em mediação, Membro da Associação de Mediadores de Conflitos (AMC)

􀀹 Dr. Fernando Rosinha - seminário
Mestre de Conferências do Conservatório Nacional das Artes e Profissões (CNAM) em Paris, Mediador de conflitos, especialidade em mediação familiar e escolar.

􀀹 Dr. José Paulo Rodrigues dos Santos - docente
Professor de Português e Francês do Ensino Básico e Secundário; Doutorando em TIC em Educação na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa; Curso de Especialização em Mediação Escolar na ULP; Treino de Comunicação Não-violenta; Autor do blogue “Comunicação Não violenta” e “Mediadores na escola”; formador acreditado pelo CCFC

􀀹 Dra Liliana Almeida – docente
Psicopedagoga, Doutoranda em Desenvolvimento Psicológico, Família Educação e intervenção; Curso de Especialização em Mediação Escolar na ULP; Colaboradora do IMULP nos programas de mediação escolar entre pares; Responsável pela área de psicopedagogia no “Espaço Convivência” ANP-ULP; formadora acreditada pelo CCFC

􀀹 Dra Renata Teles - docente
Psicóloga, Doutoranda em Avaliação e Orientação na Educação; Pós-graduada em Relação de ajuda; Curso de Especialização em Mediação Escolar na ULP e formadora acreditada pelo CCFC

PLANO DE ESTUDOS

Módulo I
Os problemas de convivência na escola: conflito, indisciplina e violência na escola
(Analisar os problemas de convivência escolar e conhecer propostas de intervenção; relacionar a convivência com a disciplina e estudar a tipologia dos conflitos).

Módulo II
Paradigmas de resolução de conflitos
(Relacionar modelo impositivo - modelo cooperativo; analisar as propostas de gestão e resolução de conflitos, com enfoque na negociação integrativa).

Módulo III
A mediação
(Conhecer a esfera da mediação, os modelos de mediação, os princípios, as características, os objectivos e os limites; entender a perspectiva cidadã da mediação).

Módulo IV
A mediação escolar
(Identificar os objectivos específicos da mediação escolar; os modelos e tipos de mediação no ensino básico e secundário; entender a utilidade e as vantagens da mediação para a escola na resolução e transformação dos conflitos interpessoais; perceber a mediação em contexto educativo como um processo de intervenção, simultaneamente, com função preventiva primária e de intervenção precoce).

Módulo V
O mediador de conflitos na escola
(Saber ser um terceiro – competências, princípios de actuação, co-mediação- ao nível da mediação formal e das actividades de mediação).

Módulo VI
Técnicas, ferramentas e fases do processo de mediação
(Identificar e praticar o processo de mediação, as estratégias e as ferramentas; Treinar a comunicação na mediação e a comunicação não-violenta).

Módulo VII
A Escola, a família e a comunidade
(Trabalhar a relação e interferência entre os contextos familiares, comunitários e escolar; Conhecer as variantes da mediação: mediação familiar e mediação comunitária).

Módulo VIII
Programas de mediação e planos de convivência
(Conhecer os princípios e critérios que subjazem à implementação de programa de mediação escolar e a sua articulação com a organização da escola; reconhecer as implicações e exigências dos programas de mediação escolar, nomeadamente dos programas integrados em planos de convivência).

Módulo IX
A mediação em acção
(Aprofundar a prática da mediação e trabalhar os aspectos organizativos de um gabinete de mediação na escola).

Seminários

Seminário I: Observação e intervenção em contexto educativo.
Seminário II: Tipos de mediação escolar.
Seminário III: Mediação familiar e comunitária.
Seminário IV: Modelo integrado de convivência na escola.
Seminário V: Experiências de Mediação.

METODOLOGIA:Expositiva e participativa através de análise de casos, brainstorming, visionamento de filmes e role-play.

Nº DE PARTICIPANTES: 25.

AVALIAÇÃO:
Factores de avaliação: assiduidade; qualidade de participação no contexto dos objectivos/efeitos a produzir e qualidade do trabalho final.

ACREDITAÇÃO PARA PROFESSORES:
Plano de Formação com 2,8 créditos - Registo nº CCPFC/ACC-54504/08.

DURAÇÃO:
90 horas (70h acreditadas e 20h de seminários).

