sexta-feira, 11 de abril de 2008

Professores suspeitos de agressões

A par dos alunos, professores e auxiliares de educação surgem também como suspeitos da prática de crimes em meio escolar. O relatório da PSP sobre o programa Escola Segura revela que no ano lectivo 2006/2007, 19 docentes e 20 funcionários foram considerados suspeitos de agressões e injúrias. Estas acusações, segundo o relatório a que o PortugalDiário teve acesso, resultam, na maioria dos casos, de queixas apresentadas pelos encarregados de educação em nome de menores, ou de jovens com mais de 16 anos, que, ao estarem envolvidos em situações de conflito em meio escolar e ao terem uma queixa de agressão contra si, «respondem» com uma «contra-queixa», como forma de defesa. Aliás, segundo a PSP, entre 80 a 90 por cento das denúncias contra professores correspondem a esta realidade. No entanto, em situações pontuais, existem casos em que são os professores e os funcionários a praticar actos de violência, como «já aconteceu». Em Gondomar, um professor, de 28 anos, está acusado pelo Ministério Público (MP) da prática de 19 crimes de pedofilia. Os alegados crimes foram perpetrados entre Setembro de 2003 e meados de 2005, em escolas de Ermesinde, Gondomar e Guimarães, e as alegadas vítimas eram alunas a seu cargo, dos 7º e 8º anos de escolaridade, com idades entre os 13 e os 15 anos. O docente foi detido em Dezembro de 2005 e a PJ encontrou no seu computador fotos obscenas tiradas a alunas, algumas das quais seduzidas através do fornecimento antecipados de respostas a testes. Já em Junho de 2004, o Tribunal de Anadia condenou a três anos de cadeia, suspensos por quatro anos, um professor acusado de abusar sexualmente de alunas com idades entre os 11 e os 13 anos. O docente, de 49 anos, foi acusado de abusar das jovens que frequentavam o Colégio Salesiano de S. João Bosco, em Mogofores, concelho de Anadia, onde leccionava. O Tribunal apenas deu como provados cinco dos sete crimes de que o professor era acusado, considerando que não se provou a consumação de qualquer acto sexual, mas que o arguido acariciava as zonas erógenas das vítimas. Em Junho de 2005, foi também notícia o caso de um aluno de sete anos da Escola EB1 do Calvário, em Serzedelo, agredido por um professor em plena aula. A agressão levou o Ministério Público de Guimarães a instaurar um inquérito.
O rapaz terá sido esbofeteado e agredido com «alguma violência» pelo docente, após o que teve de ser assistido no Hospital de Riba d'Ave, Vila Nova de Famalicão. Segundo o testemunho dos colegas da turma, a agressão foi motivada pelo facto do rapaz não ter feito os trabalhos de casa. No início do mesmo ano lectivo, em Outubro de 2004, um professor da escola do primeiro ciclo de Paredes de Coura foi investigado na sequência de denúncias de alegados «maus tratos físicos e psicológicos» a alunos. As denúncias foram formalizadas através de um abaixo-assinado em que 14 encarregados de educação dos alunos de uma turma do 3º ano acusaram o docente de dar «bofetadas na cabeça, cara e rabo» das crianças. Os castigos de professores a alunos foram recentemente notícia de em Vila Nova de Gaia e Guimarães, onde alunos foram calados com fita-cola.

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