sábado, 26 de julho de 2008

Na matemática não existem diferenças entre raparigas e rapazes


O mito acabou. As raparigas e os rapazes são iguais nos resultados que têm a matemática. Um estudo publicado hoje na revista científica “Science” utilizou os resultados dos testes de matemática de mais de sete milhões de raparigas e rapazes de dez estados diferentes dos EUA. Não encontraram diferenças.

“Não existe diferença entre géneros na prática de matemática”, disse Janet Hyde, professora na Universidade de Wisconsin-Madison e líder do projecto. “Por isso, os pais e os professores devem rever as ideias que têm sobre esta matéria”, acrescentou.

Os cientistas foram calcular a média dos resultados dos testes de rapazes e raparigas e compararam entre si. O que descobriram é que a diferença entre os dois géneros era irrelevante e que em alguns estados os rapazes eram ligeiramente melhores do que as raparigas e noutros estados acontecia o inverso. No final, a comparação da média ponderada entre os géneros dava um avanço insignificante aos rapazes.

A análise teve em conta os estudantes de todos os anos até ao liceu. E também fez a comparação entre os géneros dos diferentes grupos étnicos.

Nos Estados Unidos esta discussão leva décadas. Antigamente, as áreas do liceu americano de matemática e ciência tinham mais rapazes do que raparigas. Actualmente, quase 50 por cento das raparigas fazem a disciplina de cálculo apesar de ainda haver muito menos elementos do sexo feminino a entrarem para as áreas de física e engenharia.

Uma das explicações que se dava é que apesar da média geral ser igual, haveria mais rapazes do que raparigas que seriam muito bons a matemática. Isto deveria traduzir-se numa maior variância, ou seja numa maior dispersão nos resultados dos testes para os rapazes do que para as raparigas.

Os investigadores foram à procura desta dispersão e descobriram que era pouco significativa. Por exemplo, no estado do Minnesota, no grupo de alunos caucasianos com melhores resultados, a equipa verificou que existiam dois rapazes para uma rapariga. Mas nos alunos asiáticos, as raparigas com melhores resultados estavam em número superior do que os rapazes.

Hyde e os seus colegas sugeriram que os factores sociais e culturais também influenciam o resultado dos estudantes e não as diferenças entre os géneros só por si.

A importância deste estudo é que nega as crenças culturais, “porque se a mãe ou um professor pensa que não somos bons em matemática, isso pode ter um grande impacto na forma como olhamos para a matemática”, conclui a cientista.




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