domingo, 8 de junho de 2008

Trinta empresas de TI vão certificar competência de alunos

O Governo assina até ao final do mês um protocolo de colaboração com 30 empresas do ramo das tecnologias da informação e comunicação (TIC) para a abertura de «Academias TIC» nas escolas, que irão reforçar e certificar as competências dos alunos.
Em entrevista à Agência Lusa, o coordenador do Plano Tecnológico da Educação (PTE) revelou que a Microsoft, a Cisco e a Oracle, são algumas das empresas, por exemplo, que a partir do próximo ano lectivo vão concretizar 30 «Academias TIC».

«As empresas vão reforçar as competências dos alunos nos seus produtos e depois certificá-las. Com este projecto será possível reforçar a empregabilidade dos alunos das vias profissionalizantes», explicou João Trocado da Mata.

Segundo o responsável, as Academias TIC estarão a funcionar «numa primeira fase» em 30 escolas do ensino básico e secundário onde são ministrados cursos das vias profissionais.

Em Março, o Governo assinou igualmente um protocolo de colaboração com 30 empresas da área TIC, tendo em vista a realização de 300 estágios para jovens do ensino profissional
Numa primeira fase, este programa arranca com 30 empresas (nacionais e multinacionais) do ramo das TIC, permitindo a realização de estágios em Portugal e em países estrangeiros, mas a médio prazo o objectivo é alargar progressivamente a experiência a pequenas e médias empresas nacionais.

«Agora será o movimento inverso, levar as maiores empresas para as escolas», explicou o coordenador do PTE.A formação e certificação, de alunos e professores, é um dos três eixos de actuação do Plano Tecnológico da Educação.

Por exemplo, até 2009 deverão estar certificados 40% dos docentes, enquanto para 2010 a meta é de 90%. Em relação à formação de professores, João Trocado da Mata explicou que o objectivo é a constituição de um modelo «modular, sequencial e disciplinarmente orientado», no qual é «fundamental» que os professores possam fazer especialização no uso das TIC nas disciplinas que leccionam.

«Por exemplo, será fundamental que um docente de Geografia possa dominar o conjunto de aplicações e software respeitante aos mapas», afirmou. Por outro lado, sublinhou, todos os projectos do Plano Tecnológico são precedidos de estudos de implementação, que fazem o diagnóstico, identificam as boas práticas internacionais e fazem uma proposta de modelo.

O da formação de docentes estará pronto «dentro de um mês», liderado pela Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa, em articulação com as universidades do Minho, Évora e Aveiro. Só depois será possível adiantar a data de arranque das acções.

Diário Digital / Lusa

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