quinta-feira, 19 de junho de 2008

Exames Nacionais: CDS quer acabar com «erros nas provas»

O líder parlamentar do CDS-PP, Diogo Feio, propôs hoje ao Governo a criação de uma estrutura autónoma e independente responsável pela concepção dos exames nacionais, para evitar «erros nas provas» e nas «directrizes do ministério da Educação».

Em conferência de imprensa, o deputado Diogo Feio considerou «inaceitável que todos os anos» se repitam críticas aos exames nacionais do ensino básico e secundário, nomeadamente por parte das sociedades científicas.

Diogo Feio defendeu que os responsáveis políticos devem «aceitar e ouvir» aquelas críticas e adiantou que irá questionar a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, sobre o assunto, na próxima ida da governante à comissão parlamentar de Educação, prevista para terça-feira.

No projecto de resolução hoje apresentado, o CDS-PP sustenta que «têm surgido repetidamente problemas na área relativa a exames, destacando-se erros nas provas e nas directrizes do ministério da Educação».

Diogo Feio propôs ao Governo que crie, através de concurso nacional ao qual podem concorrer universidades portuguesas, uma «estrutura autónoma e independente responsável pela concepção de exames nacionais para todos os ciclos».

O Governo seria a entidade fiscalizadora «relativamente a toda a estratégia de avaliação independente», de acordo com o diploma.

Diogo Feio propôs ainda a criação de um «banco de perguntas», no seguimento do que se faz nos EUA, «com milhares de questões previamente testadas» a incluir nos exames nacionais.

O diploma salienta que, no modelo norte-americano, um grupo de especialistas avalia as questões propostas, que terão que ser em dobro das necessárias, e fazem testes piloto a pequenos grupos de alunos.

Depois de aprovadas pela comissão de especialistas, são colocadas na base de dados e são avaliadas na sua eficácia através dos exames.

A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, considerou quarta-feira «um erro» as críticas da Associação de Professores de Português (APP) ao exame nacional da disciplina do 12º ano, realizado segunda-feira por 60 mil alunos.

Segundo a APP, o primeiro grupo da prova suscitou «algumas dúvidas», já que foi usada a terminologia linguística em revisão, e o texto final poderá ter levado os estudantes a falar de Padre António Vieira no tema de desenvolvimento, quando o autor não integra o programa do 12º ano.

Diário Digital / Lusa

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