terça-feira, 28 de outubro de 2008

Crianças não conseguem entrar na escola

Alunos da Escola Básica 2/3 do Sátão que andam em cadeiras de roda têm de ser transportados ao colo, escadas acima, para chegarem às salas de aulas e à biblioteca, alertou esta quinta-feira a associação de pais, noticia a agência Lusa.

Rui Martins, da Associação de Pais do Sátão, afirma que «falta uma solução mecânica que permita o acesso destes alunos ao piso superior».

«Este ano, duas crianças têm de ser diariamente carregadas ao colo para a sala de aulas ou quando têm que ir para a biblioteca. A escola tinha obrigação de estar preparada para as receber», frisou.

Segundo Rui Martins, os pais alertaram os responsáveis do agrupamento para o problema, tendo sido proposta uma «solução de remedeio», que era «as aulas das crianças com dificuldades motoras passarem para o piso de baixo e, quando precisassem de um livro, este lhe fosse levado».

Solução passa por uma plataforma elevatória

«Só que o conselho pedagógico disse que não era fácil fazer isto, porque teria de afectar duas salas a estes alunos. Por isso, a única solução, que já deveria estar feita, é a colocação de uma plataforma elevatória», acrescentou.

A 25 de Setembro, a associação de pais colocou o problema à Direcção Regional de Educação do Centro (DREC), tendo recebido do director de Serviços de Planeamento e Gestão da Rede a resposta de que «não há, de momento, disponibilidade financeira para solucionar o problema».

Rui Martins questiona de quem será a responsabilidade «se um dia existir um acidente à conta destas falta de condições».

Eduardo Ferreira, do agrupamento de escolas do Sátão, admitiu a existência dos problemas denunciados pelos pais, garantindo que, no que respeita à plataforma elevatória, já há três anos a pediu à DREC.

Mães precisam de mais ajuda

Além da falta do meio mecânico, os pais queixam-se das poucas horas de tarefeiras que são dadas a mães de duas crianças com necessidades educativas especiais (três horas por dia a cada uma), que já desempenham essa tarefa desde o primeiro ciclo.

«Passo o dia inteiro na escola para poder tratar da minha filha, que tem 75 por cento de invalidez. Ela não anda em cadeira de rodas mas, como tem falta de equilíbrio, acompanho-a no entrar e sair da sala de aulas, no refeitório e vou com ela à casa de banho» contou Eugénia Jesus, mãe de uma menina com espinha bífida e incontinência. Iol

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