domingo, 6 de abril de 2008

«Nenhuma escola pediu suspensão da avaliação»

A ministra da Educação garantiu este sábado que «não há uma única escola» que tenha pedido a suspensão da avaliação dos professores, e acrescentou que o processo «corre com tranquilidade» em todos os estabelecimentos de ensino, escreve a agência Lusa.
«Não há uma única escola que tenha pedido a suspensão», afirmou Maria de Lurdes Rodrigues, à margem da inauguração das obras de remodelação e ampliação de uma escola do 1º ciclo na freguesia de Chafé, concelho de Viana do Castelo.
Admitiu que há «manifestações de preocupação» e «desejos de não concretização da avaliação» manifestado por alguns professores individualmente, grupos de professores ou mesmo conselhos pedagógicos, mas sublinhou que isso não pode ser confundido com a posição da escola. «Nenhum conselho executivo de qualquer escola pediu a suspensão da avaliação. O que as escolas pedem ao Ministério da Educação é apoio para os diferentes modelos de avaliação que estão a tentar adoptar e concretizar em função dos seus recursos», disse ainda. Maria de Lurdes Rodrigues reiterou que a suspensão é «uma solução que não está disponível, porque redundaria em prejuízo para os professores, que assim ficariam impedidos de progredirem na carreira».
Reconheceu que há escolas com «dificuldades» na concretização da avaliação, mas frisou que o processo está a avançar em todos os estabelecimentos de ensino, embora com rimos e condições diferentes. «O que é preciso é cumprir o que está estabelecido nos regulamentos e é isso o que as escolas estão fazer. A posição das escolas é de fazer a avaliação, ultrapassando os problemas que têm, e que são muitos», afirmou.
A ministra escusou-se a comentar as declarações do secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, sobre uma eventual «campanha orquestrada contra a escola pública».
«Não vou comentar o que outras pessoas dizem. O secretário de Estado é responsável pelas afirmações que faz, é uma pessoa competente, participa na definição da política do Governo. Não ouvi o que ele disse, mas se ele disse deve estar certo», referiu Maria de Lurdes Rodrigues. A remodelação e ampliação da escola do 1º ciclo de Chafé custou 600 mil euros, dotando o estabelecimento de ensino de capacidade para acolher até 120 alunos. A cerimónia de inauguração podia ter corrido mal, depois de a cana de um foguete lançado para assinalar a data ter caído no recinto da escola, mesmo ao lado de um grupo de alunos que se preparava para «brindar» a ministra da Educação com uma dança.

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