sexta-feira, 13 de junho de 2008

Professores lamentam possível encerramento da EB1 do Aleixo

Os professores da Escola EB1 do Aleixo ultrapassaram os receios iniciais de quem foi colocado num dos bairros mais problemáticos do Porto e estão dispostos a continuar nesta escola, embora receiem o seu encerramento.
«Já se fala há muito do encerramento desta escola, mas ainda ninguém me disse nada em termos oficiais», afirmou Francisco Fonseca, coordenador da EB1 do Aleixo, admitindo ter conhecimento de que a Carta Educativa do Porto, defende o encerramento do estabelecimento de ensino.

A escola, situada em pleno Bairro do Aleixo, tem actualmente 55 alunos que frequentam os primeiros quatro anos de escolaridade, contando com oito professores, dos quais três são contratados.

«Esta é uma escola normal, como qualquer outra, mas que carrega o peso da zona envolvente», frisou Francisco Fonseca, defendendo que «se as instalações estivessem arranjadas, bem pintadas, haveria outras condições para motivar os alunos».

Francisco Fonseca, natural de Aveiro, chegou à escola do Aleixo há cerca de um ano, naturalmente «assustado» com o que conhecia deste bairro portuense, que ganhou notoriedade à custa do tráfico e consumo de droga.

Esse receio está ultrapassado e hoje o coordenador da escola local diz que a situação é «perfeitamente normal», uma ideia também partilhada por Liliana Moreira, professora do 3º ano, que foi a última a chegar ao Aleixo.

«Cheguei em Janeiro e, no início, estava muito receosa, o que é uma reacção normal, mas agora sinto-me segura no bairro», afirmou.

Apesar de ter chegado apenas há seis meses, Liliana Moreira já estabeleceu uma ligação forte com os 11 alunos da sua turma, que, antes dela, conheceram quatro professores.

«Tenho pena de deixar esta turma porque não sei quem vai pegar nela, mas este é um problema que acontece a todos os professores contratados», salientou.

Um problema idêntico ao de Cláudia Almendra, professora do 1º ano, que não tem dúvidas em afirmar que gosta da escola, onde lecciona pela primeira vez.

«Se tivesse a garantia de que ficava com a mesma turma e que a escola não fechava, gostava de ficar», frisou a professora dos alunos mais novos do Bairro do Aleixo.

Fonte do Gabinete de Imprensa da autarquia portuense disse hoje à Lusa que ainda não há qualquer decisão sobre a manutenção ou fecho da escola do Aleixo.

Diário Digital / Lusa

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