segunda-feira, 21 de abril de 2008

Escola paga cem mil euros por morte de aluna

Dez anos passados, vários recursos interpostos e após dois arquivamentos, três professores e o director do Externato Frei Luís de Sousa, em Almada, foram condenados pela morte de Joana Távora, uma jovem de dez anos que morreu afogada no Tejo.O Tribunal de Almada ditou a sentença e a Relação de Lisboa confirmou-a recentemente, noticiou o ‘Público’: nove meses de prisão, suspensos por dois anos, por crime de homicídio por negligência grosseira e uma indemnização de cem mil euros paga à família da menina.Ao que o CM apurou, apesar de a diocese de Setúbal, entidade à qual pertence o externato, ter apresentando recurso do pagamento dos cem mil euros, a indemnização já foi paga aos pais de Joana.O caso remonta a Março de 1998. Joana integrava um grupo de 50 crianças do externato envolvidas numa acção de limpeza da praia do Olho de Boi, em Almada, perto da Ponte 25 de Abril. Seguia numa canoa com outros dois alunos, uma rapariga da mesma idade e um rapaz adolescente. Com a maré a subir e as mudanças de corrente, a canoa foi arrastada para debaixo de um batelão atracado no cais.Os jovens atiraram-se à água. O rapaz foi salvo por um pescador e a rapariga por um nadador salvador. Joana não resistiu à força da água.
Apesar de os professores recusarem responsabilidades, a Relação confirmou a culpa. Um deles ausentou-se do local e os outros dois não podiam actuar. Um porque tinha sido operado ao coração, a outra por não saber nadar. 'Criaram um risco que determinou a morte de Joana'. sublinhou o acórdão. O caso chegou a tribunal sete anos após a morte. O Ministério Público arquivou o processo duas vezes. Os pais constituíram-se assistentes e um juiz de instrução deu--lhes razão.O Tribunal de Almada condenou os docentes e a escola em 2007. O recurso à Relação foi decidido no último mês

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