quinta-feira, 27 de março de 2008

Professora volta às aulas

A professora da Secundária Carolina Michaelis, Porto, alegadamente vítima de violência por parte de uma aluna quando lhe retirou um telemóvel, regressa às aulas segunda-feira, disse à Lusa fonte da instituição. «A professora vai trabalhar normalmente, não fazem qualquer sentido as notícias que dão conta de uma eventual paragem da actividade docente», disse a mesma fonte. Acrescentou que esta situação de indisciplina não é inédita, uma vez que são conhecidos outros casos, envolvendo alunos da mesma turma e outros professores da escola. A professora de Francês envolvida neste episódio encontra-se no topo da carreira e regressou este ano à escola, depois de anos requisitada, disse fonte do estabelecimento. A mesma fonte, ligada à Escola Secundária Carolina Michaelis, disse à Lusa que a cena terá ocorrido no último dia de aulas, antes das férias da Páscoa. A professora regressou este ano aquela escola, após ter estado durante vários anos na situação de requisitada, exercendo funções como coordenadora do Parlamento Europeu dos Jovens. Segundo a edição desta quarta-feira do Jornal de Notícias a aluna vai ser alvo de um processo na comarca de Matosinhos, que terá de ficar concluído no prazo de três meses.
O Tribunal de Família e Menores do Porto remeteu o caso para a comarca de Matosinhos, referiu fonte do Ministério Público (MP). O procurador Manuel Santa, do Tribunal de Família e Menores do Porto, afirmou que o caso vai decorrer no Tribunal de Família de Matosinhos porque a aluna pertence àquela comarca.
«O inquérito tutelar e educativo deverá ser aberto rapidamente pela colega de Matosinhos», disse. Segundo referiu, este inquérito servirá para apurar se eventualmente a aluna em causa praticou actos ilícitos que poderão ser punidos pelo crime de ofensa à integridade física da docente. «No decurso do inquérito irá apurar-se se há ou não matéria para provar que a aluna praticou este crime. Se o Ministério Público entender que a aluna praticou esses crimes e precisa de ser educada para o direito procede-se à abertura da fase jurisdicional», acrescentou o responsável.

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