terça-feira, 8 de julho de 2008

Resultados na prova de Português geram desilusão

Terminou a angústia para milhares de jovens, com a afixação dos resultados dos exames nacionais. Importantes para a passagem de ano mas fundamentais para a entrada na universidade, as notas deixaram algum descontentamento.
A noite anterior não tinha sido bem dormida, isso notava-se nas olheiras de grande parte dos alunos que chegavam à Escola Secundária Rodrigues de Freitas, no Porto. Ansiosos por saber os resultados que iriam ditar o seu futuro para o próximo ano lectivo, os jovens rapidamente subiam os degraus de pedra. Depois vinha a parte mais difícil.
Com o dedo a tremer de nervosismo, não era fácil traçar uma linha recta entre o nome e a correspondente nota. Entre alguns empurrões e "chega para lá" confirmavam-se e reconfirmavam-se as notas. Na sua maioria eram boas, mas isso não era suficiente para muitos. Para entrar na universidade tinham de ser excelentes. Por isso, os sentimentos dominantes eram um pouco ambíguos: alguma alegria mas também alguma frustração. No Rodrigues, a fila para comprar os impressos de revisão de prova e inscrição na segunda fase denunciava que muitos não tinham atingido os objectivos.
Já na Secundária de Penafiel, imperava a revolta, principalmente por causa dos resultados do exame de Língua Portuguesa. A explicação para a derrapagem assentava em dois argumentos: os critérios rigorosos e as perguntas ambíguas. Além disso, a matéria escolhida, especialmente os Lusíadas, supreendeu. A desilusão era colectiva com fortes críticas ao sistema de ensino: "Desta vez, facilitaram em Matemática e toda a gente tirou boas notas. Em Português foi mesmo para chumbar".

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