quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Governo anuncia 400 novas creches

O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou a construção de 400 novas creches e a criação 18 mil novas vagas nas áreas metropolitanas do Porto e Lisboa.

José Sócrates, que falava no âmbito da cerimónia de inauguração da creche e jardim-de-infância da Misericórdia da Trofa, em S. Romão do Coronado, disse que as áreas metropolitanas do Porto e de Lisboa são as zonas "que mais necessitam" destas creches.

"É aqui (áreas metropolitanas) que temos maior necessidade, é aqui que temos listas de espera, é aqui que as famílias mais necessitam de ajuda", frisou Sócrates.

Estas creches, que deverão estar concluídas, o mais tardar, até início de 2010, serão construídas no âmbito da terceira fase do programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (PARES).

Segundo o primeiro-ministro, com a disponibilização de mais creches, o Estado está a apoiar as famílias mais jovens e a proporcionar-lhes condições para que tenham mais filhos.

"Se pensarmos qual é o problema mais importante para as famílias jovens, podemos dizer com segurança que um desses problemas é sem dúvida a conciliação entre a vida profissional e a vida familiar", disse, acrescentando que "é por isso que as creches desempenham um papel tão importante no país".

"Não podemos perder mais tempo, temos obrigação de construir rapidamente as creches públicas que são indispensáveis para que as famílias jovens possam planear a sua vida e possam ter acesso àquilo que é essencial, instituições onde possam deixar os seus filhos", sublinhou Sócrates.

O primeiro-ministro salientou que este investimento em novas infra-estruturas de carácter social acontece depois do governo ter conseguido equilibrar as contas públicas.

"No momento em que pusemos em ordem as contas públicas, em que reduzimos o défice, em que reduzimos a dívida e a despesa, encontramos os recursos financeiros indispensáveis para fazer um investimento que é necessário fazer para ajudar as famílias", sublinhou Sócrates.

O primeiro-ministro lembrou que foi este governo que instituiu no ano passado o subsídio de gravidez e aumentou o abono de família "em 25 por cento", "apesar de ter tido necessidade nestes últimos três anos de reduzir a despesa" do país.

"A verdade é que as contas públicas em ordem significam que o Estado não vai causar uma outra dificuldade, nem à economia nem às famílias", disse. DN

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