CALENDÁRIO:20 de Fevereiro a 18 de Abril de 2008.

HORÁRIO:
Sextas das 18h às 22h e sábados das 9h às 18h.

CONDIÇÕES DE ACESSO:
Licenciatura ou equivalente/ponderação de outros níveis académicos e qualificações profissionais.

CERTIFICAÇÃO:
Certificado de Curso de Especialização em “Mediação de Conflitos em Contexto Escolar” da ULP.

LOCAL:
Universidade Lusófona do Porto, Rua Augusto Rosa, nº 24, Porto.

CANDIDATURA:A candidatura é apresentada na Secretaria de Pós-graduações da ULP ou em http://candidaturas.grupolusofona.pt/COL/index.html até ao dia 31 de Janeiro de 2009.

A candidatura formaliza-se em formulário próprio ou on-line, acompanhada de Curriculum Vitae, documento de identificação (BI ou Passaporte) e dos documentos que comprovem as habilitações académicas dos candidatos. Estes documentos podem ser entregues na Secretaria de pós-graduações ou enviados pelo correio.

Secretaria de Pós - graduações da ULP
Rua Augusto Rosa, 24 4000-098 PORTO
Sara Peixoto ou Patrícia Pinto
Tel. 22 207 3230 ; e-mail: sara.peixoto@ulp.pt; patricia.pinto@ulp.pt

INFORMAÇÕES:
Direcção de Marketing e Comunicação
Tel.: 22 207 32 32/30
E-mail: informacoes@ulp.pt

Mais informação sobre o curso, assim como documento de apresentação :
http://www.grupolusofona.pt/portal/page?_pageid=194,1464836&_dad=portal&_schema=PORTAL

Publicações GEPE

O Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação (GEPE) disponibilizou no seu sítio (http://www.gepe.min-edu.pt/) várias publicações, que pelo seu interesse aqui se divulgam:



. Modernização Tecnológica do Ensino em Portugal – Estudo de Diagnóstico, em http://www.gepe.min-edu.pt/np4/?newsId=7&fileName=Diagnostico.pdf.


. Internet na Sala de Aula. Redes de Área Local – Estudo de Implementação, em http://www.gepe.min-edu.pt/np4/?newsId=7&fileName=Internet_na_Sala_de_Aula___Redes_de__rea.pdf.


. Competências TIC – Estudo de Implementação – Volume I, em http://www.escola.gov.pt/docs/CompetenciasTIC-EstudoImplementacaoVolI.pdf.


. Estudantes à Entrada do Secundário, em http://www.gepe.min-edu.pt/np4/?newsId=7&fileName=Estudantes___entrada_do_secund_rio.pdf.


. TESE – Thesaurus Europeu dos Sistemas Educativos, em http://www.gepe.min-edu.pt/np4/?newsId=7&fileName=TESE_GEPE_site__2_.pdf.


. Modernização Tecnológica do Ensino – Análise de modelos internacionais de referência, em http://www.gepe.min-edu.pt/np4/?newsId=7&fileName=Benchmark.pdf.


. Educação de Sobredotados na Europa, em http://www.gepe.min-edu.pt/np4/?newsId=7&fileName=Sobredotados_na_Europa.pdf.


. A Formação Não-profissional de Adultos na Europa, em http://www.gepe.min-edu.pt/np4/?newsId=7&fileName=Educa__o_adultos.pdf.


. Centro de Apoio Tecnológico às Escolas, http://www.gepe.min-edu.pt/np4/?newsId=7&fileName=CATE_Centro_de_Apoio_Tecnol_gico__s_Esco.pdf.


. Perfil do Aluno 2006/07, em http://www.gepe.min-edu.pt/np4/?newsId=7&fileName=Perfil_do_Aluno_2006_07.pdf.


. A Governança do Ensino Superior na Europa, em http://www.gepe.min-edu.pt/np4/?newsId=7&fileName=Governanca.pdf.



No mesmo local, estão ainda disponíveis outras publicações, arrumadas por temas, como educação e formação em Portugal, educação em números, estatísticas da educação, estudos do Plano Nacional de Leitura, estudos europeus, modernização tecnológica das escolas, Observatório de Trajectos dos Estudantes de Ensino Secundário, perfil do aluno, perfil do docente, Plano Tecnológico da Educação, recenseamento escolar e séries cronológicas.
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