quarta-feira, 9 de julho de 2008

Amianto põe em perigo alunos de escola

O perigo espreita entre as brincadeiras dos alunos da Escola EB 2,3 de Valongo. No recreio existem, há cinco anos, placas de fibrocimento com amianto, cujas partículas cancerígenas podem provocar danos à saúde. A DREN recusou dar explicações.

Cinco anos e vários ofícios enviados à DREN -Direcção Regional de Educação do Norte -, não foram suficientes para remover o "monte de entulho" depositado junto ao recreio da EB 2,3 de Valongo. "As crianças não sabem da perigosidade das telhas com amianto e, por vezes, vão para lá brincar. É uma situação inadmissível", avisa a professora Sofia de Freitas, presidente da Assembleia Municipal de Valongo.

O alerta agora tornado público é conhecido, já que as investigações científicas tinham alertado para a perigosidade do amianto na saúde pública e suas consequências cancerígenas para quem vive, trabalha ou estuda neste tipo de ambiente. Como a DREN "ignorou tempo de mais o problema", a Assembleia Municipal de Valongo aprovou, há dias, a retirada "urgente" das telhas de amianto amontuadas no recreio da Escola EB 2,3 de Valongo. "A comunidade escolar não pode continuar exposta à inalação das partículas de amianto. São um perigo", repete Sofia Freitas, cujo texto enviado à DREN foi, há dias, aprovado por unanimidade pelos partidos com assento na Assembleia Municipal de Valongo.

Antes desta recomendação, já os responsáveis do estabelecimento escolar tinham feito chegar ao organismo tutelado pelo Ministério da Educação vários ofícios a alertar o problema e suas consequências. "Os restos das telhas de amianto ainda estão lá e a DREN sabe da sua gravidade. Pelos vistos desvalorizou a situação", adiantou Sofia Freitas.

Além das telhas de amianto, a EB 2, 3 de Valongo padece de outros males: as instalações são exíguas, degradadas e a taxa de ocupação muito grande, estimada em cerca de 1500 pessoas. "A escola deixou de ser um espaço condigno e pouco atractivo para alunos e professores. A DREN devia ter uma postura concreta e não adiar problemas graves", acusou.

Entretanto, o JN apurou que, chegou a admitir-se o alargamento das instalações escolares ou, em alternativa, a construção de outra escola. "A Câmara até cedia os terrenos, mas nada avançou. Tudo ficou em projecto", concluiu a presidente da Assembleia Municipal de Valongo.

"Não temos comentários a fazer sobre este caso", disse, ao JN, uma fonte da DREN que, recusou adiantar mais pormenores. O siléncio imperou, igualmente, por parte de Artur Oliveira, presidente da EB 2,3 de Valongo, bem como a dirigente da Associação de Pais que, apesar dos contactos estiveram sempre indisponíveis.

JN

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