sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Professor homicida suspenso pela DREN

Confrontada com a apresentação no Agrupamentos de Escolas do Ave, em Taíde, Póvoa de Lanhoso, do professor acusado de homicídio e libertado quarta-feira por excesso de prisão preventiva, a Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) decidiu suspendê-lo preventivamente, impedindo-o de frequentar a escola. "É uma forma de acautelar o bom funcionamento da escola e a tranquilidade dos alunos", explicou ao DN Margarida Moreira, directora da DREN.

Luís Miguel Pereira, 30 anos, não perdeu tempo, após quarta-feira ter sido libertado da cadeia de Paços de Ferreira, por ter sido excedido o prazo de prisão preventiva (três anos e quatro meses) no caso em que é acusado de, em 2005, ter regado uma mulher com gasolina e ateado fogo, causando-lhe a morte. Saiu ontem de Fafe, onde vive, e foi a Taíde, ao agrupamento de escolas onde foi colocado este ano como professor. O Conselho Executivo recebeu-o e informou, segundo o seu advogado Pedro Carvalho, que teria de ser sujeito a uma junta médica.

Mas a DREN foi logo informada. "A escola contactou-nos e sugeriu a suspensão, que foi logo aceite e decidida por mim. É uma medida que se justifica para garantir um clima de tranquilidade. Para as crianças, seria mórbido", explicou Margarida Moreira, garantindo que a lei prevê que possa tomar esta decisão. O receio de agitação na população escolar e nos familiares é invocada pela directora da DREN, que também refere ser a suspensão "uma forma de proteger o professor".

A suspensão implica, segundo Margarida Moreira, que o professor do ensino básico não receba vencimento: "Depois pode ser ressarcido, se a justiça assim o decidir."

DAVID MANDIM

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