sexta-feira, 4 de abril de 2008

SOSProfessor: 18 por cento fez queixa à polícia

Dos 124 docentes que ligaram para a Linha SOSProfessor desde o arranque do ano lectivo, 23 apresentaram queixa junto da PSP ou da GNR, o que representa 18,5 por cento, segundo dados revelados esta sexta-feira, noticia a Lusa. De acordo com a Associação Nacional de Professores, que promove a iniciativa, apenas um docente (0,8 por cento) apresentou queixa junto das autoridades como primeira diligência, enquanto 19 (15,3 por cento) tomou essa opção em segundo lugar. Para os restantes três professores, a apresentação de queixa surgiu como terceira diligência. «Recorrendo à análise de conteúdo das fichas de atendimento e de acompanhamento, pode-se afirmar que existe um receio de represálias por parte dos intervenientes envolvidos, bem como por vergonha e receio da exposição e descrédito profissional», conclui a ANP, no relatório. Para a maioria dos docentes (62,9 por cento), a primeira opção foi falar com um órgão da direcção do estabelecimento de ensino ou com o director de turma, seguido de uma chamada para a Linha SOS Professor (12,9 por cento) e de uma conversa com o outro interveniente (11,3 por cento). Nove docentes (7,3 por cento) não fizeram nada em relação ao episódio relatado.
Como segunda diligência, a opção na maioria dos relatos foi ligar para a linha (41,1 por cento), seguida de uma queixa na GNR ou PSP (15,3) e de uma conversa com outro docente ou familiares (13,7). O Procurador-Geral da República apelou quinta-feira aos conselhos executivos das escolas e aos docentes para que denunciem todos os casos de agressões praticadas dentro dos estabelecimentos de ensino, actos que configuram crime público. Os órgãos directivos das escolas e os docentes «têm de ter coragem, obrigação e dever cívico para participarem» os caos de violência, afirmou Pinto Monteiro, no final de um encontro com o Presidente da República, Cavaco Silva.
Três em cada dez docentes que contactaram a Linha SOSProfessor desde o início do ano lectivo admitiram ter sido vítimas de agressões físicas, enquanto mais de metade relataram episódios de agressão verbal, segundo os dados revelados esta sexta-feira.

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