quinta-feira, 27 de março de 2008

Crimes nas escolas aumentam

No ano de 2006/2007 a criminalidade registada pela PSP e pela GNR, no âmbito do programa «Escola Segura», aumentou. Os dados revelados pelo Gabinete do Coordenador de Segurança (GCS), dão conta de um aumento de 2,4 por cento na área da PSP e de 92,3por cento na escolas patrulhadas pela Guarda. O aumento de delitos na zona da GNR corresponde a mais 298 ocorrências registadas, no total de 621. «Os crimes que mais aumentam são o vandalismo/dano, mais 193 por cento, e o furto, mais 74 por cento», adiantou o secretário-geral do GCS, o general Leonel Carvalho. O aumento de criminalidade registada junto às escolas é ainda mais evidente, tendo em conta que o número de horas de patrulhamento «diminuiu». Nas aéreas escolares patrulhadas pela PSP foram registadas 2986 ocorrências, mais 70 do que no ano lectivo anterior. Os dados estatísticos a que o PortugalDiário teve acesso revelam que o crime de roubo, um dos que mais preocupa alunos, pais e professores, diminuiu 27 por cento, isto é, menos 158 roubos. A PSP atribui a redução deste crime ao reforço de medidas preventivas e operações de fiscalização. Segundo o relatório da PSP, estes crimes ocorrem na maior parte das vezes nos percursos casa/escola, à tarde, entre as 16h e as 20h, no horário de inverno, depois de escurecer. Os suspeitos são geralmente ex-alunos que actuam em grupo e atacam «prioritariamente» alunos com idades entre os 11 e os 15 anos. Segundo a mesma fonte, há também um número significativo de roubos levados a cabo por toxicodependentes que usam facas ou seringas. Os roubos são praticados «muitas vezes» com simulações de armas de fogo, que podem ser armas de alarme ou armas de brinquedo. No último ano lectivo, a PSP registou 67 ocorrências de posse e uso de arma, mais 6,3 por cento do que no ano anterior. No total foram apreendidas 260 armas: 13 armas de fogo, 165 armas brancas e 82 de outro tipo, normalmente réplicas de armas de fogo. Segundo a polícia, 64 por cento das ocorrências relacionadas com armas envolvem a utilização de facas ou canivetes, no entanto, em cinco por cento dos casos são usadas armas de fogo adaptadas. A PSP salienta que o uso de pistolas nas escolas é «raro», mas as armas a fingir, as pistolas de mola ou pressão de ar são mais frequentes.

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