domingo, 28 de dezembro de 2008

Ministério da Educação recebe manifesto pela avaliação de desempenho docente

O Ministério da Educação recebeu um grupo de professores e educadores que apresentou um manifesto pela avaliação de desempenho docente, considerando que esta é um instrumento necessário para a valorização da profissão e um contributo decisivo para a qualificação da escola pública.

A ministra Maria de Lurdes Rodrigues recebeu na passada sexta-feira, dia 12 de Dezembro, um grupo de professores que lhe apresentaram um Manifesto pela Avaliação de Desempenho Docente. É o texto deste documento que aqui se reproduz.



"Manifesto pela Avaliação de Desempenho Docente.

Nós, professores e educadores abaixo-assinados, queremos que prossiga o processo de avaliação do nosso desempenho, instrumento necessário para a valorização da profissão docente e contributo decisivo para a qualificação da ESCOLA PÚBLICA.



Queremos ser avaliados, porque a Avaliação é condição necessária para melhorarmos a nossa prática profissional, qualificarmos as nossas escolas e prestarmos contas às Famílias e ao País.



Temos orgulhos na nossa profissão e acreditamos no seu valor social.



Queremos ser avaliados dentro das escolas, nos seus contextos, não por quem os desconheça.



Queremos ser avaliados nas diferentes dimensões que constituem o nosso trabalho.



Queremos que a avaliação produza efeitos, premiando o mérito e permitindo identificar pontos fortes a consolidar e oportunidades de melhoria a implementar.



Queremos ser avaliados assumindo a co-responsabilização pelos resultados dos nossos alunos.



Queremos ser avaliados de forma rigorosa, séria, credível e formativa.



Reconhecemos na estrutura deste modelo de avaliação as vertentes que reputamos essenciais na Avaliação dos Professores.



Sabemos que qualquer modelo de avaliação é susceptível de críticas e de melhorias. O modelo que está em vigor não escapa à regra. A sua aplicação, defrontou-se, na maioria das escolas, com obstáculos, resistências e exigiu mais trabalho. Mas reconhecemos que o Ministério da Educação foi sensível aos problemas que lhe foram transmitidos e tomou decisões que simplificam procedimentos e retiram sobrecargas. Assim, as críticas feitas de boa fé às condições de concretização do modelo obtiveram, no essencial, acolhimento.



Afirmamos, por isso, que as escolas e os professores têm agora condições para prosseguirem com a Avaliação do Desempenho, segundo o modelo que está legalmente definido. Só a prática efectiva deste modelo de avaliação poderá conduzir à identificação de aspectos a melhorar.



A experiência adquirida este ano, embora com um modelo simplificado, irá habilitar-nos a propor alterações realistas e eficazes a introduzir já a partir de 2010.



Como educadores, sabemos bem que prestamos um serviço insubstituível aos alunos, às famílias e à comunidade. Queremos honrá-lo. Queremos estabilidade nas escolas. Não estamos disponíveis para outros interesses que não os de exercer a nossa profissão o melhor que pudermos, ensinando e aprendendo.



Queremos ser avaliados, agora, de acordo com a lei, nas nossas escolas, pelo nosso trabalho. "


(fim)

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