quinta-feira, 26 de junho de 2008

Professora agredida: Inspecção e PGR acompanham


A professora agredida no interior da Escola EB 2/3 de Paranhos, no Porto, entregou o caso a um advogado, dado que pretende processar os agressores.

«É um crime público e, por isso, pretendo ir até às últimas consequência. Espero também que o Sr. Procurador tenha sensibilidade, uma vez que tem estado sempre na linha da frente a denunciar estes casos», disse ao PortugalDiário Maria Eduarda Almeida, docente de Ciências Fisico-Químicas.

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Quem também está a acompanhar o caso é a Inspecção Geral de Educação. «Posso confirmar que recebemos uma notificação sobre o caso exposto, mas sabemos que está nas mãos do senhor Procurador Geral. No âmbito da nossa competência iremos acompanhar o caso e perguntar à Escola o que está a fazer em relação à situação», disse ao PortugalDiário Valdemar Castro Almeida, delegado regional do Porto do Norte da Inspecção Geral de Educação.

Apesar de existir um acompanhamento constante da Comissão de Protecção de Menores, a docente preferiu informar as instâncias mais superiores. «Só preenche papéis. Por exemplo, enviei várias cartas para a Comissão a perguntar por um aluno que está na escolaridade obrigatória e há dois anos que não vai às aulas, mas não obtive resposta», justificou a professora.

Da parte da Escola não existe qualquer reacção. Há vários dias que o nosso jornal tenta contactar a Presidente do Conselho Executivo da Escola EB 2/3 de Paranhos, mas tal tornou-se sempre impossível, por estar sempre ausente ou em reunião, segundo foi reportado através de contacto telefónico.

Preocupação

Apesar de não ter sido possível obter uma reacção por parte da Escola, existe um registo de preocupação numa acção pública da presidente do Conselho Executivo, há precisamente um ano, em Junho de 2007, segundo relata a revista «Viva».

Durante o debate «Violência na escola e convivência nas escolas», Natália Cabral referiu que «é muito importante uma reflexão sobre este tema, pois há uma descrença nas instituições».

«A escola tem vindo a transformar-se e hoje é mais do que um espaço de ensino, é também um lugar de socialização. A cultura já não é unívoca; utilizam-se palavras eruditas à beira de perfeitas obscenidades». Na sua opinião, os professores têm de perceber que os alunos também são produtores de cultura: «Não podemos perder a identidade, temos de a construir todos os dias tendo por base a firmeza e o afecto. Só caminhando juntos é que conseguiremos resolver estes problemas».

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